3. CONTROLE EMOCIONAL


Por: Estadão

Antes da abertura dos portões até a saída dos alunos, eles estavam lá. Centenas de pais se somaram aos 11.412 candidatos que fizeram o vestibular da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), no prédio da Uninove, na Barra Funda, neste domingo, 8 de novembro. Eles acompanharam os filhos até a entrada e, por vezes, permaneceram até o fim da prova, uma espera que pode ter chegado a até 4 horas.

Cidália Monteiro, de 47 anos, mora em Santo Amaro. Ela e a filha Eduarda, de 18 anos, saíram de casa às 10 horas em direção à Uninove. Deveriam chegar antes das 14 horas, mas às 11 h já estavam lá. “Foi bom porque chegamos cedo e pudemos passear no Memorial da América Latina, tiramos umas fotos para nos distrair e, assim, ela fica menos nervosa”, disse, apontando para Eduarda. Em tom de confidência, falou que estava muito ansiosa pela filha. “Quero que comece logo para acabar logo, daqui para frente ela terá prova todos os finais de semana, pela Unicamp e pela Fuvest.”

Roberto da Silva, de 52, e Jussara, de 51, se despediram do filho Juliano, de 17 anos, na catraca da Uninove. “É o primeiro vestibular dele, queremos dar apoio moral. Temos que estar presentes.”

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Em frente aos portões, Siloni Challupp e Levi de Carvalho Freitas conversavam com o olhar perdido depois que os dois filhos já haviam entrado para fazer a prova. Naquele momento, eles planejavam o futuro da família. “Meu filho está tentando há 4 anos entrar em Medicina. Desta vez, aceitou prestar vestibular para as particulares. Minha filha mais nova também quer ser médica. Torcemos por eles. Se passarem em faculdade particular, vendemos o carro, pedimos crédito. Se passarem em outras cidades, vão embora”, disse Levi.

Siloni, já está com férias marcadas para acompanhar os filhos na maratona de provas que enfrentarão. “Haverá testes até fevereiro, serão mais de 20 provas. Tirei uns dias de licença para poder ficar com eles neste momento.”

Para eles, vida de pai de vestibulando “é uma luta.” “Acompanhamos todos os anos, em todos os vestibulares, são anos de luta”, diz Siloni. “Quero que eles tenham o melhor, tudo o que não tive. Uma boa universidade fará diferença na vida deles”, falou Levi.

Entrevista concedida ao Jornal Bela Aliança por Cristian Stassun (23/out)

O período de realização das provas dos vestibulares está chegando. A ansiedade toma conta dos jovens que vão enfrentar o desafio de buscar uma vaga para ingressar no Ensino Superior. Em entrevista ao Jornal Bela Aliança, o Mestre em Psicologia e Professor da disciplina de Orientação Profissional do Colégio Energia, Cristian Stassun, dá dicas para os estudantes que estão vivenciando esta fase.

Porque os estudantes ficam ansiosos no período que antecede o vestibular?

Essa pergunta é muito importante. E é direcionada principalmente aos pais. Veja bem, Jonas, estamos tratando de expectativas, antecipação e pré-ocupação. Sinta esse jovem. Temos casos que a família fica ameaçando o filho de que se não passar no vestibular, vai ter que se sustentar, vai ter que arrumar um emprego e se virar. Como se ele tivesse uma chance única de passar. Só aquele vestibular. Temos casos de pais que ficam comparando seu filho com outros filhos, valorizando somente desempenho (resultado) e não empenho (esforço) dele, e muitas vezes misturando seus projetos de vida fracassados sobre a vida dos filhos. O pai que sempre sonhou em ser médico e não conseguiu, agora quer que seu filho enfrente 40 candidatos por vaga numa Federal e ache fácil. Como a maioria dos leitores desse jornal são pessoas com idade acima dos 20 anos, é fundamental explicar que o comportamento deles influencia diretamente no resultado do seu filho. Coloca-se uma carga de energia enorme em cima de coisas e problemas que nunca vão acontecer. Pesquisas mostram que 90% das coisas que nos pré-ocupam nunca acontecerão. E cada vez mais essa carga de preocupação recai sobre os vestibulandos.

Existe algum segredo para o jovem não ficar nervoso na hora da prova?

Eu falei até agora sobre os pais, mas agora tratamos dos alunos. O que faz eles ficarem nervosos em primeiro lugar é o medo do fracasso e a sensação de fragilidade num sistema de ingresso a Universidade que não mede só a qualidade do conhecimento do aluno. Muitos dizem que o equilíbrio emocional é responsável por 50% do resultado do vestibular, motivo de muitos Best-Sellers nos últimos anos sobre Inteligência Emocional. Porém, o lado emocional pode tirar 100% a chance de sucesso em vestibulares concorridos como a UFSC, onde a disputa é por décimos de pontos. Nesse contexto, outros medos aparecem. Medo dos concorrentes, de não saber o conteúdo ou não dar tempo de realizar a prova, insucessos anteriores e imprevistos que podem acontecer no dia da prova, como os lendários atrasos e “brancos”. Entre outros fatores vem o sentimento de vergonha perante os outros com o resultado, auto-exigência, despreparo, dificuldade do vestibular e problemas crônicos. No colégio fazemos uma avaliação individual de cada caso.

É possível manter o equilíbrio emocional diante do desafio de entrar na faculdade?

Sim, preste atenção em atitudes que os alunos, desde já podem tomar frente a esses problemas:

-Tenha bem definido seu curso, universidade e vestibulares a fazer no início do 3º Ano;

-Tenha um planejamento de estudo bem feito e cumpra-o, cuide com o boicote dos seus estudos, sempre inventando outras coisas para fazer, como Msn e Orkut.

-Treine sua emoção com provas de vestibulares anteriores cronometradas, simulados do colégio, experiência com o vestibular já no segundo ano e análise de todos os fatores psicológicos envolvidos como: pressão, insegurança, depressão, pensamentos derrotistas, dificuldades de concentração e aprendizagem.

-Tenha atividades programadas e permanentes como: exercício físico, atividades de lazer, atividades de compensação aos dias muito exigentes, exercícios de respiração e alongamento, horários de sono e descanso, faça atividades ligadas a música e arte, mantenha uma disciplina e rotina, e busque se alimentar corretamente.

- Liste seus pontos positivos e negativos e aja sobre eles o quanto antes. Converse com seus pais e amigos buscando soluções.

- Compartilhe seus problemas com amigos de qualidade, familiares ou pessoas que passam pelo mesmo problema, e se precisar procure a ajuda de um psicólogo.

Qual o trabalho que você desenvolve no Colégio Energia?

Eu dou aula para o 2º Ano, e apresento para eles todos os desafios que vão atingir eles nos próximos anos. Desde a escolha de um curso universitário (profissão e carreira), o planejamento de estudos, a estratégia para o vestibular e decisão de universidade, questões emocionais para realizar a prova, preparação para o primeiro emprego e noções de empreendedorismo. Meu objetivo é os fazer chegar no 3º Ano com uma meta. Curso e Universidade. A partir desse ponto que se motivem a estudar e lutar por um desafio. Para os demais alunos do 3º ano e cursinho temos a mesma assistência, porém individual.

Qual a sua formação acadêmica e profissional

Psicólogo de Formação, especialização em Psicologia Clínica e Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Porém, como sabemos, diploma e título é apenas a burocracia que o autoriza para fazer algo. A formação está muito além do que a universidade oferece. A experiência, o comprometimento e a ética estão muito além disso.

Deixe seu contato para os leitores e estudantes interessados em se prepararem melhor para esses desafios.

Podem entrar no site www.cristianstassun.com.br e pelo msn cristianccss@hotmail.com.

Xô, nervosismo!
A psicóloga explica como combater a tensão que antecede a prova.
Márcia Araldi, Psicóloga
Em tempos de crise financeira, ter um diploma de nível superior é pré-requisito para correr atrás de uma vaga num mercado de trabalho cada vez mais concorrido. Mas a disputa por vagas começa bem antes, quando, ainda na juventude, é preciso escolher uma profissão, entrar num curso superior e se formar. No meio desse longo caminho, há o vestibular.

Além das pressões em relação à escolha profissional, o estudante tem de lidar com toda a tensão que antecede a prova do vestibular. Muitos candidatos para poucas vagas, uma prova que cobra todo o conteúdo aprendido pelo estudante durante sua vida escolar, a possibilidade de não ser aprovado, tudo isso pode tornar inúteis meses de dedicação e estudo.

Formada na Universidade Federal de Santa Catarina, Márcia Araldi é psicóloga e especialista em Orientação Profissional. Há mais de vinte anos ela vem observando o vestibulando, seus medos, suas dúvidas, suas incertezas. Confira a entrevista que fizemos com ela sobre o vestibular e as escolhas que o jovem tem que fazer nesse período da vida.

Como não deixar o nervosismo atrapalhar o desempenho no vestibular?
A questão do nervosismo significa, na verdade, que o candidato está se sentindo ansioso, e esta emoção está definitivamente relacionada com o histórico escolar durante toda sua vida, além, obviamente, de aspectos referentes a sua personalidade. Nestas experiências, o indivíduo vive aprendizados muitas vezes errôneos, por exemplo, aprende a temer as provas na escola, etc, e, por conseqüência, advêm os medos e as angústias de ter que se sair bem. Em relação ao vestibular, que é uma prova de conhecimentos, geralmente eliminatória, os aprendizados falarão mais alto, e a tendência é repetir o que já está apreendido. Ajuda muito se o candidato estiver se sentindo confiante em relação aos estudos feitos durante o ano, ele acaba chegando às provas muito mais calmo e confiante. Rever conceitos de medos, culpas, erros na escola, aprendizados mal-sucedidos e preparar-se bem, e ainda ter clareza sobre a escolha do curso a que se está pleiteando uma vaga na universidade, pode ajudar, e muito, na concentração e na diminuição dos níveis de ansiedade durante as provas. Também ajuda muito não se deixar abalar por boatos e “terrorismos” que se fazem nos cursinhos, geralmente sem fundamento.

Com a tensão e o nervosismo em relação às provas, a maioria dos candidatos acaba tendo reflexos físicos dessa tensão, como azia e insônia. Há como evitar esses reflexos? De que maneira?
Os sintomas relacionados à tensão nestes casos são diversos e vão corresponder sobretudo ao histórico psicológico deste indivíduo. Se o candidato não puder evitar durante o ano e deixar a tensão chegar a níveis muito altos, o melhor a fazer é procurar se centrar na tarefa e tentar encontrar o foco, “o seu foco”, “para onde estou indo, aonde quero chegar”, ou seja, trabalhar consigo mesmo a motivação e a crença de prosseguir, sem que a cobrança e a preocupação que o sucesso e o insucesso nas provas causam – geralmente é o que está por trás destes sintomas – tomem uma proporção tal que o candidato não tenha mais controle. Assim o organismo responde a um estressor, com vários sintomas, todos ligados à ansiedade.

A maioria dos estudantes se inscreve para vestibulares de diversas universidades em diferentes datas. Qual a melhor maneira de manter a cabeça fria durante uma maratona de provas?
Tendo clareza das suas escolhas e certeza de suas potencialidades.

Já se pode considerar a tensão e a ansiedade próprias dos vestibulandos como psicopatologias específicas?
Sim, muitas vezes levando o indivíduo a desencadear transtornos psicológicos de ansiedade e de humor, que podem acompanhar a pessoa durante toda a sua vida.

O vestibulando, com freqüência, enfrenta pressões – familiares e dele mesmo – na hora de fazer a escolha profissional. Como trabalhar esse tipo de pressão? Há diferença em relação ao sexo?
Devido ao sistema vigente em nosso país no que se refere à economia, educação, políticas públicas, universidades e suas particularidades, e numa visão macro, à globalização e suas conseqüências para os países ainda não tão desenvolvidos, somente resta ao estudante vivenciar poucas vagas, mínima oferta de bolsas, um mercado de trabalho que prega todos os dias o fim do emprego e um mundo do trabalho que impõe ao estudante que se especialize, sempre a ponto de nunca mais parar de estudar e investir em cursos e formação técnica. As famílias estão vivendo as mesmas questões, fazem parte da mesma rede no sistema vigente, e isto pesa na hora de um indivíduo escolher o que ser e ainda imaginar que gostaria de se realizar nessa carreira. Não pode ser fácil para o adolescente ter que vivenciar várias contradições ao mesmo tempo. Quanto à questão de gênero, a literatura aponta que as jovens sentem-se mais confiantes e são mais rápidas nas decisões a tomar. Quanto aos jovens há uma tendência de apresentarem mais dúvidas e angústias em relação ao curso escolhido e ao futuro, se vão ganhar dinheiro ou não, se serão bem sucedidos ou não, etc.

Sob o olhar da psicologia, o que a senhora pensa sobre o fato de a escolha profissional ser feita pelos adolescentes aos 17 anos, em média?
Atualmente se entende na psicologia que estamos vivendo uma adolescência longa no Brasil.  Assim, percebe-se que os jovens chegam ao vestibular ainda muito imaturos e sem o devido preparo emocional para pensar e planejar seu futuro e projeto de vida. Na minha opinião a questão da idade é relativa e atinge apenas uma camada da população jovem do nosso país. Então considero como relativa esta questão.

Existe alguma maneira de evitar a tensão e tornar os momentos de estudo mais proveitosos?
Somente dependerá do estado emocional do candidato e de como chegou até ao vestibular, a trajetória de estudos e a capacidade de auto-conhecimento deste mesmo indivíduo. Não há uma fórmula mágica. O próprio candidato precisará ter uma disciplina ao estudar todos os conteúdos propostos e essa questão é muito individual.

A exemplo do que aconteceu em Santa Catarina, onde provas tiveram de ser adiadas em função de uma tragédia climática, o que pode ser feito para administrar o tempo a mais sem se perder na ansiedade?
Não perder o foco dos estudos e tentar aproveitar para rever os conteúdos que ainda parecem não estar bem compreendidos.

Existe alguma diferença no perfil do vestibulando de hoje e no vestibulando de dez anos atrás? Qual?
Acredito que sim. A cultura e as transformações que vivemos trazem um outro perfil de jovens que enfrentarão o mercado de trabalho onde os jovens se deparam todos os dias com conceitos como competência, empregabilidade, globalização, formação continuada. Essas concepções atuais ligadas ao mundo do trabalho exercem nos jovens em busca da universidade a idéia de que necessitam se aperfeiçoar a vida inteira se quiserem ter um lugar ao sol, no mundo do trabalho.

Fonte: www.vestibular.com.br

Fonte: Mundo Vestibular

Nervosismo na hora da prova

O enfrentamento das provas dos vestibulares mais concorridos do país talvez seja o primeiro grande desafio profissional dos jovens.

É fácil mensurarmos esse desafio: a conquista de uma vaga em uma universidade pública no curso de medicina, por exemplo, significa obter um prêmio de cerca de R$ 225.000,00 – preço médio que o aluno pagaria pelo curso em uma universidade particular.

Um candidato que não apresentar um grau de excelência nos quesitos técnicos (conhecimento do conteúdo programático) e psicológico (administrar a ansiedade no momento da prova) terá sérias dificuldades para obtenção de êxito. Nesse artigo, estou preocupado com o equilíbrio psicológico.

Por que tanta gente “derrapa” no momento da prova? O que faz com que candidatos capacitados em termos de conhecimento fiquem nervosos a ponto de não conseguirem reverter em pontos o que sabem – têm brancos e sensações físicas como: taquicardia, suor excessivo, tremores, entre outros.

Inicio a reflexão sobre isso com um pensamento:

Os homens são perturbados não pelas coisas em si, mas pelo que pensam sobre elas.

Epitectus, 70 a.C.

Exatamente isso. São os pensamentos que contam. Sempre que você experimenta um estado de ansiedade intensa, existem pensamentos que definem e fortalecem esse estado. Alguns leitores podem estar questionando se é possível os pensamentos produzirem as reações físicas observadas durante o nervosismo. Não é difícil comprovarmos isso.

Imagine um limão bem suculento. Imaginou? Agora, corte esse limão. Pegue uma das metades e esprema-a em sua boca… Se você fez esse exercício com concentração, provavelmente salivou. Viu como pensamentos produzem reações físicas?
Mas como isso pode ocorrer durante a prova? Observe:

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Batimento cardíacoum pouco aumentado.
(reação física)

Estou ficando nervoso.
(pensamento)
Respiração superficial e aceleração dos batimentos cardíacos.
(reações físicas)
Não estou me lembrando de nada, não vou conseguir.
(pensamento)
Respiração mais superficial e menos oxigênio para o cérebro.
(reações físicas)
Eu sabia que ia ficar nervoso, me deu branco que droga!
(pensamento)

Você observou que foi uma seqüência de pensamentos que intensificou as reações físicas e culminou no famoso branco. Mas como impedir que isso aconteça? É importante que identifique o que está pensando e verifique a veracidade dos seus pensamentos antes de agir. Veja:

Batimento cardíaco um pouco aumentado.
(reação física)
Estou ficando nervoso.
(pensamento)
É perfeitamente comum ficar um pouco nervoso no início de uma prova.
Tenho certeza de que quem está levando essa prova a sério também está nervoso.
(pensamento compensador)
Não estou me lembrando de nada, não vou conseguir.
(pensamento)
É impossível se lembrar  de tudo. Não me lembrar de alguns assuntos não quer dizer que eu não vou conseguir. Vou dar o máximo de mim.
(pensamento compensador)

Estar vigilante aos pensamentos e considerar o maior número de ângulos possível para resolver um determinado problema pode levar a pessoa a novas conclusões e desfechos. É importante ter em mente que:

· se, para que tenha paz, você precisa da certeza de que irá passar, você nunca terá paz. Essa certeza é impossível;
· se, para que tenha paz, é preciso lembrar-se de tudo, você jamais terá paz. É impossível se lembrar de tudo;
· se, para que tenha paz, é necessário dar tudo certo no dia da prova, você não terá paz. É perfeitamente possível que algo dê errado sem que isso o prejudique a ponto de impedir a conquista de sua vaga.

A identificação e a modificação dos pensamentos são um ponto central para a diminuição da ansiedade, e colocá-los em prática exige treino. Os simulados estão aí para isso. Treine bastante e boas provas!

Celso Lopes de Souza é médico psiquiatra e membro do Programa de
Orientação Psicológica do Anglo.

Saiba como escapar do “branco” na hora da prova

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O “branco” já é bastante conhecido dos estudantes e muitos temem que ele apareça no momento mais impróprio: a hora da prova. Às vésperas dos principais exames de vestibular do País, é importante que o jovem esteja preparado para encarar diversas situações, desencadeadas, muitas vezes pelo estresse mental.

Segundo Leonardo Fraiman, psicoterapeuta e mestre em psicologia educacional pela USP, quando o estresse atinge níveis exagerados, o cérebro aumenta a produção de adrenalina, que prepara o ser humano para lutar ou fugir daquilo que se apresenta como uma ameaça.

“Esta reação, herança dos tempos primitivos, faz com que o homem reaja instintivamente às ameaças reais à sua sobrevivência, realizando tarefas simples e menos mentais, como correr, fugir, lutar”.

Assim, quando o estudante começa a pensar “minha vida vai acabar se eu não passar” começa a sentir um estado de tensão semelhante ao medo que sentiria diante de um animal feroz ou uma ameaça real. “Nestas horas o coração dispara (para podermos correr dos nossos inimigos), a pupila dilata (para podermos ver melhor) e acontece a vaso-constrição periférica, ou seja, nossa pele fica com menos fluxo de sangue, daí o nome ‘branco’”, afirma Fraiman.

O psicoterapeuta reuniu em seu livro “Guia Prático do Amadurescente – Da escola para a vida adulta, 100 dúvidas” algumas dicas que podem ajudar os jovens a lidar com o ‘branco’, caso ele ocorra durante a prova. Confira algumas:

- Antes de tudo, diferencie o ‘branco’ (que acontece quando você esquece tudo e não consegue lembrar de nenhuma matéria, o que dá aquela sensação de desorientação e grande confusão mental) de esquecer uma parcela da matéria;

- Procure se lembrar do contexto no qual aprendeu aquela matéria (pense no dia em que o professor ensinou, sua roupa, sua voz, o que estava escrito no quadro negro, o que você sentia naquele dia). Assim, sua mente tem mais facilidade para reencontrar as conexões necessárias para relembrar;

- Mantenha a calma, pois o desespero é uma ordem para sua mente desistir. Para isso, antes de qualquer coisa, respire fundo, pois seu cérebro pode precisar;

- Respeite o branco. Este é um sinal de que sua mente está sobrecarregada e precisa de um tempo. Faça uma pausa de cinco minutos de descanso e faça alguns desenhos na folha de papel (relaxe e distraia a mente). Não brigue consigo mesmo. Não vai adiantar;

- Caso sinta vontade, chore, ponha para fora o excesso de tensão;

- Despeje felicidade em seu cérebro – lembre-se de coisas boas -, pois assim ficará mais fácil relaxar;

- Se a tensão se mantiver, peça para ir ao banheiro, observe a paisagem. Chegando lá, lave demoradamente o rosto, abra os braços e oxigene seu corpo e mente. Se o estado de tensão persistir, faça mais um relaxamento, nem que seja no banheiro mesmo;

“O mais importante é manter a serenidade, pois o pânico, nessas horas, só aumenta a descarga excessiva de adrenalina na sua mente gerando ainda mais problemas para o seu cérebro”, completa Fraiman.

Fonte: UOL

Por: Lêda Gonçalves – Diário do Nordeste

Depois horas e horas de estudo, de preparo e dedicação, está chegando a hora do vestibular. Para a maioria, um desafio. Para outros, um verdadeiro “bicho de sete cabeças”. A concorrência é grande, a preparação para quem vai prestar vestibular não é mole. A cada ano, aumenta o número de inscritos. Melhora também é a qualidade dos candidatos. Ou seja, para passar no vestibular é necessário planejamento, estudo e tranqüilidade.

Uns exageram na dose de estudos, outros deixam para a última hora e há aqueles que se rendem à ansiedade e falham na hora da prova. O Diário do Nordeste conversou com psicólogos, educadores, universitários, coordenadores de pré-vestibular e de escolas de Ensino Médio e dá algumas dicas de como melhor se preparar e, mais do que isso, se dar bem na hora dos exames sem estresse.

Em uma coisa, todos concordam: para prestar um bom vestibular e conseguir êxito, algumas questões são importantes a serem levadas em conta no momento da preparação: não adianta agora recuperar o tempo perdido, como por exemplo: “eu passei o tempo inteiro sem estudar e agora faço um intensivão”. O importante é ter um método de estudo, ter metas para cumprir, tirar proveito dos seus pontos fortes e investir neles e tentar melhorar nos pontos mais fracos.

O vestibular realmente é um grande desafio. Ter medo de esquecer a matéria na hora H, ficar ansioso com o teste é normal, mas essa ansiedade em excesso poderá atrapalhar seus estudos e seu desempenho no momento dos testes.

A coordenadora do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Patrícia Passos, conta que tem um exemplo dentro de casa. Seu filho irá prestar vestibular para Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) pela segunda vez. “Ele mesmo se cobra muito e isso é comum especialmente para quem não passou na primeira vez. A pressão é redobrada”.

Um ponto, recomendado por ela, é, se possível, o aluno buscar um programa de orientação profissional. “Ele não oferece apenas a orientação para quem tem dúvidas, ensina a relaxar e obter bons resultados”.

Para a especialista, não adianta estudar, estudar e estudar, sem uma pausa de, pelo menos, um dia na semana. “A parada evita o esgotamento físico e mental do aluno. O estresse pode comprometer o rendimento durante a prova e derrubar o candidato bem preparado”.

Outra orientação dada por ela é combater o descontrole emocional na hora das provas. Para Patrícia, saber lidar com isso é fundamental. “Se a pressão começa a influenciar seu rendimento, o melhor é parar, respirar profundamente, buscar o reequilíbrio e voltar aos quesitos do teste”.

A assistente de coordenação pedagógica do Colégio Santo Inácio, Naiara Carvalho, observa que a satisfação para a sociedade em ser aprovado de primeira vez e em cursos com “status” mais aceitos é outro ponto que dificulta a vida dos candidatos. “O aluno deve focar naquilo que ele quer e não o que a família deseja e sonha para os filhos”.

Para Naiara, assim como para a psicóloga Patrícia Passos, as três palavras que resumem um candidato preparado são: estudo, segurança e controle”.

A presidente da Coordenaria de Concursos do Vestibular (CCV)da UFC, Maria de Jesus de Sá Correa, indica ao candidato que a preparação não se limita apenas à sala de aula ou horas de estudos em casa.

É importante saber, por exemplo, com dias de antecedência, o local onde fará as provas, organizar material a levar, como canetas transparentes azuis, documentos e água ou barra de cereal. “Vestir roupas leves e calçados confortáveis também contam na hora do vestibular”.

FICAR LIGADO
Entender o enunciado da questão é problema

Uma das grandes dificuldades dos alunos, segundo os professores de escolas públicas e privadas, é que eles, muitas vezes, nem sequer entendem o enunciado da questão. “Isso é comum, especialmente quando se trata de um tema histórico ou de cálculo matemático”, afirma a educadora Maria Barbosa dos Santos. Ela ensina que, lendo e entendendo o que a questão pede vale quase 80% do quesito. “É preciso ficar ligado, não se desconcentrar pensando que a disciplina é difícil, que você não irá nem tentar responder”.

A educadora ressalta que essa atenção começa ainda na hora da preparação. Segundo

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ela, na hora dos estudos em casa ou na escola, é seguir o exemplo de uma madre superiora, que não atende ninguém durante sua reza. “Ela se isola do mundo para concentrar-se na oração”.

Por isso, cuide do seu ambiente de estudo. Mantenha-se isolado e avise a todos em casa: “vou estudar”. Isto quer dizer que você não atenderá a telefone e amigos durante esse período.

Uma dica do professor José Aparecido Menezes é não ficar preso aos livros. Segundo ele, a biblioteca da escola já não é mais a única fonte para o estudante que deseja se aprofundar ou tirar dúvidas dos assuntos tratados em sala de aula.

Cada vez mais, orienta, os meios tecnológicos invadem a mesa de estudos, ampliando as possibilidades de interação entre alunos e professores e auxiliando no aprendizado. “Busque a Internet como fonte e interaja com outros alunos”.

O vestibulando deve dialogar com os pais para que eles compreendam e respeitem suas decisões. Uma recomendação é que não haja promessas de ambos os lados (por exemplo, o compromisso de ganhar um carro com a aprovação no concurso é um fator de ansiedade).

De acordo com a psicóloga Selma Câmara, ninguém conta com o fracasso e quem, como os alunos de escolas privadas, tem investimento alto, sequer imagina que algo possa sair dos planos. “O exame por si só já é fator de pressão e qualquer coisa a mais só serve para piorar”.

ESFORÇO
Maratona para UFC, Unicamp e USP

A rotina da estudante Paula Chinelaco, de 17 anos, não é moleza. Seu desafio não é apenas concorrer para a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). A garota quer ir além e prestará vestibular para as faculdades do mesmo curso nas universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP).

As provas da primeira fase da UFC e Unicamp serão no mesmo dia, em horários diferentes: pela manhã, a federal do Ceará e à tarde, a instituição paulista. Antes disso, nos dias 3 e 4 de outubro, fará as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não tenho medo de cansaço, minha cabeça está focada nesses exames”.

Na preparação, uma verdadeira maratona de estudos: acorda às 5 horas, entra em sala de aula do 3º ano do Colégio Santa Cecília às 7 horas, onde passa seis horas. Nas tardes de quarta e quinta-feiras, volta ao colégio para aulas de aprofundamento nas disciplinas que enfrenta maiores dificuldades: História e Português. Nos dias que não está tendo aulas de reforço, estuda a tarde toda, entrando pela noite. São quase 12 horas de estudos diários.

Paula não é a única a tentar cursos de universidades de outros Estados. Pedro Henrique Xavier de Azevedo, de 16 anos, farás as provas para Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e USP, que usará as notas do Enem para compor sua primeira fase de aprovados. “Aposto nisso para ir estudar em São Paulo, onde, acredito, estão as melhores chances de mercado para a minha área”, diz.

Seu tempo de estudo é de 14 horas por dia. Mesmo assim, não dispensa sair com os amigos e parentes nos domingos. “Até Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Sem essa parada, não agüento a puxada da semana”. Na torcida e apoio, seus pais, Hélio e Maria de Lourdes, afirmam que não influenciaram na escolha do filho pela profissão. “Deixamos Pedro à vontade para escolher o seu caminho. Não adianta demonstrar nossa ansiedade”.

MEDICINA/UFC E DIREITO/UNIFOR
Experiências de quem foi aprovado

“Um sonho realizado”, afirma a aluna do primeiro semestre da Faculdade de Medicina da UFC, Clara Mota Candal Pompeu, de 17 anos. Mesmo por telefone, ao conceder a entrevista, ela não esconde a alegria de ter superado o desafio do vestibular para uma das faculdades mais concorridas do Estado.

Para enfrentar e vencer a concorrência de outros candidatos, ela conta que focou seu objetivo desde o 1º ano do Ensino Médio.

Sua rotina, no 3º ano, foi: escola das 7 às 13 horas, duas vezes por semana, curso de reforço direcionado para Biologia e Química – provas específicas para candidatos ao curso de Medicina – e nos outros dias, estudar em casa a partir das 14h30. “É importante conciliar tudo, senão fica difícil”, diz.

O dia-a-dia de João Antonilson de Sousa Filho, 22 anos, foi diferente. Como ele trabalha no período da manhã, os estudos ficaram para os períodos da tarde e noite. João concorreu para Direito na Universidade de Fortaleza (Unifor) e hoje, no primeiro semestre, lembra das dificuldades na preparação para o vestibular. “Foram dias difíceis, de muita dedicação, firmeza e determinação. Tinha hora que dormia em cima dos livros”.

Por: Educar para crescer/Renata Moreira.

Como superar os problemas que atrapalham o seu percurso rumo ao ensino superior. Está difícil organizar a vida de vestibulando sozinho? Confira um roteiro de estudos para o vestibular.

Desafio: você gosta de estudar em casa, mas não consegue resistir à tentação de telefone, internet, cama, TV e geladeira.
Solução: para as matérias de exatas, vale chamar uma amiga cdf para estudar com você. Assim, uma ajuda a outra e o compromisso com a colega diminui as distrações. Mas, se você precisa ler ou só tem amigas faladeiras, vá para uma biblioteca ou use a sala de estudos da sua escola.

Desafio: você quer passar em um vestibular superconcorrido, mas não quer perder seus preciosos anos no colegial.
Solução: se você não quer chegar ao terceiro ano desesperada, faça bons primeiro e segundo anos. Não tem escapatória: pode ter certeza de que aquela menina supertranqüila e que consegue ir para a balada mesmo querendo passar para direito soube estudar ao longo dos anos.

Desafio: seu namorado está em outro momento e, enquanto você fica em casa na sexta-feira para estudar, ele quer sair e se divertir.
Solução: explique que sábado é dia de aula e o apoio dele é essencial nessa fase. Faça um acordo: numa sexta, ele sai com os amigos e na outra ele fica em casa com você. Mostre que, se você se mantiver na linha durante a semana, vai poder sair com ele no sábado à noite sem culpa.

Desafio: seus pais nunca estão satisfeitos

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com o seu empenho e jogam uma pressão monstro sobre a sua cabeça.
Solução: converse com eles. Fale sobre sua própria autocobrança, mostre o seu plano de estudos: se eles virem que você está empenhada, vão dar um tempo. Mas é importante mostrar resultado: dormir a tarde e depois pedir que eles compreendam sua nota baixa no simulado não rola.

Organize-se

Passo 1:
A rotina de estudos começa na segunda-feira e termina no sábado. Se você tiver cumprido todos os seus objetivos da semana, domingo é livre.

Passo 2:
Não deixe o conteúdo acumular. Faça as tarefas das aulas no mesmo dia e leve as dúvidas para o professor ou o plantonista no dia seguinte.

Passo 3:
Estude, ao menos, 5 horas por dia. Se você estuda sozinha, divida o tempo em exatas (3 horas e meia por dia) e humanas (1 hora e meia por dia).

Passo 4:
Some uma hora extra de tarefas-desafio. Podem ser as do cursinho ou as de provas passadas. Separe uma disciplina-desafio por dia.

Passo 5:
No sábado, substitua a série-desafio por uma redação (se você não faz cursinho, pegue temas de provas antigas e peça para alguém analisar).

Passo 6:
Assista ao telejornal da noite, que traz um resumo das principais notícias do dia. Elas podem virar questões de geografia e temas de redação.

Por: Jornal da Tarde

Pelo senso comum, descendentes de japoneses são estudiosos, disciplinados, vão bem na escola, passam no vestibular com mais facilidade e, em boa parte dos casos, têm afinidades com as carreiras de exatas.

De acordo com pesquisa feita com dados da USP e Unesp, o imaginário popular não está distante da realidade – de 1,2% da população da cidade de São Paulo, os descendentes de japoneses são menos de 4% nos inscritos no vestibular, mas representam cerca de 15% nos aprovados. Nas carreiras mais concorridas, como Medicina e Engenharia, eles chegam a representar, em média, 15% e 20% dos estudantes matriculados, respectivamente.

A explicação para esse rendimento, ainda segundo a pesquisa, está relacionada com fatores culturais e motivacionais, como a alta valorização do conhecimento e do ensino formal entre essas famílias. “O levantamento nos dados dos vestibulares confirma a sensação que todo mundo tem, mas nunca comprova, que é a de que esses estudantes têm um desempenho diferenciado”, explica a autora da pesquisa feita na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Cristina Canto. “E nosso trabalho relaciona esse desempenho com a valorização do ensino, característica dos imigrantes japoneses, e com a busca de ascensão social e econômica por meio da educação”, diz.

Desse modo, ao ainda carregarem alguns valores transmitidos pela primeira geração de imigrantes japoneses, como

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disciplina, respeito à hierarquia, esforço e dedicação, as famílias atuais também mantêm o sentimento de que a melhor maneira de ascender economicamente é por meio da educação. “Isso faz com que esses alunos atuem com empenho em prol desse projeto de vida”, avalia Cristina.

Como resultado, segundo dados do IBGE, 28% dos nipo-brasileiros completaram o curso superior, enquanto a média nacional está em aproximadamente 8%. A média de escolaridade da população brasileira total é de 4,7 anos; a das pessoas brancas é de 5,6; e a dos descendentes de orientais, de 8,1 anos.

Entre os estudantes, o que mais aparece são os sentimentos de obrigação e gratidão, que geram a necessidade de retribuir o investimento das famílias. “Meus pais se formaram na USP, sempre acharam importante fazer uma faculdade boa, estudar para isso. Eles nunca cobraram diretamente, mas sempre ficou implícito”, conta Plínio Kenzo, de 18 anos, do 2º ano de Mecatrônica da Escola Politécnica da USP (Poli).

Ele estuda hoje com pelo menos outros seis alunos nipo-brasileiros que cursaram a mesma escola no ensino médio e passaram no vestibular na primeira tentativa. Na análise do professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP, Sergio Oliva, a disciplina ajuda os descendentes de japoneses a superarem o medo da matemática provocado por maus professores. “A disciplina talvez ajude a superar os medos que os professores fracos de matemática impõem”, diz. Novamente, como defende Cristina, é o esforço que supera as dificuldades.

Por: Ana Bizzotto – O Estado de S. Paulo

Terror dos vestibulandos, aquele “branco” vivido na hora da prova está ligado ao aumento do hormônio cortisol, que em quantidade elevada, causada pelo stress, prejudica o link com a memória. Curiosamente, o fenômeno afeta mais as mulheres. É o que constatou pesquisa da fisioterapeuta Heloisa Ferreira, do Laboratório de Estudo do Estresse da Unicamp. Ela investigou o efeito da terapia manual para aliviar a tensão de jovens de 17 a 23 anos da data das inscrições, em setembro, até o vestibular, em novembro. O grupo que fez a terapia teve melhor desempenho no exame.

Sob orientação da professora Regina Célia Spadari e co-orientação da professora Dora Grassi, Heloisa comparou dois grupos ao longo de 2006 e 2007. Um, com 21 alunos, serviu de grupo controle. No outro, de 32 estudantes de um cursinho de Campinas, ela aplicou massagens de 40 minutos,duas vezes por semana.

O stress foi medido pelo nível de cortisol na saliva. “O stress tem o lado bom de motivar a disputa, mas não pode ser exacerbado. Além de afetar a memória na prova, provoca gastrite, dor de cabeça e outras alterações que podem evoluir para problemas mais sérios no futuro”, alerta Heloisa.

O resultado do vestibular refletiu diferenças entre os grupos. No de controle, a aprovação foi de 34%. No grupo tratado, 64% foram aprovados.

A pesquisa também avaliou os vestibulandos por meio de um questionário de stress percebido, que constatou índice mais alto entre mulheres e estudantes do período matutino. “Alunos do noturno já trabalham, isso diminui a pressão. Os da manhã são mais imaturos e mais pressionados pela família e por si mesmos.”

Luis Guilherme Melo, de 18 anos, foi uma vítima do “branco” no último vestibular da Fuvest, quando tentou vaga para Medicina. Ele “travou” numa questão de botânica. “Não tinha mais tempo e escrevi qualquer coisa. Quando acabei de passar a limpo, lembrei a resposta, aí não tinha mais jeito.”

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Tae kwon do

Ao contrário de muitos colegas, Isadora Bertolini, de 17, nunca teve branco. Ela fará vestibular para Jornalismo. “Fico tranquila por causa do tae kwon do, que faço há três anos. As técnicas de respiração me ajudam a concentrar”, diz. “Ao harmonizar o ritmo fisiológico e o mental, é mais fácil passar a ideia para o papel.”

Aline de Marco, de 20, vai prestar o terceiro vestibular para Psicologia. Para ela, o nervosismo ocorre justamente porque o aluno sabe que não pode ficar nervoso. “Daí vem o branco, você trava e compromete a prova toda. Aconteceu comigo na 2ª fase da Unicamp”, diz. “O valor atribuído à prova é uma grande fonte de stress. Quem vai mal acha que é um fracasso.”

O stress nos vestibulandos também foi avaliado pelo médico Daniel Guzinski e a psicóloga Cátula Pelisoli. Eles aplicaram um questionário a 1.046 alunos de cursinhos de Porto Alegre e usaram uma escala científica para medir sintomas e o grau de ansiedade. Dos estudantes avaliados, 23,5% apresentaram nível moderado ou grave de ansiedade.

Por: Jornal do Commercio (PE)

Somente ano passado, depois de tentar aprovação em medicina pela quarta vez, o estudante Paulo Roberto Costa Lima Júnior, 21 anos, percebeu a importância de cuidar do emocional.

“Nas outras vezes, achava que não era necessário. O estresse atrapalhou minha preparação. Quando consegui lidar com minhas emoções, ficou mais fácil. Percebi que o conhecimento é importante, claro, mas manter a tranquilidade também”, conta Paulo, atualmente cursando o segundo período de medicina na Universidade de Pernambuco (UPE).

Suas duas irmãs, Alessandra, 18, e Vanessa Costa Lima, 19, vão encarar o vestibular este ano. Alessandra decidiu seguir a dica do irmão e está, há cerca de um mês, com acompanhamento psicológico. Vanessa não acha necessário. “Quanto mais se aproxima a data

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da prova, mais o nervosismo aumenta. Percebi que estava prejudicando minha concentração e resolvi procurar ajuda”, ressalta Alessandra, candidata ao curso de odontologia. Ela aprendeu a respirar melhor, o que tem ajudado a driblar o cansaço da maratona de aulas, horas de estudos, revisões e simulados. “Mas o que mais me relaxa é dormir. Consigo recarregar a bateria depois de uma boa noite de sono”, conta a estudante.

A mãe dos três jovens, a fisioterapeuta Maria Rozenilda Souza Leão, ressalta o bem que a terapia fez a Paulo durante a preparação para o vestibular. “Percebia que Paulinho era muito preparado, tinha conteúdo, sabia das respostas, porém a ansiedade interferia na hora das provas. Depois que começou com a psicóloga, ficou mais confiante, deixou a insegurança para trás”, relata Rozenilda. Se estão ansiosos, ela e o marido tentam não passar para os filhos.

Por: Jornal do Commercio (PE)

Faltando pouco mais de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio, estudantes já devem ir preparando o lado emocional para encarar provas. Cuidado é importante para controlar o estresse.

Não adianta ir contra o calendário. Falta pouco mais de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), programado para os dias 3 e 4 de outubro.

As provas vão substituir a primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que normalmente acontecia no final de novembro. O exame será também o único meio de ingresso nas outras duas federais, a Rural de Pernambuco (UFRPE) e a do Vale do São Francisco (Univasf). A antecipação dos testes significa antecipação do estresse, tão comum à maioria dos feras quando as provas se aproximam.

Para evitar transtorno e vencer essa etapa, o segredo é adiantar-se e cuidar do lado psicológico antes mesmo de começar a sentir os primeiros indícios de frio na barriga. Ou dos sintomas de dor de barriga, enxaqueca, insônia… “Quanto mais cedo desencadear ações que barrem a ansiedade, melhor. A questão é que muitos estudantes só percebem a importância disso quando as provas estão muito próximas. O prejuízo, então, é maior”, observa a psicóloga Elny Banks, especialista em abordagem sobre estresse e que trabalha com vestibulandos há mais de 15 anos.

“O estresse provoca desde problemas orgânicos, como dificuldades respiratórias e digestivas, a problemas emocionais, que interferem na concentração e na memorização”, diz a

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terapeuta. Prisão de ventre é um exemplo de doença originada pelo estresse. Asma, taquicardia e palpitações são outros males que afetam o corpo.

Se em outros anos o bem estar físico era fundamental para encarar a maratona de provas dos vestibulares, este ano, com o novo Enem, a boa aptidão física é imprescindível. Afinal, serão quatro horas e meia de exame em um dia e cinco horas e meia no outro. “O jovem que souber lidar com a ansiedade durante a prova terá um diferencial dos outros concorrentes. Ele deve ter habilidade e perspicácia para dosar o tempo e controlar o estresse”, observa Elny Banks.

A sugestão dela é que o fera intercale momentos na prova com pequenas pausas para respirar mais profundamente. Isso oxigena o cérebro e bombeia sangue para o coração.

FAMÍLIA

O equilíbrio do fera depende também da influência que recebe de quem está ao seu redor. Paciência e compreensão são palavras que devem fazer parte do vocabulário das famílias onde há vestibulandos, sobretudo neste período em que as provas se aproximam. “Os pais não podem embarcar no estresse do filho. Eles têm que adotar postura acolhedora. Mostrar ao filho que estão ali para ajudá-lo”, aconselha Elny.

Frases do tipo “você é muito novo, se não passar este ano, tudo bem, tenta novamente ano que vem” devem ser evitadas, na concepção da psicóloga. As afirmações têm quer positivas. “É evidente que os pais desejam a aprovação do filho. Mas não pensem que estão estimulando-o quando dizem que aceitam se ele for reprovado. O ideal é transmitir confiança e tranquilidade”, sugere. //
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Trata-se de uma reação adaptativa do organismo, composta de aspectos fisiológicos (substâncias que a mente libera, tais como a conhecida adrenalina), mentais (alteração no pensamento) e comportamentais (irritabilidade, dificuldade de concentração, aumento da freqüência cardíaca, entre outras).
Não podemos viver totalmente isentos de estresse. Ele faz parte da vida, afinal, é ele que nos prepara para reagirmos quando algo nos ameaça ou precisamos de energia extra para lutar.
O estresse se torna problemático quando:
1) Ocorre freqüentemente, sem a pessoa ter controle algum sobre ele, ou seja, quando ela se sente constantemente ameaçada, como no caso de uma guerra, de pessoas que vivem em situações de ameaça física tais como policiais, ou ainda estudantes que se dedicam exclusivamente a estudar por muitos dias e por muitas horas seguidas, abrindo mão da qualidade de vida.
2) Aparece em situações nas quais a pessoa menospreza sua capacidade ou adota uma postura pessimista e autoderrotista, avaliando existir um perigo muito maior do que o real, como no caso dos vestibulandos que se sentem inseguros e ficam pensando: “Eu não vou passar”, “Não dá, não vou conseguir”, “Meus pais vão me matar se eu não passar”.
Esse diálogo interno atua no cérebro gerando bloqueios severos na liberação da acetilcolina, que é uma substância que atua diretamente com a adrenalina (que aciona as conexões da mente e gera o acesso das informações), fazendo com que a mente não funcione bem, pois está em “estado de alerta geral”. Este processo pode ocorrer com ou sem a consciência da própria pessoa.
Todos os dias, antes de dormir, reserve uns minutinhos para se fazer a seguinte pergunta: “Como estou me sentindo?”. Se a resposta for negativa por muitos dias seguidos, e isso estiver afetando as outras áreas da sua vida, se você está se sentindo “deprê”, ou em perigo, peça ajuda imediatamente.
Não se ponha para baixo nem pense que é normal ficar acabado nesta fase. Uma certa ansiedade é normal e até certo ponto positiva. Mas ficar sem vontade de viver, de mau humor com a vida, com vontade de largar tudo, de chorar todos os dias, se você estiver sentindo dores de cabeça ou estomacais com freqüência, isso pode ser um sinal de que você precisa reavaliar seu estilo de vida ou precisando de uma ajuda psicológica. Você tem direito a uma ajuda especial neste importante momento da sua vida.

Postado por Léo Fraiman - via http://leofraiman.blogspot.com/

Qual é a melhor forma de estudar para o vestibular?

Este processo de estudar para o vestibular pode ser comparado a pegadas na areia. Do que você se lembraria mais facilmente? De uma pegada na qual nunca mais ninguém pisou ou de uma pegada de 2m x 2m, colorida e em movimento? Claro que a segunda opção, não é? Portanto, é necessário estudar usando os seguintes recursos:
- Visuais (ligados às imagens) – anote as explicações dos professores; mantenha cadernos em dia; sublinhe com cores diferentes partes importantes dos textos lidos; faça tabelas grandes e pendure na parede quando estiver estudando; componha fichas de resumo. Faça tudo que aumente sua capacidade de visualização. Use o mesmo princípio que os publicitários: escreva as matérias com criatividade, cor, alegria, grandeza, movimento e felicidade.
- Auditivos (sons) – leia em voz alta os pontos principais das matérias; explique para um colega um tópico pelo telefone; comente-a com seus pais (ou com alguém que seja leigo no assunto); grave, com sua própria voz, alguns pontos centrais. Forme seu “banco pessoal de informações”.
- Sinestésicos (tato, olfato, gustação, movimento) – desenvolva setinhas, desenhos e esquemas para lembrar partes importantes da matéria; realize exercícios; sublinhe diversas vezes os pontos centrais do que aprendeu; crie seus próprios exercícios e os resolva (o que lhe garante muita autonomia); faça exercícios físicos pelo menos duas vezes por semana (nem que seja uma caminhada de 30 minutos); cuide de sua alimentação; preste atenção na sua postura enquanto estuda.
Na preparação para o vestibular, é importante também fazer simulados que têm nos grandes jornais, em sites (muitas vezes, eles são gratuitos) e nos principais cursinhos para saber como é que você está; participar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e dos vestibulares como treineiro para nunca ficar no “eu acho”.
É muito importante que você mantenha os pés no chão, a cabeça na realidade e também observar as notas reais. Muitas vezes você pode achar que é muito bom, mas na hora da prova não consegue resolver as questões ou, às vezes, pode acontecer o contrário (existem alunos que se acham muito ruins, mas sempre tiram nove ou dez de média).
Nem sempre um boletim com notas altas indica que você está preparado. Para aquela exigência da sua escola você vai muito bem, mas para um vestibular em que compete um número maior de alunos, em que o acúmulo de matérias é muito maior juntando disciplinas ministradas em vários anos, você pode não estar preparado.
O ideal é escolher alguém a quem eu chamo de tutor, que pode ser um professor de sua confiança, o orientador educacional ou até, se você tiver possibilidade, uma pessoa que seus pais contratem, para lhe dar um retorno mais claro de qual é a sua situação escolar.

Via: http://leofraiman.blogspot.com/

Como posso aprender a me concentrar mais?

Antes, durante ou depois de estudar, as técnicas de concentração são interessantes atividades neuróbicas que podem fazer toda a diferença. Existem algumas técnicas interessantes que selecionei para você. Faça duas delas por dia, e veja a diferença em uma semana de treino.
1) Olhe na ponta do dedo indicador por um minuto, sem piscar. Conte até sessenta, na mente.
2) Faça o mesmo exercício, sem piscar.
3) Jogue uma bolinha de tênis na parede, sempre no mesmo ponto, por 100 vezes.
4) Escreva o número 8, incidindo a caneta sempre em cima das linhas escritas, como se fosse reforçar a escrita, por um minuto.
5) Posicione seu dedo em frente aos olhos (cerca de 30 cm) e focalize o dedo, depois o que estiver ao fundo, olhando através do dedo, como se visse por uma câmera fotográfica até ele ficar desfocado. Repita essa seqüência diversas vezes – foco no dedo, foco no fundo, foco no dedo, foco no fundo…
6) Olhe os ponteiros do relógio por 60 segundos.
7) Conte de dois em dois até 100. Para aprimorar, ou variar, pode contar de três em três até 99, de dois e meio em dois e meio até 100 e três e meio em três e meio 101,5.
8) Imagine uma tela de cinema em sua mente, bem grande. Projete nela algumas formas: quadrado, retângulo, reta, ponto, triângulo… Depois imagine cores dentro das formas: verde, amarelo, azul, branco, laranja…
9) Observe um objeto por 60 segundos. Feche os olhos e lembre do maior número de detalhes possível.
10) Mantenha a cabeça firme e movimente somente os olhos: olhe para o lado direito e depois para o lado esquerdo, em movimentos bem amplos e lentos. Faça o exercício contando de um a 20 cada vez que olhar para o lado direito.
11) Faça o mesmo exercício olhando, agora, para cima e para baixo (vinte vezes também) e depois em círculos.
12) Conte mentalmente até 60 segundos, em ordem decrescente: 60, 59, 58… Se esquecer onde está, distrair-se, comece tudo de novo.
13) Este é bem interessante, pois alia concentração e relaxamento: feche os olhos e imagine uma tela de cinema, na qual projeta o número 1. Quando expirar, imagine que está assoprando o número 1 para longe, tão longe que ele desaparece no infinito (faça um biquinho com a boca para soltar o ar). Quando inspirar veja aparecer o número 2. Continue respirando lenta e pausadamente até chegar no 100. Você pode tentar também na ordem inversa, de 100 a 1 especialmente naquelas noites que estiver com dificuldade para dormir.

Via: http://www.leofraiman.blogspot.com/

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Existe uma série de fatores que entram em jogo quando a gente pensa em uma aprovação em um vestibular exigente como o da Usp (Fuvest), o da Faculdade Getúlio Vargas, Unicamp, das Faculdades Federais, enfim, em uma competição como esta.
Existe, em primeiro lugar, a formação ao longo de toda escolaridade (o desempenho no Ensino Fundamental, depois no Ensino Médio). As pesquisas nacionais indicam que os jovens que têm o hábito de estudar, com hora, local e um sistema regular, que têm uma boa vida pessoal e vivem em paz com eles mesmos, que buscam uma boa vida cultural, ou seja, lêem livros, jornais e revistas de diversos temas além dos indicados pela escola, que vão ao teatro, ao cinema e que mantém um hobbie ou uma atividade que lhes traga prazer e relaxamento, passam com muito mais segurança por esta fase.
Todos estes fatores têm sido apontados pela grande imprensa dentro de três eixos:
1º) Hábito de estudo. Isso significa que você deve estudar não somente na véspera do vestibular, mas ao longo de sua vida escolar X horas por dia – eu indico pelo menos três horas. Revisar a matéria que você viu na escola pelo menos duas vezes por semana, nunca deixar lacunas nem brechas.
2º) Cultura. À medida que eu leio livros, revistas, visito sites, ou seja, quanto mais aberta está minha cabeça para investimentos em cultura, maior o meu vocabulário, meu raciocínio, minha habilidade crítica e analítica. Assim, eu tenho uma mente mais vasta, rica e ágil, que tanto no vestibular, quanto lá na frente na procura de um estágio, fazem uma diferença tremenda.
3º) Controle ou administração de suas emoções. Os melhores vestibulares têm mostrado que os melhores alunos são aqueles que têm uma boa auto-estima, apresentam válvulas de escape concretas para seu stress, são seus próprios amigos, sabem se auto-elogiar, aceitam que as derrotas fazem parte da vida e, constantemente, se dizem frases positivas perante as dificuldades da vida.
Além disso, o aspecto emocional também é favorecido pelo esporte. Não sei se você sabe, mas alunos que praticam esporte têm até 30% melhor desempenho em provas de memória. Sim, é isso mesmo. Praticar um esporte não só relaxa pela liberação de endorfina, como anima e excita o cérebro todo com a liberação de uma outra substância chamada adrenalina; além, claro, de servir muito bem para socializar e descontrair. Então, seja por meio da música, de um esporte, de um grupo positivo de amigos ou em viagens de aventura é muito importante ter uma válvula de escape para o stress.
Para finalizar esta questão, é importante resumir que os jovens que tendem a ter mais segurança no vestibular, são aqueles que:
- receberam estímulo de seus pais para enfrentarem desafios na escola e na vida social;
- souberam de seu real desempenho escolar e ouviram as verdades de seus professores e pais quanto a suas notas e comportamentos;
- entendem a importância de ler e realizam-na como hábito da casa ou, ao menos, para estarem atualizados, pois recebem incentivos para tal;
- receberam afeto incondicional e se sentem amados;
- vieram de escolas que exigem bastante dos alunos;
- souberam assimilar uma eventual repetência e aprenderam com seus erros na vida;
- são filhos de pais participantes, interessados e atentos ao seu desenvolvimento;
- praticam esportes competitivos ou, ao menos, gostam de desafios;
- são filhos de pais que demonstram autoridade na medida certa, que os educam com pulso firme, sem precisar agredir ou bater, para que os respeitem;
- demonstram uma boa adaptação na escola.

Por: Rogério Strazzeri

Não adianta procurar alguma fórmula milagrosa semanas antes da prova se você não estudou o ano inteiro, a prova irá examinar o que você sabe e aprendeu durante o ano. Tenha pleno conhecimento da matéria

Um programa de exercícios físicos regulares faz bem para a mente

Tenha uma boa noite de sono antes do exame

Chegue ao exame com confiança:

O examinador não é seu inimigo. Veja o exame como uma oportunidade para mostrar quanto estudou você e receber uma recompensa por isso.

Não vá para o exame com o estômago vazio. Porém, não coma muito antes da prova, nos dias anteriores a prova siga uma dieta balanceada e sem muita gordura. Você não quer correr o risco de passar mal durante o exame.

São recomendadas frutas frescas e legumes para reduzir a tensão. Entre as comidas estressantes incluem-se: comidas processadas, adoçantes artificiais, refrigerantes carboidratos, chocolate, ovos, comidas fritas, fast food, carne de porco, carne vermelha, açúcar, produtos de farinha branca, comidas que contêm conservantes ou temperos pesados.

Leve algo saudável para comer durante a prova.

Evite comer muitos doces. Eles dão a momentânea sensação de bem estar, mas após algum tempo o efeito acaba e ansiedade piora.

Reserve algum tempo para você mesmo.

Especialmente fazer coisas você precisa fazer antes do teste e ainda chegar lá cedo.

Relaxe antes o exame
Não

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tente fazer uma revisão de última hora.

Durante o teste:
- Leia as orientações cuidadosamente
- Esteja atento ao relógio para terminar a prova dentro do prazo.
- Mude de posição para relaxar.

Se você tiver “um branco”, pule para a próxima pergunta ou para outra matéria.

Se você está fazendo uma prova dissertativa e tiver um branco geral, escolha uma pergunta e a reescreva. Este procedimento pode ativar a resposta em sua mente

Não entre em pânico.

Utilize todo tempo concedido. Não há mérito algum em entregar a prova antes dos outros alunos. Caso você termine a prova antes, a revise quantas vezes você puder, é possível que encontre algum erro ou encontre a resposta para alguma pergunta em que estava em dúvida.

Alguns dias antes; vá até o local onde você fará a prova para aprender o caminho e saber quanto tempo você levará para chegar lá. Leve em conta o trânsito no dia da prova.

Se você está certo que tem um problema com ansiedade, procure solucioná-lo o quanto antes. Não se preocupe com isso apenas alguns dias antes do exame, na melhor das hipóteses será apenas mais uma preocupação.

Uma semana antes da prova avise seus amigos e familiares que você está se preparando para um importante exame e que você gostaria que eles não brigassem ou discutissem com você durante esse período. Vocês terão muito tempo para brigar depois.

No dia anterior à prova separe o material que você irá levar para a prova.

Vai fazer o vestibular? Aconselho a você, antes de roer todas as suas unhas, arrancar os seus cabelos e cair no desespero da ansiedade, que dê uma olhadinha nessa pesquisa, ela pode te ajudar nesse momento importante pelo qual vai passar. Boa leitura e boa sorte!

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Um levantamento com 1.046 vestibulandos verificou que 56,3% apresentaram sintomas de ansiedade, considerando os níveis de intensidade leve, moderado e grave. As candidatas do sexo feminino se mostraram mais ansiosas do que os homens.

A ansiedade é um estado emocional caracterizado por um conjunto de reações psicológicas e fisiológicas relacionadas a situações de perigo. Segundo o estudo, os cinco sintomas mais freqüentes identificados com o problema foram nervosismo, medo de que aconteça o pior, incapacidade de relaxar, sensação de calor e indigestão.

Os participantes foram selecionados em quatro cursos pré-vestibulares na cidade de Porto Alegre (RS). O trabalho teve seus resultados publicados na Revista de Psiquiatria Clínica, do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

“Em seus diferentes níveis, a ansiedade pode ser saudável e motivar os candidatos a estudar mais, fazendo com que se preparem melhor para o vestibular. Mas a ansiedade também é uma doença que prejudica o rendimento, a concentração e a memorização”, disse um dos autores do trabalho, o médico psiquiatra Daniel Guzinski Rodrigues, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), à Agência FAPESP.

A avaliação dos candidatos foi realizada por meio de um questionário estruturado e pela aplicação da Escala Beck de Ansiedade (BAI), que mede a intensidade dos sintomas relacionados à ansiedade.

O questionário tinha 24 questões que abordavam o perfil sociodemográfico e a escolha profissional, enquanto a BAI é constituída de 21 afirmações descritivas de sintomas de ansiedade que foram avaliadas a partir de uma escala de quatro pontos, incluindo itens como incapacidade de relaxar, aceleração do coração, dificuldade de respirar, nervosismo, sensação de sufocação, tremores nas mãos e medo de perder o controle.

Os entrevistados pelo trabalho, realizado por Rodrigues e pela psicóloga Cátula Pelisoli, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tinham idade média de 18 anos, 88,1% apenas estudavam e 1,6% estudavam e trabalhavam.

Além da escolha decisiva por uma profissão ocorrer na adolescência, o que exige o conhecimento prematuro de variáveis como mercado de trabalho, área de atuação e salário, outro fator que contribui para a ansiedade, segundo os autores do estudo, é o fato de os processos seletivos se caracterizarem por uma acirrada competição que não depende apenas do próprio esforço do candidato, mas também do desempenho dos outros.

“Os alunos de cursos pré-vestibulares vivem sob pressão, o que pode estar relacionado com a instalação de quadros de ansiedade generalizada. Para que a ansiedade não gere problemas mentais mais graves, levando a transtornos como síndrome do pânico, depressão e estresse pós-traumático, a preparação para provas ou concursos deve ser psicoeducacional”, disse Rodrigues.

Foco acadêmico e clínico

O estudo mostra que, durante a fase de preparação para o vestibular, o adolescente enfrenta, além das incertezas relacionadas ao seu desempenho no dia da prova, a forte cobrança da família e de amigos, situação que também acaba contribuindo para o surgimento da ansiedade que, em muitos casos, ultrapassa os limites da normalidade e prejudica o desempenho do candidato.

“É fundamental que as instituições de ensino voltadas ao vestibular invistam em serviços de apoio psicológico ao aluno. Para o sucesso nos exames, a habilidade para lidar com o estresse e a ansiedade é um elemento tão importante quanto o próprio conhecimento acadêmico”, disse Rodrigues.

Entre os cursos pretendidos pelos participantes da pesquisa, medicina, direito, administração e odontologia se destacaram como os mais procurados. Os cursos cujos candidatos apresentaram maiores níveis de ansiedade foram publicidade e propaganda, farmácia, medicina veterinária, medicina e odontologia.

“Muitos indivíduos bem preparados cognitivamente vêm sendo reprovados, às vezes por anos sucessivos. Nesse caso, o problema pode não estar nos estudos e o próprio candidato sabe que tem capacidade de ser aprovado. Trata-se de uma questão psicológica específica do momento da prova, que normalmente é negligenciada pelos candidatos durante a fase de preparação”, apontou o pesquisador.

De acordo com o estudo, o sentimento de obrigação de prestar vestibular e o fato de considerá-lo decisivo na vida foram duas variáveis que tiveram efeito importante na ansiedade dos vestibulandos. “Os alunos que se sentiam obrigados a prestar vestibular para determinado curso apresentaram significativamente mais ansiedade comparados aos que não se sentiam obrigados”, disse Rodrigues.

“A influência da família é determinante na escolha, mas pode não estar de acordo com os desejos e a vocação do adolescente”, apontou o pesquisador gaúcho, lembrando que a escolha profissional é multifatorial e influenciada por aspectos políticos, econômicos, sociais, educacionais, familiares e psicológicos.

De todos os participantes da amostra, 947 (90,5%) responderam ainda que o vestibular alterou seus hábitos de vida, sendo as principais modificações na vida social com amigos, no relacionamento familiar, no sono, na atividade física e na alimentação.

VIa: http://desabafaki.blogspot.com

Cara a cara com a ansiedade

Anelise ZanoniCom os olhos fixos no relógio digital, a estudante Paula Pinto Endres, 20 anos, controla cada minuto da sua rotina. Sobre a esteira da academia, ela olha os números e corre um, dois, três, quatro, cinco quilômetros. Cada metro alcançado e a quantidade de suor expelida é uma conquista.

A jovem tenta sair, por meio do esporte, de uma estatística preocupante: um em cada quatro vestibulandos gaúchos sofre de ansiedade moderada e grave.

Capaz de provocar distúrbios do sono, problemas alimentares e depressão, a ansiedade pré-vestibular foi foco de uma pesquisa realizada com 1.046 estudantes gaúchos, conduzida pelo médico Daniel Guzinski Rodrigues. Pós-graduando em Psiquiatria e coordenador do projeto Vestibulandos Anônimos, do curso Mottola, o profissional entrevistou, durante um ano, estudantes entre 16 e 49 anos.

De acordo com dados preliminares, medidos por meio de uma escala que quantifica a ansiedade e de um questionário, vestibulandas como Paula são responsáveis pelos índices mais preocupantes. De todas as meninas entrevistadas, 32,3% sofrem de um grau de ansiedade capaz de provocar insônias, bulimia, anorexia, alterações na capacidade de aprendizagem e concentração.

- Trocava as refeições por chocolates, balas e comidas gordurosas. Meu colesterol subiu e parei de fazer esportes. Hoje, tenho uma vida mais regrada e me preparo para o quarto vestibular – lembra Paula, candidata a Medicina e namorada de um calouro do mesmo curso.

Na opinião do médico, é preciso avaliar quando a ansiedade é boa ou ruim. No geral, todos os estudantes são ansiosos, mas as meninas são mais vulneráveis e se abalam mais com a pressão.

Quando a pesquisa relaciona ansiedade e o curso de Medicina, por exemplo, os números refletem paradoxos. Entre as meninas, é o que mais causa ansiedade grave (12%). No índice geral, somando as respostas de todos os vestibulandos, é o terceiro colocado (8,5%), perdendo para Publicidade e Propaganda (16,7%) e Ciências Biológicas (9,8%).

- O fato de a Medicina ser um curso mais concorrido ameniza a pressão de o estudante ser aprovado de primeira. Em muitos casos, o curso é uma escapatória para o indeciso – explica Rodrigues.

Os reflexos da apreensão que antecedem às provas também mudam diretamente os hábitos de vida dos estudantes. De acordo com a pesquisa, nove em cada 10 entrevistados tiveram alterações na rotina. Amigos, sono, atividade física, alimentação, relacionamento familiar e namoro foram os principais atingidos.

- O estudante deve ter um dia-a-dia organizado, conciliando estudo e lazer – lembra a psicóloga colaboradora do Serviço de Orientação Profissional da UFRGS, Maria Luiza Coletto Imbert.

( anelise.zanoni@zerohora.com.br ) Os cursos cujos candidatos apresentam ansiedade grave* Publicidade e Propaganda 16,7% Ciências Biológicas 9,8% Medicina 8,5% Administração de Empresas 5,9% Arquitetura e Urbanismo 5,9%

* Foram considerados quatro níveis de ansiedade e 10 cursos

Hábitos de vida 90,5% dos entrevistados afirmam que o vestibular alterou seus hábitos de vida 8,8% disse não ter os hábitos de vida alterados 0,7% não respondeu

Os mais alterados Vida social 78,4% Sono 73,2% Atividade física 71,7% Alimentação 47,7% Relacionamento familiar 47% Namoro 45,3%

Os cursos cujos candidatos relataram maiores mudanças de hábitos* Farmácia 100% Odontologia 95,1% Medicina Veterinária 93,8% Medicina 93,5% Direito 92%

* Foram considerados os 10 cursos mais procurados na amostra

[Zero Hora ]

Via: g1.globo.com – Atualizado em 29/05/09

Psicóloga comenta utilização indevida de ritalina.
Não é com remédios que jovens sem distúrbio serão melhores alunos.

Ana Cássia Maturano Especial para o G1

Uso de droga para déficit de atenção ilude quem não tem o distúrbio (Foto: Editoria de Arte/G1)

Em recente reportagem, a Revista Época falou de uma velha conhecida – a ritalina (metilfenidato), medicamento lançado nos anos 50 para tratar de um distúrbio em moda nos últimos tempos – o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais popularmente conhecido como TDAH.

O interessante da matéria é que ela não se referia a pessoas portadoras do problema ao qual o medicamento é indicado. E sim a outras que buscavam nele melhorar sua performance nos estudos e no trabalho. Ao assumirem uma carga grande de atividade, provavelmente além de suas possibilidades, elas necessitavam ficar mais atentas ou ligadas por um período maior de tempo.


Como todo remédio, a ritalina tem efeitos colaterais e um deles é o de diminuir o apetite. Muitas pessoas a utilizam para perder peso. Além de poder causar dependência física e psíquica.

Houve um tempo em que para ser indicada bastava que uma criança fosse um pouco agitada. Pronto, o diagnóstico estava fechado. Era mais um caso de déficit de atenção. O pequeno paciente era medicado muitas vezes sem necessidade.

Como se vê, a ritalina foi e está sendo usada indiscriminadamente. Por ser um medicamento de tarja preta, só pode ser comprada mediante receita médica. Isso significa que pessoas autorizadas estão dando receitas sem o devido cuidado. E o que é pior: segundo a reportagem de Época, ela está sendo comercializada pela internet.

Seu uso foi banalizado. Mas por que se utiliza tanto esse medicamento mesmo sem necessidade? Talvez uma das coisas seja a busca de uma solução mágica para nossas mazelas.

‘Super estudante’

E não é por isso que as pessoas se drogam? Para tornarem as coisas “mais fáceis”, ao menos na aparência? Cria-se uma falsa realidade ou uma falsa pessoa para corresponder a uma expectativa, provando ser aquilo que não é – um super profissional ou um super estudante. E todos os problemas são resolvidos magicamente, tomando-se um comprimido de ritalina. Fácil, não?!
Nem tanto.

A repórter de Época tomou o medicamento para escrever a matéria e constatou que apesar de num primeiro momento ter se sentido confiante e se lembrado de tudo, podendo até dispensar suas anotações, ao revisar seu trabalho decepcionou-se com o resultado e teve de refazê-lo.

Não só profissionais com uma carga grande de trabalho têm recorrido a ela. Cada vez mais esse medicamento tem caído na graça dos estudantes e de seus pais. Não por terem déficit de atenção ou algum problema de aprendizagem que justifique, até certo ponto, seu uso. Mas por irem em busca de uma excelência que vai além daquilo que são (ou que seus filhos são). Sem contar aqueles que por um motivo qualquer passam a irem mal na escola e já se procura enquadrá-lo em alguma doença.

E o que é pior, ao medicarem seus filhos ou se auto-medicarem, passam a idéia do quanto não confiam em si e em seus rebentos.

Culpa de uma sociedade muito competitiva? Pode ser. Ninguém quer ficar para trás. Todos querem estar entre os primeiros. E para isso acabam lançando mão de qualquer coisa para conseguirem seus objetivos. Inclusive de remédios cujo esforço num primeiro momento parece ser mínimo.

Só que não é tomando remédios que os jovens serão melhores alunos ou darão conta do recado. Salvo aqueles que tenham TDAH. Caso contrário, estarão criando a idéia para si próprios de que são incapazes e que só vão conseguir algo se usarem uma droga. Afinal, não terá sido por causa do metilfenidato que seus usuários vão pensar que concluíram seus estudos escolares?

E a ritalina, por ser uma droga lícita, continuará sendo usada com a concordância dos pais e dos médicos.

Véspera do vestibular pede dieta especial

Especialistas indicam refeições leves, ingestão de frutas e líquidos
Via: UNIVERSIA

Da Redação

De manhã ou à tarde, o vestibular exige preparo físico e mental do candidato. Por isso, quem se prepara para a maratona de provas deve dar atenção especial à alimentação. Quem tem dúvidas sobre o que comer pode seguir o cardápio de nutricionistas entrevistados pelo Universia, que inclui refeições leves, ingestão de frutas, líquidos e de alguns alimentos que, por suas propriedades específicas, ajudam na prova. É o caso da castanha-do-pará que por ser rica em selênio favorece a memória.

É claro que não adianta comer uma tigela de castanha-do-pará no dia da prova e esperar lembrar todas as fórmulas de Física – até aquelas que você não estudou. Cada alimento tem seu tempo para fazer efeito e, a depender do horário da prova, há um tipo de refeição mais adequada. Nutricionistas dizem o que se deve comer e quando comer para obter o resultado esperado. Confira a seguir. (No final da matéria você ainda encontra um cardápio especial para a véspera da prova)

Na véspera

De acordo com a nutricionista funcional, Maribel Gonçalves, deve-se evitar alimentos pesados até 48 horas antes da prova. Isso porque eles demoram a ser digeridos e assimilados pelo fígado e as toxinas precisam deste prazo para serem liberadas. Entra nessa lista a famosa feijoada, batata-frita, bife à milanesa entre outros. Segundo ela, o consumo desses alimentos aliados à tensão do vestibular pode resultar numa enxaqueca, por exemplo.

Na opinião de Maribel, o estudante deve dar preferência a carnes leves, peixes em especial. Embora algumas espécies sejam gordurosas, outras, por serem leves, têm fácil digestão. “O aluno pode comer salmão e sardinha e evitar molhos pesados e gordurosos como quatro queijos e molhos com carne. Frituras também devem ficar fora do cardápio”, alerta. Quanto à bebida alcoólica Maribel é enfática: “Ninguém faz um bom vestibular de ressaca”.

No dia D

A nutricionista da USJT (Universidade São Judas Tadeu), Margarethe Lage, recomenda a quem irá fazer prova pela manhã tomar café reforçado com frutas e cereais. “O aluno precisa repor a energia e restabelecer reservas de alimentos para o dia. É recomendável a ingestão de maçã, pêra, manga ou laranja que são bem aceitos pelo organismo, além de aveia, granola e cereais derivados do milho”. A nutricionista ainda recomenda comer banana, mas apenas para quem já está habituado com a fruta. “Nem todo organismo tem tolerância à banana, mas é uma fruta interessante porque causa saciedade”, explica Margarethe.

Também vale incorporar ao cardápio pão ou torradas. Segundo Maribel, o pão integral é uma boa pedida porque auxilia nos reflexos cerebrais do aluno. “O carboidrato é o mais indicado porque fornece glicose ao organismo e auxilia as funções cerebrais. Sendo integral, a substância é eliminada de forma gradual e auxiliará o estudante na hora da prova”, diz.

Os pré-universitários que realizarão o vestibular no período da tarde devem almoçar antes de sair de casa. Margarethe aconselha a ingestão de arroz, massas sem recheio e, de novo, peixes – em especial porque eles saciam a fome. “Todas as refeições devem ser moderadas para não causar sonolência e sensação de moleza”, orienta. Ela explica ainda que arroz e massas devem vir acompanhados de outros alimentos como a salada, filé de frango e uma fruta de sobremesa. Segundo Margarethe, ingerir só a massa causará fome mais depressa, pois é um alimento que sacia a fome apenas em curto prazo.

Outra dica importante é não comer nada fora de casa. “Fazer alguma refeição em lanchonetes na rua não é recomendado. O risco de comer algo contaminado é grande e isso pode prejudicar o candidato na hora do vestibular”, adverte Margarethe.

Na hora da prova

As nutricionistas recomendam levar água, frutas de fácil consumo como a banana ou maçã, biscoitos secos e, de preferência, sem recheios. Barra de cereal, suco de caixinha e água de coco também são boas opções. Elas ainda orientam os candidatos a evitar frutas úmidas, alimentos que causam sede e recomendam alimentos mais fáceis de manusear, pois o barulho de embalagens pode atrapalhar os demais candidatos na sala.

Mito ou verdade?

A dica de consumir chocolates durante a prova é considerada um mito para a nutricionista Maribel. “O chocolate vai repor a energia rapidamente e será absorvido pelo organismo da mesma forma, além de ser um alimento gorduroso”, explica. Sua recomendação é que sejam consumidos alimentos integrais.

Consumir balas ou chicletes para se acalmar também é considerado mito. Segundo a nutricionista Margarethe Lage, o ato de mastigar pode tirar a atenção do aluno e o manuseio para abrir as embalagens também. Além disso, são produtos que não vão suprir a energia que o estudante precisa na hora de fazer a prova.

“Com o chiclete pode ser ainda pior. A produção de suco gástrico aumenta e o pré-vestibulando pode correr o risco de ter uma dor de estômago durante a prova”, afirma. Porém, Margarethe diz que o ato de mastigar muitas vezes é uma necessidade individual de cada um. “É preciso avaliar se a mastigação deixará o candidato mais calmo, se sim, o uso do chiclete é livre”, diz.

Por fim as nutricionistas ainda recomendam manter a mesma alimentação a qual se está acostumado. “O estudante não deve fazer muitas variações na alimentação, desta forma corre menos risco de passar mal”, diz Maribel. (Confira, abaixo, uma opção de cardápio para a véspera do vestibular)

Café com leite – 1 xícara
Pão integral – 2 fatias
Manteiga – 2 pontas de faca
Peito de Peru – 1 fatia
Fruta – 1 unidade (tangerina, papaya, banana prata, maçã)
Suco de Fruta natural
Arroz integral – 3 colheres de sopa
Lentilha – 2 colheres de sopa
Filé de Frango grelhado 1 unidade média
Legumes cozidos (cenoura, vagem, chuchu) – 2 colheres de sopa
Salada de alface com tomate – 1 prato de sobremesa
Banana com canela ao forno – 1 unidade
Suco de fruta natural – 1 copo
Vitamina de Frutas (leite, aveia, morango, papaya, banana)
Pizza – 2 fatias

Suco Natural de Frutas

Gelatina – 1 pote pequeno

Chá de erva cidreira
Leite com Cereais Matinais e frutas (banana ou morango)
Chá de erva doce
Maçã – 1 unidade
Macarrão com molho (espaguete) – 1 prato raso
Carne Assada – 1 fatia
Purê de mandioquinha – 2 colheres
Salada de brotos de alfafa – 1 pires de chá
Maçã cozida com canela – 1 unidade
Suco Natural de Frutas
Água, fruta, cholocate ou barra de cereais.

Prepare seu corpo para a maratona de provas

Via: Universia

Da Redação

Às vésperas do vestibular, não é só o seu programa de TV favorito ou um bate-papo com os amigos que podem te ajudar a relaxar. De acordo com especialistas, a prática de um esporte com regularidade, somada a exercícios de respiração e alongamentos colaboram para que o estudante drible a tensão e controle a ansiedade.Se de imediato você rejeita a possibilidade de incorporar um exercício a sua já atribulada rotina de estudos deve saber que, além de fazer bem pra saúde, a prática de uma atividade física também previne dores. Quem entende do assunto afirma que aquelas fisgadas nas costas e no pescoço – comuns quando se passa horas na escrivaninha ou em frente ao computador – podem simplesmente desaparecer.

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O coordenador de Fisioterapia do Instituto Cohen de ortopedia, reabilitação e medicina do esporte e do CETE da Unifesp (Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo), Maurício Garcia, afirma que quem não se exercita tende a sofrer mais com a tensão pré-vestibular. “Os primeiros sintomas podem se apresentar como dores de cabeça ou dores de barriga. Num segundo momento, manifestam-se as dores musculares, com maior freqüência nas costas e no pescoço. Depois, as dores tendem a se espalhar para o resto do corpo”, alerta.

O professor explica que na maioria dos casos isso acontece porque os vestibulandos tendem a dedicar mais horas de estudo à medida que a data da prova se aproxima, quando o movimento deveria ser contrário. “Concentrar-se apenas para o vestibular aumenta a ansiedade do jovem e consequentemente gera uma tensão maior”, ressalta.

Na hora de estudar, Garcia diz que o ideal é não permanecer na mesma posição por muito tempo. Ele recomenda que o aluno faça uma pausa a cada 20 minutos para sair e se movimentar. “O estudante deve dedicar alguns minutos para fazer algo completamente fora da sua rotina de estudos”. Ele ainda reforça que todo jovem deveria se dedicar a um esporte todos os dias, entre uma hora e meia e duas horas. “O problema é que, próximo ao vestibular é difícil convencê-los da importância dessa prática”, lamenta ele.

Roberta Gargiulo Pacca

A teoria do professor Garcia se aplica perfeitamente à rotina da estudante do terceiro ano do Ensino Médio, Roberta Gargiulo Pacca, de 17 anos. Ela pratica futebol, corrida, musculação e spinning e diz que o esporte não atrapalha, ao contrário, ajuda nos estudos. “Quando estou em semana de provas na escola não deixo de praticar esportes por que eles me ajudam a não ficar nervosa”, afirma. Roberta – que pretende prestar vestibular para Nutrição – diz que não deixará os esportes de lado mesmo quando chegar próximo da data da prova. “Gosto de praticar esportes e isso me deixa relaxada. Quando corro ou estou na musculação, esqueço toda a pressão dos estudos”, diz.Garcia aprova a prática de Roberta e, segundo ele, mesmo quem está muito tempo sem se exercitar não terá problemas ao optar por uma rotina de exercícios. Basta começar de leve com uma atividade que dê prazer. Uma ótima opção são os alongamentos. “O aluno pode incorporá-los à sua rotina de exercícios. Algumas técnicas, inclusive, servirão para alongar pescoço e ombros durante a prova”, explica. (Clique no quadro acima e confira uma série de alongamentos que podem ajudá-lo no dia-a-dia e também na prova).

A professora do departamento de Fisioterapia da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Ana Lúcia de Jesus Almeida, defende que incorporar à rotina exercícios de respiração também ajuda a aliviar o estresse. “Respirar fundo diminui a tensão e é o primeiro passo para relaxar os músculos. Quando o músculo está tenso, menos oxigênio passa por ele. Quando respiramos fundo, uma quantidade maior do gás chega ao músculo e permite o relaxamento”, explica ela. Ana Lúcia diz que o aluno pode usar a técnica de respirar fundo tanto durante o estudo como na prova do vestibular. “Ao respirar profundamente entre cinco e dez vezes, uma quantidade maior de oxigênio chega ao o cérebro. Isso relaxa e ajuda o estudante a aliviar a tensão”.

Computador
O inimigo do sono

Usar o computador por muito tempo durante a noite pode afetar a qualidade do sono e causar sonolência diurna. Segundo a pesquisa de mestrado da psicóloga Gema Galgani de Mesquita Duarte, recém-apresentada na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade de Campinas), os jovens que têm esse hábito são mais suscetíveis a alterações no humor, diminuindo o seu estado de atenção e também a capacidade de memorização e absorção do conhecimento. “A interatividade e a luz do computador retardam o hormônio do sono, a melatonina. Desta forma, o usuário perde a melhor fase do sono, já que a qualidade da soneca não é a mesma na parte da manhã”, alerta.

Uma noite bem dormida é fundamental para os adolescentes, embora eles a considerem perda de tempo. “Essa é uma fase de transição, marcada por conflitos e adaptação a novas funções. Assim, o equilíbrio psíquico e emocional é importantíssimo e o sono desempenha um papel fundamental nesse processo”, explica. “Dependendo do horário em que o sono é interrompido, é reduzido justamente o sono de ondas lentas, responsável pelo hormônio do crescimento”, completa.

Portanto, a especialista recomenda que os adolescentes evitem utilizar o computador durante a noite e, quando necessário, restrinjam o uso a no máximo duas horas. “O próprio Bill Gates, conhecendo os problemas que o PC pode causar no desenvolvimento do jovem, não deixa seus filhos ficarem em frente da máquina mais de uma hora por dia”, conta. “É preciso dormir bem para viver e para estudar bem”, conclui Gema.

Larissa Leiros Baroni – VIA: Universia

Um dia tem 24 horas: oito horas para os estudos, outras oito para o sono e as restantes reservadas para o lazer. Na teoria, essa divisão pode até parecer equilibrada e coerente, porém, na prática, não é isso que acontece. Quantas vezes você viu o dia acabar sem conseguir fazer tudo o que precisava ou desejava? É, mas ainda não inventaram nenhum mecanismo capaz de paralisar ou de retardar o tempo de rotação da Terra. Por isso é preciso se organizar e fazer com que essas poucas horas se tornem produtivas, sem comprometer, é claro, nenhuma das atividades vitais para o bem-estar do corpo e da mente.

E aí, como você divide o seu tempo? Em época de vestibular, não dá para negar que grande parte da rotina é destinada aos estudos. Afinal, são milhares de teorias, centenas de fórmulas e muitas obras literárias para serem absorvidas em poucos meses. Sem contar o tempo que o 3º ano do Ensino Médio demanda com as provas e as atividades extra-aula. E, por vezes, estudantes acabam passando madrugadas em cima dos livros, a fim de ganhar tempo e disparar na frente da competição. O problema é que a má qualidade do sono pode acabar sendo o seu pior inimigo nessa maratona.

A privação do sono, segundo o professor do departamento de Fisiologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Fernando Mazzilli Louzada, acaba reduzindo os níveis de atenção do estudante, comprometendo o aprendizado e, conseqüentemente, seu rendimento. Além disso, o sono tem outra característica muito importante no processo do ensino, ele é um dos principais responsáveis pela consolidação dos novos conhecimentos. “Um jovem precisa dormir, em média, entre 8 e meia e 9 horas para recuperar todas as suas energias e encarar os desafios do próximo dia”, alerta.

Mas nem sempre é possível atingir essas médias. As pesquisas revelam que grande parte dos adolescentes urbanos, ou seja, aqueles que têm acesso às tecnologias modernas, estão perdendo diariamente uma hora ou uma hora e meia de sono. Caio Eduardo Beda de Oliveira, 19 anos, é um dos milhares de pré-vestibulandos que fazem parte dessa estatística. O estudante reserva apenas cinco horas do seu dia para o sono. “Não posso fazer muito para mudar isso, já que tenho que acordar às 5h00 para ir ao cursinho e só posso dormir à meia noite – horário em que chego da escola do Ensino Médio”, afirma.

Para tentar driblar o sono, muitos estudantes acabam não respeitando os limites do próprio corpo. Quantas vezes você não se entupiu de energéticos, pó de guaraná ou cafezinhos para se manter acordado até altas horas da madrugada ou nas primeiras aulas do dia? É, esse até pode ser um truque para manter o corpo acelerado no momento em que ele pede descanso. Porém não funciona para o processo de aprendizado. “Para aprender é preciso estar centrado e quando toma energético a pessoa fica agitada, não conseguindo se concentrar”, explica o professor de História do Cursinho da Poli, em São Paulo, Elias Feitosa de Amorim.

Caio também sente o peso da sonolência, mas para contornar essa incidência nada melhor do que tirar uma soneca nas horas vagas. “Para garantir um bom lugar no cursinho tenho que chegar uns vinte minutos antes de começar as aulas, e aí aproveito esses preciosos minutos para descansar os olhos. Além disso, sempre que possível, acabo dormindo na parte da tarde”, diz Caio. “Não posso negar, no entanto, que o sono está sempre atrás dos estudos e das demais atividades”, completa.

Um ritmo que só contribui para a diminuição da concentração e para o aumento da tensão. “Além da rotina estressante dos estudos, o aluno sofre uma pressão emocional, familiar e até do mercado de trabalho. E para vencer essa batalha é preciso estar preparado intelectual, fisica e psicologicamente”, assegura Amorim. Desta forma, ele orienta que os vestibulandos respeitem os horários do sono, do lazer e do estudo. “Quando um começa a comer o espaço do outro é sinal de prejuízo”, garante. A palavra chave do sucesso do aprendizado é o equilíbrio.

Em que horário você rende mais?

Enquanto alguns alunos preferem estudar na parte da manhã, outros, mesmo dormindo as recomendadas nove horas de sono, não conseguem se concentrar nesse horário. Essa preferência, de acordo com o professor da UFPR Fernando Louzada, está diretamente relacionada ao rendimento do estudante. “Algumas pessoas são mais matutinas, outras mais vespertinas”, afirma. “O que acontece na adolescência é que o matutino fica menos matutino e o vespertino fica mais vespertino, já que nessa fase existe uma tendência ao atraso”, explica. Ou seja, é um período em que todos os jovens acabam acordando mais tarde.

Embora as pesquisas apontem que essa característica seja geneticamente influenciada, também está relacionada aos limites e às disciplinas. “Claro que é muito importante ter horários para dormir, para acordar, para comer e para estudar. Mas muitos adolescentes acabam não rendendo tanto quanto poderiam por não conseguirem ajustar seus horários aos impostos”, conta Louzada. “Respeitar essas preferências também é fundamental para o processo de aprendizagem”, alerta.

E você, já sabe qual é o horário em que rende mais? Clique aqui e preencha o teste elaborado pelo Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da USP (Universidade de São Paulo) e descubra o seu perfil.

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Trocando o dia pela noite

Camila Mitye

Trocando o dia pela noiteTrocar o sono pelos estudos pode ser uma armadilha contra o próprio organismo

Você é daqueles que dizem que “rende melhor de madrugada” e prefere estudar à noite? Deixa para estudar na véspera da prova e se entope de guaraná e café? Dorme poucas horas por noite e nem sempre consegue recuperar durante o outro dia? Cuidado! Aposto que você não sabia que trocando o dia pela noite está impedindo uma porção de reações naturais do seu organismo e, ainda mais, estabelecer uma rotina de privação do sono pode levar o cérebro a parar de produzir novas células. Portanto, confira as dicas de como melhorar a qualidade do sono e evitar problemas sérios para seu desempenho nos estudos e para sua saúde.

Danos

Ritmo biológico

Você já deve saber que a quantidade de sono ideal por noite é de sete a oito horas. Mas o que você pode não saber é que trocando algumas dessas horas de sono da noite para o dia você está prejudicando algumas reações bioquímicas essenciais do seu organismo. Uma delas é a produção da melatonina. Produzida por uma glândula cerebral chamada pineal, a melatonina é um neuro-hormônio responsável pelo controle biológico de cada pessoa e sua secreção está relacionada a períodos regulares de claro-escuro (ou seja, dia-noite). Sendo assim, alterando o equilíbrio de claro-escuro da sua rotina você está prejudicando o seu ritmo biológico.

Estresse

É preciso lembrar que o ano pré-vestibular é um período que já envolve estresse pela demanda de pressão recebida pelo estudante, o que acaba comprometendo ainda mais a qualidade e a quantidade do sono de maneira às vezes crônica. Longas horas sem dormir aumentam os níveis de corticosterona, o considerado hormônio do estresse, no organismo. Então você não vai querer aumentar ainda mais o estresse, não é? Se o seu dia de vestibulando já é estressante, preserve suas horas de sono para um período de relaxamento para o seu organismo.

Memória e concentração

É durante o sono profundo que as informações adquiridas durante o dia são armazenadas na chamada memória de longo prazo. E é também uma das regiões envolvidas na formação de memórias no cérebro – o hipocampo – que são mais afetadas pela privação do sono. Assim, se o indivíduo é privado das horas de sono profundo, seu hipocampo é afetado e, conseqüentemente, o armazenamento de memórias também. O que você aprendeu durante as aulas do colégio e as horas de estudo naquele dia podem estar simplesmente “entrando” na sua cabeça, mas sem permanecer lá. Além disso, a concentração e a atenção ficam prejudicadas pela falta de uma noite bem dormida, que provoca também fadiga mental e física, sonolência nas horas erradas e perda de motivação.

Neurônios

Outro dano causado pela insônia forçada é a diminuição da produção de neurônios no cérebro. A situação é tão séria que, mesmo que você re-estabeleça uma rotina saudável e normal de sono, enquanto outras funções do organismo normalizam-se em uma semana, os níveis de produção de células nervosas levam duas semanas para voltarem à normalidade e ainda demandam um grande esforço do cérebro.

Medidas para melhorar e/ou recuperar a qualidade do sono

Ficou chocado com as informações acima? Não precisa se apavorar, ainda dá tempo de recuperar a qualidade do seu sono. Veja o que fazer:

- Estabeleça uma regularidade no horário de dormir e acordar e evite compensar a falta de sono noturno com o diurno.

- Se estiver com dificuldades de dormir ou insônia, não force o sono “rolando na cama”, procure uma atividade relaxante (como uma leitura leve ou ouvir um pouco de música baixa) para tentar provocar o sono natural. Forçar só provoca ansiedade e angústia, afastando ainda mais a possibilidade de cair logo no sono.

- Adicione a prática de exercícios físicos à sua rotina, de forma moderada (duas vezes por semana é o suficiente). Uma atividade física ajuda a adormecer mais rápido, aumenta a quantidade de sono profundo e oferece uma sensação melhor de descanso ao despertar. Mas atenção! Evite fazer exercícios próximos à hora de dormir, pois a alta estimulação do organismo pode prejudicar a qualidade do sono.

- Evite cochilos rotineiros à tarde, depois do almoço. Lembre-se que a maioria das provas de vestibular é aplicada nesse horário e, se o seu organismo está acostumado a relaxar na hora em que é mais cobrado, o seu desempenho e a sua capacidade de se concentrar serão altamente prejudicados durante as provas.

- Evite o consumo de estimulantes (principalmente à base de cafeína como guaraná natural e café depois das 14h00, pois tem vida média no organismo). Tais produtos, assim como o álcool, provocam insônia e ansiedade.

- Faça da hora de dormir uma hora prazerosa, tome um banho em temperatura agradável, faça um lanche leve e deixe seu quarto limpo e confortável para suas próximas horas de relaxamento e descanso mental. Assim, você acordará mais disposto e pronto para enfrentar a maratona de estudos do dia seguinte.

Viu como uma boa noite de sono e outras iniciativas simples podem evitar problemas chatos? Então comece por aí a mudança em sua rotina desregulada. E lembre-se que nada é bom em excesso, nem dormir demais!

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DORMIR PARA APRENDER

Por: Veja – Marcos Todeschini A ciência enfatiza que o sono é essencial à consolidação da memória e ao desempenho intelectual. Ele define até quais são os horários do dia mais favoráveis ao aprendizado
O inventor da lâmpada e do gravador de som, o americano Thomas Alva Edison (1847-1931), cultivava um ideal de noite perfeita. Ela deveria fornecer o máximo de energia para um novo dia de trabalho criativo sem consumir tempo em excesso. Edison pregava os olhos por no máximo três horas seguidas. Ao despertar, avaliava a qualidade da noite anterior e anotava detalhes em um diário.

Leonardo da Vinci (1452-1519) acordava antes do resto da humanidade, mas reservava quinze minutos a cada duas horas para tirar uma soneca. O pintor da Mona Lisa e idealizador do princípio do vôo do helicóptero conseguia assim encarar seus desafios com a mente descansada. Albert Einstein (1879-1955) determinou ser a luz a única constante do universo, mas gostava mesmo era de penumbra. Ele dormia dez horas por noite e, a cada idéia nova, se premiava com uma hora extra na cama.

Intuitivamente, os três gênios perseguiam uma rotina noturna pessoal capaz de prover combustível a suas mentes poderosas. Só agora a medicina está explicando os efeitos notados por Edison, Da Vinci e Einstein. A qualidade do sono afeta diretamente as funções intelectuais e artísticas de modo decisivo, regulando as forças mentais durante o período ativo do dia e armazenando o conhecimento e as experiências valiosas da pessoa enquanto ela dorme.

O efeito do sono, ou da falta dele, sobre a disposição física e mental das pessoas é conhecido desde tempos imemoriais. A medicina está conseguindo agora, em primeiro lugar, explicar a origem físico-química desse efeito.

Mas, principalmente, as pesquisas atuais ajudam a estabelecer um cronograma das horas do dia nas quais a pessoa estará mais apta a aprender. Esse cronograma, claro, depende de como a noite anterior foi aproveitada. Em segundo lugar, está ficando cada vez mais nítido o processo pelo qual o cérebro humano seleciona e armazena os milhares de informações adquiridas durante o dia. Isso se dá durante o sono.

Cada etapa do sono é usada pelo cérebro para estocar determinado tipo de informação. As musicais são gravadas logo nos primeiros minutos. Aquelas ligadas ao pensamento lógico e matemático são registradas durante as etapas finais dos ciclos do sono, marcadas pela movimentação veloz dos olhos sob as pálpebras e permeadas de sonhos. Essa é a chamada fase REM, a sigla em inglês para rapid eye movement.

O alemão Jan Born, da Universidade de Lübeck, coordenador da pesquisa, resume: “Deciframos finalmente o fantástico processo de armazenamento do conhecimento na mente humana”.

Ao longo de um ano, os alemães de Lübeck observaram todas as noites a atividade cerebral de sessenta pessoas enquanto elas dormiam. Com imagens obtidas por meio de aparelhos de ressonância magnética, os cientistas puderam enxergar claramente o processo de consolidação das informações aprendidas durante o dia. Eles mapearam com precisão todo o trajeto de uma informação, desde o momento de sua absorção em estado de alerta até a gravação durante o sono.

A gravação é um processo químico sem o qual os fatos do dia seriam simplesmente apagados. Os pesquisadores descobriram uma faceta extraordinária desse processo justamente na fase de sono REM. Nela, uma substância-chave está com sua atividade reduzida no cérebro.

Esse composto é a acetilcolina, justamente a substância responsável pela retenção das informações no hipocampo, uma região do cérebro onde os dados são armazenados temporariamente e de onde podem evaporar se não forem coletados a tempo para se tornar memória de longo prazo em outra área – o neocórtex. A nova pesquisa mostra com nitidez a trajetória da informação do hipocampo ao neocórtex.

Esse valioso processo só se dá enquanto a acetilcolina está “adormecida”. Sua inércia, ocorrida durante o sono, abre caminho para os neurônios formarem uma rede por meio da qual as informações farão a viagem do arquivo temporário rumo ao depósito duradouro.

O estudo alemão reforça a teoria do sono como fator fundamental da boa memória. Uma nova leva de pesquisas fez avançar ainda mais o entendimento desse processo ao medir os efeitos do repouso sobre o desempenho das pessoas, submetendo-as em diversas fases do dia a testes intelectuais.

Elas são unânimes em mostrar os danos à memória provocados por uma noite mal dormida e como tudo melhora depois de um bom período de descanso. Um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, traduziu essa situação em números. O estudo de Harvard, apresentado no último congresso da Academia Americana de Neurologia, é o mais abrangente sobre o assunto já feito com voluntários.

Eles foram monitorados ao longo de seis meses. Ao cabo de oito horas seguidas de sono, os voluntários da pesquisa de Harvard lembravam, em média, 44% mais fatos aprendidos no dia anterior em comparação com aqueles privados de sono. “A relação entre sono e memória é de uma clareza geométrica”, diz o pesquisador Jeffrey Ellenbogen, um dos autores do estudo. Uma segunda etapa da pesquisa americana investigou ainda em que medida o sono pode ajudar a atenuar certos problemas de aprendizado.

Ao investigarem a memória durante o sono, os especialistas obtiveram ainda respostas sobre o processo de seleção de informações quando o cérebro está em estado de repouso noturno. Trava-se ali uma competição frenética entre as informações assimiladas. Apenas uma parte delas, afinal, fará a jornada rumo ao arquivo duradouro no neocórtex, cuja capacidade é limitada.

Qual o critério de decisão para separar as informações valorosas o suficiente para ser guardadas daquelas descartáveis? A neurociência hoje pode responder com certeza a essa questão. A resposta é surpreendente. As informações absorvidas quando a pessoa está sob algum tipo de emoção forte são justamente aquelas aptas a conquistar, durante a noite, um lugar definitivo no cérebro.

Por essa razão, as pessoas tendem a se lembrar em profusão de detalhes dos mais lindos momentos da vida, mas também dos mais desagradáveis. A emoção é a chave de entrada das informações no neocórtex. Quando em excesso, a emoção pode ter efeito diametralmente oposto. Razão pela qual as pessoas não se recordam de instantes finais de acidentes ou mesmo reprimem inconscientemente as lembranças de fatos aterrorizantes, como, por exemplo, testemunhar o assassinato da mãe pelo pai.

Conclui o neurofisiologista Flávio Alóe, do Hospital das Clínicas de São Paulo: “O processo de esquecimento durante o sono é tão vital quanto o do armazenamento das informações. Sem ele, o cérebro entraria em colapso”.

Esse conjunto de conclusões sobre o sono derruba definitivamente a velha – e equivocada – teoria segundo a qual sua exclusiva contribuição ao aprendizado seria a de proporcionar ao cérebro um momento de descanso, ao protegê-lo das influências externas.

Com o ocaso da antiga teoria surge uma nova, a da “inatividade” noturna como vital para o armazenamento das informações acumuladas no decorrer do dia. O fisiologista Alfred Loomis, da Universidade Princeton, foi o primeiro a descrever, em 1937, o cérebro noturno como um dínamo em atividade.

Amparado pelo eletroencefalograma, então um exame revolucionário, Loomis flagrou uma intensa atividade elétrica noturna no cérebro de seus pacientes. Sua observação inicial mostrou o sono se desenvolvendo em fases, cada uma com uma freqüência elétrica diferente. Isso permitiria, mais tarde, distinguir as cinco etapas do sono. Apenas recentemente os cientistas começaram a fazer uso das conclusões de sete décadas atrás para entender melhor os caminhos do aprendizado e sua fixação na memória.

As duas primeiras modalidades de memória a ter seus processos desvendados foram a motora (o drible de um jogador, o salto de um atleta) e a espacial (o projeto de um arquiteto). Os alemães ajudaram a colocar mais um tijolo no edifício ao rastrear os mecanismos de fixação da memória intelectual durante o sono.

Outras pesquisas fizeram sintonia fina das descobertas anteriores. Elas centraram suas atenções nos períodos mais indicados ao trabalho mental. São dois, principalmente. Um deles, o da parte da manhã, ocorre mais ou menos duas horas depois do despertar.

Nesse momento o corpo libera uma quantidade maior de hormônios estimuladores dos neurônios. O cérebro chega, então, ao auge de sua atividade – e permanece assim por mais quatro horas. Uma das descobertas mais recentes, feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, flagrou situação igualmente positiva cerca de doze horas depois do despertar, quando ocorre no cérebro a produção acelerada de um tipo de proteína cuja concentração estimula as conexões entre os neurônios.

Foi possível observar justamente nesse momento – e nas três horas seguintes a ele – uma espécie de replay das informações aprendidas ao longo do dia, fenômeno batizado de “reverberação” pelos cientistas. Afirma um dos autores do trabalho, o neurocientista Iván Izquierdo, argentino radicado no Brasil: “Esse momento de replay é a hora mais favorável para fazer uma revisão de matéria aprendida em outros momentos do dia”.

Certos hábitos noturnos também têm influência – positiva ou negativa – sobre o aprendizado, e os cientistas já sabem como explicar isso. Para 90% das pessoas, o repouso ideal tem a duração de oito horas. É o tempo necessário para concluir cinco ciclos de sono – um padrão favorável tanto ao descanso como à memória.

Há quem alcance o mesmo efeito antes disso, mas é uma minoria. Ainda segundo as pesquisas, o melhor sono para o aprendizado se encerra por volta das 6 da manhã. Por duas razões. Primeiro, porque o corpo está biologicamente “programado” para o repouso até essa hora. A temperatura do corpo está 1 grau Celsius mais baixa. O segundo motivo: quem acorda mais cedo consegue aproveitar todos os picos de aprendizado.

Quem sai da cama por volta das 8 da manhã tem o período favorável à atividade intelectual reduzido em 20%. Há um certo consenso sobre a impossibilidade de compensar mais tarde o tempo de atividade máxima perdido pela manhã. Por volta das 9 da noite, o corpo começa a liberar hormônios indutores do sono e os neurônios de novo se preparam para as funções noturnas. Diz John Fontenele Araujo, do laboratório de cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte: “Estudo depois dessa hora é sempre menos produtivo”.

Um novo e revolucionário capítulo sobre sono e aprendizado foi aberto pelas descobertas dos processos de aquisição e armazenamento de conhecimento. Para onde se caminha agora? A nova fronteira a ser quebrada é explicar a inter-relação entre os dados armazenados.

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Um recente estudo da Universidade Harvard vai exatamente nessa direção. Ele mostra os neurônios durante o sono fazendo conexões entre informações aparentemente díspares ou adquiridas em situações diferentes. “Isso explica o fato de muita gente acordar com a sensação de ter tido uma brilhante idéia enquanto dormia”, disse a VEJA o neurocientista Robert Stickgold, coordenador da pesquisa.

Muitas foram as soluções arquitetadas durante a noite por sábios da história. O químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) teve o clique decisivo para criar a tabela periódica dos elementos durante o sono. O canadense Frederick Banting (1891-1941), um dos agraciados com o Prêmio Nobel pela descoberta da insulina na década de 20, contou ter sonhado com a solução.

O caso mais intrigante é o do alemão Friedrich Kekulé (1829-1896). Debruçado sobre os mistérios da química orgânica, ele saiu-se com a estrutura da molécula de benzeno depois de sonhar com a forma arredondada de uma cobra devorando a si mesma. À luz das novas descobertas talvez não seja assim tão inútil passar um terço da vida dormindo.

O SONO DOS GÊNIOS

A ciência do sono nem sequer existia quando alguns dos maiores gênios da história já intuíam que, de algum modo, o repouso tinha papel fundamental em seus inesgotáveis processos criativos. Cada um adotou uma rotina de descanso própria, por vezes excêntrica, em busca do sono perfeito. Três exemplos:
Time Life Pictures/Getty Images

LEONARDO DA VINCI
(1452-1519)

O pintor da Mona Lisa e idealizador do princípio do vôo do helicóptero perseguia o descanso da mente com uma rotina incomum: trocava o sono noturno por cochilos de quinze minutos a cada duas horas.

THOMAS A. EDISON
(1847-1931)

O inventor da lâmpada mantinha um diário onde avaliava a qualidade do sono na noite anterior. Não queria perder tempo. Não passava mais de três horas na cama.

ALBERT EINSTEIN
(1879-1955)

Ele hibernava dez horas seguidas todas as noites, exceto quando estava às voltas com uma nova idéia. Nessas ocasiões, premiava-se com uma hora extra na cama.

QUANDO O REMÉDIO É DORMIR

As pesquisas sobre os efeitos das mudanças de hábito noturno já têm aplicação terapêutica em diversos casos

Problema: falta de concentração.
Quando é mais freqüente: na infância.
Como o sono pode ajudar: a mais abrangente pesquisa sobre o assunto, conduzida pelo Hospital Sacré Coeur, do Canadá, concluiu que o hábito de dormir dez horas seguidas reduz em 40% o risco de uma criança apresentar problemas de concentração. Para aquelas com dificuldade em dormir tanto, o estudo indica uma hora de atividades físicas diárias – cientificamente reconhecido como ótimo estimulante do sono infantil.

Problema: dificuldade em resolver questões que envolvem raciocínio lógico.
Quando é mais freqüente: na adolescência.
Como o sono pode ajudar: promove um necessário momento de descanso aos neurônios. Um estudo da Universidade Harvard mostra que, quando alguém passa dezoito horas seguidas sem dormir, perde cerca de 30% da capacidade de resolver problemas que exigem raciocínios complexos. Por essa razão, o melhor é fazer uma pausa noturna e só retomar os estudos pela manhã. A pesquisa revela que o desempenho intelectual melhora depois disso.

Problema: perda da capacidade de memória.
Quando é mais freqüente: a partir dos 60 anos.
Como o sono pode ajudar: uma das causas para a redução da memória nessa faixa etária é que o sono se torna mais leve e a fase REM – justamente durante a qual se consolida a memória de longo prazo – passa a durar 50% menos tempo. A saída, dizem os cientistas, é esticar o número de horas na cama. Aos 60 anos, as pessoas dormem, em média, cinco horas. O ideal para a memória seriam pelo menos oito.

Tente desenvolver os seguintes hábitos:

O vestibular é mais do que uma prova que você irá fazer no final do ano. Todos os estudantes que obtém sucesso neste processo, não apenas estudaram, mas criaram hábitos de estudos que lhes ajudaram a ter um bom aproveitamento e compreensão das matérias.

Um atleta olímpico precisa de muita preparação e treino para poder disputar uma medalha. Ele não somente treina, se exercita, descansa e se alimenta corretamente, mas faz isso todos os dias.

O que o torna um grande atleta não é o fato dele se dedicar esporadicamente ou algumas vezes treinar muito, mas sim manter uma regularidade em seu treino, com disciplina e hábitos efetivos para obter um resultado efetivo.

Para um vestibulando não é diferente. Não adianta nada estudar muito durante um mês inteiro e pouco no outro. É preciso haver regularidade, estudar o suficiente todos os dias. Grande parte dos estudantes aprovados nos mais concorridos vestibulares não estudou muito somente durante alguns meses ou perto do vestibular, mas estudavam um pouco, todos os dias, durante todo 2° grau.

Quando perguntado para uma estudante, que havia obtido uma das primeiras classificações na concorrida faculdade de medicina da USP, o quanto ela havia estudo para passar no vestibular, sua resposta surpreendeu a muitos: “Uma hora por dia”. Mas foi uma hora por dia desde a quinta série.

Portanto, mais do que estudar muito, você precisa criar o hábito de estudar se quiser ser bem sucedido nesta importante etapa da sua vida.

Tente desenvolver os seguintes hábitos:

1- Assuma a responsabilidade do VESTIBULAR.

Reconheça que o vestibular é uma grande responsabilidade e que para você obter sucesso será necessário tomar algumas decisões sobre suas prioridades, organize seu tempo e concentre-se nos estudos.

2- Concentre-se em seus valores.

Não deixe que seus amigos e familiares interfiram no que considera importante e na carreira que escolheu.

3- Estabeleça suas prioridades.

Concentre-se em sua prioridade e não deixe que os outros interesses o desviem de sua meta.

4- Descubra sua produtividade.
Descubra em que horário você é mais produtivo, de manhã, à tarde ou à noite. Algumas pessoas memorizam melhor pela manhã, outras têm um melhor desempenho à noite depois do jantar.

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5- Descubra um bom lugar.
Descubra um lugar onde você fique mais concentrado em silêncio e onde você não se distraia. Se for estudar em casa fuja da tv e do rádio e não vá à cozinha toda hora,estabeleça horários para comer, não deixe que a cada minuto pessoas venham falar com você ou lhe pedir algo. Tranqüilidade é fundamental.6- Não fuja dos exercícios.

Estudar além do horário de aula é mais importante do que você imagina, priorize os exercícios mais difíceis, se não conseguir resolvê-los peça explicação ao professor.

7- Considere-se um vencedor.
Tente estudar o máximo que puder, mas passar na faculdade não é tão difícil quanto parece, irá existir pressão de amigos e família, porém lembre-se que você é um privilegiado por ter a oportunidade de ingressar em uma faculdade, já que somente 12% dos jovens brasileiros alcançam o 3°grau.

Se não passar este ano não desanime, provavelmente você escolheu uma ótima e concorrida faculdade, sendo assim no próximo ano você estará bem mais preparado do que imagina.

8- Procure solucionar da melhor maneira possível seus problemas.

Por exemplo, se você não consegue entender Química por nada neste mundo, não adianta sair proclamando a todos que química é coisa de louco, concentre-se nesta matéria mais do que em qualquer outra, leia, releia, faça os exercícios, e procure professores, amigos ou um grupo de estudos para tirar suas dúvidas.

9- Não acumule

Não deixe para estudar depois do feriado ou fazer os exercícios de hoje junto com os de amanhã, tenha uma rotina e á siga rigorosamente. Acumular exercícios pode virar uma bola de neve e você só vai perceber quando não estiver entendendo mais a matéria.

10- É só por um ano!

Lembre-se, todo este esforço é só por um ano, depois você poderá voltar sair á noite, você não vai mais ouvir seus amigos: “você está estudando demais isso pode até fazer mal, vamos lá vai ser muito legal”, poderá viajar tranqüilo no meio do ano, curtir a família e namorar não vai ser mais um problema.

Mas o melhor de tudo é que você vai conhecer muitos amigos e pela primeira vez na vida vai estudar exatamente aquilo que escolheu!

Por: http://www.mundovestibular.com.br/

Aprenda a dizer “Não.”

Na época do vestibular, em que estamos muito ocupados estudando, fazendo exercícios, escolhendo carreiras e faculdades, não separamos um tempo especial para nós mesmos.

Freqüentemente achamos que nunca há horas suficientes durante o dia para fazermos tudo que precisamos. Alguns não encontram tempo para ficar com a namorada; outros para passar um tempo coma a família; para praticar seu esporte preferido ou ver os amigos de vez em quando.

Para aqueles que estão disputando as carreiras e faculdades mais concorridas, há sempre algo que precisa ser feito, lido, estudado ou praticado que toma o tempo reservado para outras tarefas.

Lembre-se que não importa o quanto você estuda, nunca lhe parecerá suficiente. Descansar é parte fundamental da vida do vestibulando, quando descansamos estamos deixando o cérebro organizar e assimilar tudo aquilo que foi estudado durante o dia.

Uma parte vital na nossa vida é encontrar um tempo para nós mesmos. É de extrema importância para nosso corpo, mente e alma ter tempo tranqüilo ou participar em uma atividade que simplesmente nos permita “desligar” tudo que nos consome durante o dia.

O relaxamento é vital para uma mente saudável e lhe mantém motivado para seus estudos, suas obrigações e para o seu dia a dia. Além disso, não relaxar e descansar pode ser prejudicial para sua saúde.

Até mesmo quando há demandas enormes em sua vida. Acredite ou não, é possível ter uma família, amigos, namorada, e cumprir outros compromissos semanais. E você pode fazer isto, você apenas precisa começar a priorizar e também aprender a dizer “não.”

Se às vezes você se encontra rolando na cama à noite, sem sono, com dificuldades para dormir, então você pode ser uma dessas pessoas que acham impossível dizer “Não” e relaxar, e isso pode ser muito prejudicial para seu desempenho no vestibular.

Se você sabe que precisa relaxar, mas simplesmente não sabe por onde começar, nós reunimos algumas sugestões que se colocadas em prática lhe serão muito úteis.

Aprenda a dizer “Não.”

Seja ocasionalmente egoísta, o mundo continuará girando sem você, outra pessoa pode ir ao banco, fazer as compras, levar seu irmão à escola e ajudar sua amiga à arrumar o quarto. Aproveite seu tempo livre para fazer coisas que lhe agradem.

Pergunte-se – “Todas as coisas com que eu me preocupo tem realmente importância? ” – Você verá que a resposta para essa pergunta é – “não, nem sempre”

Tome um banho quente – tomar banho é realmente maravilhoso! Se você tiver o privilégio de ter uma banheira em sua casa, a encha de água quente, coloque alguma essência, deite e feche os olhos.

Mesmo que você só fique lá por 10 minutos já será suficiente. Caso não tenha uma banheira em casa, nem um namorado que tenha, aproveite um bom banho de chuveiro, evite pensar na prova, simulado, testes, membrana plasmática, teorema de Pitágoras, etc.

Ouça sua música favorita! Dance no quarto, cante, pule…

Vá passear com a namorada ou os amigos – Sair do ambiente de estudo é sempre bom. Evite se divertir no mesmo lugar em que estuda, por exemplo, no seu quarto. Saia um pouco, vá ao parque, à praia, ande de bicicleta, patins, veja pessoas, relaxe. Uma boa sugestão é um piquenique.

Nós esperamos que você possa utilizar algumas destas idéias. Estas sugestões podem parecer óbvias, porém nós frequentemente nos esquecemos delas. Selecione os métodos de relaxamentos mais eficientes para você e os pratique regularmente.

Por: Catho

Vestibulando passando noites em claro para estudar matérias em cima da hora.
Vestibulando ansioso em véspera de prova.
Então, na hora da prova, um branco desesperador.

Será que este drama tão comum aos jovens que lutam por uma vaga em uma universidade é provocado exclusivamente por falta de método de estudo por parte do candidato?
Existe algum jeito de modificar isso?

Aprovado com sucesso em sete concursos públicos, cinco dos quais em primeiro lugar e autor do best-seller “Como passar em provas e concursos”, o juiz federal William Douglas afirma que mais importante do que estudar é aproveitar bem o tempo de estudo.

Mas até que ponto os fatores psicológicos e ambientais podem influenciar na conquista de uma vaga em vestibulares para os cursos mais disputados como Medicina, Direito, Odontologia, Informática ou Comunicação Social?

Segundo o estudioso, existem algumas dicas que devem ser consideradas pelos jovens vestibulandos que pretendem ingressar na faculdade e depois disputar uma vaga no concorrido mercado de trabalho:

Mais importante do que simplesmente estudar é aprender a estudar e a aproveitar bem o tempo de estudo.
“O conhecimento funciona como uma arma, mas as técnicas de estudo e de realização de uma prova dizem como utilizar esta arma. Uma coisa é saber a matéria, outra é saber como usá-la”, ensina William Douglas.

O aluno deve substituir a idéia passiva de repetir o que é ensinado e começar a, ativamente, raciocinar sobre a matéria.
“Não devemos querer decorar, mas sim, por meio do aprendizado, memorizar o essencial: as regras básicas. A partir daí, usamos melhor nosso raciocínio. Enfim, é preciso mudar a atitude”.

Definida a melhor estratégia de estudo.
“O aluno deve listar os fatores que inibem e aqueles que deflagram seu desempenho, ou seja, descobrir suas qualidades e defeitos. Após essa auto-avaliação, o estudante deve aproveitar ao máximo as oportunidades e tentar eliminar as dificuldades na medida do possível”.

Memorize as matérias.
“Uma técnica para isso é fazer uma pré-leitura antes de se aprofundar no texto e lançar mão de marcações e anotações. Vale também repetir a matéria como se estivesse dando aula para você mesmo, fazer resumos, esquemas, gráficos e árvores”.

Estude quanto tempo agüentar, dentro do seu limite.
“O importante é combater a falta de tempo e criar mais horas destinadas ao estudo. Cada um sabe o seu tempo”.

Prepare-se para a maratona de exercícios

Via: Universia

Por Mariana Bevilacqua

Diego diz ter resolvido entre 200 a 300 exercícios por dia.

A pouco mais de um mês do início da seqüência de vestibulares de meio de ano, o estudante Diego Bernardo sabe bem o que está prestes a começar. Ele, que vai concorrer a uma vaga no curso de medicina, enfrentará uma etapa intensa a partir de agora. Basta ver a rotina que o rapaz encara para se ter uma idéia. Ao fim das aulas, ele segue para a biblioteca do cursinho, revisa rapidamente a matéria e se dedica a resolver entre 200 e 300 exercícios para fixar as teorias. Faz isso até aproximadamente 22h40, quando volta para casa. O hábito de resolver as questões das apostilas e de edições anteriores de vestibular se repete todos os dias, inclusive aos sábados e domingos.

Para a coordenadora geral do cursinho do XI, Augusta Aparecida Barbosa Pereira, resolver exercícios referentes à matéria estudada ajuda a aprender. “Os exercícios devem ser priorizados especialmente perto da data dos vestibulares, em que muitos alunos se atentam apenas à leitura da revisão da matéria do ano”, alerta ela. Para Augusta, o aluno só aplica a teoria das aulas se fizer as questões correspondentes, quando é possível perceber se o conteúdo foi entendido e se ainda há dificuldades com o tema. A coordenadora deixa bem claro que a maratona de exercícios é praticamente obrigatória, sob risco do estudante passar por problemas na resolução da prova. “Ao deixar as questões de lado, no momento do vestibular o aluno pode sentir dificuldades e achar que não sabe o suficiente, pois o processo seletivo tem questões mais elaboradas em comparação à teoria apresentada em sala de aula”, explica.

A afirmação é compartilhada pela coordenadora geral do cursinho da Poli, Alessandra Venturi, para quem o conhecimento só é testado com os exercícios. “Ao trabalhar o conceito passado em sala é mais fácil absorver a matéria. Alguns exercícios, como é o caso dos de processos seletivos, pedem mais de um ponto sobre o mesmo assunto. Essa tática permite aos vestibulares avaliar se o aluno domina o tema”, declara ela.

Justamente para testar a absorção do conteúdo e eliminar qualquer dúvida sobre a matéria aprendida, a estudante Letícia Gomes, 19 anos, que vai prestar vestibular para Medicina Veterinária, revisa a matéria vista no mesmo dia. “Faço resumos sobre as aulas e, só após consultar outros livros com assunto relacionado, faço os exercícios da apostila. No caso de matérias que tenho mais dificuldade, pego livros na biblioteca para treinar mais. Já fiz cerca de 200 exercícios para entender uma matéria”, afirma a garota. Ela diz que os exercícios a ajudam compreender como serão as provas de vestibular.

Letícia revisa o conteúdo antes de resolver as questões. No cartel dela, 200 exercícios resolvidos.

Bernardo adota outra estratégia e nunca se restringe apenas às questões das apostilas, mesmo que tenha facilidade no assunto. “Respondo aos exercícios de livros que se aprofundam mais no tema. Isso reforça o aprendizado”, acredita o rapaz, que estuda apenas uma matéria por dia. “Como gosto de me aprofundar nos conteúdos, desmembro em diversas partes o assunto passado em aula. Pesquiso cada parte e faço resumos. Depois respondo a exercícios específicos de cada tópico”, explica ele.

Embora diferentes quanto à quantidade dos exercícios, os métodos de Bernardo e Letícia prevêem que, mesmo às vésperas das provas, o conteúdo seja revisto antes que as questões sejam enfrentadas. O método é aprovado pelo coordenador do Anglo Vestibulares, Alberto Francisco do Nascimento. “Antes de partir para o exercício é preciso entender a matéria. Quando já há domínio sobre o tema, quanto mais exercícios realizar, mais vai fixar o conhecimento. Isso facilita que o aluno não esqueça nenhum conteúdo importante”, diz Nascimento. Para ele, além de estudar os conteúdos passados em aula, é preciso tempo livre para revisar matérias mais antigas e treiná-las com… mais exercícios. “As questões respondidas facilitam a preparação para os próximo processos seletivos porque ao escrever as soluções o candidato lembra melhor de como proceder para solucionar cada pergunta”, acrescenta ele.

O coordenador recomenda que a rotina de estudos seja individual, para evitar distração. Exatamente por isso, mesmo com um grupo de estudos por perto, Bernardo estuda sozinho. “O grupo fica separado e só se une quando há dúvidas. Sempre tem alguém com mais facilidade no assunto para ajudar quem não consegue resolver os exercícios”, conta ele. Já Letícia opta por ficar sozinha e, ao surgir incertezas, recorrer aos plantonistas ou professores. “Tento resolver os exercícios com eles para que me expliquem o que está errado”, afirma ela.

Depois de realizar as tarefas para fixar as matérias estudadas, o coordenador do Anglo Vestibulares aconselha os alunos a procurar provas específicas. “Eles devem checar as provas anteriores de todos os vestibulares que querem prestar e resolver o exame todo. Dessa forma, além de treinar conceitos da matéria, ainda dão direcionamento específico para o processo seletivo”, sugere Nascimento. Alessandra concorda que é necessário priorizar o vestibular que será prestado. “O aluno deve resolver as provas de edições anteriores do vestibular em que se inscreveu para direcionar o assunto a ser estudado”, lembra a coordenadora geral do cursinho da Poli.

Exercícios corrigidos

Mas as toneladas de exercícios não resolvem o problema por completo. De acordo com Augusta, mesmo depois de responder a várias questões, algumas dúvidas podem permanecer. Até porque, mesmo com a rotina de resolução massiva de exercícios para fixar a matéria estudada, o aluno pode perceber que suas respostas estão erradas. “Nesses casos, é importante procurar um plantonista para explicar toda a matéria novamente. Se o aluno deixa as dúvidas passarem não vai entender o conteúdo seguinte”, adverte Alessandra.

Para Nascimento, ter respostas erradas em todos os exercícios significa que o aluno não entendeu a matéria. “O primeiro passo é fazer, individualmente, uma revisão de todos os conceitos da aula. Se mesmo depois da revisão o jovem não entender a matéria, é preciso procurar o professor e pedir que a explique novamente”, aconselha ele.

O problema, de acordo com a coordenadora do cursinho do XI, pode ser mais simples. “Esses erros podem ser provocados pela afobação. Os alunos devem procurar os professores ou plantonistas que olham as questões com calma. Muitas vezes, só de ajudarem a fazer uma leitura mais organizada da proposta o aluno entende as perguntas”, diz Augusta.

Resolver exercícios é a forma de colocar a teoria em prática. Se depois de rever os assuntos as dúvidas persistirem, procure amigos, professores ou plantonistas para esclarecer os conteúdos.
Depois de realizar todos os exercícios que a apostila propõe, procure questões com maior grau de dificuldade em livros.
É aconselhável resolver edições anteriores dos vestibulares para testar os conhecimentos e conhecer o formato da prova.
Leia notícias para se manter informado sobre atualidades.
Cada aluno tem um perfil. Por isso, procure perceber o que é melhor: estudar apenas uma matéria por dia ou várias.
Poder Além da Vida
Um jovem ginasta sonha em participar das Olimpíadas, até que uma séria lesão faz com que conheça um estrangeiro misterioso. Com Nick Nolte e Amy Smart.

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: Peaceful Warrior
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2006
Site Oficial: www.thepeacefulwarriormovie.com

seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um talentoso ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas. Ele tem tudo o que um garoto da sua idade pode querer: troféus, amigos, motocicletas e namoradas. Certo dia seu mundo vira de pernas para o ar, quando conhece um misterioso estrangeiro chamado Socrates (Nick Nolte). Depois de sofrer uma séria lesão, Dan conta com a ajuda de Socrates e de uma jovem chamada Joy (Amy Smart). Ele descobrirá que ainda tem muito a aprender e que terá de deixar várias coisas para trás a fim de que possa se tornar um guerreiro pacífico e assim encontrar seu destino.

seta3.gif (99 bytes) Imagens
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Sábado, 14 de fevereiro de 2009

Não é a própria vítmida da situação?

Pessoal!

Hoje chegamos à distorção cognitiva, ou seja, na forma errada dos pensamentos, que mostra a vitimização. Nesta distorção olhamos para a vida com um pensamento, e conseqüentemente com uma emoção de perseguição e de que o mundo conspira contra tudo que pensamos e sentimos. Dentro desta situação acreditamos fielmente que somos a maior vítima do mundo, dos amigos, dos pais etc. Cabe relembrar que quando nos colocamos nesse papel estamos efetuando um erro de pensamento que não nos ajuda  a crescer.

Na Vitimização a pessoa se sente vítima em todas as situações e nunca se responsabiliza pelos seus sentimentos. Neste caso, sempre são os outros os responsáveis pela origem dos problemas e por aquilo que a pessoa está sentindo. Ex.: Em um concurso que não passo o problema sempre está no externo, por exemplo, na prova que estava muito difícil, na minha família que não me incentivou para estudar, etc. Enfim, vocês nunca se responsabilizam pelo seu próprio sentimento e pelo seu comportamento. Em uma briga com a esposa a responsável é sempre ela, e nunca eu, pois ela é sempre a errada que me persegue.

Observe seus pensamentos e seus sentimentos para ver se em algum momento vocês não estão nesse papel da vítima das situações. Se por ventura vocês se acharem nessa situação procurem sair dela, pois é uma das únicas formas que teremos de melhorar e resgatar todas as forças para iniciarmos este ano de estudos com garra e fé.

Não pretendo aqui dar receitas de bolo, pois fica como dica vocês olharem os posts anteriores para melhor entenderem o funcionamento de nossa mente bem com poder utilizar algumas explicações para modificar essas distorções.

Bom final de semana a todos.

Postado por Fernando Elias José às 08h40

Via: http://www.clicrbs.com.br/blog

02/05/09

Ayrê Rocha | Aracaju – SE | Prestando Direito

Namoro e Estudos, este assunto divide opiniões. Vou exprimir a minha, e creio que a maioria de vocês concordam comigo.

Namorar é muito bom. Quem não quer ter o objeto de sua paixão sempre pertinho? Mas é preciso equilibrar seu relacionamento com os estudos.

Num ano de vestibular, nossa rotina pede um equilíbrio, para assim darmos conta da quantidade de conteúdo que nossas provas exigem. Sempre há o que estudar, e muito tempo é pouco para conseguirmos manter os estudos em dia.

Por outro lado, precisamos nos distrair e descansar a mente em parte do fim de semana, para que não haja um cansaço psicológico e para que a chama da vontade e perseverança continue acesa até o fim do amo. E é nestas condições que o namoro é muito saudável. Conheço pessoas que vivem grudadas a seus pares na hora em que deveriam estar estudando, e isto não é nada produtivo. Ao mesmo tempo, tenho amigos que conseguem equilibrar os estudos com o namoro.

Temos de criar consciência de que o nosso objetivo principa (que é garantir nossas vagas nas Universidades Federais pelo Brasil afora) é a coisa mais importante no momento. E pode ter certeza que se o seu par for compreensivo e menos egoísta, sempre haverá um tempo para o namoro. Portanto, a mensagem da semana é: EQUILIBRE-SE!

É possível conciliar estudos, namoro e diversão. Organize-se e tudo dará certo.

Via:http://www.sejabixo.com.br/vestibular/default2.asp?s=ralando2.asp&id=200&ano=29

Vamos hoje a um tema importante que todos nós fazemos em algum momento de nossas vidas o tão falado e vivido   “boicote”.

O boicote nada mais é do que o ato de criar empecilhos aos interesses de algo.

Neste caso, vamos abordar os boicotes que são feitos em relação aos concursos, provas e vestibulares. Vocês, muitas vezes, acabam se boicotando nos estudos e nas diversas situações que envolvem todo período da preparação. Uma das formas mais comuns de boicote é o fato de sempre acharem “coisas” mais importantes para fazerem do que estudar.  Os estímulos externos acabam muitas vezes tomando uma proporção grandiosa em relação ao estudar.

Sabe-se que para estudar é importante estar concentrado nesta tarefa, pois, muitas vezes, qualquer barulhinho, seja intenso ou não, pode desviar a atenção dos estudos. Conversando com estudantes, é muito comum escutar que, quando eles sentam para estudar, acabam levantando muitas vezes para ver um pouquinho de televisão, ouvir música, ver a movimentação da rua, lavar roupas, lavar a casa e outras atividades que são completamente adversas ao estudar, mas que, naquele momento, parecem mais importantes do que estudar.

Aqui está o boicote aparecendo bem claro e consistente. Desta forma, o estudo acaba se transformando em algo difícil e complicado.

Esse assunto merece um cuidado maior ao abordá-lo, por essa razão amanhã volto a falar um pouco mais sobre ele.

Via:http://www.clicrbs.com.br/blog/

Os exercícios de alongamento aliviam a tensão e dão aquela arejada na cabeça de que você tanto precisa

Não importa sua idade. Fazer alongamento é um hábito que alivia a tensão, relaxa os músculos, ativa a circulação e ventila o cérebro – um santo remédio contra a Tensão Pré-Exame (TPE). A professora de educação física Gisele Saporetti, do Laboratório do Movimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), recomenda alguns exercícios para você praticar. Concentre-se nos movimentos e deixe os pensamentos para trás.

1- Em pé ou sentado, entrelace os dedos deixando a palma das mãos para fora e os cotovelos esticados. Inspire, levante os braços, direcionando as palmas para o alto. Desça os braços bem devagar, ao lado do corpo, expirando. Faça três séries de 15 segundos.
2- Fique de pé com os joelhos levemente dobrados. Passe o braço direito sobre a cabeça, de modo que a mão direita se aproxime da orelha esquerda. Mantendo a coluna ereta, force a cabeça para que a orelha direita se aproxime do ombro direito. Repita os movimentos com o lado esquerdo. Faça três séries de 15 segundos.
3- Una as mãos por trás da cabeça. Com a coluna ereta, aproxime o queixo do peito, fazendo leve pressão com os braços. Faça três séries de 15 segundos.
4- Em pé, com os joelhos esticados, inspire. Expirando, dobre o tronco para frente. Mantenha os braços relaxados, tentando tocar os pés. Volte à posição inicial, dobrando o joelho e inspirando. Retorne o tronco bem devagar. A cabeça deve ser a última a subir.

Pintou tensão na hora da prova? Respire…
Se no dia do exame você ler a questão uma, duas, três vezes e não entender nada, pode apostar que o nervosismo tomou conta da situação. Uma forma de combatê-lo é deixar entrar bastante oxigênio no organismo. A analista corporal neo-reichiana Maria de Fátima Matos Cardoso, de São Paulo (SP), sugere quatro exercícios que podem ser feitos minutos antes ou até mesmo durante o exame. Você verá como as idéias fluem melhor.

Para ter mais atenção Este movimento pode ser feito no banheiro, antes da prova. Fique de pé e mantenha os pés paralelos, levemente separados. Dobre um pouco os joelhos para relaxar as pernas. Coloque os quadris um pouco para frente, o suficiente para sentir a coluna no lugar e ficar confortável. Solte os ombros como se estivessem bem pesados e deixe os braços bem soltos. O pescoço deve ficar relaxado, leve, sem pressão. Apenas sinta a própria respiração.

Para reconhecer o ambiente Sentado, pouco antes do início do exame, vasculhe a sala com os olhos e tente notar detalhes como a cor da parede, as feições das pessoas, os objetos, os sons. Estabeleça uma ordem para esses registros e depois volte olhando os mesmos pontos, mas em ordem contrária. Sinta o ar entrando e saindo do corpo enquanto foca cada ponto. Ao final, movimente os olhos de forma que se sinta relaxado. Esse exercício proporciona serenidade e conexão com o local e o momento.

Para ganhar autoconfiança Imagine uma árvore e coloque em seu tronco seu desejo de ir bem no exame. Em seguida, vá adicionando galhos com conquistas que o levaram até esse dia: um bom livro que leu, um tema que aprendeu bem, um dia de estudo que rendeu bastante. A árvore deve ter no máximo quatro galhos, cada um com dois ramos, para você poder visualizar tudo.

Estudar direito é diferente de estudar muito

Atravessar madrugadas estudando não é o melhor a fazer em uma preparação de fôlego. A primeira atitude a tomar para o estudo render é preparar um ambiente adequado. Veja: se ao ler assuntos de seu interesse deitado na cama já estimula o relaxamento e uma conseqüente soneca, o que dizer então de assuntos mais difíceis.

O melhor é sentar-se ereto numa cadeira confortável para ficar alerta e não prejudicar a coluna. E não adianta sentar-se ao lado de uma cozinha em pleno funcionamento, com um movimento que dispersa sua atenção. O local ideal precisa de silêncio, que facilita a concentração.

O estudo tem de ser diário e incluir a revisão do conteúdo visto recentemente, para fixá-lo na memória, fazendo ou refazendo exercícios e voltando cada vez que um conceito que já deveria estar assimilado fizer falta para a compreensão de um novo conteúdo. O bom é trabalhar por partes, com planejamento, de modo a ter uma noção mais clara de quanto você está avançando.

Quanto aos horários mais adequados para dedicar-se ao estudo, escolha as horas em que você se sente mais disposto. Há quem prefira acordar mais cedo, antes de ir para a aula, mas existem os que não abrem mão do fim da tarde e aqueles que rendem mais na quietude da noite. Com esses cuidados, o tempo de estudo rende muito mais.

Algo muito importante é levar o sono a sério. Piscou em cima da apostila? Cochilou com o livro de geografia na mão? Hora de parar e, eventualmente, dormir. Esforço mental cansa, e o corpo precisa repor as energias, principalmente nos dias que antecedem a prova. De que adianta saber toda a matéria se você mal consegue segurar a caneta? Dormir é básico, pois ajuda a memória a reter as informações adquiridas durante o dia.

A psicóloga Acácia Angeli dos Santos, doutora em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pela USP e professora da Universidade São Francisco, em Itatiba (SP), dá outros toques importantes. Ela afirma que é positivo conhecer o Enem, saber como foram as provas anteriores e de que forma as perguntas são feitas (você pode ver todos os exames desde 1998 no site www.guiadoestudante.com.br). Além disso, diz ela, o candidato deve “conhecer a si mesmo, saber seus pontos fortes e fracos, ter planejamento, monitoração – saber se está ou não compreendendo – e auto-regulação: quando não estiver entendendo ou estiver desatento, parar, voltar e reler o trecho”. Isso compensa os déficits de compreensão, segundo a professora.

Alimentar-se direito também faz parte de uma boa preparação. É claro que você não vai tirar uma nota boa só porque decidiu comer brócolis, frutas e peixes, mas ter refeições balanceadas e nutritivas diminui o risco de ficar doente na semana da prova, além de dar a energia de que o organismo precisa para encarar horas de estudo. Evite ao máximo comidas pesadas na véspera e no dia do Enem. Feijoadas, churrascos e temperos fortes não são recomendados a quem for prestar a prova. Já pensou se bate aquela vontade incontrolável de ir ao banheiro no meio do exame? São preciosos minutos perdidos.

Treine a memória

“Não adianta estudar para o Enem só no 3º ano”, diz Zilda Zerbini Toscano, diretora do colégio Palmares, de São Paulo. “O exame se refere a conhecimentos e habilidades adquiridos e acumulados nas séries anteriores.” Logo, o candidato tem de puxar na memória assuntos de longa data. Deixar para estudar no último instante, achando que a matéria ficará mais fresca na cabeça, é um erro. Quando estudamos cansados, tentando absorver muitas informações, a memória não consegue guardá-las.

Como o aluno, com freqüência, está um pouco nervoso no momento do Enem, aquele “branco” que assola os vestibulandos tende a ser inevitável. Para combatê-lo, existem alguns truques. A memória guarda com mais facilidade informações ligadas aos nossos sentidos (a velha história de uma música que te lembra alguém). Então é sempre bom associar aquele dado da apostila a uma informação já conhecida e bem armazenada na cabeça. Vale tudo, até relacionar times de futebol à geopolítica atual.

Outra dica para memorizar mais facilmente o assunto é escrever, fazer resumos da matéria. Tente fazer resumos confiáveis e sólidos para que você estude da próxima vez diretamente com eles, sem o auxílio dos livros. Sublinhar, ler e reler em voz alta os textos também ajuda.

Ansiedade é ruim para a preparação da prova. Por isso, além de estudar com calma, procure sempre se concentrar no que está fazendo, conferindo, revisando e esmiuçando a matéria. Passar os olhos com pressa por textos só atrapalha a memorização e confunde. Até na hora da prova a pressa não ajuda, pois quem se sente sob pressão corre o risco de achar que a primeira alternativa em que bater os olhos é a correta. Cuidado: por mais convicto que você esteja sobre a resposta certa, reflita um pouco sobre as outras alternativas. “O ideal é que o aluno tenha experiência de fazer grandes testes”, orienta Zilda.

Autor: COES, Maria do Carmo Rabelo.
Título: Ansiedade: uma avaliacao quantitativa de seus efeitos negativos sobre o desempenho no vestibular.
Fonte: Psicol. teor. pesqui;7(2):137-147maio/ago. 1991.
Resumo: Este estudo investigou as variacoes na relacao ansiedade-desempenho entre vestibulandos repetentes e nao-repetentes. A questao foianalisada usando-se uma amostra de 352 alunos de um curso pre-vestibulares, classificados em dois grupos, segundo suas experiencias em vestibulares anteriores. A escala de Reacoes a Testes foi aplicada aos sujeitos uma semana antes das provas da primeira fase do concurso. Desempenho academico foi medido atraves dos escores dos sujeitos nos vestibulares simulados. Testes-t e regressao multipla foram usados para avaliar a questao investigada. Os resultados revelam uma relacao altamente significante entre ansiedade e desempenho entre os sujeitos repetentes. Desempenho nos vestibulares simulados, por outro lado, mostrou-se o unico preditor do desempenho no vestibular oficial entre os sujeitos nao-repetentes. Uma estimativa dos efeitos da ansiedade de teste sobre a populacao dos vestibulandos e apresentada na conclusao.

Autor: D’Ávila, Geruzza Tavares; Soares, Dulce Helena Penna.
Título: Vestibular: Fatores Geradores de Ansiedade na “Cena da Prova” / University Entrance Test: factors generating anxiety in ‘the test setting’
Fonte: Rev. bras. orientac. prof;4(1/2):105-116, 2003tab, graf
Resumo: O ingresso na universidade está condicionado a realização do Exame Vestibular. Dentre os candidatos, um grande número não é aprovado, mesmo reunindo todas as condições de “conhecimento da matéria”. A ansiedade pode estar dentre as causas da não aprovação. Esta pesquisa teve por objetivo investigar quais seriam os fatores capazes de gerar ansiedade nos candidatos ao Exame Vestibular. A pesquisa constou de dois momentos: 1) questionários preenchidos via Internet no mês antecedente ao exame, e, 2) entrevistas executadas nos dias de realização da prova. 398 sujeitos preencheram o formulário através do site do LIOP www.liop.ufsc.br. Na segunda etapa, foram realizadas 151 entrevistas no período antecedente a realização das provas, sendo 50 no primeiro dia, 68 no segundo e 33 no terceiro dia. Os resultados, analisados qualitativamente, indicam que um mês antes da realização do exame os candidatos vivenciavam sentimentos de ansiedade e angústia, entretanto, na “cena da prova”, estes exteriorizaram despreocupação, podendo indicar a ocorrência da negação, como mecanismo de defesa, para poderem realizar a prova com mais tranqüilidade. Também foi atribuído ao medo da reprovação, e ao medo de decepcionar a família os motivos principais causadores da ansiedade no Vestibular. (AU)

Autor: Soares, Dulce Helena Penna; Krawulski, Edite; Dias, Maria Sara de Lima; D’Avila, Geruza T.
Título: Orientação profissional em contexto coletivo: uma experiência em pré-vestibular popular / Vocational guidance: an experience at a popular preparation course for the university entrance examination
Fonte: Psicol. ciênc. prof;27(4):746-759, 2007
Resumo: Este artigo relata uma atividade de orientação profissional (OP) realizada em um cursinho pré-vestibular popular. Os objetivos foram sensibilizar para o processo de escolha do curso superior, favorecer a expressão de sentimentos com relação ao vestibular e ao próprio cursinho e promover a integração dos alunos. Fundamentando-se no psicodrama, a metodologia adotada envolveu debates grupais mediados pela produção de cartazes, a fim de favorecer a livre expressão de sentimentos mobilizados pelo vestibular e pela condição de freqüentadores do referido cursinho. Esses instrumentos permitiram também uma identificação e melhor integração entre os jovens, como também uma tomada de consciência de seus processos de escolha pelo curso universitário. Tal prática permitiu auxiliar esses alunos no reconhecimento das necessidades derivadas daquela condição, fortalecendo-os para o processo de escolha, para o enfrentamento da experiência do vestibular e também para a identificação e formação de vínculos com o grupo do qual faziam parte naquele momento.(AU)


Comportamento Por Valdeci Gonçalves da Silva Assinar feed do autor
valdecipsi@hotmail.com
RESUMO: Este texto consiste no relato do atendimento psicoterápico, de uma jovem de 22 anos, que, até então, na sua quarta tentativa, não passara no vestibular de medicina para rede pública. Trancou o segundo semestre do citado curso, numa faculdade autônoma no interior do Ceará/Ce, para se dedicar a essa empreitada. Realizava quase todos os vestibulares em cidades próximas a João Pessoa/Pb, local onde reside. Apesar de estudiosa e responsável, questões emocionais, etc., a impediam de desempenho satisfatório nas provas. Com ajuda terapêutica, em menos de três messes, conseguiu rever subjetividades, posturas didaticamente inadequadas e também elaborar algumas pendências afetivas. Concorreu a uma das vagas mais disputadas para medicina, numa universidade estadual de um Estado vizinho, e foi aprovada.

DESCRITORES: Vestibular. Emoção. Distresse.

1) INTRODUÇÃO

“Não basta ensinar aos homens uma especialidade (…) È necessário que adquiram um sentimento” (A. Einstein).

Nina (nome fictício) – moça morena, 22 anos de idade, biótipo pícnico, filha do meio entre uma irmã e um irmão caçula, classe média -, me procurou, no consultório particular, para algumas seções de psicoterapia. Motivo: não passara, até então, na sua quarta tentativa de cursar medicina em universidade do governo. Fazia vestibular, quase simultaneamente, em todas as cidades próximas a João Pessoa/Pb, onde mora como os pais. Para realizar esse objetivo trancou o segundo semestre de medicina numa faculdade autônoma no interior cearense. Por este demandar gastos com mensalidade e manutenção, além de tornar difícil o contato com a família. Seu desejo era realizar este curso gratuito e, pelo menos, a duas ou três horas de distância de casa.
Embora estivesse, como sempre, preocupada com aprovação, sua queixa parecia confusa, não sabia o que obter na terapia. Talvez, o relax conseguido, quando da sua segunda reprovação, em algumas seções com uma psicóloga, cuja sala de atendimento ela gostava porque era decorada como sonhara ser seu quarto de dormir. Percebi o quanto Nina tinha se angustiado durante esses quatro anos. Desse modo, minha ajuda consistiria em ir além das técnicas de relaxamento. Focalizei este aspecto, e ela concordou que as seções seriam centradas nesse intento. Ou seja, na sua aprovação em medicina. Toda dinâmica de como se desenvolveu esse processo será apresentado a seguir. Entretanto, sem obedecer rigorosamente à ordem como os fatos se desencadearam, uma vez que os encontros não foram gravados, mas apenas anotados os pontos mais relevantes para a análise da casuística.

2) DINÂMICA DAS SESSÕES PSICOTERÁPICAS DE NINA

Nina inicia sua sessão dizendo que, algumas vezes, devido ao cansaço, embroma, foge do compromisso de estudar, a exemplo de ficar muito tempo na Internet. O que contraria sua intenção de passar no vestibular. Sempre obtém os primeiros lugares nos simulados dos cursinhos, ensina os colegas, estes são aprovados, e ela fica sem entender por quê não consegue se classificar. Renunciou a tantas coisas, festas, namoro, ginástica, etc., deixou de cuidar de si e, por isso mesmo, está gorda. Preocupa-se também com o estresse que essas situações causam à família, principalmente em seu pai. Até porque ele tem como hábito discutir, comentar as questões, conferir gabaritos, etc., e a companhá-la nas viagens e hospedagens em hotéis, onde se realizam as provas. Para Nina é sempre decepcionante confirmar que não obteve resultado positivo, mesmo em conteúdos ou temas que demostrava dominar ou ter algum conhecimento.

Depois, ela comenta que a irmã se afina com o pai, que eles parecem se entender melhor entre si do que com ela. Atribui tal sintonia à mais idade da irmã, devido ao maior tempo de convivência, uma vez que a mesma nasceu primeiro. Contudo, salienta que sendo sua mana da área da saúde (enfermeira) e tão querida, mas não é médica, não realizou o sonho do seu pai (engenheiro), de ter um(a) filho(a) formado(a) em medicina. E Nina tem certeza do quanto isso é motivo de orgulho para ele. Sobre o seu dia-a-dia no cursinho, diz que fica com dúvidas na sala de aula, por conta da sua timidez, e que muitas questões que julga elementares, que já “caíram” tantas vezes, ela as descartava.

Esta paciente demonstrava, mesmo bem falante, uma certa resistência, se defendia diante de qualquer detalhe que, por ventura, apontasse suas prováveis responsabilidades pelos fatos. Mantinha a guarda sempre em alerta. Ela apresentava: “a síndrome da boa filha”. Assim, qualquer colocação que se opunha a essa construção seria doloroso de aceitar. Manter-se nesse papel implica numa sobre carga de afazeres e disponibilidades que engolfavam seus os limites. Ela se mostrava, apesar persistente, saturada dessas maratonas. Sua gana de economizar, de reduzir ao mínimo possível as despesas da família para consigo – embora o pai não reclamasse e até se desfizeram de um patrimônio para custear os estudos dos filhos -, a deixava desconfortável.

Nina entrara na sala com um copo d’água, e assim se repetiu em outras seções, e, entre um gole e outro, atenta, escutou dizer-lhe que ela não passava devido ao seu “convencimento”. Que iria “instalar uma insegurança” porque: se por um lado, ela era segura nos simulados, onde isso não traria conseqüências; por outro, se deixava tomar pelo nervosismo, em momentos que carecia de autocontrole da emotividade, das fantasias, etc.. Coloquei para Nina que ela cometia o que chamo de pecados ou falhas operacionais. Uma vez que não tirava as dúvidas com os professores, nem buscava o plantão para esse fim, e, muito menos, pesquisava em casa! Desse modo abria um abismo, a possibilidade para o insucesso. E, ao invés de julgar um conteúdo banal, procurasse valorizá-lo, porque, exatamente, este, podia constar numa prova. Enfim, de considerar todo e qualquer assunto com seu potencial de importância. Acrescentei ainda que ela sentia ciúme da irmã, assim sendo, passar em medicina, era ficar à frente e acima desta. Ou seja, de ganhar, em definitivo, a simpatia do pai, sua atenção como se fosse filha única. No entender de BOHOSLAVSKY (1977: 73), “As vocações expressam responsabilidades do ego diante de ‘chamadas interiores’, chamadas de objetos internos prejudicados, que pedem, reclamam, exigem, impõem, sugerem etc, ser reparados pelo ego”. Salientei que é comum ao filho do meio o conhecido “sanduíche”, esse tipo de sentimento.

Em sua peculiar sinceridade, Nina reagiu energicamente: “Isso é jargão da psicologia!”. Procurei explicar que tudo isso se dava em nível do inconsciente. Que esse convencimento tinha a ver com o fato dela ensinar aos colegas e em passar nas bizuradas, como se isso fosse o suficiente. Ou seja, já provara, para si e para os outros a sua capacidade, e, assim, seu objetivo se consideraria como “realizado”. Nessa linha de pensamento, a não aprovação poderia ser também a expressão de afetos ambivalentes que bloqueavam o fluxo dos seus conhecimentos. Reforcei mais uma vez que a inveja, a disputa entre irmãos, apesar do amor fraterno ou em decorrência dele, é natural, e que ocorre com freqüência. Sugeri que ela refletisse sobre os sentimentos do seu pai, se existia uma diferenciação de tratamento que a levava se sentir preterida? A questionei até que ponto passar em medicina se reduzia a conquista do amor paterno. Será que a medicina, independente da vontade de seu pai, era realmente o curso que desejava seguir? Ela respondeu que se identificava com essa área, mas que em primeiro lugar estava atender a esse desejo do seu pai.

Na sessão seguinte, Nina inicia dizendo ter comentado com os familiares que iria desistir da terapia, porque saia dali pior do que entrava. E exclamou: “Olha que atrevimento! O psicólogo disse que eu sou convencida. Será que ele pensa que eu não gosto de estudar ou que sou relapsa nos estudos?”. Foi aconselhada pela família a continuar, a ter calma porque tinham boa referência a meu respeito. Na realidade, seu atendimento havia se desviado, um pouco, da estrutura habitual de imparcialidade. Isso de devia, em parte, à própria dificuldade de definir a modalidade de assistência, se Orientação Vocacional ou Psicoterápica. Depois, havia uma urgência, estávamos na véspera de mais um vestibular, e eu, na minha contratransferência, também tinha expectativa, mesmo dentro da limitação de tempo, que Nina fosse aprovada. Embora se permitisse buscar ajuda psicológica, não era fácil para ela, isto porque tinha rusgas com profissional dessa área. Um tio seu, por parte de mãe, a incomodava, pois a instigava a desistir de medicina. Como se não bastasse, ainda implicava com a criação do seu cachorrinho, porque tem problema de refluxo. Indaga: mesmo sendo conhecido na cidade onde reside, ele deve ser frustrado por ter desistido de ser médico, isso não pode acontecer? Se diz chocada com fato de um psicólogo (cabe lembrar que, em geral, essa cobrança se deve à dificuldade de desvincular o lado técnico da pessoa), não sensibilidade para notar o quanto aquele bichinho é estimado, que ela o trata como humano. Na verdade, sua fonte garantida, e quase única, de satisfação afetiva.

Nina não imaginava o quanto eu estava sensível a sua renúncia. Esta palavra, embora assertiva, não parecia suficiente para dar conta do desespero, principalmente interno, daquela pessoa diante de mim. Embora tentasse não transparecer, o sorriso branco e fácil não conseguia esconder sua dor. A renúncia era visível no corpo que ela abandonara, largara para se dedicar aos estudos. Sua renúncia e persistência me tocaram. Assim sendo, lhe disse que não tinha dúvida alguma dos seus esforços e de sua capacidade. Enfim, que aquela “briga” também era minha. Nina pareceu mais aliviada, compreendida. Tive a impressão que em resposta a essa minha fala, passei a ser mais ouvido. O seu exacerbado senso de poupar, em não dar despesa a família, me levou a pensar que tinha relação com sua auto-estima. Ela não aceitou os honorários preestabelecidos, aproveitei a situação para negociar o preço da sessão atrelado ao seu próprio valor pessoal. Após uma reflexão, fez uma proposta de investimento que considerei aceitável.

3) INTERESSE PROFISSIONAL E AS DIFICULDADES EMOCIONAIS

A intenção de Nina conquistar a atenção paterna, me fez verificar até onde a medicina tinha a ver com a sua vocação. Então, apliquei o Inventário de Interesses (A. L. Angelini e H. R. C. Angelini), através do qual pude confirmar seus interesses pelas áreas das Ciências Biológicas (inclui medicina), seguida de Serviços Assistências/Sociais e Ciências Físicas. Trabalhamos sua timidez em relação à sala de aula. Na vivência, ela se remeteu à imagem de se encontrar numa arena sob os olhares críticos e perversos da platéia. Mas, aceitava qualquer colocação, espontânea ou boba, dos colegas. Devido à sua baixa auto-estima e, como conseqüência a seu alto nível de exigência, ela projetava seu “olhar” de intolerância nos outros. Na outra sessão me falou que já estava ousando levantar o braço para pedir explicações. Bem humorada lembrou um comentário do irmão: “Que esta menina fique mais tempo nesse psicólogo, para ver se ele também ajeita sua cabeça complicada!”.

Nina revelou outras maneiras, que absorviam suas energias. Ela assumia vários papeis: dona de casa, governanta, “mãe” de seus pais e dos seus irmãos. Preocupava-se com a integridade física do pai, na volta para casa, depois de alguns pileques, e dos irmãos nas saídas noturnas. Para deixá-la ansiosa bastava um pequeno atraso. Nos finais de semana se apossava da cozinha, em substituição à secretária. Ou seja, esse quadro tem como base sua fuga dos estudos, assim como o delineamento da moldura da “boa filha”. Nesse sentido, MIRA Y LÓPEZ (1992: 25), diz: “quando o Ser necessita de algo vital, busca-o e não o encontra, sente a frustração de seus esforços e esgota sua energia, multiplicando-os”. Quando Nina não tinha esses esforços e cuidados reconhecidos pelos pais, e que estes a tratavam igual aos seus irmãos que ligam para arrumação de casa, etc., ficava ressentida. A orientei para abandonar essa compulsão serviçal e administrativa, e aceitar unicamente suas tarefas de filha e estudante. Depois, descontraída, ela comentou que uma parenta perguntara o que o psicólogo estava fazendo para ela ficar rebelde.

As questões emocionais e maneiras inadequadas de Nina se conduzir, a impedia de alcançar seu objetivo, uma vez que a deixavam esgotada. Ela tinha a “marcação serrada” do pai. Isso também aumentava o seu compromisso moral de corresponder a toda essa dedicação. Ela se dizia em melhor condição do que alguns de seus colegas, cujos pais exigiam que seguissem medicina. Disse-lhe que ambos os pais exerciam pressão, e que talvez a pressão sutil tivesse um efeito mais angustiante, pelo não dito, porém manifesta. Nesse sentido, BOHOSLAVSKY (1977) diz que os valores do grupo familiar constituem bases significativas na orientação do sujeito, seja como referência positiva ou negativa. Sugeri que ela procurasse, aos poucos, se desprender dessa disposição paterna, que procurasse ficar mais independente.
4) AS REPROVAÇÕES AFETARAM AS CRENÇAS DE NINA EM DEUS E EM SI MESMA

As constantes frustrações fizeram com que Nina perdesse a fé em Deus, assim como nela própria. Na compreensão de LOWEN (1983: 137), “quando ocorre uma perda de fé, as pessoas parecem perder também o desejo e o impulso de se lançarem na vida, de procurarem suas extensões, e lutar”. De maneira inconsciente isso ocorria com Nina. Por vezes, indisposta, somente para não desagradar à mãe, bancária e fervorosa religiosa, a seguia nas orações doméstica. Porém, se percebia numa contradição, se pegava cantarolando músicas cristãs nos dias de prova. Chamei sua atenção para o fato de que talvez fosse esse seu jeito de orar, de entrar em contato com o divino. Portanto, era mais válido do que participar de rituais para os quais se sentia ausente.

Em cada novo vestibular, os fantasmas voltavam a habitar o imaginário de Nina, indagações dos tipos: Será mais um vestibular que não passo! Será que é dessa vez que vou dar alegria ao meu pai! Os amigos e conhecidos acham que não tenho capacidade, etc.! Isto é, o vestibular significava tudo, uma guerra. etc., cujo objetivo era atender as expectivas dos outros, mostrar para o mundo; menos um momento de testagem, onde, com uma certa tranqüilidade, ela pudesse demonstrar esse saber acumulado. Na ótica de GOLEMAN (1995: 69), “quando as emoções são sufocadas, geram embotamento e frieza; quando escapam ao nosso controle, extremadas e remitentes, tornam-se patológicas, tal como ocorre na depressão paralisante, na ansiedade que aniquila …”. O idealismo, sem princípio de realidade para sua sustentação leva à desilusão, da mesma forma que qualquer consistência norteada pelo derrotismo trava sua realização. Os sucessivos fracassos fizeram Nina desacreditar em Deus e em si mesma. Desenvolveu um pessimismo, uma perspectiva negativa. Segundo MIRA Y LÓPEZ (1992:47), “o pessimista é um indivíduo que exibe seu medo camuflado”. Assim sendo, tentei, através de técnica, reformular essas perspectivas de Nina, fazendo vir à tona seus medos e receios, para torná-la positivada. Pedi para ela que esgotasse uma lista deles e depois ordenasse os dez mais preocupantes. Cada qual foi correlacionado a uma situação específica e presentificado à sua emoção.

Mas, quando tudo, dadas as condições, parecia trabalhado, descubro outros pecados. Nina, enquanto realiza suas provas, calcula o número de erros e acertos. Além do que, a partir de uma questão que tenha dificuldade, ela generaliza, acha que não consegue acertar mais nada. Destaquei que agir assim a deixava tensa, e que afetava a sua capacidade de concentração e, como conseqüência, de raciocínio e melhor elaboração dos pensamentos. Que repensasse esses procedimentos, pois os mesmos implicavam na perda de tempo e energia mental. Em vista disso, seria mais sensato “pular” as questões mais complexas, deixando-as para resolver no final. Instrui-a para fazer exercício de relaxamento, pontuando a importância da respiração nesses momentos de tensão, e que mantivesse os pés bem apoiados no chão (grounding)1.

Estávamos na segunda quinzena de novembro, e o vestibular seria no começo de dezembro. Assim combinamos, pelo menos, uma sessão extra, antes. Nesse ínterim, ela fez o vestibular numa capital próxima. Este era um dos mais difíceis. A estimulei para que tivesse uma outra abordagem com a prova: ao invés visualizá-la como monstro indomável, que a visse como um instrumento a seu favor, no qual devia, dentro do possível, tentar depositar seus saberes. Para LEVISKY (1992), a modulação adequada do nível de ansiedade favorece o pensar, o perceber e aprender os significados com mais amplitude. Quando da realização deste vestibular, ela considerou ter cometido bastante acertos, temia, apenas, pela parte subjetiva. Pincei que, de qualquer forma, o resultado já estava sendo satisfatório porque, pelo que me parecia, ela havia resgatado sua autoconfiança e estima. O resultado estaria na Internet antes do jornal. Nesse dia, seu pai, de tanta ansiedade, não conseguiu trabalhar, voltou depois de alegar indisposição física. Prostrada diante do computador, toda família aguardava a tão esperada confirmação. Foi aquela gritaria, choros, abraços. Nina passara em 13o lugar, numa concorrência de 33 candidatos para 1 vaga. Ela me ligou feliz.

Na sessão, reclamou da minha falta de euforia. Justifiquei que se devia ao meu estado físico, em decorrência de um breve descanso entre os expedientes. Ela também criticou a reação da família, viu naquela comemoração entusiástica uma certa histeria, como se ela tivesse recebido um órgão para implante. Precisava de tanto? Comentei que não tinha nada de atípico dos seus familiares se comportarem assim, estavam atualizando, colocando o estresse contido desses anos todos para fora, extravasando em alegria. A sua analogia de doação de órgão era perfeita, mas distonante pelo fato dela própria não se envolver mais ou em igual intensidade nessa folia. Ela falou que tinha a sensação de estranheza, como se aquilo não estivesse acontecendo com ela. Sentia que Deus tinha sido fiel com ela, mas não o inverso. Expliquei que isto se devia as sucessivas frustrações que a fizeram acreditar que sua aprovação não mais seria realizável. Comparei essas situações com abortos, e ela completou: “nos quais, logo após eu engravidava novamente”. Ou seja, ela não elaborava essas perdas, porque já se via obrigada a estudar para o vestibular seguinte. Segundo REY (2000: 51), “o distresse se define pelas emoções que surgem quando o sujeito não pode expressá-las no espaço dinâmico que aparece como conseqüência de uma necessidade, a qual, geralmente, não é consciente para ele, o que complexifica ainda mais o problema”.

Pedi a Nina que me citasse um objeto do qual ela gostava e que lhe fosse intimo (objeto transicional). Ela falou de um ursinho de pelúcia, pedi-lhe que projetasse esse urso numa das pequenas almofadas da sala. Instrui-a de que aquele “urso” representaria o seu “troféu” (aprovação do vestibular). Estimulei-a recebê-lo. Depois desse recebimento, levemente emocionada, ela parecia ter introjetado a idéia da vitória à qual fazia jus. Mas, ainda tinha um outro desejo que Nina queria realizar, ou seja, de fechar sua gestalt de vestibulares passando também no da cidade. Isto é, encerrar definitivamente esse sofrimento, de preferência com a queima de todo material a eles relacionado. Fez uma boa prova, mas, devido a uma fraude, a segunda parte foi anulada. As suas férias tiveram de ser adiadas. Ela voltou a considerar Deus como injusto, em protesto ao pai que dizia que Deus sabe o que faz. Mesmo assim, Nina resolveu comemorar sua aprovação, com um churrasco, na piscina de sua casa, para o qual exigiu minha presença.

5) CONSIDERAÇÕES FINAIS

O jovem, de forma direta ou velada, sofre pressão da família para seguir determinadas carreiras profissionais. Principalmente as consagradas, aquelas que atribuem oferecer mais chances de estabilidade financeira. No caso de Nina, pelo menos o querer da família, em especial do pai, vinha ao encontro do seu desejo. Porém, ela tinha dificuldade de aceitar e expressar seus sentimentos de frustração em cada reprovação, não havia espaço psicológico para isso ou ela não lhe atribuía importância. Apesar de uma série de fracassos, ela continuou obstinada no seu propósito de passar em medicina em escola pública. Mas, devido a posturas pouco práticas, ao distresse e outras questões subjetivas (conflito do amor paterno, necessidade de apoio do pai em oposição à sua necessidade de independência) não conseguia perceber que ela própria boicotava seu processo. As nossas seções foram além da busca de relaxação, mas de ajudá-la a compreender o que dificultava a realização desse objetivo. Devido a um seu forte traço pragmático, me pareceu que, com todo risco que isso poderia suscitar, eu teria de ser contundente, para quebrar sua resistência inicial. Caso contrário, como ela estava fixada nas perdas, poderia, em nível do inconsciente, procurar me arrastar para esse seu caos que se perpetuava. O que, provavelmente, confirmaria ressentimento do tipo: “não tem jeito, sou mesmo um fracasso e ninguém é capaz de me ajudar”. Ao ser compreendida, apoiada, ela passou, de fato, a se sentir um pouco relaxada. No churrasco, após agradecer à sua família pelo apoio, etc., ela me fez a seguinte homenagem: “Mas, existe um agradecimento que eu não posso deixar de fazer, ao meu psicólogo que faz parte dessa jornada há pouco mais de 3 meses e fez dessa briga uma briga dele. Valdeci, sem a sua ajuda eu não teria vencido!” (Nina, 12/2002). Fiquei deveras comovido com tais palavras, uma vez que deixa explicita a realização assertiva de um trabalho. Finalmente, passar em medicina, embora tenha uma conotação reparadora para NINA, condiz com a sua vocação. Mas, isso não seria possível não fosse a sua persistência, a sua conduta básica de estudante responsável e estudiosa, além da humildade em buscar ajuda (quando indagada, nunca negou que fazia terapia). Sem estas pré-condições, certamente, a minha ajuda não teria se efetivado.

6) REFERÊNCIAS

BOHOSLAVSKY, R – Orientação Vocacional: a estratégia clínica. Martins Fontes: São Paulo, 1977.
GOLEMAN, Daniel – Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 69 ed. Trad. Marcos Santarrita. Objetiva: Rio de Janeiro,1995.
LEVISKY, D. Léo – Algumas Contribuições da Psicanálise à Psicopedagogia. In: Scoz, B. J. Lima (Org) et al. Psicopedagogia: contextualização, formação e atuação profissional. Artes Médica: Porto alegre, 1992.
LOWEN, Alexander – O Corpo em Depressão: as bases biológicas da fé e da realidade. Trad. George Schlesinger. Summus: São Paulo, 1983.
LOWEN, Alexander & LOWEN, Leslie – Exercícios de Bioenergética: o caminho para uma saúde vibrante. 2 ed. Trad. Vera L. M e Suzana D. de castro. Ágora: São Paulo, 1985.
MIRA Y LÓPES, Emilio – Quatro Gigantes da Alma: o medo, a ira, o amor, o dever. 15 ed. Trad. Cláudio de A. Lima. José Olympio: Rio de Janeiro, 1992.
REY, Fernando González – O Emocional na Constituição da Subjetividade. In: Lane, S. T. M & Araújo, Yara (Orgs) et al. Arqueologia das Emoções. Vozes: Petrópolis, 2000.



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“Antes de qualquer coisa, a existência é corporal” (Le BRETON, 2006, p.7).

Este título poderia ser colocado em forma de pergunta: Como se preparar para o psicotécnico e para o vestibular? E a resposta seria: Não se preparando. Diria que não fazendo nada, mas, nada mesmo, em relação a esses eventos em si, especialmente na véspera. No entanto, fazer algo ou alguma coisa em relação a si mesmo, na condição de examinando, sim. O objetivo deste texto, meio auto-ajuda, se justifica pelo fato de não haver na literatura impressa ou virtual, um mínimo de esclarecimento que sirva de norte para que as pessoas lidem melhor com as intensas demandas emocionais envolvidas nos psicotécnico e vestibular. Demo (2005) entende que a auto-ajuda é fundamentalmente escape, fuga, tergiversação, por mais que se possam divisar nela componentes “aproveitáveis” (p.10 – grifo do autor). Então, o que não é auto-ajuda? A diferença é que à auto-ajuda é direta, fala para um sujeito ou público específico, mas, peca porque, nem sempre, trás reflexão, e se coloca como “receita de bolo”.

Mas, até um texto científico é auto-ajuda, por que não? Contudo, usa uma linguagem esquizóide na qual o autor se omite da sua posição de emissor, e seu discurso sugere um suposto nós, quando na realidade, e na maioria das vezes, é somente ele quem fala. E, assim, destina sua mensagem não para um leitor em particular, mas indeterminado. Se as reflexões e recomendações aqui expostas conseguirem aliviar, um pouco, a angústia dos examinandos e vestibulandos, além de contribuir para uma imagem menos ameaçadora desse procedimento técnico da psicologia que é o Psicotécnico, este meu intento terá sido alcançado.
Estes exames, o que é perfeitamente compreensível, geralmente deixam as pessoas desesperadas. Considerando que “as emoções podem produzir tanto o enfraquecimento psíquico como o físico” (MAÏMON apud VOLICH, 2000, p.29), às vezes, exatamente por conta desse estado emocional, se joga fora um pouco ou muito das chances que teriam. Quando se trata do vestibular, de alguma forma se busca ajuda estudando em cursinhos, em grupo, ou revisando o material que se tem disponível. Mas, quando a questão é o psicotécnico, a sensação de desamparo é maior. Não se tem apontamentos, obviamente, porque não se estuda psicotécnico no colégio.

Assim, o pedido de ajuda de quem estar prestes a fazer o psicotécnico acaba por recair no desejo de treinar-se nos testes psicológicos. O que não é permitido, cuja ilegalidade, seja para emprego, carteira de habilitação, etc., estar sujeito à invalidação, o psicotécnico é inutilizado; e punição para os envolvidos, caso se trate de psicólogo corre até o risco de ter a carteira cassada – perder o direito do seu exercício profissional -, por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
Na escola não se tem corpo, esse “envoltório íntimo” (Le BRETON, 1998) é negado. Cabeças enormes e sem corpos vagam pelas escolas, colégios e universidades. Cabeças, por vezes, confusas, porque a educação também é assim: Confusa. Como diz Deleuze (2006), tudo é irracional no capitalismo, exceto o capital ou o capitalismo (p.365). E o pior é que, estas instituições educacionais como porta vozes da sociedade, tentam vender os ideais sociais como se fossem justos, coerentes, etc. Quando, a “natureza” social, é, por excelência, ambivalente, excludente, etc. Para Heller (apud ARAÚJO, 1998), o egoísmo e o cinismo são as duas formas mais evidentes do individualismo burguês. Em vista disto, deviam não somente ensinar à pensar, mas à viver na complexidade e na incerteza (PAILLARD, 2002). Acima e abaixo da linha do Equador de tantos absurdos, diga-se de passagem, até o pensar deixa a desejar, e a existência parece um eterno equilibrar-se numa “corda bamba”.

Enfim, o corpo na escola quase somente existe quando é para atender suas necessidades básicas de sobrevivência, lanchar é fazer toilette. Algumas escolas dão uns passos adiante no ridículo de proibir que os adolescentes troquem afeto nas suas dependências. Não raro dou aula vendo alunas se acariciando, bem como, às vezes, aluna e aluno – nunca vi dois rapazes -, isto não atrapalha minha aula. São manifestações espontâneas de carinho pelo colega, que faz prevalecer o lema que nunca devia ter sido aposentado: “Faça amor, não faça guerra”. O que não teria sentido, na sala de aula, seria o “beijo francês” ou algo aproximado, além de inadequado, é falta de respeito, independente de gênero.

Para o artista plástico Stelarc (apud Le BRETON, 2003), o corpo perdeu toda utilidade, substituído por máquinas mais eficientes na maior parte de suas funções (p.125). Nessa perspectiva, Le Breton (2003) diz que, anacrônico, o corpo deve desaparecer logo, a fim de permitir o acesso a uma humanidade gloriosa, livre, enfim, dessa “carne” que o enraíza no mundo (p.123). Parece-me que o corpo já deixou de existir, mas justaposto aos sentimentos, o que é bem diferente. Porém, duvido muito que o corpo deixe de ser a máquina das performances sexuais, e de outros meios de negociações legais ou clandestinas. O atual culto ao corpo, fragmentado da emoção, mas, bem trabalhado ou “deformado” para exibição, é o próprio emblema do deserto social, vazio de humanidade. Afinal, “o corpo metaforiza o social e o social metaforiza o corpo. No interior do corpo são as possibilidades sociais e culturais que se desenvolvem”(Le BRETON, 2006, p. 70).

Faltam estruturas que dêem reais suportes a elaboração dos afetos e das subjetividades. No ambiente líquido-moderno, segundo Bauman (2006), nenhum outro tipo de educação ou aprendizagem é concebível; a “formação” dos eus ou personalidades é impensável de qualquer outra forma que não seja uma reformação permanente e eternamente inconclusa (p. 155 – grifos do autor). É como se o aluno fosse apenas intelecto, mesmo que inacabado, mas, nunca emoção. De modo que não aprende a lidar com esse segmento sobre o qual, raramente, se atribui alguma relevância. Acredito que, muito das monstruosidades sociais de hoje, tem a ver com esse tipo de poda. Este ponto de vista é corroborado por Lowen (1986), quando ele diz que, “a antítese ente ego e corpo produz uma tensão dinâmica que propicia o amadurecimento” – diria crescimento material (grifo nosso) -, “da cultura, mas também comporta um potencial destrutivo”(p.17).

Voltando, especificamente, a essa espécie de “violência” emocional que envolve os exames, o indivíduo só pensa em se equipar intelectualmente para enfrentar o processo. Nunca passa pela sua cabeça que ele próprio também é um instrumento que deve ser assistido, cuidado. No vestibular, pelo menos, se tem acesso a diversas formas de preparação didática, mas, o psicotécnico é um território altamente demarcado da psicologia. Uma vez que, somente o psicólogo lida com esse tipo de avaliação, isto parece imbuir à categoria de um poder. No entanto, a questão não é a preservação desse espaço como exclusividade do psicólogo, que, aliás, é fundamental que seja. Mas, a mítica que se criou entorno dos testes psicológicos.

Isto, de algum modo, prejudica o candidato ou examinando, no sentido de que imprime uma antipatia, um mal estar só de ouvir a palavra: Psi/co/téc/ni/co. E esse sentimento se acentua quando, por exemplo, depois de “passar” numa prova escrita, bastante concorrida, de um concurso, o indivíduo ainda tem que fazer este tal, que é eliminatório. Este exame também pode tirar o gostinho de mais independência, conforto e facilidades práticas que trazem a direção. Assim sendo, o psicotécnico não poderia está associado a um rito agradável, mas a uma “coisa” que mete medo, e que só atrapalha.

Similar à matemática que é o pavor de muita gente, o psicotécnico está na categoria desses temores. Mas, é obvio de que não é a matemática, em si, a causa desse terror, mas a forma como foi administrada. Prova disto é que os indivíduos não matematicamente traumatizados sentem prazer de lidar com a mesma que chega a ser, para eles, quase uma diversão. Professores se esforçam para que essa sensação lúdica da matemática se torne generalizada. Porém, em relação ao psicotécnico não se tem enveredado nenhum empenho para isto.

Toda situação de teste ou prova, por mais simples que seja suscita algum nível de ansiedade, e se potencializa quando tem concorrência acirrada, e necessidades que são vitais, a exemplo de emprego, carteira de habilitação, etc. Não tem como subestimar que o psicotécnico e o vestibular têm poder de “divisor de águas”, é esse o seu papel ou destino. Logo, poderá retardar ou mesmo travar, bem como incrementar condições e novas dinâmicas na vida das pessoas. Por conseguinte, desmistificar esses processos, sobretudo o psicotécnico, seria atenuar estado emocional que, por vezes, leva o indivíduo a entrar no páreo já meio derrotado, tomado pelo desânimo de fracasso.

Porém, deve-se salientar que esse medo não se dá apenas pelo aspecto objetivo, mas, também pelos vieses subjetivos que tem a ver com o narcisismo. A dor, para Leriche (apud Le BRETON, 2006), é também o resultado de um conflito entre o excitante e o indivíduo por inteiro (p.53). Não ser aprovado (termo utilizado em relação ao vestibular), ou não indicado (termo utilizado em relação ao psicotécnico, pois suscita uma melhor idéia de temporalidade), afeta, de alguma forma, a auto-estima. Pensa-se, agora, não tão capaz como se imaginava. Se já é difícil perder, mesmo quando se tem em mente que a vida, em certos aspectos, se caracteriza como jogo. Mas, como se não bastasse, ainda tem a cobrança direta ou implícita da família, amigos, etc.

Como diz Nietzsche (2004), “o homem é mais sensível ao desprezo quem vem dos outros do que ao que vem de si mesmo” (p.277). Mas você não passou!? Pode soar como: “Estou decepcionado”; “Pensei que você fosse um pouco mais inteligente!” Dificilmente se analisa os possíveis motivos do insucesso. São exigências implacáveis, de que seja super-homem, vitorioso sempre, que não falhe nunca e nem fraqueje em situação alguma. Todo mundo cobra de todo mundo, geralmente sem querer saber das reais condições, mas, de que o “milagre” apareça.

A ansiedade em relação ao psicotécnico ainda é mais acentuada, porque o candidato não sabe exatamente em que consistem os testes psicológicos, pois não se trata de um prova de matéria ou disciplina. Enfim, é um universo desconhecido. Assim, é comum encontrar dois tipos de examinandos no psicotécnico, com posturas bem distintas. Aqueles com menos escolaridade que tendem a ter medo porque acham que vão de se deparar com suas limitações, e que serão expostas. Mesmo assim, humildemente, se submetem. E aqueles com experiência acadêmica, que tendem a resistir por não aceitarem o fato de que terão de ser avaliados. Como se o diploma superior tivesse que os isentá-los desse “constrangimento”. Assim sendo, duvidam, desqualificam o psicotécnico, muitos nem aceitam a própria psicologia. Para esses, é extremamente inquietador ser assistido por psicólogo.

Morin (2005, p.25) salienta que, nem “o cientista não é um homem superior, ou desinteressado em relação aos seus concidadãos; tem a mesma pequenez e a mesma propensão para o erro”. Já ouvi falas e discursos de pessoas, dentro e fora do contexto da atuação profissional, estranhamente odiosos a essa ciência. Uma moça se benzeu quando soube que, informal e acidentalmente, tinha se deparado com pequeno grupo de psicólogos. Freud, certamente, explica! Num dos casos, em atendimento, uma médica obesa mórbida dizia detestar a psicologia, com o evoluir da sua explanação foi possível separar o “joio do trigo”, na verdade ela se decepcionara com uma colega psicóloga.

1) Os Testes Psicólogicos são deste Mundo

Os testes psicológicos são construídos a partir de símbolos, formas e representações de objetos do cotidiano, portanto não consistem de conteúdos tão estrambóticos os quais não possam ser relacionados ao que já se tenha visto. Mas que exigem concentração, esforço, atenção, para sua realização. A maioria dos testes é não verbal, ou seja, quem tem deficiência sensorial da fala, ou quem não tem nenhuma escolaridade, pode fazê-los tranquilamente. Deve ser destacado que a falta de escolaridade não significa obtusidade. Não é raro encontrar pessoas sem instrução, mas inteligentes, perspicazes. Não têm o conhecimento formal, mas os possui da vida, das suas percepção e capacidade de elaboração. Os testes psicológicos, nesse sentido, são bastante democráticos, contempla a todos.

Sem poder fazer alguma coisa que colabore diretamente no resultado do psicotécnico, então o mais sensato é se voltar para si, é procurar relaxar, bem como em ariscar-se ser a própria pessoa, sem subterfúgios, ou representar algum personagem, e cooperativo às realizações e às solicitações do psicólogo e/ou assistente, estagiário de psicologia, quando da realização dos testes (SILVA, 2007). Todo processo que depende unicamente do indivíduo, isto implica num compromisso maior de se buscar força e apoio dentro de si mesmo, e o meio mais indicado para isto é a introspecção.

Não é à toa que seleção de futebol quando vai participar de jogo importante, se concentra. Isto não se reduz a desenvolver somente sentimento de equipe, a estudar, conjuntamente, estratégias de jogo, mas, para que o atleta possa ficar consigo, e reflita sobre o seu estado psicológico e suas habilidades. Até da sexualidade os “cabras” são privados. Espera-se com isto que a libido seja canalizada ou transformada em energia motriz potencializada em campo. Mas, alguns jogadores que desobedeceram ou que lhes foram permitidos a quebra do jejum sexual, também apresentarem bons desempenhos. Paira a polêmica: Eles devem ou não ficar concentrados? A quarentena parece mais válida, porque nem todo jogador tem a performance de “cavalos” de força.

Mas, seja no contexto do esporte, ou dos exames, é imprescindível a atitude, uma mentalidade realista, que leve a uma determinação. E isto, possivelmente, resulta numa conduta que, de alguma forma, se refletirá de modo positivo na realização do exame.

a) Atitudes para com o Exame Vestibular

Em relação ao vestibular, até que o vestibulando pode fazer alguma coisa em termos de estudo, mas não é recomendado, uma vez que há uma tendência a ficar mais consciente das faltas, do que se deixou de estudar. Não adianta acumular mais informações, de uma hora para outra, na véspera das provas, sem ter tempo de processá-las. Isto só aumenta ainda mais a ansiedade. É preciso considerar não só a aprendizagem recente, mas tudo que se prendeu ao longo dos anos.
Aqui vem a calhar outro adágio: “Não adianta chorar pelo leite derramado”. Então, o mais sensato é procurar se distrair. Conversar com os amigos, assistir a filmes cômicos. Nada de farra. De álcool, ou de qual coisa que interfira na lucidez. Enquanto isso tenta identificar os medos latentes ou subjacentes, e os coloca para fora. Compartilhando-os com pessoa de confiança, que saiba não irá criticá-lo por isso, do contrário, que será acolhido, acatado. Por mais superficial, infundado, ou bizarro que pareça o medo, mas, é uma preocupação, e isto pode pesar quando da realização das provas, mesmo que não se tenha consciência, imediata, do seu efeito. O importante é se aliviar, e eliminar a idéia do vestibular como frigideira ou guilhotina. No aparente tranqüilo, pode estar “borbulhando” o sentimento é de que “Está frito”, ou de que “Vai ser espinafrado ou ferrado”.

Estar preparado para o vestibular e esbanjando segurança, que sabe tudo, julgando que os colegas não estão com nada, pode trazer surpresa. Os alunos que conseguem os primeiros lugares no vestibular, com ou sem falsa modéstia, geralmente são tímidos, e muito simples. Não ficam “batendo no peito” que são os melhores. E mais fácil que, familiares, amigos, etc., façam isto por eles. Seu senso de exigência e limite é forte, não os permitem se vangloriar. Parece-me que, mais do que a vitória, eles desejam o efeito desse feito. O retorno em calor humano e carinho por parte das pessoas amadas – aliás, é isto que todo mundo que se dedica a algum trabalho, atividade, quer: Reconhecimento.

Mas, por vezes, os “caras de pau”, ou aqueles dos quais não se esperam muito, conseguem resultados razoáveis. A postura descompromissada ou desapegada destes, do tipo: “Seja lá o que Deus quiser” (pelo menos neste contexto, é mais cômodo, e tranqüilizador deixar a “batata quente” nas mãos do divino – infelizmente muitos fazem disto sua “oração” cotidiana), ou “Se eu não passar, ou não for indicado não é o fim do mundo”. Ver por este ângulo, se não resolve, porém retira um “globo terrestre” dos ombros.

b) Atitudes para com o Exame Psicotécnico

Como não se lê ou se estuda para fazer o psicotécnico. Isto provoca a sensação paralisante de impotência, pois não se sabe o que irá executar. O indivíduo fica se perguntando sobre o que é preciso que ele faça para conseguir a vaga. Aqui não tem nem como se autoflagelar com mensagens de torturas dos tipos: “Eu devia ter estudado mais”; “Não levei meus estudos a sério, brinquei muito nas aulas”; “Aqueles professores era um bando de incompetentes, nem estimulavam, etc.”; “A namorada me solicitava muito, queria namorar o tempo todo”; “Eu não podia dizer não a um convite para sair com meus amigos”, etc.

O examinando não tem para quem transferir a culpa, a quem baixar o malho, crucificar. A ansiedade e o medo da não indicação ficam martelando na sua cabeça. Tudo isso, ou seja, toda essa pressão fica dentro de si, e, inevitavelmente, ele desconta nos testes: “Esse negócio de psicotécnico, é coisa de idiota”; “Ninguém nem sabe qual é o objetivo disso!”. Enfim, desenvolveu-se uma indisposição para o seu desempenho. Agora o indivíduo não é mais, apenas, vulnerável a situação, ele está raivoso, e precisa descarregar. Ambos os estados de sentimentos são prejudiciais, porque trava o fluxo de pensamento e raciocínio. E, de modo inconsciente, ele realiza essa catarse ou descarga (ou despacha, como numa ocasião se referiu um examinado), nos testes, no momento da realização do psicotécnico. Assim, não denota seu potencial de modo mais amplo, possivelmente dificulta a sua indicação, ou mesmo que seja preterido.

2) Quando da Realização do Psicotécnico Propriamente Dito

2.1 – Subjetividades inadequadas em relação aos testes psicológicos

Diante de uma situação ameaçadora o sujeito se contrai como meio de auto-proteção, de alerta para a fuga ou ataque, e assim, há uma vaso constrição. A energia não flui por completo porque o oxigênio está restrito a área central do corpo. E num cérebro mal oxigenado os pensamentos não terão tanta fluidez, sinuosidade. Ou terá que fazer um grande esforço que, por vezes, devido à sobrecarga ocasiona o “branco”. O famoso branco da tensão, do medo e do estresse. Somente diante de estímulo agradável, da ausência de ameaça, é que o organismo relaxa e se energiza na sua totalidade para a realização da tarefa. O ideal seria conseguir um estado emocional idêntico à seriedade e serenidade das crianças quando estão brincando. O que, sem dúvida, para ser bem realista, não é nada fácil, isto que para elas, é espontâneo.

Uma coisa é ter medo, mas não trazer cristalizadas distorções a respeito dos testes psicológicos, menos mal; outra, em não temer tanto, mas abominar psicotécnico e adjacências. Estes casos são mais complicados. Seja por medo, experiência negativa com os testes, por pré-conceito, ou informação de terceiros, a ojeriza a esse processo seletivo, se não determina, de algum modo o dispõe a um resultado não muito favorável. Mas, se a pessoa não tem saída, faz jus à adaptação de um outro adágio: “Quando você não pode com o inimigo, alie-se a ele”. Nesse caso o psicotécnico se tornou mesmo um inimigo, talvez dos mais perigosos, porque está no próprio indivíduo, na sua indisposição para realizar o psicotécnico. Pintado desse jeito, tudo parecerá ameaçador. Como qualquer gesto, até casual, do inimigo parecerá intencional para prejudicar um seu rival.

Portanto, é providencial se reprogramar, mudar o foco de visão, conceituação e, como conseqüência a percepção. E tentar pensar os testes como instrumentos, meios que levam ao seu desejado. Essa postura muda toda a energia que, agora, passa a fluir sem entreve, portanto livre das amaras da antipatia. E isto não tem nada de mistério, ou de místico, é a próprio bioenergia do indivíduo.

2.2 – Comportamentos que ajudam na realização dos testes psicológicos

a) Caso o examinado tenha alguma dúvida, não deve ficar com receio de perguntar. Esta pode ser aparentemente simples, ou sem muita importância, mas, se não for esclarecida, poderá refletir de modo desastroso no seu resultado;

b) Para se certificar que entendeu, o examinando deve dar um feedback. Dizer para o aplicador como entendeu a instrução, e pedir a sua confirmação. Exemplo: Pelo que eu entendi o senhor (a) está dizendo que é para a gente marcar nesta folha, quadrados somente dos tipos que estão neste modelo aqui em cima, é isto? A partir do que for verbalizado pelo testando, o psicólogo percebe se de fato a instrução foi compreendida. O profissional não pode ensinar ou dá dicas muito próximas das questões do teste, mas pode explicar da melhor forma possível. Ele não vai julgar o examinando devido a eventuais dificuldades de compreensão. Certamente, não haverá dúvida em todos os testes, mas uma vez que tenha, esta deverá ser comunicada antes de começar o teste. Porque, muitos testes psicológicos têm tempo marcado, e estes, uma vez iniciados não poderão ser interrompidos;

c) Toda vez que, na instrução, o psicólogo falar em termos de “maior número”, trata-se de produção, ou seja, de teste quantitativo, porém o mesmo está sempre atrelado à qualidade. Mas, somente uma grande produção não é suficiente, tem que ter também qualidade. Uma produção elevada, mas, sem qualidade não é interessante, da mesma forma que uma baixa produção, mesmo que tenha uma excelente qualidade. O esperado é produzir muito e de boa qualidade (isto não deve consistir em estranheza, pois é uma condição inerente ao capitalismo1);

d) Com exceção dos testes de tempo livre que é comunicado aos examinandos, no geral o tempo não é dito. Mas, quando o aplicador falar que é curto, mas suficiente para fazer um bom número de questões, isto se evidencia que tem de trabalhar com mais rapidez e, obviamente, com mais atenção.

3) Medo do Psicotécnico e Medo do Vestibular

Segundo o dito popular: “De graça até injeção na testa”, ou seja, é um exagero para ressaltar o prazeroso em que se encerra o grátis, num mundo no qual quase tudo é pago. Essa afirmativa do senso comum contradiz o princípio do prazer, se injeção não é agradável nem quando se precisa dela, na testa, ainda que de graça, e por opção seria o fim da picada.

Então, obedecendo ao princípio do prazer ninguém tomaria injeção na testa, apenas por ser de graça. O princípio do prazer dita para ficar ou aceitar o que é bom, agradável, prazeroso. E fugir, rapidinho, de todo estímulo aversivo, desagradável, doloroso. Assim sendo, em sã consciência, nem de graça alguém se atreveria enfrentar um vestibular ou psicotécnico. Daí tem que se segurar, e suportar essa situação para que a mesma não se reverta, contra o próprio examinando ou vestibulando.

Em situações como essas, não têm outra melhor alternativa que não seja se entregar ao processo. Porém, essa rendição tem que ser em relação à aceitação do processo, e não ao conteúdo do mesmo, uma vez que se deve manter produtivo, procurando fazer o melhor. Assim, não apresentar resistência, significa estar “inteiro” para esse objetivo, para oferecer o melhor que a sua potencialidade permite, e como conseqüência o psicotécnico estará a seu favor.

Nessas situações, na verdade pode-se falar não de medo, mas de medos – no plural, assim sendo, existem basicamente os medos que serão descritos a seguir, e que estão, num primeiro momento, relacionados à operacionalidade, e, num segundo momento, as subjetividades de cada processo.

3.1 – Medos com base em dados da realidade

a) Medo por experiência pregressa, por não ter passado uma vez no vestibular, ou não ter sido indicado no psicotécnico;

b) Medo por não estar preparado para o vestibular, ou de não saber o que fazer no psicotécnico;

c) Medo do desconhecido, e por ouvir dos outros comentários amedrontadores em relação ao vestibular, e que versam sobre “essa” ou “aquela” matéria, que foram ou não, vistas no colégio, e que “caíram” ou não, nas provas, etc.; e, em relação ao psicotécnico, cada examinado dá a sua versão, e nesta, pode “pintar” um quadro sombrio, e mais complexo do que realmente seja esse tipo de exame.

3.2 – Medos subjetivos e culpa autopunitiva

Existem medos que o individuo trás consigo, sentimento de pecado, afinal temos na reta guarda a religião judaico-cristã para a qual o gozo, o prazer é pecado, menos o sofrimento. Se um bebezinho já nasce com pecado, o dito original. Um adulto deve transbordar de pecados, mesmo que não tenha cometido nenhuma barbaridade. Ou seja, são medos das vivências, das experiências do indivíduo, resultante, por vezes, das basbaquices do meio social. São medos subjetivos, que não tem sentido que não seja na sua própria ótica de quem os forjou, mas isto não quer dizer que eles não tragam algum tipo de sofrimento.

Uma vez que, “a mente humana tem a tendência de se prender ao objeto perdido e negar a realidade de sua perda” (LOWEN, 1983, p.93). Por paradoxal que pareça, muitas vezes, embora a pessoa queira alcançar um objetivo, mas por culpa ou medo subjacente, ao mesmo tempo boicota esse desejo. Isto, não parece ter lógica, mas o aparelho psíquico funciona com sua lógica específica, na qual a razão, por vezes, esbarra. Afinal, existe o inconsciente, e não é algo fácil de colocar rédea, pois regido pelo princípio do prazer, não reconhece o que é moral ou imoral. Além do mais, não avalia a distância e as conseqüências para satisfazer seus impulsos, conta apenas com a imposição de que, prontamente, os mesmos sejam atendidos. Por um determinado ângulo, ele nos parece uma fera enjaulada, ansiosa para escapar, sempre cheia de direito, só direitos.

O medo explícito, mesmo que o sujeito não o supere, pode encontrar meios de driblá-lo, mas, para esse medo latente, é preciso muita atenção para perceber e não deixar que ele atrapalhe seu “aqui e agora”. Tem culpa, medo que se entranha através do que se julga ruim, imoral, ilegal, e nessa situação de vulnerabilidade são os momentos oportunos que se apresentam como ideais para o indivíduo se autopunir por esses pensamentos, atos “indevidos” ou, de fato, condenáveis.

Segue algumas situações, a exemplo de como esse tipo de medo, poderá atuar:

a) Medo por conta da culpa: “Eu não estudei o suficiente, etc.”, agora é justo que não seja aprovado. Tantas oportunidades que deixei “passar”, chances profissionais que me foram oferecidas: “Bem feito que eu não seja indicado nesse tal psicotécnico”. São vozes interiores, que precisam ser escutadas, para poderem ser elaboradas;

b) Medo por estar preparado, mas não o legitima, devido ao sentimento de culpa por pensamento e/ou comportamento supostamente condenável; elevado nível de cobrança, exigência. Geralmente os mais tensos, são exatamente os mais responsáveis, que exigem, e esperam muito de si mesmos;

c) Medo da concorrência, fantasia que os concorrentes são melhores, quando, na realidade todos podem está na mesma situação, ou seja, “morrendo” de medo. Enfim, é importante esquecer os outros, se ligar na própria pessoa, no que pode fazer de melhor. Ser o seu próprio referencial ou parâmetro.

4) Exercícios de Relaxamento2

4.1 – Contactando a respiração

A respiração é um ato do qual normalmente não se está consciente. Segundo Lowen e Lowen (1985), um animal ou uma criança pequena respiram corretamente e não precisam nem de instrução nem de ajuda para fazê-lo (p.35). Ainda para os autores, o adulto tende a apresentar desorganização de respiração, devido a tensões musculares crônicas resultantes de conflitos emocionais vivenciados ao longo do seu crescimento, que a distorce e a limita.

Os seguintes exercícios ajudam a manter a consciência da respiração para atenuar a tensão nas situações de exames psicotécnico e vestibular:

a) Nesses momentos dar atenção à respiração é fundamental. A maneira mais adequada é inspirar, e expirar soltando o ar pela boca, mas sem soprar, como se fosse um gemido de dor. Aqui poderia se dizer, dor do medo, da tensão e da ansiedade, que precisam ser externalizadas.

b) Uma outra forma, de aliviar a tensão, os pensamentos e sentimentos negativos, é a seguinte: No banho, esfregar bem o xampu no couro cabeludo, massageando-o com as pontas dos dedos. Sentindo o próprio couro cabeludo, e a raiz capilar, até que tenha a sensação de relaxamento. Ao enxaguar os cabelos, enquanto a água desce pelo corpo com a espuma em direção ao ralo, mentalizar que a tensão, o medo, etc., também vão juntos.

c) Um outro exercício consiste em, antes de dormir, colocar uma música do tipo new age, respirar profundamente e segurar a respiração o quanto puder, e depois a solta (sem soprar). Fazer isto por três vezes. Enquanto mantém a mão esquerda no coração, e a direita no estômago sentindo o seu elevar-se e esvaziar-se, até à respiração voltar ao normal. Verifica se os pensamentos e sentimentos negativos ainda estão presentes. Em caso afirmativo, retorna a respirar até que os mesmos não sejam mais fantasmas.

4.2 – A água como fonte de transmutação de energia

A água é um excelente meio para purificar e transmutar as energias. Num canto raso da praia ou piscina, a pessoa se debate feito náufrago, esmurrando e esperneando a água, descarregando toda tensão até cansar – para os menos tímidos, que estiverem na praia, ao passo que se debate na água, grita seu medo e sua tensão para o infinito do mar, isto torna o exercício ainda mais completo. Depois, volta para a terra firme ou borda da piscina coloca a mão esquerda em cima do peito, a mão direita em cima do estomago. De olhos fechados, sente as batidas do coração, e o elevar-se e esvaziar-se do estômago, enquanto o ar entra pelas narinas e sai pela boca entre aberta (sem soprar), até a respiração voltar ao normal. A cada exercício, é importante está atento para as imagens que surgem na “tela” da consciência, bem como dos pensamentos e sentimentos que suscitam a respiração. Do que se trata, etc.? Se for pensamento negativo, sentimento de tensão, medo, preocupação, enfim, qualquer coisa desagradável, volta para água, e torna a repetir o exercício. Até chegar um estágio de neutralidade ou harmonia. Não se trata de reprimir, mas, de descarregar. A idéia não é de negar o medo, a tensão, etc., mas ficar bem consciente deles, e colocá-los para fora.

4.3 – Os pés como ponto de apoio e equilíbrio

a) Colocar os pés em paralelo, e numa distância de quinze centímetros, flexiona as pernas e as mantém assim enquanto durar o exercício. E passa a fazer movimentos circulares com os ombros para frente e, depois, para trás, sempre tentando alcançar, mais ou menos, a altura da base das orelhas. Feito isto, deixa a cabeça rolar sobre o tórax, no sentido horário e anti-horário, com a boca entre aberta. Em seguida, num espaço amplo: primeiro, caminha descalço nas pontas dos pés; segundo, caminha sobre os calcanhares; terceiro, na quina dos pés, estes voltados para dentro; e por último na quina dos pés, estes voltados para fora. Dar umas seis voltas ou mais, conforme a disposição. O corpo vai “dizer” dessa necessidade. Isto vai dar mobilidade aos pés, e ajudar num caminhar mais seguro, confiante. Durante a realização das provas ou do exame, manter sempre os pés firmes no chão, não de maneira rígida, e procurar, discretamente, sempre respirar.

b) Nas situações de desequilíbrio geralmente a pessoa está pisando sem firmeza. Nos dias que antecedem as provas, manter os pés bem apoiados no chão. A mãe terra nunca nega o seu apoio, assim, mantendo esse contato ajuda a perceber melhor a realidade e a enfrentá-la. Caminhar descalço na beira mar, sentindo o contato dos pés na areia, e alternando ora na areia molhada ora na areia seca, ajuda bastante a sensibilizar-se para ter os pés como essa fonte de apoio.

4.3 – Grounding3

Estar grounded é o mesmo que dizer que a pessoa está com os pés no chão. O termo pode significar também saber onde estar e saber quem é. A pessoa grounded “tem o seu lugar, é alguém” (LOWEN e LOWEN, 1985). O exercício do Grounding – a pessoa fica em pé com os pés separados 25 cm. Inclina-se à frente tocando o chão com os dedos das duas mãos. Os joelhos devem estar ligeiramente dobrados. A cabeça deve ficar pendurada, bem solta, isto é, sem tensão, bem voltada para o chão. O corpo assume a posição de um arco, como se as extremidades, mãos e pés, fossem se tocar (uma distância de 5 cm). Respirar vagarosamente e profundamente pela boca. Os calcanhares podem ficar levemente erguidos. Esticar os joelhos devagar até que os músculos atrás das pernas estejam esticados. Mas não esticar totalmente ou travar os joelhos. Permanecer nessa posição em torno de um minuto.

1 – Você está respirando com facilidade ou está prendendo a respiração? A vibração não ocorrerá se você parar de respirar.

2 – Você percebe alguma atividade vibratória nas pernas? Se não, tente lentamente dobrar um pouco o joelho. Faça isso algumas vezes para relaxar os músculos.

3 – As vibrações são intensas ou suaves? Quando voltar a posição de pé, isto deve ser feito bem lentamente. As pernas permanecem flexionadas, ao passo que o tórax vai voltando a se encaixar arrastando a cabeça, esta ainda dependurada, até chegar o ponto de ser erguida.

No dia do psicotécnico ou do vestibular, ao se dirigir ao local de exame aproveita para – caso não se incomode que os outros vejam ou possam pensar -, dentro do carro, com os vidros fechados, para gritar4 alguma tensão e medo que persistam.

Finalmente, estes são alguns dos exercícios, com base na bioenergética, que poderão ajudar a relaxar. Não tem contra indicação, salvo a exceção de não ser aconselhável logo após as refeições. Podem ser realizados algumas vezes ao dia, ou pelo menos uma. Nos dias que antecedem as provas (vestibular) e o exame (psicotécnico), mas de maneira moderada, em particular, na véspera. Não são exercícios esteticamente lindos, porém bastante ricos no que podem fortalecer ou ajudar a retomar o equilíbrio. Ressalto que tudo isto não é nenhuma garantia de aprovação no vestibular ou de indicação num exame psicotécnico. Mas, uma vez relaxado aumentam as chances de se ter um resultado mais satisfatório. O corpo é o suporte para um pensar mais lúcido, e na medida em que se cuida desse “primeiro e mais natural instrumento do homem” (MAUSS apud Le BRETON, 2006, p.39), se reflete na qualidade da articulação das idéias, da criação. Assim, seu potencial tem mais como se revelar pleno, pois estará livre das travas das tensões, das culpas e dos desejos inconscientes de autopunição. No mais, meu caro leitor, minha cara leitora, Boa Sorte.

NOTAS:

1. Muitos “esquecem” o tipo de sistema no qual estamos inseridos, e criticam os testes pela sua metodologia positivista.
2. Todos estes exercícios poderão ser feitos em quaisquer outras situações de tensão e estresse.
3. Desenvolvido pelo new rachiano ou discípulo de Wilhelm Reich, Alexander Lowen. Ground em inglês significa chão, base – não tem uma tradução apropriada no português. O termo é usado em bioenergética para designar o contato com o chão e, em decorrência desse contato, a conscientização do corpo embasado (nota dos tradutores In: LOWEN e LOWEN, 1985). Pode ser realizado apenas o exercício do grounding ou junto aos demais.
4. Atenção: Em momento algum o som é produzido na garganta, esta vai dá passagem para liberar essas emoções, que estão no plexo solar.

REFERENCIAL

ARAÚJO, M. F. (1998). Conexões entre capitalismo, indivíduo e individualismo, família e psicologia. Perfil – Revista de Psicologia. n. 11. Assis-SP: UNESP.
BAUMAN, Z. (2006). Vida líquida. Trad. C. A. Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar. DELEUZE, G. (2006 [1925-1995]). A ilha deserta: e outros textos. Trad. L. B. L. Orlandi. São Paulo: Iluminuras.
DEMO, P. (2005). Auto-ajuda: uma sociologia da ingenuidade como condição humana. Petrópolis-RJ: Vozes.
Le BRETON, D. (1998). Ritos de intimidade. In: O beijo: primeiras lições de amor – história, arte e erotismo. (Org.). C. Gérald. Trad. A. M. M. Sampaio. São Paulo: Mandarim.
Le BRETON, D. (2003). Adeus ao corpo. In: O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. (Org.). A. NOVAES. São Paulo: Companhia das Letras.
Le BRETON, D. (2006). A sociologia do corpo. Trad. S.M. S. Fuhrmann. Petrópolis-RJ: Vozes.
LOWEN, A. (1983). O corpo em depressão: as bases biológicas da fé e da realidade. Trad. I. C. Filho. São Paulo: Summus.
LOWEN, A. e LOWEN, L. (1985). Exercícios de bioenergética: o caminho para uma saúde vibrante. 2 ed. Trad. V. L. Marinho e S. D. Castro. São Paulo: Agora.
LOWEN, A. (1986). Medo da vida: caminhos da realização pessoal pela vitória sobre o medo. Trad. M. S. M. Netto. São Paulo: Summus.
MORIN, E. (2005). Ciência com consciência. Trad. M. D. Alexandre e M. A. S. Dória. 8 ed. Rio de Janeiro: Bertrand.
NIETZSCHE, F. W. (2004 [1844-1900]). Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres. Trad. P. C. Souza. São Paulo: Companhia das Letras.
PAILLARD, B. (2002). Introduction. In: Dialogue sur la connaissance. (Org.). E. MORIN. Paris: L`Aube.
SILVA, V. G. (2007). Teste do desenho: um espelho da alma.(http://www.algosobre.com.br/ – artigos / psicologia).
VOLICH, R. M. (2000). Psicossomática: de Hipócrates à psicanálise. 2 ed. São Paulo. Casa do Psicólogo. (Coleção clínica psicanalítica). Julho de 2007.

Descubra o que fazer para evitar a ansiedade nos últimos momentos que
Publicado em 22/06/200702:00
Do Universia: http://ww1.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=2475

Além do frio (que frio?) e das festas juninas, esta época do ano traz para os pré-universitários uma preocupação em especial: o vestibular. Após meses de estudo e dedicação, enfrentar a maratona de provas que ocorrem, geralmente, nos finais de semana exige do candidato muito preparo físico e emocional, fatores que, segundo especialistas, nem sempre conseguem ser bem administrados pelos jovens. Por esta e outras razões, o melhor a fazer na maioria dos casos é desacelerar o ritmo de estudos e procurar atividades para relaxar e desligar da tensão neste momento de decisão.

De acordo com o coordenador do Anglo (Cursinho Pré-vestibulares) de São Paulo Ernesto Birner, o grande problema do pré-universitários é a falta de apoio psicológico para superar a tensão nessa época do ano. “Ao contrário do aluno que não estudou, o jovem que se preparou tende a ficar muito ansioso, principalmente porque, com 18 ou 19 anos, ele ainda não sabe lidar com a incerteza. Nesse caso, administrar a dúvida sobre sua aprovação torna-se muito difícil”, explica.

Na opinião da Psicóloga da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Daniela Schneider, controlar essa ansiedade é uma das principais dificuldades dos pré-vestibulandos. “Essa tensão que absorve a vida dos candidatos nos últimos dias antes da prova é a principal responsável pelo estresse e pelo mal desempenho no vestibular”, declara. Segundo Daniela, o aluno que tem um perfil nervoso e ansioso deve passar longe dos livros nos últimos momentos antes da prova. “O ideal seria que esse aluno, tenso, procurasse relaxar tanto com atividades físicas como em qualquer outro tipo de entretenimento que disperse seu pensamento da avaliação”, diz.

Medo de errar

Muitas vezes, os vestibulandos se preocupam tanto em saber um pouco de tudo que acabam perdendo o objetivo principal de seu estudo, ou seja, certificar-se dos conhecimentos necessários para realizar uma boa prova. Neste caso, Birner explica que tentar saber muito de todas as disciplinas acaba sendo um viés para o aluno. “O candidato precisa se conscientizar de que ele não precisa saber tudo, mas, sim, valorizar o que sabe”, destaca.

Para os jovens que não conseguem se desligar do vestibular e preferem dar uma lida no material antes da prova, os professores concordam que fazer uma pequena revisão, sem qualquer tipo de cobrança, pode ser útil para deixar o aluno mais tranqüilo. “Há alunos que simplesmente não conseguem deixar de estudar e sentem-se mais confiantes revendo as apostilas. Neste caso, aconselho-os a lerem os livros, porém sem neurose”, ressalta Birner.

Entretanto, a psicóloga Daniela afirma que caso o candidato utilize os últimos dias antes da prova para “cair sobre os livros” imaginado que por meio deste método conseguirá um melhor desempenho o resultado pode ser frustrante. “De maneira geral, os últimos dias que antecedem o vestibular não definem o desempenho do aluno. O que conta é sua preparação ao longo do ano”, afirma.

Neste contexto, para tentar se distrair, os professores ressaltam que os pré-vestibulandos podem praticar esportes, sem excesso, e procurar alguma outra diversão que promova um descanso antes das provas. “Tudo que o aluno precisa fazer é relaxar. Seja assistindo um filme, lendo um livro ou praticando esportes”, diz Daniela.

Porém, para as práticas esportivas, Birner faz uma ressalva: “Nada de excessos para não correr o risco de lesões ou contusões. A atividade física é válida sim, desde que o aluno tenha um preparo para isso”, afirma o professor.

Apoio dos pais

O convívio com familiares pode se tornar um tormento para os vestibulandos nesta época do ano. Segundo Birner, isso ocorre porque, em geral, os pais têm o costume de agir de duas formas equivocadas em relação a essa etapa da vida dos filhos: de forma rígida ou omissa. “Seja aceitando tudo que o filho faz, sem se aprofundar em suas preocupações, ou fazendo cobranças e ameaças caso seu desempenho nas provas não seja satisfatório, os pais estão prejudicando os filhos. Quem nunca ouviu um pai dizer: `Se você não passar no vestibular ano que vem vai trabalhar´?”, questiona Birner.

Essa postura, na visão dos professores, mesmo que tenha o objetivo de incentivar, acaba prejudicando os jovens. “Quanto maior for a situação de ansiedade, mais o aluno vai se prejudicar. Neste ponto, os pais desempenham um papel fundamental de apoio”, destaca Daniela. Segundo Birner a grande maioria dos pais não sabe lidar com o “monstro do vestibular”. “Não conversar sobre o tema ou fazer de conta que não ele não é um problema é uma postura equivocada adotada pela grande maioria dos pais”, ressalta Birner.

Segundo os especialistas, durante essa fase da vida do jovem, os pais também são parceiros para outras preocupações necessárias que acabam passando despercebidas por grande parte dos pré-vestibulandos, uma delas é a alimentação. “A alimentação deve ser muito balanceada nesta etapa. Ninguém melhor que os pais para ficar de olho nisso”, afirma Daniela.

Já o professor Birner declara que os pais devem prestar atenção aos horários dos filhos. “Controlar os filhos para que eles durmam cedo e não vão a festas na noite anterior à prova é uma maneira dos pais ajudarem em seu desempenho”, diz.

Na visão de Daniela, outro fator que pode ficar sob responsabilidade dos pais é garantir que os filhos cheguem a tempo aos locais de prova. “Principalmente em cidades como São Paulo, onde o trânsito é caótico, é importante que os pais possam viabilizar o transporte evitando que o candidato viva qualquer situação de estresse”, informa Daniela. Neste caso, Birner destaca ainda que, conhecer o local das provas um dia antes do vestibular pode ser um fator positivo para deixar o aluno mais relaxado. “Conhecer a sala, saber o local certo onde será realizada a prova, pode deixar o aluno mais tranqüilo para a avaliação”, declara o professor.

Confiança e pensamento positivo

De acordo com os professores, apesar de não haver uma fórmula específica para que o aluno consiga manter a calma e se sair bem, o que o pré-vestibulando pode fazer é tentar relaxar o máximo possível e encarar o desafio do vestibular como mais uma etapa em sua vida acadêmica.

“Nessa fase da vida é fundamental que o aluno tenha um projeto em mente. Saiba onde quer chegar e, acima de tudo, construa caminhos para atingir seus objetivos. Entretanto, é preciso que ele defina suas prioridades e não encare essa etapa como o fim do mundo”, destaca Daniela.

Já o professor Birner enfatiza que nesse período da vida do jovem, ou seja, de decisão, o aluno deve se concentrar em seus pontos positivos e fundamentar seus objetivos no conhecimento que ele tem, e não nos que ainda pretende adquirir. “É muito importante reforçar que o aluno não deve hipervalorizar o que não sabe. Afinal de contas, ninguém sabe tudo e ninguém precisa saber tudo”, finaliza.

Por: Anglo Vestibulares

Todas as formas de ansiedade têm como nascente o medo. Isto não é ruim. O medo é uma emoção fundamental para a nossa sobrevivência. Quem não teve medo deixou seus genes na boca de um predador.

Um experimento que gosto de citar consiste em desenhar um quadrado de um metro de lado no chão e pedir para que um grupo de pessoas – cada uma em um quadrado – fique trinta minutos dentro dos limites dos riscos. Podem fazer qualquer coisa: dançar, pular, dormir enfim, o “que der na telha”.

A única proibição é pisar nas linhas. Após esse período, coloca-se em cada participante um óculos de realidade virtual que simula o mesmo metro quadrado como sendo o topo de um pilar com altura equivalente a um prédio de vinte andares.

Nessa situação, vários participantes ajoelharam-se – o que é ótimo! Só faltava ficarem pulando em um momento desses… Entretanto, um grupo de pessoas cai. O medo derruba esses indivíduos. No primeiro caso, temos o medo – e por extensão a ansiedade – como emoção protetora. No segundo, o excesso de ansiedade derrubou os participantes.

É a primeira forma de ansiedade que temos que perseguir nesse período de provas: a ansiedade protetora e normal. Mas como reconhecer o que é normal e anormal durante as provas?

Imagine-se no ambiente da prova. Você está sentado olhando sua identificação que está colada em sua mesa, aguardando a chegada da prova. Seu coração está um pouco acelerado e há uma sensação de inquietação…

Isso é normal!

De repente alguém entra com a pilha de provas na sala. Você não consegue desgrudar os olhos dela. Seu coração acelera mais ainda. As mãos estão um pouco suadas e a boca parece estar um pouco seca…

Isso é normal!

As provas são distribuídas. Quando a prova é colocada na sua frente, parece que o mundo silencia.

Isso é normal!

Até que chega o fatídico: “Podem abrir as provas!“. Nesse momento, o coração dispara, a mão sua, a boca seca, o mundo silencia…

Isso é normal!

Você abre e imediatamente, ao avistar um desenho, se desespera: “Ai meu Deus, caiu mapa!!”.

Isso NÃO é normal!

É obvio que cairão mapas! Respire. Respeite a prova, mas não a transforme em um filme de terror. A ansiedade deve ser convertida em concentração.

E pode esperar “jogo duro”. Haverá questões que você não conseguirá resolver. Façamos algumas contas:

No vestibular da FUVEST do ano passado, quem fez 81 pontos passou para a segunda fase para a vaga de medicina, o curso mais difícil de ingressar (observe que nem considerei a ajuda do ENEM). Você acha que esse candidato sabia as 81 questões?

É obvio que não! Algumas foram “no chute”. Quantas? Pensemos assim: em pelo menos 19 questões esse aluno teve alguma dificuldade (ele errou 19 questões!).

Dessa forma, considerando de modo bem simplista que foram chutadas cerca de 20 questões entre cinco prováveis alternativas, esse candidato acertou cerca de 4 questões (20%). Logo, das 81 acertadas, imaginemos 77 feitas com segurança. Houve problemas em 23 delas! Guarde esse numero.

Voltemos ao cenário da prova. Você respirou e iniciou a resolução. A primeira e a segunda questão você conseguiu resolver sem grandes dificuldades. Na terceira você não tem a menor idéia de como resolvê-la. Inicia-se a auto-flagelação: “Isso não pode acontecer!!”.

Na quarta questão a história se repete : “Eu não estou acreditando, isso é um pesadelo. Não é possível questões tão difíceis!”.

A quinta questão traz um certo alívio, você consegue resolver. Na sexta você olha e se desespera : “Eu sabia que isso iria acontecer, vou ter que fazer cursinho de novo. O que vou falar para o meus pais?!”.

Você jamais pode assumir essa postura. Eu exemplifiquei 3 situações difíceis, lembre-se: quem passou para a segunda fase viveu isso, pelo menos, 23 vezes!

Isso é normal!

Não podemos idealizar que não enfrentaremos situações complicadas durante a prova. É certo que elas ocorrerão. Ter isso em mente não gera frustrações e traz alívio.

Portanto, não exija a perfeição de si mesmo. Ela é inatingível. E não tenha medo de ficar ansioso na prova, pois se o que gera a ansiedade é o medo, ter medo de ficar ansioso só aumentará a ansiedade. Aí sim, essa necessária emoção que tem a função de ajudar pode te derrubar.

Boa prova!

A esse artigo, acrescenta o Prof. Nicolau Marmo, coordenador geral do Anglo:

“Valorize o que sabe, você sabe muito.Não supervalorize o que você não sabe, ninguém sabe tudo.”

* Celso Lopes de Souza é médico graduado pela Universidade Federal de São Paulo, onde atua na área de Psiquiatria desde a sua formação. É professor do curso Anglo na disciplina de Química. Na área de Psiquiatria, além da publicação de livros e artigos científicos, suas palestras já foram ouvidas por mais de treze mil pessoas

Por Celso Lopes de Souza

O enfrentamento das provas dos vestibulares mais concorridos do país talvez seja o primeiro grande desafio profissional dos jovens.

É fácil mensurarmos esse desafio: a conquista de uma vaga em uma universidade pública no curso de medicina, por exemplo, significa obter um prêmio de cerca de R$ 225.000,00 – preço médio que o aluno pagaria pelo curso em uma universidade particular.

Um candidato que não apresentar um grau de excelência nos quesitos técnicos (conhecimento do conteúdo programático) e psicológico (administrar a ansiedade no momento da prova) terá sérias dificuldades para obtenção de êxito. Nesse artigo, estou preocupado com o equilíbrio psicológico.

Por que tanta gente “derrapa” no momento da prova? O que faz com que candidatos capacitados em termos de conhecimento fiquem nervosos a ponto de não conseguirem reverter em pontos o que sabem – têm brancos e sensações físicas como: taquicardia, suor excessivo, tremores, entre outros.

Inicio a reflexão sobre isso com um pensamento:

Os homens são perturbados não pelas coisas em si, mas pelo que pensam sobre elas.

Epitectus, 70 a.C.

Exatamente isso. São os pensamentos que contam. Sempre que você experimenta um estado de ansiedade intensa, existem pensamentos que definem e fortalecem esse estado. Alguns leitores podem estar questionando se é possível os pensamentos produzirem as reações físicas observadas durante o nervosismo. Não é difícil comprovarmos isso.

Imagine um limão bem suculento. Imaginou? Agora, corte esse limão. Pegue uma das metades e esprema-a em sua boca… Se você fez esse exercício com concentração, provavelmente salivou. Viu como pensamentos produzem reações físicas?
Mas como isso pode ocorrer durante a prova? Observe:

Batimento cardíacoum pouco aumentado.
(reação física)

Estou ficando nervoso.
(pensamento)
Respiração superficial e aceleração dos batimentos cardíacos.
(reações físicas)
Não estou me lembrando de nada, não vou conseguir.

(pensamento)

Respiração mais superficial e menos oxigênio para o cérebro.
(reações físicas)
Eu sabia que ia ficar nervoso, me deu branco que droga!
(pensamento)

Você observou que foi uma seqüência de pensamentos que intensificou as reações físicas e culminou no famoso branco. Mas como impedir que isso aconteça? É importante que identifique o que está pensando e verifique a veracidade dos seus pensamentos antes de agir. Veja:

Batimento cardíaco um pouco aumentado.
(reação física)
Estou ficando nervoso.
(pensamento)
É perfeitamente comum ficar um pouco nervoso no início de uma prova.
Tenho certeza de que quem está levando essa prova a sério também está nervoso.
(pensamento compensador)
Não estou me lembrando de nada, não vou conseguir.
(pensamento)
É impossível se lembrar  de tudo. Não me lembrar de alguns assuntos não quer dizer que eu não vou conseguir. Vou dar o máximo de mim.
(pensamento compensador)

Estar vigilante aos pensamentos e considerar o maior número de ângulos possível para resolver um determinado problema pode levar a pessoa a novas conclusões e desfechos. É importante ter em mente que:

· se, para que tenha paz, você precisa da certeza de que irá passar, você nunca terá paz. Essa certeza é impossível;
· se, para que tenha paz, é preciso lembrar-se de tudo, você jamais terá paz. É impossível se lembrar de tudo;
· se, para que tenha paz, é necessário dar tudo certo no dia da prova, você não terá paz. É perfeitamente possível que algo dê errado sem que isso o prejudique a ponto de impedir a conquista de sua vaga.

A identificação e a modificação dos pensamentos são um ponto central para a diminuição da ansiedade, e colocá-los em prática exige treino. Os simulados estão aí para isso. Treine bastante e boas provas!

Celso Lopes de Souza é membro do Programa de
Orientação Psicológica do Anglo.