Empregos


Por: Universia

Os dados da pesquisa internacional Education at a glance (Panorama da Educação), produzida pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), comprovam que na maioria dos países – ricos ou em desenvolvimento – a renda dos profissionais é 50% maior para os que concluem o Ensino Superior. No Brasil, no entanto, esse aumento excede os 100%.

Além dos benefícios econômicos da educação, a pesquisa traz análises sobre o perfil educacional da população adulta dos países participantes e o impacto da educação no mercado de trabalho. São abordados ainda o atendimento escolar nas redes púbica e privada em cada país, a relação aluno/professor e os gastos educacionais.

//
//

Participam do estudo os membros da OCDE e aqueles associados à organização, num grupo que inclui, além do Brasil, países como Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e México.

A coleta de dados para a elaboração da pesquisa é feita pelos países participantes, por meio do preenchimento de planilhas e questionários encaminhados pela OCDE. No caso do Brasil, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) é o órgão responsável por fornecer as informações. Este levantamento é feito com base nos censos da Educação Básica e da Educação Superior e nas estatísticas fornecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Os dados educacionais são referentes ao ano de 2007 e os financeiros a 2006. A publicação Education at a Glance 2009, assim como o sumário executivo, os dados e as tabelas on-line podem ser obtidos no site www.oecd.org/edu/eag2009.

Por: Marina Dias – Revista Veja

Ao chegar ao mercado de trabalho, dentro de dez anos aproximadamente, os adolescentes que atualmente estão nas escolas encontrarão um ambiente substancialmente diferente. A oferta de emprego deverá ser menor do que a atual, e será fundamental investir no empreendedorismo.

A avaliação é de Luiz Carlos Cabrera, consultor de empresas e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). “É hora de se preparar para o novo mercado de trabalho”, alerta. “Será cada vez mais preciso administrar a própria vida”. Na entrevista a seguir, ele explica como as escolas devem orientar seus alunos para a futura vida profissional e qual o papel da família nesse processo.

Vale a pena preparar adolescentes e até crianças para o mercado de trabalho?
Sim, com certeza. Em primeiro lugar, porém, é preciso esclarecer o que essas crianças e adolescentes vão enfrentar no mercado de trabalho daqui a dez anos. Será um mundo totalmente diferente, em que a oferta de emprego diminuirá à medida em que a população aumenta. Por outro lado, haverá diversas formas de trabalho, com exigências de autonomia e empreendedorismo muito grandes. Por isso, é extremamente útil conversar e esclarecer dúvidas sobre esse novo cenário desde cedo.

Quais serão as novas opções de trabalho daqui a dez anos?
O jovem poderá trabalhar como pequeno empresário, prestador de serviço, autônomo, interino, entre outras opções. Esse tipo de trabalho vai obrigá-lo a aprender desde cedo a organizar sua vida financeira, já que ele não terá um emprego que garanta salário constante, férias e fundo de garantia. Agora é hora de se preparar para o novo mercado de trabalho e saber administrar a própria vida.

//
//

O que os estudantes precisam aprender na escola para que estejam preparados para esse novo mercado?
Essencialmente, três coisas. Primeiro, conhecimento das disciplinas previstas na educação básica, como português, matemática, história etc. Em segundo, conhecimento de mundo, que vai lhes conferir base para que possam identificar oportunidades de trabalho. Por fim, é necessário desenvolver competências pessoais e criar e fortalecer uma rede de relações – responsável, em geral, por indicações profissionais.

A partir de que idade as crianças devem começar a ser preparadas para o futuro profissional?
Aos 14 anos. Nesse momento, é importante discutir sobre o mundo do trabalho e do emprego, com debates e explicações que esclareçam as dúvidas e preparem os jovens para que sejam capazes de gerir a própria vida, inclusive financeira, formando um espírito mais empreendedor e autônomo.

Como isso deve ser feito?
É essencial que a escola coloque os estudantes em contato com pequenos e médios empreendimentos. Não adianta só chamar pessoas de grandes empresas para dar palestras, pois é necessário despertar a curiosidade dos jovens em construir sua própria carreira. Atuação autônoma, empreendedorismo, construção de pequenas empresas de prestação de serviço, legislação e dificuldades burocráticas são alguns dos conceitos que devem ser discutidos desde cedo na escola.

Qual é a responsabilidade dos pais nesse processo?
Os pais devem cuidar do desenvolvimento de dois pontos importantes na vida de seus filhos: competências pessoais, com estímulo a atividades extracurriculares, como música, teatro e esportes, e o estímulo à construção e manutenção das redes sociais.

Como aprender a tomar decisões, trabalhar em equipe ou exercer liderança, competências cada vez mais exigidas pelo mercado?
Atividades esportivas e simulações de ambientes empresariais podem ser ações práticas para o desenvolvimento de competências fundamentais. A preocupação não pode estar apenas em preparar o jovem para prestar vestibular, mas, sim, conferir a ele uma visão de mundo mais ampla, em que ele saiba trabalhar em grupo, ter espírito empreendedor, liderança e autonomia.

Via: http://www.catho.com.br/dicas/
Alguns fatores, tanto internos quanto externos, contribuem para definir o salário de um executivo em uma empresa. Para identificar esses fatores, o Grupo Catho realizou uma pesquisa com 9.484 executivos de todo o Brasil.

Foram significativos, para explicar a variação do salário de executivos os seguintes fatores: cargo, idade, fluência em inglês, sexo, grau educacional, tamanho da empresa (faturamento), fator “Atividade” do teste ARSEM, o fato de a empresa contar com capital estrangeiro, a quantidade de bônus recebida e localização do emprego atual.

A análise estatística dos dados permitiu estruturar a seguinte tabela, mostrando a influência de alguns fatores na composição do salário do executivo:

Fator Acréscimo na remuneração (R$/mês)
Promoção de cargo R$ 1.226,57
A cada 5 anos de vida R$ 572,23
Fluência em inglês R$ 998,54
Aumento no faturamento da empresa R$ 829,88
Empresa com capital estrangeiro R$ 572,26
Trabalhar na Grande São Paulo R$ 572,66
Aumento a cada 10% na remuneração variável (bônus) R$ 167,07
Ser homem R$ 796,24
Aumento no grau de escolaridade R$ 633,93
Aumento de um ponto no fator “Atividade” (ARSEM) R$ 52,58

Faremos a seguir um apanhado geral das principais conclusões da pesquisa, para efeito informativo.

Salário entre homens e mulheres

  • As mulheres, em geral, ganham menos do que os homens, ainda que ocupando cargos semelhantes ou idênticos. Mulheres executivas ganham 16,2% menos que homens executivos em cargos semelhantes.

    Salário em relação a fluência na língua inglesa

  • A fluência na língua inglesa tem forte influência na remuneração dos executivos. Apesar deste dado, comprovado estatisticamente, somente 47,6% dos profissionais pesquisados declararam falar inglês com fluência.

    Para os cargos executivos mais altos, a fluência em inglês pode representar uma remuneração até 4,6 vezes maior em relação aos que não falam inglês. Na pesquisa, em todos os níveis executivos, ter fluência na língua inglesa representou uma remuneração pelo menos 50,0% maior para o profissional.

    Salário em relação à escolaridade

  • Grau de escolaridade também apresenta forte influência no salário dos executivos. Para os cargos mais altos, a variação no salário pode chegar a mais de 4,3 vezes.

    1) Em todos os cargos executivos, ter um título de mestrado representa um salário de mais de 100% maior do que aqueles que não possuem curso superior.

    2) Possuir doutorado não foi considerado um diferencial no salário, exceto para os advogados.

    A importância do salário variável

  • Quanto à participação mediana de bônus e comissões no salário dos executivos que auferem esta complementação, note-se que 55,9% dos respondentes não têm nenhum tipo de bônus ou comissões.

    Dos que recebem, o depoimento é de que o pagamento de bônus e comissões implica na cobrança de resultados.

    1) Há uma correlação entre a remuneração total bruta paga e a porcentagem de remuneração que é de bônus mais comissões.

    Comparando-se com os resultados da pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997, houve um crescimento geral no percentual do valor médio de bônus mais comissões.

    2) Em comparação com a pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira do executivo brasileiro”, o índice de profissionais que não recebem bônus ou comissões subiu 14 pontos percentuais.

    Registro em carteira profissional e os executivos

    Dos 9.484 respondentes, 69,3% indicaram ter registro em carteira profissional, conforme a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

    Isto varia de acordo com o cargo e com o tipo da empresa.

    Comparando-se com os resultados da pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997, houve uma queda acentuada no número de registro em carteira (de 82,7% para 69,3%).

  • Em empresas familiares, 64.3% dos empregados possuem registro em carteira. Em empresas não-familiares, 71,9% dos empregados têm este vínculo empregatício.
  • Empresas com capital estrangeiro registram em carteira 86,5% dos empregados, enquanto que empresas de capital nacional registram em carteira 60,1% dos empregados.

    A importância da idade no salário dos executivos

  • 90% dos respondentes situam-se na faixa de idade que vai até os 45 anos. Os profissionais estão ainda mais jovens do que o constatado na Pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997. A idade mediana dos profissionais continua baixando e passou de 41 para 31 anos. A faixa de idade até 35 anos compreende agora 61,9% do total de respondentes, contra 25,88% da pesquisa anterior.

    A tendência mostrada por nossas pesquisas indica que o mercado continua crítico para profissionais com idade acima de 45 anos (veja a tabela a seguir).

    Distribuição dos respondentes por idade (em %)
    Faixa de Idade Total Homens Mulheres
    De 21 a 30 anos 42.2 % 35.7 % 57.5 %
    De 31 a 35 anos 19.7 % 20.0 % 19.3 %
    De 36 a 40 anos 14.7 % 15.7 % 12.8 %
    De 41 a 45 anos 9.8 % 11.4 % 6.6 %
    De 46 a 50 anos 5.0 % 6.0 % 3.0 %
    De 51 a 55 anos 2.3 % 3.0 % 0.9 %
    De 56 a 60 anos 0.7 % 1.0 % 0.3 %
    De 61 a 65 anos 0.2 % 0.2 % 0.2 %
    Acima de 65 anos 0.1 % * 0.1 %
    Idade Mediana 31 33 28

    Tabela comparativa: idade versus salário anual mediano (R$)

    Os números parecem indicar que a verdadeira razão para discriminar executivos maduros é que eles são mais caros.

    Faturamento Idade Presidente Diretor Gerente
    Acima de
    US$ 100 milhoes
    21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    139.750,00
    136.500,00
    214.500,00
    201.500,00
    227.500,00
    214.500,00
    260.000, 00
    *
    *
    110.500,00
    143.000,00
    158.167,00
    173.333,00
    198.250,00
    201.500,00
    208.000,00
    *
    *
    53.625,00
    70.155,00
    76.853,00
    85.386,00
    93.889,00
    108.333,00
    92.300,00
    91.000,00
    *
    US$ 50 a 99 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    71.500,00
    *
    169.000,00
    *
    149.500,00
    201.500,00
    227.500,00
    240.500,00
    *
    58.500,00
    143.000,00
    149.500,00
    169.000,00
    149.500,00
    143.000,00
    159.250,00
    *
    *
    45.500,00
    67.826,00
    71.500,00
    81.714,00
    84.770,33
    84.500,00
    94.250,00
    *
    123.500,00
    US$ 15 a 49 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    88.833,33
    106.166,66
    130.000,00
    172.250,00
    185.791,66
    214.500,00
    234.000,00
    *
    *
    84.500,00
    110.500,00
    134.875,00
    110.500,00
    123.500,00
    140.833,33
    *
    *
    *
    36.947,00
    50.818,00
    62.324,00
    64.133,00
    71.500,00
    84.500,00
    91.000,00
    *
    *
    Abaixo de US$ 15 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    29.545,00
    49.400,00
    50.050,00
    84.500,00
    97.500,00
    84.500,00
    117.000,00
    139.750,00
    *
    31.850,00
    56.550,00
    78.929,00
    73.125,00
    87.100,00
    86.667,00
    71.500,00
    78.000,00
    *
    27.402,00
    38.350,00
    44.895,00
    50.375,00
    48.750,00
    48.100,00
    58.500,00
    *
    *

    Localização da empresa

    Ficou evidente na pesquisa a importância da localização da empresa do respondente sobre o seu salário. São Paulo continua sendo um forte pólo para as empresas e executivos brasileiros. A pesquisa indica que estão em São Paulo:

  • 54,6% das empresas com mais de US$ 100 milhões de faturamento anual
  • 51,7% das empresas com US$ 50 a 99 milhões de faturamento anual
  • 50,7% das empresas com US$ 15 a 49 milhões de faturamento anual
  • 42,2% das empresas com menos de US$ 15 milhões de faturamento anual

    As informações que permitiram a elaboração desse artigo estão sendo refinadas com mais uma pesquisa já em fase de coleta de dados, especificamente a respeito de salários. Quase 10.000 pessoas já responderam, e os dados estão sendo tratados, dentro de total confidencialidade. Somente serão divulgadas as informações estatísticas do universo de pessoas respondentes, e jamais os dados individuais. A equipe técnica do Grupo Catho desenvolveu mecanismos que impedem as informações individuais de serem divulgadas para qualquer pessoa.

    >> Pesquisa Salarial e de Benefícios Online – atualize a tabela salarial de sua empresa

  • Fonte: Sebrae Paraná

    O atendimento ao cliente é vital para a concretização do negócio e, consequentemente, para o sucesso da empresa

    O cliente deve sair da loja satisfeito com o atendimento recebido e com suas necessidades supridas pelos produtos adquiridos. Deve-se estabelecer a cultura de bom atendimento ao cliente, com serviços de alto nível em toda a equipe de vendas.

    O atendimento ao cliente é vital para o sucesso de uma empresa, pois o “consumidor” é quem propicia a sobrevivência de um negócio.
    O cliente deve sair satisfeito com o atendimento recebido e com suas necessidades supridas pelos produtos adquiridos. A empresa deve verificar como ele se comporta, quais são as necessidades dele e como supri-las.

    Deve-se estabelecer a cultura de bom atendimento ao cliente, com serviços de alto nível em toda a equipe de vendas.

    Orientar o pessoal da loja para ser rápido e solícito com o cliente é uma necessidade para cativar um consumidor para vendas futuras. O vendedor deve ser treinado para atender a cada cliente como “o seu cliente” – aquele a quem ele deve dar toda a atenção, pois é a razão do trabalho e da profissão.

    Além disso, o vendedor tem de conhecer profundamente todos os detalhes da mercadoria que está oferecendo ou que o cliente está pedindo. É fundamental ter em mente que nunca é perda de tempo fazer demonstrações e prestar detalhadas informações aos atendentes sobre toda a linha de produtos da loja.

    Os dez mandamentos do bom vendedor

    1)  Ter entusiasmo em vender.
    2)  Manter impecável a apresentação pessoal.
    3)  Ser persistente.
    4)  Possuir boa memória.
    5)  Falar fluente e claramente.
    6)  Ter ambição.
    7)  Ter tato.
    8)  Vestir a camisa da empresa.
    9)  Manter o autocontrole.
    10) Falar a verdade.

    Os sete passos fundamentais da boa venda

    1) Conhecimento da mercadoria.
    2) Abordagem inicial positiva.
    3) Descobrir a real necessidade do cliente.
    4) Apresentação dos benefícios do produto vendido e somente após isto apresentação das características.
    5) Superação das objeções apresentadas pelo consumidor.
    6) Fechamento da venda, quando perceber que o produto atende à necessidade e aos desejos do cliente.
    7) Realizar a venda adicional, alertando o consumidor sobre algo que possível ou eventualmente ele tenha esquecido de pedir ao vendedor.

    Recomendações

    O empresário deve desenvolver estratégias e motivar os profissionais de vendas nos seguintes aspectos:

    – Crie uma política de qualidade voltada ao atendimento ao cliente e faça com que seja uma questão básica para fazer parte da equipe de vendas.

    – Desenvolva ações voltadas para a satisfação dos clientes, como melhorias no ambiente, adaptação às características e gostos pessoais.

    – Treine constantemente os vendedores buscando o desenvolvimento profissional.

    – Verifique se o sistema de recrutamento e seleção dos profissionais de venda é adequado ao seu produto. Se necessitar, busque auxílio de empresas especializadas.

    – Crie uma equipe perene, evitando trocas constantes de vendedores.

    – Verifique continuamente o grau de satisfação e motivação dos vendedores, buscando a causa e as soluções possíveis para melhorar as condições de trabalho.

    – Evite vendedores despreparados ou desqualificados profissionalmente. Se não houver condições de desenvolvê-los, o melhor é buscar outros mais adequados.

    – Estabeleça níveis de autonomia para que os vendedores possuam poder de decisão junto aos clientes, evitando que sempre tenham de solicitar apoio da gerência ou do proprietário do negócio para fechar a venda.

    – Dê condições adequadas de trabalho, tanto se as vendas forem internas (loja) quanto em vendas externas (por meio de deslocamento e apresentação junto ao cliente).

    – Envolva os vendedores nas estratégias e condições de venda. Se as decisões forem tomadas apenas pelo empresário ou pelo gerente, o resultado nunca será tão bom quanto o que pode ser obtido se toda a equipe estiver envolvida nas decisões que dizem respeito ao seu trabalho.

    Uma pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) divulgada nesta semana mostra que 1,1 milhão de jovens estagiários do país recebem em média uma bolsa-auxílio que varia entre R$ 428 e R$ 1,9 mil. Foram avaliados cerca de 15 mil estudantes de diferentes níveis. No nível médio técnico, a função que tem a melhor remuneração é a de mecânico de precisão (R$ 869), enquanto a que tem a pior é a de mecatrônico (R$ 488).

    Quando o nível é superior, os estudantes de Engenharia recebem mais (R$ 1.469), enquanto os de Matemática ganham o menor auxílio (R$ 855). A pesquisa mostra que os estagiários, muitas vezes, ganham vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e cesta básica.

    Fonte: http://vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11316

    A Vale vai abrir 62 mil vagas num período de cinco anos em todo o mundo. De acordo com a empresa, este será o primeiro programa de seleção, contratação e treinamento de uma empresa brasileira com abrangência mundial. As contratações devem começar ainda este ano.Serão 33 mil empregos próprios e outros 29 mil terceirizados (permanentes e em projetos) com ênfase nas áreas de engenharia e geologia (para candidatos de nível superior) e na área técnica nos setores portuário, ferroviário e de mineração.

    Pelo menos 80% das vagas serão abertas no Brasil. As demais 20% ficarão distribuídas em 30 países onde a Vale tem negócios. A contratação foi motivada pela necessidade de reforçar os quadros e atender às demandas da empresa, que pretende investir, em cinco anos, US$ 59 bilhões (R$ 99,592 bilhões).

    Os programas serão lançados oficialmente na semana que vem com anúncios em jornais e revistas do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra.

    São oito modalidades de formação gratuita para graduados e técnicos: formação profissional (3,5 mil vagas), especialização profissional (300 vagas), primeiro emprego (80 vagas), estágio (2 mil vagas), leste europeu e Filipinas (45 vagas), especialização internacional (20 vagas), summer job (5 vagas) e global trainee (150 vagas). O objetivo, em 2008, é preencher 7 mil vagas com salários iniciais de R$ 350 a R$ 3 mil, dependendo do nível de escolaridade.

    Fonte: http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=19&mes=03&ano=2008&idnoticia=48272

    Quais profissões estão em alta no mercado de trabalho? E daqui a três, quatro anos, quando os vestibulandos de hoje se formarem, o mercado de trabalho estará receptivo para a profissão escolhida.

    Quais são as profissões que estão mais valorizadas pelo mercado de trabalho hoje? E daqui a três, quatro anos, quando chegar ao fim a graduação, elas ainda serão as mais procuradas pelos empregadores? E quais as áreas em que os profissionais enfrentarão dificuldades para encontrar emprego? Essas com certeza são algumas das muitas perguntas que passam pela cabeça dos vestibulandos na hora de escolher um curso superior. Especialistas consultados pela Gazeta do Povo Online afirmam que é difícil prever o futuro, mas é possível indicar tendências.

    Mesmo assim, não há consenso. Dos consultores de carreira e profissionais de empresas de recursos humanos que foram consultados, alguns apontam profissões pontuais, outros fazem levantamentos estatísticos e revelam caminhos. Também há os que não acreditam ser possível esse tipo de previsão, em razão das constantes mudanças do mercado, e os que apostam que o que realmente importa não é a área, e sim uma boa qualificação. No entanto, todos dizem que, seja qual for o futuro, é necessário estar bem preparado para ele.

    Como se preparar

    Todos os especialistas consultados concordam que é muito importante estar bem preparado para o futuro, seja qual for. E para isso, é necessário nunca parar de se qualificar. “A única certeza que tenho é que em qualquer profissão que escolherem não poderão nunca mais parar de estudar. Os profissionais precisarão estar cada vez mais bem preparados, uma vez que estarão competindo em um mercado globalizado e de mudanças cada vez mais velozes”, diz Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba.

    Ainda de acordo com Cesarino, serão criados cada vez mais cursos e profissões novas e, ao mesmo tempo, cada profissional deverá saber cada vez mais sobre outras áreas. “A tendência é de sinergia e fusão de várias áreas do conhecimento humano como ciência, tecnologia, sociologia, filosofia e arte”, explica. “O que está em baixa hoje é o profissional pouco preparado, com conhecimento específico, sem domínio de línguas estrangeiras e que queiram trabalhar apenas em grandes centros. Nenhuma profissão por si só está em baixa”, completa.

    As dicas de Cesarino para os estudantes são simples. A primeira é sobre outros idiomas: “Para todas as profissões, em quase 100% dos casos, só os profissionais que falem pelo menos uma língua estrangeira é que terão chances de sucesso”, diz. A segunda, é sobre a formação: “Recomendo que os estudantes iniciem sua preparação de nível superior pelo curso que acharem mais adequado às suas habilidades e interesses. […] O mais importante não será a graduação, mas a certeza que não poderão parar de estudar e se aperfeiçoar nunca”, completa.

    Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, também atenta para o fato de que a graduação é apenas um ponto de partida. “O mercado olha muito para as competências. Por exemplo, o profissional deve ser flexível, ter capacidade de adaptação e conhecer outras línguas”, explica.

    “O bom profissional hoje é muito distante do bom profissional do passado. Hoje é necessário comunicar, ser pró-ativo, e ter uma vida pessoal em equilíbrio. O fato de não praticar esportes, por exemplo, pode influenciar no desempenho do profissional”, afirma a analista e consultora profissional Lígia Guerra. “Outro fator a se levar em conta, é que hoje se pensa em um papel social do trabalho. É aquilo que dá sentido para nossa atividade, um significado. É o amor por isso que nos faz ir além do que aprendemos na faculdade por vontade própria”, completa.

    Thainá Noda Vendrami, 17 anos, é uma dessas estudantes que ainda está em dúvida sobre para qual curso fazer o vestibular, mas conta que a valorização da profissão conta bastante. “Por mais que muitas pessoas digam que não influencia, o quanto vou ganhar é, sim, uma preocupação”, diz. Fazendo cursinho preparatório no Dom Bosco, em Curitiba, conta que está atualmente entre os cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Desenho Indústrial. Mas no ano passado, quando terminou o Ensino Médio, queria Medicina Veterinária. “Estou ponderando bastante sobre o mercado e trabalho. Mas quero algo compatível com minhas vocações”, diz.

    Consultoria profissional

    Para a analista e consultora profissional Lígia Guerra, as profissões relacionadas ao meio ambiente e aos recursos naturais já estão sendo valorizadas hoje, e são boa aposta para o futuro. “Profissões como Agronomia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Petróleo e Gás Engenharia Hídrica devem ter um mercado aberto por mais 10 ou 15 anos”, diz. Além disso, com a crescente necessidade de comunicação internacional, os profissionais de letras também devem ser valorizados. “É a globalização. As pessoas precisam se comunicar, e as línguas mais exóticas, como o próprio mandarim [chinês] estarão muito em alta”, conta.

    O lazer também já está ganhando terreno no mercado de trabalho na opinião da consultora. Cinema e Vídeo, além das profissões que se envolvem com a área editorial, devem crescer ainda mais. “Nunca se deu tanto valor ao lazer como hoje. As pessoas têm cada vez menos tempo livre e querem aproveitá-lo fazendo o que gostam”, diz Lígia. A consultora também aponta as profissões que envolvem tecnologia, como telecomunicações e Ciência da Computação.

    Em baixa, estariam áreas que hoje já possuem um excesso de profissionais. “Psicologia, Jornalismo, Odontologia e Marketing, por exemplo, são áreas que estão com muitos profissionais no mercado. Não quer dizer que não haja vagas, mas os profissionais serão cada vez mais exigidos para ocupar esses postos de trabalho”, diz.

    Levantamento e tendências
    Baseado em um levantamento feito nas 14 regionais, a gerente da setorial do Grupo Foco no Paraná, Maria Cristina Hilario, aponta que no país estão em alta as engenharias, em todas as modalidades. “Isso se deve principalmente pelo crescimento econômico, a expansão de mercados internacionais, como o da China, e outros fatores. Acreditamos que teremos uma boa demanda destes profissionais pelos próximos anos. Além disto, há uma carência nesta área em função de que nos últimos anos estes profissionais foram muito direcionados para mercado financeiro e administrativo, por possuírem forte bagagem em organização, cálculos e projeções”, explica.

    As profissões de Tecnologia da Informação (TI) também foram um ponto em comum em todas as regionais. “Há uma grande necessidade de agilidade nos processos e controles da informação. Além disso, há crescimento de demanda na área de serviços, que implicam em formação técnica com habilidades de relacionamento com os clientes”, diz.

    Mercado global

    Outro fato atentado pelos especialistas é que o profissional hoje não é mais local, e sim global. Além de conhecer outros idiomas é necessário ter disponibilidade. “Não é possível mais ficar limitado ao seu bairro. A concentração de profissionais em certos centros gera muito desemprego. Em muitos casos, o deslocamento para outra região pode ajudar a garantir o trabalho”, diz Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira. “O brasileiro é um dos povos menos móveis do mundo. Daqui para frente será cada vez mais difícil ficar fixo num local”, completa

    Sendo assim, conhecer o mercado de trabalho em outras regiões pode ser um ótimo começo. Abaixo, segue parte do levantamento elaborado pelo Grupo Foco sobre as profissões que estão em alta no país, por região.

    REGIÃO PARANÁ – (sede em Curitiba):
    • Áreas em alta: Controladoria, Logística, Suprimentos, Engenharia, Comerciais e Atendimento ao Público, Inteligência de Mercado/Marketing e Tecnologia da Informação;
    • Cursos em alta: Ciências Contábeis, Engenharias em geral, Informática, Administração, Marketing;
    • Obs.: Vagas na área de Tecnologia da Informação , busca crescente de profissionais recém formados para serem desenvolvidos.

    REGIÃO NORTE – (sede em Belém):

    • Área de Engenharia Mecânica, Civil, Elétrica e Mecatrônica;
    • Sistema de Tecnologia (com formação técnica, Eletromecânico, por exemplo) e instrumentalização;
    • Saúde, pois as cidades estão crescendo e precisam desta estrutura.

    REGIÃO –CENTRO OESTE (sede em Brasília):
    • Engenharia Civil, de Produção e Eletrônica;
    • Tecnologia voltada para Informática;
    • Obs.: Regiões com grandes desigualdades de demanda. Enquanto no Centro – Oeste há uma forte planta industrial, a região Norte é pouco explorada.

    REGIÃO INTERIOR DE SÃO PAULO – (sede em Campinas):

    • Engenharia (Mecânica, Elétrica e Mecatrônica);
    • Outras áreas muito requisitadas: área administrativa, financeira, recursos humanos e formações técnicas.

    REGIÃO SÃO PAULO – (sede capital):
    • Engenharia; Construção Civil (parte de hidráulica), Mecânica, e outras.

    REGIÃO RIO DE JANEIRO – (sede capital):
    • Engenharia voltada para mineração (sedes da Votorantim e Vale, entre outras);
    • Áreas de logística, compras, ferrovias.

    REGIÃO ESPÍRITO SANTO – (sede Vitória):

    • Áreas técnicas e Engenharia (investimento das empresas Petrobrás e Vale)
    • Construção Civil em tendência de aumento

    REGIÃO SUL – (sede Porto Alegre):

    • Tecnologia da Informação (Ciências da Computação, Analista de Sistema, entre outros);
    • Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, entre outras;
    • Setores da Indústria, Serviços e Construção Civil.

    REGIÃO NORDESTE – (sede em Salvador):
    • Construção Civil, Engenharia Elétrica, Mecânica e Química;
    • Administração;
    • Setor Industrial.

    Além disso, há uma demanda crescente na área de Inteligência de Mercado. “É uma área que não implica necessariamente em uma formação específica. Pode ter formação em Administração, Engenharia, Marketing, entre outros. Ela vem sendo solicitada em função de estabelecer e firmar as marcas das empresas tanto em mercados nacionais quanto internacionais”, explica. Não foram apontadas as profissões que estariam em baixa no mercado de trabalho.

    Imprevisível

    Segundo Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba, o futuro do mercado de trabalho é imprevisível, pois há constantes mudanças, cada vez mais rápidas, que impedem um prognóstico para daqui a cinco ou 10 anos. “Isso é um exercício de futurologia com grandes chances de dar errado. Como exemplo posso dizer que há 10 anos ninguém conseguiu prever que a demanda por profissionais da área de Tecnologia da Informação seria tão grande neste momento. Como o Brasil hoje está se tornando um grande exportador de serviços de TI, ao lado da Índia e China, profissionais experientes nessa área e com total domínio do inglês estão em falta no mercado”, diz.

    Portanto, para Cesarino, hoje, estão em alta profissões como Engenheiros, Geólogos e Arquitetos, em razão do momento pelo qual está passando o país. “O Brasil passa por um momento de crescimento econômico e as necessidades de expansão da capacidade produtiva e de infra-estrutura se fazem presentes”, diz. “Também nota-se demanda em alta das profissões que lidam com a saúde e alimentação da população, além de especialistas em meio ambiente e ecologia”, completa.

    Ainda de acordo com Cesarino, outra área muito requisitada sempre é de Propaganda, Marketing e Vendas, na qual se pode incluir também Comércio Exterior. “Quanto maior é a demanda por produtos e serviços, mais as empresas precisam de profissionais que saibam atingir o público-alvo e aumentar sua lucratividade”. Ele também aponta que Administração, Economia, Direito Empresarial e Internacional são profissões “aquecidas”. “Isso se deve ao aumento do número de empresas na Bolsa de Valores e a necessidade das organizações competirem em um mercado globalizado”, explica.

    Relativização
    Já Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, alerta que mesmo analisar o presente é difícil num país como o Brasil. “Aqui temos algumas ilhas de desenvolvimento no setor empresarial, como a automotiva e aeronáutica, mas em outras áreas estamos muito aquém do que seria ideal”, diz. “Isso se reflete na demanda de profissionais que, numa economia como a nossa, deveria ser muito maior”, completa.

    Para ele, as áreas de novas tecnologias são realmente promissoras. No entanto, não há como não notar um grande nível se subempregos entre engenheiros. “Mais importante do que apontar áreas, talvez seja dizer que as pessoas devem seguir suas vocações. Esse negócio de tendência de mercado é uma coisa perigosa. Se o profissional se fiar somente nisso, corre o risco de não ser feliz em sua profissão”, diz. “O mais importante é fazer bem feito. Os profissionais bem qualificados são os que conseguem espaço na sua atividade”, completa.

    Fonte: http://www.formacaosolidaria.org.br/categorias-noticias-detalhe.asp?ID=4395

    Empregabilidade: bons relacionamentos “abrem portas”, mostra pesquisa
    por Por Flávia Furlan Nunes – Infomoney

    Dizer “oi” a todos quando chegar, agradecer uma ajuda, se desculpar pelos erros e manter um clima harmonioso no trabalho. Tudo isso são apenas detalhes para você? Pois está totalmente enganado. As atitudes são essenciais e não devem ser ignoradas, pois garantem bons relacionamentos na carreira e, conseqüentemente, podem “abrir portas”.

    Essa é a principal conclusão da pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos profissionais brasileiros – edição 2007″, realizada pelo Grupo Catho, que mostrou ainda que 40,08% dos profissionais consultados já aceitaram um convite de ex-superior ou ex-colega para trabalhar em outra empresa.

    Sexo e cargos
    De acordo com a pesquisa, é pequena a diferença na proporção das mulheres e dos homens que já receberam um convite de ex-empregadores para trabalhar: de 17,21%, no primeiro caso, e de 17,32%, no segundo. A média geral é de 17,28%.

    Os consultores são os profissionais que mais ganham convites, com 22% que disseram já ter recebido um. Em contraposição, os vice-presidentes são os que menos recebem, com 11,90% que afirmaram já terem sido chamados para trabalhar com um ex-colega.

    Dentre os homens, 26,67% dos professores universitários disseram ter recebido um convite, a maior proporção, enquanto o menor índice foi entre os vice-presidentes (10,81%). Dentre as mulheres, são as gerentes (23,27%) e as presidentes e gerentes gerais (8,51%) que se classificam melhor e pior quanto ao recebimento de convites.

    Convites feitos
    A pesquisa ainda mostrou que 42,52% dos 12.122 profissionais consultados declararam ter feito um convite de emprego, pelo menos uma vez, para ex-funcionários e ex-empregadores. Outros 44,36% conseguiram uma vaga graças a uma indicação de amigos.

    Tudo isso ressalta a idéia de que bons relacionamentos podem gerar oportunidades de trabalho em épocas de insatisfação com a carreira ou desemprego. Quem procura uma chance deve sempre manter o networking em dia.

    Fonte: http://informesorientando.blogspot.com/

    Mercado, exigente, reclama de falta de talento. Drible esse cenário!

    Entra ano, sai ano, e os exercícios de futurismo se repetem. Qual será a profissão de destaque no ano que começa? Quais carreiras ficam em baixa? Quais são as novas atribuições que dão charme ao currículo? Devo aprender mandarim? É válido emendar um MBA (Master in Business Administration) logo após concluir a universidade? Independente se o profissional é da area de engenharia, publicidade e propaganda ou administração de empresas, um fato é certo: 2007 intensificará uma tendência que ganhou força nos ultimos anos e que, segundo especialistas consultados pelo Universia, acabou por dar uma nova dimensão ao mercado de trabalho. É a era do super-profissional. “Entramos no tempo do ‘faça você mesmo’. As empresas esqueceram, na última década, de investir em seus departamentos de RH (Recursos Humanos) e os profissionais saíram a campo atrás de especializações, pós-graduações e MBA por conta própria, sem planejamento de carreira. Esse cenário alterou a lógica do mercado. O detalhe é que o mercado corporativo comprou a idéia e criou-se uma demanda difícil de ser atendida”, explica Vera Módulo, gerente da unidade de recrutamento da Gelre, organização especializada em recolocação profissional.A constatação vai de encontro a uma realidade atual do mercado, e que dará a tônica também no ano que começou: em que pesem os problemas macroeconômicos do País, as dificuldades naturais de se arrumar ou trocar de emprego e um mercado ainda muito arrochado, as empresas continuarão reclamando da dificuldade constante em se conseguir completar suas vagas, por falta de mão-de-obra, se não especializada, que atenda a todas as suas necessidades. “O profissional tem de se lembrar que as empresas não avaliarão mais apenas o currículo e o diploma, mas o que eles fazem e são capazes de produzir”, salienta Sami Boulos, consultor de carreiras do Career Center.A máxima atual mostra que tão difícil quanto encontrar um bom trabalho tem sido encontrar um bom profissional. Pesquisa realizada em 26 países pela consultoria internacional de Recursos Humanos Manpower mostra que dos 32 mil empregadores entrevistados, mais de 25% afirmaram encontrar grandes dificuldades com a escassez de profissionais qualificados. Esta nova tendência tem duas explicações, segundo o levantamento: as empresas estão cada vez mais exigentes no recrutamento para todos os níveis hierárquicos, e, ao mesmo tempo, os profissionais mais qualificados são cada vez mais assediados pelas corporações.Essa dificuldade em preencher as vagas não é exclusividade apenas dos profissionais com bom tempo de mercado. Mesmo para estudantes ou trabalhadores em início de carreira isso é realidade. Haja vista o último programa de trainee aberto pela multinacional Ambev. Sem um número definido de vagas, foram nada menos do que 26 mil inscritos, estudantes de diversas áreas, que tiveram de atender a exigências de gente grande: inglês fluente e bons conhecimentos de espanhol, disponibilidade para viagens e mudança de cidade ou país, habilidade para negociações e desenvoltura para lidar com o imprevisto. No total, 31 pessoas foram selecionadas, o que dá uma relação candidato-vaga superior a 800 pessoas, quase dez vezes maior que Publicidade e Propaganda, o curso mais disputado da Fuvest. “Naturalmente, nem todos os candidatos que se inscrevem no programa de trainee da Ambev preenchem os requisitos desejados”, expõe a gerente de recrutamento e seleção da empresa, Elisabeth Furiati.Um lugar ao sol.

    PLANO DE CARREIRA
    Montar um plano de carreira ainda na universidade pode ajudar no sucesso profissional. Para Rijane Mont’Alverne, professora de Recursos Humanos da Fundação Dom Cabral, um plano de carreira significa um plano de ação. Há de se traçar objetivos e montar estratégias para isso, com datas e propósitos. “O jovem tem de ser perguntar o que quer, quando quer e porque quer e revisar seus objetivos todos os anos. Planejar dá norte e reduz os desvios de caminho”, diz. Ela completa: “a palavra de ordem é estar sempre disposto a aprender, seja em sala de aula, em grupos de trabalho ou a viagens ao exterior”, resume.A docente também sugere um prazo de aproximadamente três anos para que o profissional escolha um MBA ou uma pós-graduação. “Esse tempo serve para o profissional se dar conta de que aquela é a profissão que ele deseja seguir pelos próximos anos”, explica. Ao mesmo tempo, diz que as escolhas dos programas de trainee devem ser feitas de maneira mais criteriosa, estudando a organização e seus valores, e vendo se eles são compatíveis com seus interesses de vida e carreira. “Temos visto um cenário onde os jovens têm pouca escolha: se inscrevem em todos os programas de trainee e, onde passam, ficam”. Ela diz que é comum atender alunos que estão há mais de quatro ou cinco anos em empresas que não se identificam (ou com a função ou com a organização), infelizes, mas que não conseguem mais trocar de área. Para ela, exemplo maior de falta de planejamento de carreira não existe.Vera Módulo, da Gelre ratifica a opinião. Para ela, o ideal é encarar três ou quatro anos de mercado antes de se decidir por uma pós-graduação ou um curso de MBA. “O recém-saído da faculdade muitas vezes não tem maturidade o suficiente e continuar os estudos leva ao risco de exaustão. Muitas vezes, as pessoas usam a pós para agüentar os momentos de ansiedade por causa do emprego”, diz. Mas há exceções: “para cursos como Direito ou para quem deseja encarar a vida acadêmica, que precisa de especialização e atualização constante, tem-se que estudar a vida inteira”.

    UM LUGAR AO SOL
    Esse beco aparentemente sem saída leva a dois questionamentos: a culpa é da falta de preparo dos profissionais ou do excesso de exigência das empresas? Segundos especialistas da área, o mercado atual é um misto desses dois fatores. Mas, ao mesmo tempo, é consenso que o perfil que o mercado procura é o de um super-homem. “Ele (o profissional) tem de ter competência, experiência, técnica apurada, bom relacionamento, atualização constante e ser um estrategista. Mesmo que o grau de compêtencia cobrado seja maior até do que o exigido pela vaga”, constata o professor titular do Departamento de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), Lindolfo Galvão de Albuquerque.O cenário para a busca de um emprego em 2007 (e nos próximos anos), nessas condições, parece nebuloso, mas especialistas acreditam que ele pode ser muito mais ameno do que aparenta. E tudo dependerá, basicamente, do esforço do próprio candidato. Para isso, duas dicas simples podem fazer toda a diferença: faça um estratégico plano de carreira (veja mais no quadro acima) e invista em você constantemente. Como todo bom super-homem que se preze, a mobilidade é uma das palavras de ordem do mercado em 2007. “O mundo passa por transformações que não têm volta. O Brasil também está sendo atingido e sofrerá mudanças, sobretudo no mercado de trabalho e nas relações trabalhistas. Nesse processo chamado globalização, as oportunidades surgirão da internacionalização, não apenas das corporações, mas também do profissional. Conhecer outras línguas e culturas será fundamental”, resume Albuquerque, da FEA/USP.Rijane Mont’Alverne, especialista de Recursos Humanos da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, sintetiza bem o perfil de profissional que as empresas buscam. “O mercado continuará atrás de profissionais com boa formação, flexibilidade e mobilidade em todos os aspectos. Seja para mudar de área, de cidade e com alto grau de adaptabilidade. Além disso, é interessante notar que atualmente exige-se grande resistência a frustrações, um alto grau de inteligência emocional”, resume. A especialista também frisa a questão da mobilidade, em um período em que as fusões e aquisições estão em alta no mundo todo e as trocas de comando, função ou mesmo localidade tornam-se uma constante na vida do empregado. Daí a importância da leitura e de cursos constantes para aprimorar suas competências. “A atualização profissional é peça-chave nos dias de hoje”, salienta Rijane. A questão da língua, apesar de soar como uma dica batida, é considerada vital pelos entrevistados. “Falar mais de uma lingua estrangeira é importante, mas o que se vê atualmente é que os profissionais investem em espanhol, francês e até mandarim apenas para ilustrar o currículo, quando o inglês, ainda a língua mais importante, é falada de modo macarrônico”, brinca Rijane. Parece mentira, mas um bom português pode ser o diferencial na hora de conseguir um emprego. “O maior índice de rejeição dos programas de trainee com os quais trabalhamos se dá pelos erros absurdos da Língua Portuguesa”, diz Sami Boulos.A docente Rijane Mont’Alverne recomenda: “além de falar uma ou duas línguas estrangeiras fluentemente, o mercado quer um profissional com traquejo, de preferência que tenha vivido ou tenha no currículo uma vivência no exterior. Isso denota capacidade maior de conviver com as adversidades. Experiências no estrangeiro expõem as pessoas a situações adversas, outros valores, pessoas e culturas. Isso é muito importante e um diferencial no momento de conquistar uma vaga”, conta. Para ela, com um mercado cada vez mais exigente, também não é possível ficar um período de cinco anos sem estudar. “É preciso atualização, especialização e treinamento específicos constantes dentro de sua área de atuação. É preciso estar preparado para as atividades que virão”, diz.

    Todo mundo na vida já ouviu falar que, para se ter um bom emprego, é importante ter QI, de “Quem Indicou”. No universo do Recursos Humanos, essa expressão é conhecida por uma palavrinha americana: networking, que nada mais é do que ter uma rede de contatos que permita estabelecer uma relação puramente profissional e da qual se possa obter frutos.

    Com o mercado de trabalho cada vez mais acirrado, ter um bom networking é mais do que necessário. “Quanto mais saturada for a profissão, mais os contatos serão importantes. Por exemplo, nas carreiras de Direito e Jornalismo, praticamente todas as vagas são preenchidas por indicação direta, já que o número de formandos é muito maior do que o número de vagas”, explica Max Geringher, consultor e comentarista da Rádio CBN, além de colunista do programa “Fantástico”, da TV Globo.

    Pode parecer injusto, mas, segundo Geringher, em uma entrevista de trabalho leva mais vantagem o candidato que conhece quem possa abrir a porta do local de trabalho para ele, do que aquele que mandou um bom currículo, mas não conhece ninguém que possa ajudá-lo. “São os contatos que garantem a possibilidade de uma boa entrevista. Mas, se os dois candidatos (um que tenha um bom contato e outro que não) chegarem à entrevista, aí o melhor currículo se transformará numa grande vantagem”, frisa.

    Mas como aquela pessoa que está entrando no mercado de trabalho pode montar uma boa rede de contatos? O próprio banco da universidade, segundo Geringher, é um bom começo, ou antes disso. “Eu consegui meu primeiro emprego através da indicação de uma pessoa que conheci quando cursava o segundo grau”, lembra o consultor.

    Por isso, ser bom aluno e ganhar a simpatia dos professores, “que geralmente são pessoas bem relacionadas”, fazer cursos de curta duração, “dos quais participem profissionais de Recursos Humanos, também é um caminho precioso”, aconselha.
    No entanto, não é por que se tem um bom contato que se deve abandonar os estudos e deixar de incrementar o currículo, de acordo com o consultor. “Estudar e se aperfeiçoar é importante, sempre”, alerta.

    O que não é networking

    - Networking não é amizade, é uma relação puramente profissional
    - Encher a caixa de e-mails de pessoas importantes que você descobriu as posições dentro de uma empresa, com as quais não existe nenhum tipo de relação, além de não ser networking, é extremamente deselegante.

    O que é networking

    - É conhecimento mútuo e pode ser iniciado por colegas de escola. “Um aluno cujo pai é diretor de uma empresa pode estabelecer um contato vital”, afirma Geringher.
    - Construir um networking leva tempo. Não se deve conhecer a pessoa e já ir entregando o currículo, pois isso soa inconveniente. É preciso, antes de tudo, ter paciência.

    (UOL Empregos – 26/09/07)