Networking


Fonte: http://www.telecursotec.org.br/

Fabio Reynol

Os contatos que podem mudar a sua vida
Olhe bem para a sua agenda de contatos. Veja quantos nomes com as
respectivas profissões, números de telefones e e-mails a compõem. Ela
poderá dar a você uma grande oportunidade de negócios, uma recolocação
de emprego, soluções mais rápidas para os seus problemas, fazendo toda
a diferença para o sucesso de sua carreira! Quem prega isso é o
palestrante norte-americano Thomas Reaoch, cuja voracidade em fazer
novos contatos lhe rendeu o apelido de “Rei do Networking”.
Reaoch tem uma agenda com mais de 3.500 contatos que cresce a taxa de
cinco novos nomes a cada evento de que ele participa. Mas ele não se
contenta apenas com a possibilidade de encontrar toda essa gente. “Você
também precisa ser lembrado e encontrado”, aconselha o especialista.
Para isso, ele sugere o uso de um instrumento barato, prático e que
poucos brasileiros costumam ter: o cartão de visitas. “Sou obrigado a
andar sempre com lápis e papel, porque o Brasil ainda não aprendeu a
andar com o cartão no bolso,” provoca Reaoch.
Apesar de o nome estrangeiro soar esquisito, networking significa
construir e manter uma rede profissional de relacionamentos. A
produtora de televisão Rosana Shimura costuma alimentar seu networking
enquanto trabalha. “Tenho meus colegas de trabalho 100% on-line,” diz
ela, “assim trocamos idéias, indagações, favores, opiniões… Sem
perceber estamos sendo ajudados e prestando ajuda.” Rosana usufrui
daquilo que o pesquisador Tom Rath chama de “O Poder da Amizade”,
título de seu livro lançado há pouco mais de um ano no Brasil. Rath
analisou um banco de dados da Gallup Organization, na qual ele atua
como coordenador de pesquisas, e descobriu que a amizade aumenta a
produtividade. Segundo ele, quem tem um amigo no trabalho é mais
produtivo, criativo e engajado nos projetos da empresa do que os
trabalhadores solitários.
Rosana ainda reforça os seus laços de amizade longe do computador. Ela
usa os happy hours (bate-papo em barzinhos logo após o expediente) para
fazer novos contatos e aliviar o estresse do dia-a-dia. A produtora
admite, assim, que o networking faz bem não só à carreira, mas também à
saúde. Uma pesquisa australiana envolvendo 1500 pessoas verificou que a
longevidade está ligada aos nossos relacionamentos sociais. Quanto mais
atividade social, incluindo contato com filhos, parentes e amigos, mais
velinhas vamos assoprar durante a vida.
Thomas Reaoch passa sua vida não só fazendo networking, mas também
tentando convencer outros profissionais de como essa rede é importante.
Ele dá uma série de dicas práticas com as quais você pode mudar sua
postura e turbinar sua carreira com a teia de relacionamentos. Para
começar, abasteça periodicamente a sua agenda de contatos e tenha em
mente uma das máximas do rei do networking: “pessoas valem ouro”, seja
para alavancar a nossa vida profissional, seja para ter um ombro amigo
nas horas difíceis.

Dicas para criar sua teia de relacionamentos

Dicas de Thomas Reaoch, diretor executivo da RC Invest Consultoria Empresarial, para construir o seu networking.

Faça o seu cartão de visitas
Esse investimento simples e barato
será o propagador de sua imagem e a conexão que fará você ser
encontrado. Estar desempregado não é desculpa para não ter um cartão.
Mande fazer cartões com seu nome, sobrenome, profissão, e-mail e
telefone para contato. Leve-os sempre com você, na carteira, e tenha à
mão pelo menos dez. Se você for a um evento que terá cinqüenta
participantes, não tenha dúvidas, leve cinqüenta cartões, mesmo que não
consiga falar com todo mundo.

Comece com quem está à sua volta
Em uma pequena sala de aula há
pessoas que, como você, trabalham, ocupam funções e têm uma vida social
ativa. Elas conhecem outras pessoas e são informadas de oportunidades
que podem interessar a você. Conheça o nome e o sobrenome de seus
colegas, o que fazem e anote os seus respectivos contatos. Você poderá
precisar deles no futuro, e eles de você.

Diga sempre o seu objetivo
Você é um administrador que quer
trabalhar no ramo da hotelaria. Se você apenas distribuir cartões com
seu nome e profissão, poucos se lembrarão de você ao saber de uma vaga
num grande hotel, por exemplo. Mas se você divulgar também o seu
objetivo será mais fácil atingi-lo.

Cultive os seus grupos sociais
Todo mundo participa de vários
grupos sociais: a família, a turma do trabalho, o pessoal da escola, o
grupinho da igreja, os amigos da academia e ainda os ex-colegas de
segundo grau, da faculdade ou mesmo dos antigos empregos. Manter
contato com eles ou mandar e-mails só para dizer que ainda está vivo e
atuando em tal lugar é reforçar a sua rede de relacionamentos e
fazê-los se lembrarem de você.

Engaje-se em um projeto social
Doar tempo e trabalho a uma causa
social gera bons resultados na carreira. “Em muitas empresas, o
trabalho voluntário já tem o mesmo peso da fluência em inglês na
seleção de um candidato”, afirma Thomas Reaoch. Algumas corporações
também atuam em projetos sociais, por isso participar deles acaba sendo
uma vitrine para os voluntários. Não tem contra-indicações: você vai
ajudar outras pessoas, vai aprimorar a sua imagem pessoal e ainda
conhecer gente nova que também fará parte de seu networking.

direitos reservados à Fundação Roberto Marinho.

Fonte: http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=9214

* Tom Coelho

“Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados, pois têm o sangue frio e não sentem dor. Mas não foi um peixe que me contou isso.”
(Heywood Broun)

Não sejamos hipócritas. Esta história de que concorrência é saudável porque estimula o desenvolvimento e combate o imobilismo é filosoficamente bela, mas não retrata a realidade.

Frédéric Bastiat, economista francês do século XIX e grande defensor do livre comércio, dizia: “Destruir a concorrência é matar a inteligência”. Pois então, que morra, neste caso, a inteligência! Qualquer empresário ou gestor há de concordar que concorrência boa, é concorrência morta.

É por isso que o mundo corporativo tem sido marcado por fusões e aquisições, com a formação de grandes grupos econômicos. Tome-se como exemplo o setor bancário. Chama menos atenção a redução do número de instituições financeiras, o que não seria uma medida estatisticamente adequada, mas a concentração do patrimônio líquido, dos depósitos e do crédito entre os 15 maiores bancos do país.

As grandes companhias buscam o caminho dos ganhos de escala e da redução de custos operacionais, princípios econômicos legados da Era Industrial. É uma forma de debelar a concorrência absorvendo-a (aquisição) ou aliando-se a ela (fusão). Mas fica a pergunta: e quanto às pequenas empresas?

Firmas de pequeno e médio porte têm uma natural vocação autofágica. Em outras palavras, digladiam-se por um pedaço de osso como se fosse carne de primeira. Chegam até mesmo a praticar dumping (vender abaixo do preço de custo) para evitar que o vizinho ganhe o pedido. Cooperativismo e associativismo são palavras ausentes do vocabulário – e do dicionário – da maioria dos empresários. É uma questão cultural alicerçada num modelo mental ultrapassado: cada um que cuide de seu terreiro.

Houve uma época em que bastava produzir o que fosse para surgir um comprador. Outro economista francês, este no final do século XVIII, Jean-Baptiste Say, cunhou uma lei de mercado que dizia: “Toda oferta cria sua própria demanda”. Sua assertiva teve vida longa, a ponto de Henry Ford declarar no auge da produção de seu veículo Modelo T: “Você pode ter o carro da cor que quiser, contanto que ele seja preto.”

Mas os tempos áureos sucumbiram em 1929, com a Grande Depressão. O impacto econômico foi tamanho que, nos Estados Unidos, a taxa de desemprego saltou de 9% para 25% em apenas três anos.

Hoje vivemos um período de comoditização ampla, geral e irrestrita. Os produtos são todos muito parecidos em funcionalidade. E os consumidores dão as cartas, reinando no trono da infidelidade e com elevado poder de barganha.

O sofrimento é ainda maior no comércio que na indústria. Basta caminhar em São Paulo, por exemplo, pela Teodoro Sampaio dos instrumentos musicais, a Consolação dos lustres, a Santa Ifigênia dos eletrônicos ou simplesmente as praças de alimentação de qualquer shopping center para sentir na pele e na veia a ferocidade da concorrência. O que fazer?

1 – Cuide do visual
O jogo começa na aparência que conduz à sedução. É o marketing de percepção. Você precisa captar a atenção do cliente para que ele escolha, entre as inúmeras alternativas, o seu ponto. Isso envolve a fachada, o letreiro e até mesmo o nome do estabelecimento. Os trajes dos atendentes, a pintura das paredes, a limpeza do piso, o índice de luminosidade, a organização dos produtos expostos e a facilidade de acesso a eles. Perceba que as mesmas regras aplicam-se a uma loja virtual. Neste caso, falamos de um site de fácil navegação, com diagramação e cores agradáveis, ágil na transição de páginas, amigável na busca por produtos.

2 – Treine seu pessoal
Considerando-se que os produtos são similares e, portanto, facilmente comparáveis, o único canal possível de diferenciação é o da prestação de serviços. A palavra de ordem agora é “atendimento”. Não apenas um atendimento bom, mas sim um excepcional, prestado por uma força de vendas que antes de tudo conhece em profundidade o que está ofertando. É a chamada “venda consultiva” que compreende necessidades, orienta sobre tipos e modelos, instrui com foco na adequação e assiste através do pós-venda promovendo a fidelização.

3 – Tenha o produto disponível.
Parece óbvio, mas esta é uma das grandes falhas de gerenciamento no ponto-de-venda. Imagine ter atraído o consumidor para sua loja e tê-lo presenteado com um atendimento exemplar. Após analisar todas as possibilidades, ele escolhe um produto que está esgotado. Era o modelo perfeito de calçado, mas não na cor desejada. Era o prato ideal para o almoço, mas sem o molho preferido. Você terá o desprazer de ver seu cliente, igualmente frustrado, sair pela porta afora de mãos vazias – mas agora seguro do que pretende comprar, evidentemente em seu concorrente. Portanto, mantenha um estoque de segurança. E se você não dispõe de espaço ou capital para tê-lo, é preferível reduzir a gama de produtos oferecidos ou especializar-se em um grupo específico. Se você não é o primeiro e nem o maior, seja o melhor no que se propõe a fazer.

4 – Crie diferenciais
Além do excelente atendimento, seja criativo nos detalhes e tenha a inovação como lema. Promova campanhas e concursos, crie bônus por fidelidade, escute e surpreenda seus clientes com novas soluções integradas. Propicie condições variadas de pagamento estabelecendo, por exemplo, parceria com instituições financeiras. Vivemos uma onda de crédito abundante e facilitado, ainda que caro, mas que permite adquirir bens para pagamento em longo prazo mediante suaves prestações mensais. Você não precisa assumir o ônus dos riscos do financiamento. Não é este o seu negócio. Mas uma financeira fará este papel com todo prazer.

5 – Diga não à guerra de preços.
Venda benefícios associados aos produtos, desviando o foco do preço. A regra é vender valor, e não preço. Por isso a importância do atendimento, inclusive no pós-venda, além da oferta de acessórios, de assistência técnica permanente e de condições diferenciadas de pagamento, conforme já mencionado.

6 – Em guerra deflagrada, lute para ganhar.
Jamais se esqueça de que você está em guerra permanente com seus concorrentes. Esteja, pois, preparado. Conheça bem, e de perto, seus concorrentes. Visite-os ou coloque alguém para visitá-los. Telefone para monitorar a qualidade do atendimento. Pesquise preços. Descubra seus pontos fortes e os copie. Descubra seus pontos fracos e guarde as cartas na manga. Contrate seus melhores funcionários. E, fundamentalmente, inove. Torne-se único a ponto de tornar a concorrência irrelevante. Mas lembre-se: eles podem estar fazendo exatamente o mesmo em relação a você.

Tom Coelho, com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, e mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA.

     

Marketing Por Ari Lima
jari_limaj@yahoo.com.br
Construir uma rede de relacionamentos é tão importante que já estão surgindo no mercado as agências de networking. Elas fazem agendamento de happy hour para executivos que querem ampliar sua rede de contatos. Um exemplo, é a Table for Six, de São Paulo, citada pela revista VOCÊ S.A (edição 101, novembro 2006) como uma agência de networking.

Vejamos algumas dicas práticas para um profissional desenvolver uma boa rede de contatos.

  • Dica 1 – desenvolva interesse genuíno pelas pessoas que pretende incluir em sua networking. Não procure as pessoas apenas quando estiver precisando de favor.
  • Dica 2 – esteja sempre disponível para ajudar as pessoas de sua rede na medida de suas possibilidades, e sempre retribua um favor na mesma “moeda”.
  • Dica 3 – tornar-se palestrante ou professor ajuda a criar um ciclo de contatos.
  • Dica 4 – freqüentar cursos, palestras e convenções coloca o profissional em contato com pessoas de diversos setores.
  • Dica 5 – participar de associações, comitês e entidades gera muitos contatos profissionais.
  • Dica 6 – procure fazer contatos com pessoas de áreas diversas de seu setor de atividade.
  • Dica 7 – turbine a utilização de seu cartão de visita, utilize-o de maneira dinâmica.
  • Dica 8 – faça contatos personalizados, evite mandar e-mails para diversas pessoas ao mesmo tempo.
  • Dica 9 – quando indicar uma pessoa para outra de sua networking, avise antes, apresente-as.
  • Dica 10 – faça contatos freqüentes, uma boa dica é criar um networking no MSN e, sempre que possível, esteja presente trocando idéias com este grupo.
  • Dica 11 – evite falar muito nas conversas, procure ouvir mais e obter informações e conhecimento sobre as pessoas.
  • Dica 12 – procure mostrar sempre que você pode ser útil à sua rede de contatos.
  • Dica 13 – avise sempre o que está fazendo profissionalmente, seja trocando de emprego, realizando um novo empreendimento, escrevendo artigos, dando entrevistas, etc.
  • Dica 14 – tenha um blog e convide todos de sua rede de relacionamento para visitá-lo e contribuir com artigos e notícias.
  • Dica 15 – esteja sempre disponível para sua networking.
  • Dica 16 – lembre-se do nome das pessoas e data de aniversário.

Estas são algumas dicas de como construir e manter uma networking. Elas devem ser adaptadas a sua realidade, ao seu estilo profissional e ao seu perfil. Algumas combinarão melhor com você, outras não, mas é fundamental analisar todas elas e escolher as mais úteis para desenvolver sua rede de contatos.

Portanto, procure priorizar em sua vida profissional este importante meio de promoção pessoal, sempre com uma visão de médio e longo prazo, pois, como diz a sabedoria popular “o mundo dá muitas voltas”, e numa destas voltas uma pessoa de sua networking poderá desempenhar um papel fundamental em sua carreira.