Recrutamento e seleção


Segundo Max Gehringer, situação atual é a melhor dos últimos anos. Ele faz quatro recomendações para quem busca trabalho.

Para quem está procurando emprego, as horas passam devagar e as semanas passam depressa. Mas, no Brasil, atualmente, existem duas situações contraditórias. Tem gente que está procurando emprego e não acha. E tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos certos.

Porém, no geral, as notícias são positivas. De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar. Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.

Mas estamos falando da quantidade de vagas, e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas pesquisas não mostram.

A primeira é o grau de satisfação de quem está empregado. Com a função, o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto. E a segunda coisa é que muitos profissionais não estão atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.

Candidato x entrevistador

Apenas como mera sugestão, vou inserir um par de diálogos para serem aproveitados, corrigidos ou descartados. Este é o primeiro. Um candidato e um entrevistador.

Entrevistador: Por que você acha que é o candidato adequado para esta vaga?
Candidato: Bom, veja bem. Eu sou formado em Psicotecnologia, pós-graduado em Administração Atômica, com mestrado em Ciências Monoperiféricas e doutorado em Energização Esquizossomática.
Entrevistador: Mas nós estamos procurando um auxiliar de atendimento ao cliente.
Candidato: Nesse caso, eu também tenho PhD em Relações Internacionais.

Segunda sugestão. Candidato e Entrevistador.

Candidato: Estou aqui para a vaga de assistente do assessor do auxiliar do subchefe.
Entrevistador: Mas o que é isso? Temos uma vaga muito melhor, de gerente.
Candidato: Gerente? Mas eu não tenho estudo.
Entrevistador: Estudo, pra que estudo? O que interessa é a experiência.
Candidato: Mas eu também não tenho experiência em ser gerente.
Entrevistador: Mas terá. Em uma semana você aprende tudo.
Candidato: Que maravilha!
Entrevistador: Qual é a sua pretensão salarial?
Candidato: Sei lá, tipo assim, uns R$ 700.
Entrevistador: Que é isso, meu amigo? Pense grande. Vamos começar com R$ 5 mil.
Candidato: R$ 5 mil?

Entrevistador: US$ 5 mil. Mais carro do ano e mordomias aos montes!
Candidato: E quais serão as minhas obrigações?
Entrevistador: Nem me fale essa palavra que me dá arrepios. Aqui ninguém é obrigado a nada. Você faz o que acha que deve fazer.
Candidato: Mas e se eu não for bem? Porque, sinceramente, eu não entendo nada de nada.
Entrevistador: Bom, aí, você já está demonstrando que pode ser rapidamente promovido a diretor.

Evidentemente, o emprego perfeito não existe. Mas a situação atual, embora não seja a ideal, é a melhor dos últimos anos. Pensando num futuro bem próximo, quando as boas vagas estarão ainda mais disputadas, aqui vão quatro recomendações.

Primeira - Quem é jovem não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego. O ideal é começar a trabalhar entre os 18 e os 20 anos. As empresas dão preferência à combinação de escolaridade com experiência prática.

Segunda - Se não houver uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando pela vaga perfeita. No mercado de trabalho, quem espera sempre cansa.

Terceira – Estude. Não importa se você tem 20 ou 40 anos. Um curso superior já foi um diferencial. Atualmente, passou a ser um pré-requisito. Um diploma que parece não fazer falta hoje, fará muita falta amanhã.

Quarta – Acerte no curso. Uma coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber se vão existir oportunidades naquela área. Uma das maiores consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007, para as vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas e Informática.

Por isso, antes de optar por um curso que tem um nome bonito e atrativo, dê uma pesquisada, para saber qual é o tamanho do mercado para aquela profissão.

Trabalhar, em seu sentido mais tradicional, sempre foi a antítese de diversão. Como minha avó costumava dizer, quando eu me queixava de um chefe ou de um prazo apertado, “é por isso que se chama trabalho”. Minha avó ficaria mais que surpresa diante do que Adrian Gostick e Scott Christopher têm a dizer em The Levity Effect: Why It Pays to Lighten Up, seu livro que defende a teoria de que locais de trabalho divertidos influenciam positivamente os lucros. E eles estão falando muito sério.

“Quando as pessoas riem, elas prestam atenção”, disse Gostick, escritor e consultor de motivação no trabalho.

Christopher, comediante e colunista de humor na revista Human Capital, riem juntos ao expor seus principais argumentos:

Pessoas divertidas são contratadas com mais facilidade.
Um estudo entre 737 presidentes de grandes empresas constatou que 98% deles contratariam um candidato com senso de humor, se outro concorrente ao posto demonstrasse menos humor.

Diversão gera lealdade nos funcionários.
De acordo com uma pesquisa da Ipsos que envolveu 1 mil trabalhadores, os funcionários que riem no trabalho mudam menos de emprego. Os que consideram que seu chefe tem senso de humor “acima da média” também têm probabilidade superior a 90% de permanecer em um emprego por mais de um ano. Caso trabalhem para um chefe com senso de humor “médio”, a retenção cai a 77%.

As pessoas divertidas vão longe.
De acordo com um estudo publicado pela Harvard Business Review, executivos descritos pelos colegas como pessoas bem humoradas “sobem na hierarquia com mais rapidez, e ganham mais do que seus companheiros”.

Rir faz bem à saúde.
Um estudo da Universidade de Maryland demonstrou que, enquanto o estresse reduz o fluxo sangüíneo, o humor o eleva. E em 22%.

Está bem, o humor é benéfico. E pode ser bom para os negócios. Mas será que saber disso não representa uma outra forma de estresse? Quero dizer, e se a pessoa não tiver graça?

Já não temos bastante com que nos preocupar em entrevistas de emprego? Agora precisamos também ser engraçados? Humor é muito subjetivo, e pode cair muito mal caso não funcione. E os chefes já não têm problemas suficientes a resolver, com a crise econômica? Agora eles terão de reanimar seus comandados sendo engraçadinhos? Há muita gente competente que não seria capaz de se levantar diante dos colegas de trabalho e se lançar a um número cômico.

Gostick diz que não é preciso se preocupar com isso. “Nossa definição se relaciona mais à leveza. A pessoa não precisa ser engraçada, mas é preciso que as outras pessoas se divirtam por tê-la em sua companhia”, ele diz. “Os grandes líderes fazem dos locais de trabalho um ambiente mais leve”.

“O chefe não necessariamente faz humor”, disse Christopher. (Os dois tendem a alternar respostas, nas entrevistas.) “O que ele faz é incentivar o humor, ou pelo menos tolerá-lo”.

A consultoria Bain o faz ao reunir 400 funcionários de todo o mundo para sua copa de futebol anual. A fabricante de brinquedos Lego America encoraja os funcionários a usarem ciclomotores para ir ao trabalho. O Google organiza campeonatos de hóquei sobre patins no estacionamento duas vezes por semana, promove torneios do jogo “Palavras Cruzadas” ao longo do dia e tem um piano em seu refeitório.

Algumas empresas chegam a colocar um grupo ou pessoa no comando da diversão.

Na Iris North America, uma agência de publicidade, a equipe leva o nome “esquadrão do riso”, diz Stewart Shanley, um dos fundadores da empresa. A equipe tem orçamento e logotipo próprios, e é responsável “pelo bem-estar e pela diversão ocasional” dos 475 funcionários da agência, ele acrescenta.

“Manter as pessoas contentes as faz trabalhar melhor”, afirma. “O truque para dirigir um negócio de sucesso é atrair talentos, mas essa parte costuma ser esquecida”

. Na Iris, além do esquadrão do riso, há o esquadrão do esporte e o esquadrão da farra, cuja função, explica Shanley, “é embriagar as pessoas ocasionalmente”.

Opa, bebedeiras promovidas pelo empregador? Isso não causaria desconforto a certos funcionários? E os alcoólatras que estiverem em recuperação? Ou as pessoas cuja religião ou estado de saúde proíbam o álcool?

“Há hora e lugar para tudo”, disse Christopher. “Leveza não quer dizer insensibilidade”.

Mas da mesma maneira que algumas empresas parecem estar se saindo bem com esses métodos, a história recente oferece diversos exemplos de chefes que entenderam tudo errado.

Um estudo japonês publicado em fevereiro trata dos danos físicos e emocionais sofridos por mulheres que trabalham no varejo e são forçadas a sorrir o dia inteiro. O Dr. Makoto Natsume, psiquiatra da Universidade de Osaka, identificou entre as mulheres participantes da pesquisa uma “síndrome da máscara risonha”, que pode causar depressão e lesões por esforço repetitivo no rosto.

Ou seja, alegria forçada pode fazer mal à saúde.

E há o caso do Dr. Robert Woo, dentista de Auburn, Washington, que substituiu por implantes dois dos dentes da frente de uma assistente, cuja família criava porcos, um assunto que era de conhecimento comum dos funcionários da clínica.

Quando a paciente estava anestesiada, Woo por brincadeira colocou duas próteses em forma de presas de javali no maxilar da assistente, e fotografou a funcionária adormecida com elas. Mas as próteses corretas foram instaladas antes que ela despertasse.

No entanto, ela descobriu a piada quando as fotos foram mostradas em uma festa do escritório. A funcionária pediu demissão e processou Woo, que fez acordo por US$ 250 mil para escapar da ação.

Fonte: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200803231200_NYT_72161092&idtel=

Fonte: Karin Sato  -  20/02/08 – 08h54  -  InfoMoney

SÃO PAULO – Os jovens não se comportam de forma adequada no ambiente corporativo, menos por má vontade e mais por desconhecer suas regras, que, infelizmente, na maioria das vezes, são rígidas.

Eles usam programas de mensagens instantâneas para falar com amigos, visitam sites indevidos, usam roupas inadequadas, como jeans rasgados, bermudas e blusas com decotes grandes, além de falar gírias e pecar no quesito simpatia.

Dicas
Antes de cometer uma gafe, acompanhe as dicas da consultora de etiqueta profissional, Renata Mello.

Se você é candidato a uma vaga de emprego, na entrevista, lembre-se:

  • Demonstre boa vontade, sorria ao interagir com o entrevistado;
  • Preste atenção na maneira como você se senta, evite sentar esparramado, como se estivesse na faculdade ou no cursinho;
  • Evite ficar balançando o pé ou a perna, uma vez que o entrevistador pode entender isso como ansiedade;
  • Se ficar esperando em pé, não se encoste nem ponha o pé na parede. Mantenha a postura ereta e firme;
  • Evite se atrasar. Se acontecer, peça desculpas e não fique culpando o trânsito;
  • Não entre na sala de entrevista sem pedir licença;
  • Procure informações sobre a empresa, antes da entrevista. Entre na internet e converse com os amigos. Isso aponta interesse e iniciativa. Mas jamais demonstre ser o “senhor sabe tudo”;
  • Procure se vestir de acordo com o perfil da empresa, sem exageros;
  • Ouça as perguntas com atenção e procure ser objetivo nas respostas;
  • Cuidado com o português. Fale correto, mas não necessariamente usando palavras difíceis. Elas podem ser uma armadilha;
  • Se não entender a pergunta, tire suas dúvidas, para responder adequadamente;
  • Simpatia e descontração pode ajudar a conseguir o emprego. Mas cuidado com a famosa pose ou tratamento de “brother”, tão em voga. Ela é assustadora para as empresas.

Você conseguiu o emprego. Atenção para essas regrinhas básicas:

  • Seja comprometido com a empresa;
  • Não confunda sua sala de trabalho com uma sala de estar. Evite usar seu telefone celular ou o da empresa para ficar conversando com amigos;
  • Cuidado com o uso dos programas de mensagens instantâneas no horário do trabalho. Procure descobrir qual é o procedimento da empresa e evite ao máximo usar;
  • É inaceitável usar jeans rasgados, roupas tipo skatistas, decotes profundos e saias ou blusas curtas em um ambiente corporativo. Essas peças só são permitidas se você trabalhar em lojas de moda ou em locais que permitam esses trajes;
  • Cuidado com o corte dos cabelos e as cores exageradas;
  • Não use gírias nem gerúndios (por exemplo: “vou estar perguntando”) ao conversar com colegas e clientes;
  • Não fale ao telefone com a boca cheia;
  • Ao usar e-mails, atenção à escrita. Seja breve. Evite envio de e-mails pessoais em sua caixa postal de trabalho. Eles podem ser acessados pela sua chefia, pois a máquina é da empresa e não sua;
  • Preste atenção ao seu tom de voz;
  • Assuma seus erros;
  • Preste atenção aos níveis hierárquicos da empresa. Você é chefiado por alguém, e é a essa pessoa a quem você precisa responder e acatar ordens;
  • Cuidado com o termo “tipo assim”. Não use;
  • Seja pontual.

Preencha eles e tens um currículo padrão:

SINE

 http://www.bne.com.br/cad_.htm

UNIVERSIA

http://www.universia.com.br/empregos/#login 

Consultores dizem o que pega mal na conversa com o entrevistador

Entre nesse Link: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=15265 

Especialistas revelam as características que as corporações buscam

Publicado em 12/02/2008 - 13:30 Fonte: http://www.universia.com.br/

Por Lilian Burgardt Dez entre dez especialistas garantem: “o profissional do futuro deve, sobretudo, saber trabalhar em equipe”. Ter bom relacionamento com os colegas, saber ouvir, opinar e discutir idéias, são características de quem possui esse talento. Quem está no mercado de trabalho já há algum tempo sabe que, ainda que surjam conflitos, duas cabeças pensam melhor do que uma. Mas quem nunca pensou que preferia trabalhar sozinho porque centralizando o trabalho em si “a coisa andaria melhor”?

Há uma explicação para esse receio em relação ao trabalho em equipe. Desde os tempos da escola, quando o professor mandava a turma se dividir em grupos para executar uma tarefa, os alunos aprendiam como é difícil lidar com idéias distintas e, muitas vezes, com a falta de comprometimento dos colegas. Da escola para frente, uma sucessão de experiências ruins relacionadas ao tema trabalho em equipe é que podem causar restrições ao coletivo. Mesmo os seminários durante a faculdade e até o trabalho de conclusão de curso da graduação. O individualismo, por sua vez, está com os dias contados no atual mercado de trabalho. Tanto é que consultores de carreira são taxativos: se você quiser sobreviver no meio corporativo terá de aprender a lidar e trabalhar com os outros.

A primeira coisa que você precisa saber para se dar bem numa empresa que prioriza o coletivo é fazer uma distinção clara do que é trabalho em grupo e trabalho em equipe. “Equipe quer dizer comprometimento. Trata-se de um grupo de pessoas com um objetivo comum que batalham por sua conquista e respeitam as características e as competências individuais de cada um. Um não se sobrepõe ao outro. Trabalham em conjunto, aproveitam o que cada um tem a oferecer, ao contrário do que acontece em um grupo sem foco, sem objetivo”, explica a psicóloga e consultora Suzy Fleury. A especialista é do time que acredita que cada indivíduo tem algo a oferecer para transformar um grupo numa equipe de sucesso. O segredo, segundo ela, é aproveitar tais competências individuais para obter um bom resultado coletivo.

Fã assumida da metodologia utilizada pelo técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, a psicóloga defende que uma equipe, assim como um grande time, não se faz só de estrelas, mas de indivíduos de diferentes qualidades que, em conjunto, obtêm sucesso. Não é à toa que, há anos, o treinador conquista títulos no esporte por saber estimular esse potencial em cada jogar em prol de um objetivo comum. “Em seu livro, ‘Transformando suor em Ouro’, Bernardinho destaca que essa é a receita para levar um grupo ao topo do podium. No vôlei, com exceção do saque, todas as ações são coletivas. Por essa razão, é preciso estimular o grupo a aproveitar as competências de cada um dos integrantes”, lembra Suzy.

Para a psicóloga, os grandes realizadores dotados de sabedoria sabem que a força do time vem do indivíduo. Por que, então, nas empresas, os projetos que demandam troca de idéias de uma equipe tendem a ser um fracasso? Segundo Suzy, o principal erro do universo corporativo é anular a força do indivíduo quando ele faz parte de um projeto. “Os colaboradores são águias de um projeto. Eles precisam ser tratados como peças determinantes, verdadeiros atores e não meros coadjuvantes num processo maior que exige envolvimento, cooperação e determinação para atingir resultados”, explica. Segundo ela, para atingir metas, cabe ao gestor de uma equipe identificar o potencial de cada indivíduo e estimulá-lo.

Além da ação do gestor, também cabe aos membros da equipe identificar se alguns pontos determinantes para o sucesso do trabalho coletivo estão presentes no dia-a-dia. Para facilitar este trabalho ela criou um check-list básico com aquilo que ela considera necessário para garantir a sustentabilidade e excelência num projeto tocado a mais de quatro mãos. No quadro abaixo você acompanha os itens considerados indispensáveis. Para saber se sua equipe está no caminho certo, o ideal é conseguir somar pontos em todos os quesitos e chegar a 10 na pontuação total. Caso você não consiga somar pontos em algum quesito, já sabe exatamente quais os pontos fracos que devem ser melhorados.

O que você pode fazer pela equipe

“O dia-a-dia do grupo que quer se tornar uma equipe deve ser orientado por quatro princípios básicos: união, disciplina, trabalho e profissionalismo. Sem isso, não há como obter sucesso”, afirma Suzy. Como, porém, vencer os pequenos obstáculos que se sobrepõem ao trabalho? O medo de ser passado para trás pelo colega, a disputa por dar a palavra final, a falha crônica de comunicação que gera intrigas e discussões…

O especialista comportamental, Jô Furlan, diz que não há receita milagrosa a não ser baixar a guarda e superar o medo e a desconfiança para dar chance do trabalho dar certo. É claro que estabelecer uma relação de confiança num ambiente competitivo em que pessoas disputam espaço, visibilidade e, sobretudo, reconhecimento, impede muitos profissionais de olharem o outro como parceiro. Para ele, é inevitável que dois ou três candidatos se sobressaiam num time, mas isso não deve ser encarado como negativo pelos demais porque, quando o trabalho é bem feito, todos são diretamente beneficiados e dentro deste processo, cada um tem o seu valor. “Duas pessoas não ocupam o mesmo lugar no espaço. Se houver alguém na empresa que faz o mesmo trabalho tão bem quanto você, um dos dois está sobrando. Por isso, é indispensável pensar em cooperação. A cada hora alguém tem sua contribuição individual reconhecida”, diz ele.

Seguindo este raciocínio, é fundamental para o sucesso que os membros da equipe sejam flexíveis e aceitem a opinião dos outros. “Parece bobagem, mas 90% dos profissionais não recebem uma crítica de maneira construtiva. Encaram uma negativa em relação a uma idéia ou a um projeto como um boicote pessoal”, critica Furlan. Ele lembra que naturalmente as pessoas tendem a se aproximar daquelas com as quais têm afinidades, no universo corporativo, no entanto, é preciso diversidade, especialmente quando se trata de um projeto que implica em riscos para a empresa. “As pessoas precisam parar de achar que bom é aquele que concorda comigo. Quem tem uma opinião contrária e consistente deve ser ouvido com atenção, não encarado como inimigo. Muitas vezes, uma crítica construtiva poderia ter salvado um projeto que não deu certo”, afirma ele.

Quem tem um perfil contestador, porém, precisa saber até onde pode ir com sua crítica, avaliação negativa ou seu questionamento sobre a validade de uma idéia. “Tem muita gente aí que se diz sincero porque fala o que pensa. Eu discordo totalmente disso, acho que sinceridade é uma coisa, falta de educação é outra. Falar o que pensa de maneira agressiva, doa a quem doer, só vai colocá-lo numa posição desconfortável perante os colegas e, mais, dar margem para que receba críticas tão ferozes quanto aquelas que fez”, alerta Furlan.

O embate verbal pode ser responsável pela quebra de confiança e pela geração de conflitos, em alguns casos, até irremediáveis. O especialista em Recursos Humanos e Comunicação Verbal, Reinaldo Passadori, lembra como somos resistentes a aceitar idéias diferentes das que foram sugeridas por nós mesmos e, com isso, como tentamos, a todo o momento, mostrar que somos capazes de ter uma sacada genial impondo um discurso ao colega. Quando essa idéia não sai do papel, levamos adiante um sentimento de revanchismo, algo como: “Puxa, na próxima reunião eu vou ter a idéia do século”. O que muita gente esquece é que cada indivíduo tem essa percepção e, caso as idéias tenham sido discutidas neste clima, não haverá comunicação eficiente que resolva. “Não adianta ser afoito, falar demais ou passar por cima do outro. É preciso criar uma condição de interatividade para que todos possam expor suas idéias”, acredita.

E haja paciência para aceitar os mais eufóricos quando tudo que se precisa numa reunião é sossego para assentar as idéias. Nessa hora, uma dose de bom-senso ajuda muito a moderar a situação para que todos possam ouvir atentamente o que cada indivíduo tem a dizer. Aí, entra outra característica indispensável para o trabalho em equipe dar certo: maturidade para administrar conflitos. Para Passadori, alguém precisa assumir o papel de apaziguador da turma e colocar ordem no trabalho quando se está andando em círculos.

Uma vez organizadas as idéias, é hora de definir os papéis. Cada indivíduo precisa ter sua responsabilidade dentro do grupo. A verdade é que no dia-a-dia poucos carregam o piano, mas se todo mundo fizesse sua parte o piano seria leve e ninguém ficaria sobrecarregado. Na opinião de Passadori, há duas situações que devem ser observadas neste quesito: o colega centralizador e o bon vivant. Tanto um como o outro prejudicam o trabalho em equipe, pois sobrecarregam um dos lados da balança. “Tem gente que não foi forjada para o trabalho duro, gosta de moleza, mas têm pessoas que simplesmente não delegam porque não confiam nos outros ou têm medo de perder espaço”, acredita.

Na opinião do especialista, outro aspecto fundamental para o sucesso do trabalho em equipe é manter o bom-humor. Para ele, gente que trabalha de cara feia, carrancuda e sisuda só perde a oportunidade de levar a vida de uma maneira mais leve e saudável. “Tem gente que entra no escritório e se transforma em um ser humano mal-humorado. Como se o trabalho em si não fosse prazeroso. As pessoas precisam aprender que o prazer está na caminhada e não na chegada e que um sorriso desarma qualquer um permitindo que você tenha amigos e não só colegas de trabalho”, conclui Passadori.

Fonte: http://informesorientando.blogspot.com/

Mercado, exigente, reclama de falta de talento. Drible esse cenário!

Entra ano, sai ano, e os exercícios de futurismo se repetem. Qual será a profissão de destaque no ano que começa? Quais carreiras ficam em baixa? Quais são as novas atribuições que dão charme ao currículo? Devo aprender mandarim? É válido emendar um MBA (Master in Business Administration) logo após concluir a universidade? Independente se o profissional é da area de engenharia, publicidade e propaganda ou administração de empresas, um fato é certo: 2007 intensificará uma tendência que ganhou força nos ultimos anos e que, segundo especialistas consultados pelo Universia, acabou por dar uma nova dimensão ao mercado de trabalho. É a era do super-profissional. “Entramos no tempo do ‘faça você mesmo’. As empresas esqueceram, na última década, de investir em seus departamentos de RH (Recursos Humanos) e os profissionais saíram a campo atrás de especializações, pós-graduações e MBA por conta própria, sem planejamento de carreira. Esse cenário alterou a lógica do mercado. O detalhe é que o mercado corporativo comprou a idéia e criou-se uma demanda difícil de ser atendida”, explica Vera Módulo, gerente da unidade de recrutamento da Gelre, organização especializada em recolocação profissional.A constatação vai de encontro a uma realidade atual do mercado, e que dará a tônica também no ano que começou: em que pesem os problemas macroeconômicos do País, as dificuldades naturais de se arrumar ou trocar de emprego e um mercado ainda muito arrochado, as empresas continuarão reclamando da dificuldade constante em se conseguir completar suas vagas, por falta de mão-de-obra, se não especializada, que atenda a todas as suas necessidades. “O profissional tem de se lembrar que as empresas não avaliarão mais apenas o currículo e o diploma, mas o que eles fazem e são capazes de produzir”, salienta Sami Boulos, consultor de carreiras do Career Center.A máxima atual mostra que tão difícil quanto encontrar um bom trabalho tem sido encontrar um bom profissional. Pesquisa realizada em 26 países pela consultoria internacional de Recursos Humanos Manpower mostra que dos 32 mil empregadores entrevistados, mais de 25% afirmaram encontrar grandes dificuldades com a escassez de profissionais qualificados. Esta nova tendência tem duas explicações, segundo o levantamento: as empresas estão cada vez mais exigentes no recrutamento para todos os níveis hierárquicos, e, ao mesmo tempo, os profissionais mais qualificados são cada vez mais assediados pelas corporações.Essa dificuldade em preencher as vagas não é exclusividade apenas dos profissionais com bom tempo de mercado. Mesmo para estudantes ou trabalhadores em início de carreira isso é realidade. Haja vista o último programa de trainee aberto pela multinacional Ambev. Sem um número definido de vagas, foram nada menos do que 26 mil inscritos, estudantes de diversas áreas, que tiveram de atender a exigências de gente grande: inglês fluente e bons conhecimentos de espanhol, disponibilidade para viagens e mudança de cidade ou país, habilidade para negociações e desenvoltura para lidar com o imprevisto. No total, 31 pessoas foram selecionadas, o que dá uma relação candidato-vaga superior a 800 pessoas, quase dez vezes maior que Publicidade e Propaganda, o curso mais disputado da Fuvest. “Naturalmente, nem todos os candidatos que se inscrevem no programa de trainee da Ambev preenchem os requisitos desejados”, expõe a gerente de recrutamento e seleção da empresa, Elisabeth Furiati.Um lugar ao sol.

PLANO DE CARREIRA
Montar um plano de carreira ainda na universidade pode ajudar no sucesso profissional. Para Rijane Mont’Alverne, professora de Recursos Humanos da Fundação Dom Cabral, um plano de carreira significa um plano de ação. Há de se traçar objetivos e montar estratégias para isso, com datas e propósitos. “O jovem tem de ser perguntar o que quer, quando quer e porque quer e revisar seus objetivos todos os anos. Planejar dá norte e reduz os desvios de caminho”, diz. Ela completa: “a palavra de ordem é estar sempre disposto a aprender, seja em sala de aula, em grupos de trabalho ou a viagens ao exterior”, resume.A docente também sugere um prazo de aproximadamente três anos para que o profissional escolha um MBA ou uma pós-graduação. “Esse tempo serve para o profissional se dar conta de que aquela é a profissão que ele deseja seguir pelos próximos anos”, explica. Ao mesmo tempo, diz que as escolhas dos programas de trainee devem ser feitas de maneira mais criteriosa, estudando a organização e seus valores, e vendo se eles são compatíveis com seus interesses de vida e carreira. “Temos visto um cenário onde os jovens têm pouca escolha: se inscrevem em todos os programas de trainee e, onde passam, ficam”. Ela diz que é comum atender alunos que estão há mais de quatro ou cinco anos em empresas que não se identificam (ou com a função ou com a organização), infelizes, mas que não conseguem mais trocar de área. Para ela, exemplo maior de falta de planejamento de carreira não existe.Vera Módulo, da Gelre ratifica a opinião. Para ela, o ideal é encarar três ou quatro anos de mercado antes de se decidir por uma pós-graduação ou um curso de MBA. “O recém-saído da faculdade muitas vezes não tem maturidade o suficiente e continuar os estudos leva ao risco de exaustão. Muitas vezes, as pessoas usam a pós para agüentar os momentos de ansiedade por causa do emprego”, diz. Mas há exceções: “para cursos como Direito ou para quem deseja encarar a vida acadêmica, que precisa de especialização e atualização constante, tem-se que estudar a vida inteira”.

UM LUGAR AO SOL
Esse beco aparentemente sem saída leva a dois questionamentos: a culpa é da falta de preparo dos profissionais ou do excesso de exigência das empresas? Segundos especialistas da área, o mercado atual é um misto desses dois fatores. Mas, ao mesmo tempo, é consenso que o perfil que o mercado procura é o de um super-homem. “Ele (o profissional) tem de ter competência, experiência, técnica apurada, bom relacionamento, atualização constante e ser um estrategista. Mesmo que o grau de compêtencia cobrado seja maior até do que o exigido pela vaga”, constata o professor titular do Departamento de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), Lindolfo Galvão de Albuquerque.O cenário para a busca de um emprego em 2007 (e nos próximos anos), nessas condições, parece nebuloso, mas especialistas acreditam que ele pode ser muito mais ameno do que aparenta. E tudo dependerá, basicamente, do esforço do próprio candidato. Para isso, duas dicas simples podem fazer toda a diferença: faça um estratégico plano de carreira (veja mais no quadro acima) e invista em você constantemente. Como todo bom super-homem que se preze, a mobilidade é uma das palavras de ordem do mercado em 2007. “O mundo passa por transformações que não têm volta. O Brasil também está sendo atingido e sofrerá mudanças, sobretudo no mercado de trabalho e nas relações trabalhistas. Nesse processo chamado globalização, as oportunidades surgirão da internacionalização, não apenas das corporações, mas também do profissional. Conhecer outras línguas e culturas será fundamental”, resume Albuquerque, da FEA/USP.Rijane Mont’Alverne, especialista de Recursos Humanos da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, sintetiza bem o perfil de profissional que as empresas buscam. “O mercado continuará atrás de profissionais com boa formação, flexibilidade e mobilidade em todos os aspectos. Seja para mudar de área, de cidade e com alto grau de adaptabilidade. Além disso, é interessante notar que atualmente exige-se grande resistência a frustrações, um alto grau de inteligência emocional”, resume. A especialista também frisa a questão da mobilidade, em um período em que as fusões e aquisições estão em alta no mundo todo e as trocas de comando, função ou mesmo localidade tornam-se uma constante na vida do empregado. Daí a importância da leitura e de cursos constantes para aprimorar suas competências. “A atualização profissional é peça-chave nos dias de hoje”, salienta Rijane. A questão da língua, apesar de soar como uma dica batida, é considerada vital pelos entrevistados. “Falar mais de uma lingua estrangeira é importante, mas o que se vê atualmente é que os profissionais investem em espanhol, francês e até mandarim apenas para ilustrar o currículo, quando o inglês, ainda a língua mais importante, é falada de modo macarrônico”, brinca Rijane. Parece mentira, mas um bom português pode ser o diferencial na hora de conseguir um emprego. “O maior índice de rejeição dos programas de trainee com os quais trabalhamos se dá pelos erros absurdos da Língua Portuguesa”, diz Sami Boulos.A docente Rijane Mont’Alverne recomenda: “além de falar uma ou duas línguas estrangeiras fluentemente, o mercado quer um profissional com traquejo, de preferência que tenha vivido ou tenha no currículo uma vivência no exterior. Isso denota capacidade maior de conviver com as adversidades. Experiências no estrangeiro expõem as pessoas a situações adversas, outros valores, pessoas e culturas. Isso é muito importante e um diferencial no momento de conquistar uma vaga”, conta. Para ela, com um mercado cada vez mais exigente, também não é possível ficar um período de cinco anos sem estudar. “É preciso atualização, especialização e treinamento específicos constantes dentro de sua área de atuação. É preciso estar preparado para as atividades que virão”, diz.

Tudo bem. Você tem um histórico brilhante, uma formação maravilhosa e experiências significativas. Mas você sabe como organizar tudo isso no seu currículo?

Os headhunters dizem que a maioria não sabe. Pensando nessa dificuldade, separamos dez dicas para deixar seu currículo igual a você: Nota 10!

1) Comece com os dados pessoais

Escreva bem no alto da página: seu nome, endereço, telefone, celular, e-mail, nacionalidade, idade, estado civil e número de filhos. Há quem diga que os três últimos devem ir por último. Faça como quiser, mas o importante é não colocar mais nada além disso. Ou seja, RG, CPF, atestado de reservista, carteira profissional e título de eleitor é besteira. Esqueça.

2) Deixe claro seus objetivos

Depois dos dados pessoais, coloque o(s) cargo(s) e a área que você aspira, mas seja breve. Se você ainda não é um profissional experiente, o ideal é explicar como você pretende direcionar sua carreira e por que resolveu escolher essa profissão. Tome cuidado para não mandar seu currículo para qualquer empresa. Antes disso, enfoque sua área de atuação e o cargo desejado. Não vale a pena dizer que tem interesse de atuar em 20 áreas diferentes.

3) Capa cor-de-rosa não ajuda

Se você entrega seu currículo com capas ou guarda dentro de pastas com cor e cheiro, esqueça. O segredo é usar folhas brancas limpas e grampeadas. Até a tipologia deve seguir a linha tradicional: Courier, Arial ou Times New Roman. Os negritos, itálicos e sublinhados só devem ser usados para organizar as informações. Alguns headhunters advertem para o fato de que a preocupação excessiva com a estética dá a impressão que o candidato está tentando compensar uma eventual falha.

4) Currículo sim, biografia não

Um erro muito comum é achar que quanto maior o currículo melhor ele fica. Lembre-se o tempo que você tem para se apresentar não passa de um minuto. Duas folhas, portanto, são o ideal e não vale usar aquela velha tática de diminuir o tamanho da fonte para colocar mais informação dentro de uma página. Cuidado também para não escrever errado. Erros de português pegam muito mal.

Para um profissional com longos anos de estrada é aconselhável montar um segundo currículo mais detalhado que deve ser mostrado só se for chamado para a entrevista.

Faça um currículo especial para cada empresa que você deseja trabalhar. Óbvio que para isso você vai precisar saber em quais empresas deseja atuar. A partir daí você deve descobrir tudo o que pode sobre a empresa. Como? Internet, jornais, revistas e principalmente conversas com funcionários do local. De repente, você pode encontrar soluções para os problemas que a empresa enfrenta. Isso pode servir como cartas na sua manga.

5) Minhas experiências

O próximo passo é falar das suas experiências profissionais. Essa é uma parte extremamente delicada do currículo. Você deve falar de maneira sucinta todos os lugares que passou e quais foram as suas experiências dentro de cada empresa. Ou seja, vai falar do que é capaz. Uma ótima idéia é organizar seu texto em tópicos.

Mas como ser tão sucinto? Mencione apenas as 5 últimas empresas que você trabalhou começando pelas mais recentes e caminhando para as mais antigas. Fale o nome da empresa, se ela não for conhecida faça uma rápida apresentação dela (ramo de atividade, posição no mercado, faturamento e número de funcionários). Depois descreva seu cargo e o que fazia na prática. Acredite: isso faz a diferença. Ou seja, diga quais eram suas funções e responsabilidades. Se possível não esqueça de mencionar quanto sua empresa lucrou com suas ações.

Caso você esteja começando a carreira vá direto para sua formação acadêmica.

6) A vingança dos Nerds

Uma formação acadêmica numa escola de ponta vai fazer diferença sim. Nessa hora, aqueles longos anos de estudo para entrar na melhor faculdade fazem a diferença. Se você é graduado por uma faculdade não muito conhecida o ideal é “reparar esse erro” fazendo uma pós-graduação. Isso não significa, no entanto, que as pessoas que não estudaram em instituições de renome não têm chance.

A vantagem de ter estudado numa boa faculdade aparece quando a seleção é feita entre pessoas com pouca ou nenhuma experiência. Os graduados numa boa faculdade sempre têm mais chances.

Vale também dizer que os cursos relâmpagos não ajudam em nada. Coloque apenas aqueles que realmente acrescentaram algo importante na sua vida. Esqueça daqueles seminários inúteis de meia hora. Eles definitivamente não interessam.

7) Do you speak English?

Se por um lado os seminários inúteis não ajudam, falar fluentemente um outro idioma vale.

Principalmente se você fez um curso no exterior. Os trainees que fizeram intercâmbio e trabalharam entregando pizza, limpando piscinas, ou qualquer atividade do tipo ganham ainda mais crédito. Por isso não tenha vergonha de dizer como foi sua vida lá fora.

Lembre-se: não vale a pena enganar. Você pode ser surpreendido com um teste cara a cara e se dar mal. Aliás, se descobrirem qualquer falcatrua no seu currículo você será dispensado na hora. O critério é o seguinte: ou você sabe falar fluentemente um outro idioma, ou não sabe. É melhor você falar que seu espanhol é apenas básico, ao invés de dizer que sabe se virar muito bem.

8) Carta para meu futuro chefe

A carta de apresentação serve para personalizar o currículo e mostrar se você serve ou não para o cargo que está disponível. O mais adequado é escrever uma carta para cada empresa.

Sabe aquelas conversas de bastidores? Então, se você conseguir descobrir quem será seu chefe, mais um ponto. Encaminhe diretamente para ele e não se esqueça de colocar os dados sobre a empresa que possam reforçar seus argumentos.

Se você for mandar seu currículo para uma empresa de headhunting, enderece a carta à empresa ou a um dos seus consultores. Uma carta de apresentação deve responder a 3 perguntas básicas: quem sou, o que quero e o que realizei na carreira. Termine com um pedido de entrevista. A carta de apresentação deve ter no máximo 20 linhas.

Algumas palavrinhas mágicas vão ajudar você a deixar seu currículo mais bem escrito. Use verbos como:

- realizar (um projeto)
- organizar (uma equipe)
- implantar (um processo)
- atingir (resultados)
- motivar (pessoas)
- delegar (tarefas)
- criar e executar (soluções)

Coloque todos os verbos no pretérito perfeito, como no exemplo: “criei um novo sistema de trabalho e motivei toda a equipe. Atingi resultados fantásticos”.

O currículo nunca deve falar sobre pretensão salarial, nem sequer mencione o pacote de remuneração da empresa anterior. Esse assunto deve ser tratado durante a entrevista.

9) Como devo enviar meu currículo?

Não existe consenso sobre qual é a melhor forma de enviar seu currículo. Muitas empresas possuem um cadastro on line em que o candidato apenas completa os dados. Alguns consultores sugerem mandar o currículo como um documento anexado, outros dizem que nem sempre é possível abrir um documento anexado em função de problemas técnicos, ou até por medo de possíveis vírus. O ideal, portanto, é fazer das duas maneiras. Envie um e-mail com o currículo anexado, mas diga que, por via das dúvidas, vai enviar seu currículo também pelo correio.

Seja por e-mail, seja por correio, é completamente desnecessário enviar uma foto. Pode parecer exibicionismo. Mas é conveniente que você leve, no dia da entrevista, uma foto e de preferência com terno (homens) ou tailleur(mulher).

10) É só?

Depois de entrar numa boa empresa não esqueça de atualizar seu currículo sempre que houver uma mudança significativa na sua carreira. Coloque tudo que for realmente significativo. Desde mudança de telefone até um negócio milionário que você fechou com a sua empresa, ou um projeto que deu muito certo no mercado.

Alguns consultores aconselham as pessoas a criar uma espécie de diário profissional. Assim, o profissional não esquece dos fatos importantes da sua carreira.

(Você S.A)

A Microsoft recebe cerca de 25 currículos por dia. A Unisys, outros 500 por mês — em 2006, foram 6 mil. Por que um candidato é chamado para entrevista e o outro não? A resposta pode estar no currículo. Nem sempre basta ter boa formação e carreira sólida. Essas informações devem aparecer de forma clara, concisa e objetiva. “O entrevistador avalia o que o profissional pode trazer para a empresa. É importante que o currículo mostre as contribuições que ele deu nos empregos anteriores e os resultados obtidos”, afirma Mylene Mitrulis, gerente de recrutamento da Microsoft.

Os consultores de recursos humanos recomendam que o profissional prepare mais de um currículo para atender a diferentes situações. Se conhecer os requisitos da vaga, deve ressaltar as habilidades e experiências relacionadas com eles. “No currículo-padrão, essa informação pode passar despercebida, estar num cantinho escondido”, diz Leyla Galetto, diretora do Grupo Foco.

Veja o exemplo citado por Malena Martelli, diretora de recursos humanos da Unisys. A empresa precisa preencher com urgência uma vaga de gerente de projetos de TI, porque acabou de ganhar uma concorrência num banco. “Se eu bater o olho em um currículo de uma pessoa com experiência em gerência de projetos na área financeira e formação em Ciência da Computação na USP, certamente ela será chamada para a entrevista”, diz Malena.

Confira aqui um modelo de currículo e abaixo dicas do que colocar em cada tópico:

Apresentação

Seja breve, claro e, ao mesmo tempo, abrangente. Coloque as informações mais importantes sobre a formação e a vida profissional de forma lógica e organizada, para facilitar a leitura. Evite fontes de letras muito pequenas ou cheias de firulas e o excesso de palavras grifadas — esse recurso deve ser usado apenas para destacar palavras-chave, que poderão facilitar o armazenamento do seu currículo em um banco de dados inteligente. Não mande foto. De modo geral, o currículo não deve passar de duas páginas. A exceção é para os cargos executivos, como presidente ou diretor de empresa. “Esse é um processo demorado, complicado, arriscado e caro”, afirma Riccardo Gambarotto, diretor da empresa de headhunters Spencer Stuart. “Por isso, é preciso conhecer toda a vida profissional do candidato.”

Objetivo e Perfil

Decida exatamente o que você quer fazer — a área em que quer atuar ou a posição desejada — e coloque isso como objetivo, logo no início. Esse item facilita a vida de quem vai ler o currículo e, por isso, deve vir após a identificação pessoal — que deve conter apenas seu nome, endereço completo, telefone, celular e e-mail. Faça também uma síntese do seu perfil profissional, destacando qualificações, o tempo de carreira e as áreas em que tem mais experiência. Se trabalhou em empresas conhecidas no mercado, ou morou algum tempo no exterior, é importante ressaltar.

Histórico Profissional

Essa é a parte mais importante do currículo. É onde você deve colocar os projetos de que participou. Comece sempre pelo último emprego, mencionando o nome da empresa, o período em que trabalhou nela e o cargo ou as funções que exerceu. Se não for conhecida, convém acrescentar uma breve descrição sobre ela (área em que atua, faturamento ou origem). Ressalte a sua contribuição nos resultados positivos que a empresa possa ter obtido. “Se participou de um projeto de TI que ajudou a organização a aumentar sua receita em 10%, por exemplo, isso deve estar no currículo”, diz Mylene Mitrulis, da Microsoft.

É preciso ter bom senso para não cansar o pessoal de recrutamento com uma lista interminável de realizações que podem não ser tão relevantes — ao menos para a vaga disponível. Bom senso também é fundamental na hora de descrever atividades ou funções mais técnicas. As “sopas de letrinhas” muito comuns na área de tecnologia podem ser um diferencial no currículo, mas é preciso levar em conta que quem vai ler o currículo primeiro é alguém da área de recursos humanos, que pode não dominar detalhes do linguajar técnico.

Formação e Idiomas

A formação acadêmica deve conter os cursos de graduação, pós-graduação, MBA e de especialização — só os relevantes para a carreira. Além do nome do curso, é preciso colocar o nome da instituição e o período em que foi feito. Cursos fora do Brasil e as certi?cações pro?ssionais também devem ser mencionados.

Dependendo da empresa, o conhecimento de outras línguas — em especial, o inglês — é essencial. Na Microsoft, por exemplo, falar inglês é pré-requisito. Por isso, o currículo deve informar que idiomas você conhece e se é fluente, ou está no nível intermediário. Se só souber o básico, é melhor não colocar nada.

Como Mandar

O currículo pode ser enviado por correio ou por e-mail, de preferência acompanhado de uma breve carta (ou mensagem) de apresentação, mencionando a pessoa que o indicou — caso tenha uma referência — ou se está respondendo a um anúncio de emprego. Outra opção é mandar o currículo diretamente para o banco de dados da empresa, por meio do seu site.

Em alguns casos, é recomendável ter também uma versão em inglês (veja modelo em www.info.abril.com.br/carreira/curriculo-ingles.pdf). “Isso, principalmente, se for uma vaga para uma empresa internacional, ou se a pessoa for ocupar uma posição gerencial”, observa Marcelo Mariaca, do grupo Mariaca.

O que é proibido

Mentir ou maquiar a informação: Não se esqueça que o currículo é só a porta de entrada na empresa. Depois vem a entrevista, na qual a mentira acaba sendo descoberta. As empresas são implacáveis: o mentiroso é excluído da seleção.

Erros de digitação ou de português: Revise bem o texto, antes de enviar o currículo.

Informações que podem pesar contra: Por exemplo, dizer que você tem o inglês básico ou curso de pós-graduação incompleto.

Pretensão salarial e referências pessoais: Deixe para dar esse tipo de informação quando lhe pedirem.

(Info Online – 18/07/07)

Falar com quem entende a sua língua. É com esse mote que as empresas de recolocação profissional têm atuado em determinadas áreas, atendendo apenas a nichos específicos do mercado de trabalho.

A empresa Carreira Jurídica, por exemplo, é especializada no recrutamento e seleção de advogados, profissão que pode confundir o RH de muitas empresas mundo afora. Isso porque, segundo a sócia da empresa, Maria Lucia Piratininga, quem não é do ramo dificilmente saberá avaliar adequadamente as habilidades do candidato.

“Nosso primeiro sócio sentiu a necessidade de uma consultoria como esta quando ainda era gerente de banco e tinha dificuldade em contratar advogados”, conta ela que já atuou nas áreas de RH e Direito.

Maria Lucia afirma que a empresa possui um banco de dados com cerca de 8 mil profissionais, com cargos que variam desde recém-formados até diretores jurídicos, todos devidamente avaliados e com o perfil traçado por uma equipe formada de consultores que também atuam na área do Direito.

“A pessoa cadastra-se gratuitamente e passa pelas entrevistas e testes. Quando uma empresa precisar de alguém com aquelas habilidades, com aquele perfil, nós a encaminhamos”, explica a consultora. O advogado paga um salário pelo serviço, mas apenas em caso de contratação. Para quem solicita o profissional, o custo é zero. “Mas o mais importante é a certeza de que estará recebendo alguém realmente qualificado para a vaga”, diz Maria Lucia.

Professores, diretores e coordenadores têm dificuldade para achar uma boa colocação no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que é consenso entre escolas e universidades que contratar profissionais na área de educação não é tarefa das mais fáceis.

Segundo a consultora educacional Ana Paula Souza, quando se trata de educação, empresas de recolocação geral não costumam ter um bom desempenho, pois não levam em conta particularidades da profissão.

“É preciso saber os períodos de troca de professores, como funciona a legislação na área, o que as instituições buscam e o que os candidatos devem oferecer”.

Ana Paula atua na Spaço In, empresa que busca vagas e encaminha profissionais para escolas e universidades de todo o País “mas o cadastro deve ser feito pessoalmente na sede da empresa, em São Paulo”, afirma. O local de trabalho não é barreira. De acordo com a consultora, os candidatos se dispõem a trabalhar em cidades próximas e, quando necessário, até se mudam. “Já mandamos coordenador de São Paulo pra Foz do Iguaçu.”

No caso da Spaço In, o candidato contrata os serviços e recebe desde preparação para entrevistas à captação de vagas propriamente dita. Ana Paula diz que mesmo empregados, quem procura a empresas costuma renovar o contrato para continuar recebendo propostas, “uma vez que podem atuar numa escola de manhã e em outra à noite, por exemplo.”

Secretárias economizam tempo para os executivos, permitindo-os concluir seus negócios com maior agilidade e rendimento. Por esse motivo, as empresas, principalmente multinacionais, são cautelosas no momento da contratação.

“A parte técnica elas aprendem na universidade. Nosso foco é o treinamento específico para determinada companhia, além do trabalho motivacional, ensiná-las a criar opções e administrar melhor o tempo”, diz Stefi Maerker, diretora da Sec Talentos Humanos.

A empresa, especializada em colocação profissional e treinamento, trabalha exclusivamente com secretárias. “Temos um banco de dados com cerca de 8 mil nomes, com habilidades e características das mais variadas”, afirma Stefi.

As bilíngues, principalmente com domínio de inglês ou espanhol, são as mais procuradas pelas empresas, mas, com o crescimento econômico da China, as que falam mandarim também são muito valorizadas.

Stefi diz que o número de homens interessados na profissão tem crescido. “Não há nada que impeça homens de trabalharem na área. Mesmo que timidamente, eles já estão procurando formação nas faculdades.”

(O Estado de S. Paulo)

Foi-se o tempo em que, para achar uma oferta de emprego atraente, tudo o que o profissional precisava fazer era enviar algumas cópias do currículo e aguardar o chamado da empresa. Como as companhias procuram funcionários que se adaptem ao perfil das vagas, torna-se necessário diversificar estratégias para encontrar as oportunidades.

“Achar uma boa posição no mercado está cada vez mais na mão de quem a procura, porque o processo de recrutamento das empresas mudou”, resume Olga Colpo, sócia da consultoria de organização e capital humano da PricewaterhouseCoopers.

Segundo o consultor Gutemberg B. de Macedo, 57, mais de 80% dos novos empregos disponíveis não são anunciados. Isso porque muitas companhias recorrem ao banco de currículos e à indicação de funcionários e de “headhunters” (caçadores de talentos) para recrutar novos profissionais. “São práticas utilizadas especialmente em cargos de nível de média gerência para cima”, diz Ricardo de Almeida Prado Xavier, 56, presidente da Manager.

No Grupo Pão de Açúcar, a primeira fonte de busca de profissionais é o banco de dados de candidatos que se cadastram via Internet, comenta Marília Parada, 42, gerente de planejamento e desenvolvimento de recursos humanos.

Ela afirma que 60% das vagas são preenchidas por recrutamento interno, que inclui a indicação de candidatos por funcionários. Em 2001, 1.200 indicações resultaram em 306 contratações em todos os níveis da companhia.

Esse cenário se torna mais comum nas empresas. De acordo com um levantamento de 2001 da Mariaca & Associates, em parceria com a Lee Hecht Harrison, 52% das vagas estão “escondidas”, ou seja, não são ativamente divulgadas pelas empresas.

“Vale para todos os níveis e, às vezes, trata-se de uma demanda por profissionais que ainda não foi detectada pela companhia”, diz Marcelo Mariaca, 57, sócio-diretor da Mariaca & Associates.

Para chegar a essas vagas, há dois meios, segundo especialistas. O mais “frio”, indica Xavier, é enviar o currículo para empresas de recrutamento ou cadastrá-lo nos sites das empresas de interesse, sem se esquecer de atualizá-lo.

A desvantagem está no volume. O Pão de Açúcar contou, em 2001, com mais de 28 mil currículos e de 64 mil cadastros no site. Já o BankBoston recebe mais de 4.000 currículos por mês via Internet.

Por isso os especialistas dizem que o modo mais “quente” para se aproximar das oportunidades é por meio de indicação de amigos, de ex-colegas e de “headhunters”. “A maneira mais efetiva de se recolocar é utilizando a rede de contatos [ou network]“, diz Colpo.

De acordo com Raquel Santana Schiavon Sanchez, 33, diretora da Talento, a indicação ganha a preferência das empresas porque, além de mais rápida e econômica, “torna mais fácil recrutar profissionais com as características subjetivas que elas valorizam”.

“É mais válida para executivos e profissionais especializados. O nível operacional ainda centra sua procura em agências de emprego e em jornais”, comenta Sanchez.

Algumas companhias adotam a indicação como política institucional. No BankBoston, se a dica de um funcionário gerar uma contratação, ele ganha um prêmio de cerca de R$ 3.000. “Já selecionamos 21 pessoas usando esse processo”, afirma Liliane Veinert, 46, diretora de RH.

O consultor Marcelo Batista, 33, indicou uma ex-colega para um posto divulgado internamente pelo banco. “Sabia que era alguém responsável e competente.”
Mas a indicada, Patrícia Mendonça, 30, que hoje é analista de sistemas do banco, pondera que a seleção não pára por aí. “A referência abre portas para a empresa, mas é preciso ter o perfil adequado e mostrar serviço.”

Quando se trata de vagas confidenciais e estratégicas, a indicação ganha ares mais profissionais, e as empresas recorrem ao serviço de “headhunters”, que são especializados em buscar no mercado candidatos ideais para as características do cargo em aberto. “Em negócios e vendas, 80% dos executivos são selecionados por ‘headhunters’”, diz Veinert.

(Folha de S. Paulo – 02/06/02)

Uma boa faculdade, curso de MBA (Master of Business Administration), três idiomas e experiência internacional. Um profissional com esse currículo não tem motivos para fracassar, certo? Errado. Somente conhecimento não é determinante para o sucesso na carreira.

De acordo com o vice-presidente da Case Consultores, divisão de recrutamento e seleção de executivos do Grupo Catho, Ricardo Nogueira, pessoas com mais conhecimento podem se sobressair, mas, se não tiverem iniciativa e o principal, talento, não conseguirão avançar no mercado de trabalho.

“Se um selecionador tem candidatos com o mesmo currículo: cinco línguas, MBA, boa faculdade, ele vai apostar naquele que se sobressai, que tem um diferencial, talento”, afirmou.

Ainda segundo Nogueira, o talento é mais requisitado no mercado de trabalho do que o conhecimento.

Para o vice-presidente, quem tem talento provavelmente tem conhecimento e cultura, o que ele define como inteligência, porque sabe apostar no dom que lhe foi dado. Mas quem tem conhecimento pode não ter talento. Nesse último caso, o profissional perde em competitividade e pode fracassar.

“A inteligência é como o carro de fórmula 1, mas o talento é o piloto, ou seja, o que traz o diferencial”, exemplificou Nogueira.

A consultora sênior de remuneração da Hewitt Associates do Brasil, Patrícia Hamai, concorda com a idéia de que somente o conhecimento não é diferencial no mercado de trabalho. Para ela, os profissionais devem fazer muito mais do que investir em educação.

“Ele tem que saber fazer com que o conhecimento se transforme em desempenho real, ou a empresa não vai valorizá-lo”, afirmou.

(Uol)

Todo mundo na vida já ouviu falar que, para se ter um bom emprego, é importante ter QI, de “Quem Indicou”. No universo do Recursos Humanos, essa expressão é conhecida por uma palavrinha americana: networking, que nada mais é do que ter uma rede de contatos que permita estabelecer uma relação puramente profissional e da qual se possa obter frutos.

Com o mercado de trabalho cada vez mais acirrado, ter um bom networking é mais do que necessário. “Quanto mais saturada for a profissão, mais os contatos serão importantes. Por exemplo, nas carreiras de Direito e Jornalismo, praticamente todas as vagas são preenchidas por indicação direta, já que o número de formandos é muito maior do que o número de vagas”, explica Max Geringher, consultor e comentarista da Rádio CBN, além de colunista do programa “Fantástico”, da TV Globo.

Pode parecer injusto, mas, segundo Geringher, em uma entrevista de trabalho leva mais vantagem o candidato que conhece quem possa abrir a porta do local de trabalho para ele, do que aquele que mandou um bom currículo, mas não conhece ninguém que possa ajudá-lo. “São os contatos que garantem a possibilidade de uma boa entrevista. Mas, se os dois candidatos (um que tenha um bom contato e outro que não) chegarem à entrevista, aí o melhor currículo se transformará numa grande vantagem”, frisa.

Mas como aquela pessoa que está entrando no mercado de trabalho pode montar uma boa rede de contatos? O próprio banco da universidade, segundo Geringher, é um bom começo, ou antes disso. “Eu consegui meu primeiro emprego através da indicação de uma pessoa que conheci quando cursava o segundo grau”, lembra o consultor.

Por isso, ser bom aluno e ganhar a simpatia dos professores, “que geralmente são pessoas bem relacionadas”, fazer cursos de curta duração, “dos quais participem profissionais de Recursos Humanos, também é um caminho precioso”, aconselha.
No entanto, não é por que se tem um bom contato que se deve abandonar os estudos e deixar de incrementar o currículo, de acordo com o consultor. “Estudar e se aperfeiçoar é importante, sempre”, alerta.

O que não é networking

- Networking não é amizade, é uma relação puramente profissional
- Encher a caixa de e-mails de pessoas importantes que você descobriu as posições dentro de uma empresa, com as quais não existe nenhum tipo de relação, além de não ser networking, é extremamente deselegante.

O que é networking

- É conhecimento mútuo e pode ser iniciado por colegas de escola. “Um aluno cujo pai é diretor de uma empresa pode estabelecer um contato vital”, afirma Geringher.
- Construir um networking leva tempo. Não se deve conhecer a pessoa e já ir entregando o currículo, pois isso soa inconveniente. É preciso, antes de tudo, ter paciência.

(UOL Empregos – 26/09/07)

No mercado de trabalho brasileiro, que tem carência de mão-de-obra especializada em determinadas áreas, sai ganhando quem conhece alguém qualificado para indicar à empresa em que trabalha. Várias delas estão com programas de premiação para funcionários que repassam bons currículos e colaboram para as contratações. Indicações certeiras valem viagens, jantares e, até, bônus nos salários de quem já está empregado.

No programa Indicação Premiada, da IBM, por exemplo, se o funcionário indica uma pessoa que, depois, é contratada, recebe mil reais. Só não recebem bônus os gerentes das áreas que administram as vagas e o departamento de Recursos Humanos, explica a gerente Luciana Farisco, responsável pelas contratações:

Coutinho (à esquerda) e Jão Paulo Ribeiro, uma de suas indicações para a IBM: bônus mil reais por funcionário “Entre as vagas que anunciamos para os funcionários, há algumas bem difíceis de preencher. Foi a solução que encontramos para casos como o de especialistas em sistemas SAP. A demanda por esses profissionais é muito grande”.

Foi dessa forma que o consultor Carlos Eduardo Coutinho, que trabalha no setor de Business Inteligence da empresa, ganhou R$3 mil adicionais:

“Indiquei um conhecido, mas ele acabara de ser contratado por outra empresa e não poderia sair de lá. No entanto, esse amigo me repassou os dados do João Paulo Ribeiro, que foi contratado pela IBM. Passado algum tempo, meu primeiro contato acabou vindo para a empresa. E ainda indiquei mais uma pessoa, que também foi contratada”.

Marta e Daiana (à direita): na consultoria de logística Webb, uma boa indicação vale prêmios como uma viagem e jantar A rede de contatos de Diana Cavallari, coordenadora de Parcerias Internacionais da Webb, consultoria de e-business e logística, também lhe rendeu dois prêmios, um jantar e uma viagem. Ela, que sempre consulta as vagas abertas pela empresa, disparou e-mails para colegas de faculdade quando soube que a empresa procurava um profissional para o setor de compras. Seus amigos lhe encaminharam currículos, repassados em seguida ao RH. Um deles era o da administradora de empresas Marta de Oliveira Riba. Passados três meses, elas não sabem qual amigo em comum ajudou na contratação.

“Eu e Diana não nos conhecíamos”, conta Marta, que cursou MBA em gestão de negócios e faz pós-graduação em gestão de pessoas. “E ainda não tivemos tempo para conversar direito, apesar de trabalharmos em áreas próximas. Sou grata a ela, pois o meu salário, agora, é 40% mais alto que o anterior”.

Suely (de pé) e Juliana, nova gerente da De Pla: promoção de uma premiação da outraA rede De Plá também tem política de premiação. Mas voltada para talentos descobertos na própria empresa. O gerente que consegue a promoção de um funcionário ao seu cargo ganha um salário inteiro em bônus, conta o diretor Daniel Plá:

“Antes da efetivação, o candidato substitui um gerente no período de férias. Usamos essa prática como teste”.

Suely Gomes, responsável por uma loja no Centro do Rio, já perdeu a conta de quantas pessoas indicou (e promoveu) em 16 anos de função. A última foi a ex-vendedora, agora gerente da unidade de Alcântara, Juliana Santana.

(Zap)

Histórias de Recrutamento & Seleção

Uma empresa estava recrutando um novo funcionário. O candidato, como parte do processo de seleção, tinha que se posicionar, por escrito, quando colocado diante da situação descrita a seguir:
Você está dirigindo seu carro numa perigosa noite de tempestade. Você passa por um ponto de ônibus e vê três pessoas esperando pelo ônibus:
a) Uma velha senhora que parece estar à beira da morte;
b) Um médico que salvou a sua vida no passado;
c) A mulher / homem dos seus sonhos. Você só pode levar uma pessoa no seu carro.
Qual você escolhe? Pense antes de continuar lendo! Este é um tipo de teste de personalidade. Cada resposta tem sua razão de ser. Você pegaria a velha senhora? Ela está para morrer, então você a pegaria primeiro? Você pegaria o médico, porque ele salvou sua vida no passado? Esta seria a chance perfeita de retribuir. No entanto, você ainda poderia retribuir em uma ocasião futura, mas talvez você não possa encontrar mais o amor da sua vida se deixar passar essa chance. Você pegaria o homem / mulher da sua vida?
RESULTADO: Do processo participaram mais de 200 concorrentes. No final, o candidato selecionado e contratado, além de atender a todos os demais pré-requisitos, não precisou explicar sua resposta. O QUE ELE DISSE ? Ele simplesmente respondeu: “Daria a chave do carro para o médico e pediria a ele que levasse a velha senhora para o hospital. Eu ficaria e esperaria pelo ônibus com a mulher/homem dos meus sonhos”. – (CASO VERÍDICO)