Prova do Vestibular


Por: G1

Quando um vestibular termina, o candidato deve aproveitar para revisar os temas onde teve mais dificuldade na prova. Segundo orientação do diretor de ensino do Curso PH, no Rio de Janeiro, Rui Alves Gomes de Sá, não é porque determinado vestibular ou o Enem passou que o candidato deve esquecê-lo.

“Não se esqueça daquela prova. Aproveite para reforçar tópicos mais difíceis. Assim, com a memória ainda fresca, analise novamente a prova, refaça-a e confira o gabarito. Com isso, aprenda com os seus erros. É muito importante

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fazer essa parte para poder ter um grau de confiança maior em todas as provas seguintes”, afirma.

Ele ressalta ainda que há uma certa coincidência de assuntos abordados entre um vestibular e outro. “A partir daí, reformule sempre o seu estudo, trabalhando em cima dessas questões já realizadas anteriormente.”

No caso das provas discursivas, o ideal é fazer uma correção e verificar quanto seria a nota. “Assim, quando sair a nota das provas discursivas, você consegue avaliar se pode ou não pedir revisão das questões.”

Por: Jornal da Tarde – Ana Bizzotto

Aluno de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Caio Nasser Mancini, de 19 anos, foi o campeão do Enem 2008. Acertou todas as questões objetivas do exame – que até 2008 eram 63 – e teve 97,5% de aproveitamento na redação.

“Não tem segredo. É estudar bastante e ler muito jornal e revista. A leitura constante ajuda a resolver todo tipo de questão, mas, na redação, é fundamental.”

Outra receita de Caio para quem fará o Enem neste fim de semana é aproveitar todo o tempo disponível. “Muitas pessoas ficam cansadas, nervosas e largam a prova no meio, chutam as questões que não sabem e vão embora.”

No ano

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passado, Caio teve a paciência de reler com calma a prova depois de assinalar todas as alternativas. Descobriu que, em duas questões, sabia as respostas certas, mas se enganou na hora de marcá-las no gabarito. “Deu para corrigir porque conferi. E cada questão faz muita diferença. Muitos amigos meus ainda estão no cursinho por causa de meio ponto”, conta.

Neste fim de semana, será a vez de a irmã de Caio fazer o Enem e driblar o nervosismo com as mudanças no exame. “Eu também estaria preocupado em enfrentar uma coisa nova. Mas as alterações vão valorizar o Enem, deixá-lo mais completo e com um nível de dificuldade maior”, diz. Para ele, isso vai acabar favorecendo quem estudou mais.

Por: Jornal da Tarde – Elida Oliveira, ESPECIAL PARA O ESTADO

“Qual é a sua idade?” Adamarys Regina Freire para, olha para a repórter. Demora um pouco a lembrar que tem 17 anos. “Depois de tantos números, nem sei mais.” O lapso temporário de memória é compreensível. Ela tinha acabado de fazer 90 questões de português, literatura, matemática e uma redação em cinco horas e meia de prova, no segundo dia da prévia do novo Enem, que ocorre neste fim de semana.

Adamarys e outros 23 alunos fizeram um simulado preparado pelo cursinho Etapa nos moldes do Enem, a pedido do Estadão.edu. Com 180 questões e aplicado nos dias 12 e 13, um sábado e um domingo, a prova avaliou alunos de escolas públicas e particulares – ela também pode ser feita a partir de hoje no site www.estadao.com.br/pontoedu.

No simulado, ficou claro que o grande desafio dos candidatos no novo Enem será administrar o tempo – e o cansaço. Seguindo o critério do exame real, os participantes podiam deixar a sala uma hora e meia após o início da prova, mas poucos saíram do local antes de quatro horas de resolução dos testes, nos dois dias.

A meia hora do término do exame no sábado, 58% dos estudantes ainda estavam na sala. O porcentual subiu para 81% no domingo, dia da redação. Mal deu para ir ao banheiro. Dos quatro alunos que pediram permissão para isso no domingo, dois foram e voltaram correndo. “Não queria perder tempo”, disse Eduardo Namura, de 17 anos.

Os professores do cursinho reforçaram a necessidade de os alunos administrarem o tempo. “O candidato que fizer a prova com a consciência de que ela é cansativa já está em vantagem”, diz Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa. “Parar cinco minutos compensa na concentração.”

A boa notícia para os 24 estudantes avaliados no simulado é que o desempenho médio ficou entre 100 e 120 acertos. “É uma boa pontuação, considerando que aplicamos um nível de dificuldade 30% acima do esperado para o Enem”,

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diz a coordenadora de Linguagens do Etapa, Célia Passoni.

Entre as dez questões que tiveram menos acertos, 40% eram de Ciências da Natureza; 30% de Linguagens e Códigos; 20% de Matemática e 10% de Humanas.

Na correção, professores identificaram problemas na interpretação de gráficos e imagens e desconhecimento de temas de atualidades. Muitos alunos erraram uma questão que exigia fazer a correlação entre movimentos artísticos e a época em que surgiram. Também se equivocaram numa questão que falava de perspectivas de exportação do petróleo do pré-sal. Ou confundiram números em um gráfico sobre assalariados. Erros que Motta atribui à ansiedade. “Eles não dedicaram o tempo que a questão merecia.”

“A prova está codificada. É preciso entender a pergunta”, diz Edison de Barros Camargo, coordenador de Química. “É nítida a falta de leitura de jornais e revistas”, afirma António Costa Ramos, coordenador de História.

Os estudantes adotaram estratégias diferentes no simulado. “Antes eu respondia todas as questões na ordem, correndo. Agora procuro ‘conhecer o adversário’ lendo as questões e fazendo as mais fáceis primeiro. É um teste de resistência”, diz Higor da Costa Pereira, de 17. Fabio Horikawa Araújo, de 17, preferiu começar pela redação. “Escrevi antes, porque eu consigo controlar melhor o tempo.”

Gustavo Jorge Silva, de 17, foi o primeiro a deixar a sala de provas no último dia do simulado. “Achei mais difícil que o do ano passado, temos que saber conteúdos específicos de física, química, matemática.”

O presidente do Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, responsável pelo novo Enem, reconhece que a prova é longa. “Sabemos que é cansativo, mas, do ponto de vista técnico, é melhor ter mais itens para avaliar os alunos”, diz. “Teremos questões de diferentes graus de dificuldade. O aluno que vem bem preparado faz as questões simples rapidamente e terá mais tempo para as outras.” //
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Por: Renata Cafardo – O Estado de S. Paulo

Ainda há esperança para os vestibulandos. Por mais tecnológica e moderna que seja a nova versão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é possível lucrar chutando questões que não se sabe a resposta.

O sofisticado modelo estatístico usado pelo Ministério da Educação (MEC) na prova deste ano fez surgir especulações e dúvidas sobre o que fazer para se sair bem. Mas o criador do novo Enem, Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), garante que ainda é melhor escolher uma das alternativas do que deixar a questão em branco.

A afirmação parece óbvia para quem está acostumado ao modelo clássico de vestibulares, em que o número de questões corretas determina a nota. No novo Enem, será levado em conta também quais delas foram respondidas certo ou errado. Esse padrão de respostas do candidato determina em que ponto da escala de notas ele está.

“A nota é um modelo estatístico. Ele (o sistema) não vai pegar o número de questões, é uma outra lógica. Uma pessoa que erra itens fáceis e acerta uns difíceis teve sorte. Não é provável que ela esteja no ponto alto da escala”, diz. Por isso, uma questão acertada fora do padrão – um chute – vale menos. “Mas se ele tivesse errado também não ia melhorar a vida dele. Seria até pior.”

O Enem será nos dias 3 e 4 de outubro e terá 180 questões. Com a mudança, 24 universidades federais usarão a prova como seu único vestibular. Segundo Reynaldo, os participantes não receberão uma média da prova e sim uma nota para cada uma das quatro áreas: Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. “Não existe mais a informação: ‘Tirei tantos no Enem’”, diz. O exame também será dividido em três blocos, de perguntas fáceis, médias e difíceis. Leia a seguir trechos da entrevista.

Com essa nova tecnologia de prova, como o aluno vai saber a nota que ele tirou ao sair do exame?

Ele não vai saber. Sabe o que ele acertou e o que errou. Sabe o gabarito da prova, mas não vai saber a nota porque ela não é a proporção de acertos.

Quando ele vai saber?

Depois de dois meses. Todo o processo de seleção das universidades só começa depois de divulgado o resultado final. O prazo para divulgação da parte objetiva é 4 de dezembro, a redação será em janeiro. Isso vai para a casa dos alunos e vai estar na internet.

Como a universidade vai usar essa nota para seleção?

São quatro provas. Eu vou dar a escala e a universidade que define o limite para cada curso. É como o Toefl (exame dos EUA para avaliação de inglês). A escala vai de 0 a 660. Então, para ser aceito, a universidade define quantos pontos ela acha que deve ser o mínimo.

Elas estão preparadas para isso?

A gente dá uma ideia para elas da média dos alunos no pré-teste (exame que funcionou como um teste do Enem e foi feito por alunos do ensino médio). Com o tempo, elas vão aprendendo. Mas escolas muito concorridas, como as federais, vão pegar os melhores. Não vai ter efeito nota de corte. Na verdade, ela vai ver quantas vagas ela tem. Por exemplo, tenho cem vagas e vejo quais os cem melhores classificados. O Inep vai oferecer cinco notas, uma de cada área e a redação. A universidade vai definir o peso de cada uma. Na Engenharia, vai dar mais peso para matemática. Com base nisso, o sistema vai calcular uma nota geral para aquele curso. As universidades estão sendo treinadas agora para usar o sistema. Mas eu acho que no começo eles vão dar peso igual para as áreas. Mas depois vão aprendendo e vão mudando

O aluno vai receber sua média geral da prova?

Não vai ter média geral, só a nota de cada uma das áreas. Serão quatro provas: linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. As escalas não são comparáveis. Não existe mais a informação: “Tirei tantos no Enem”. Acho que vai ter necessidade da média só na divulgação por escola do Enem, mas não pensei ainda como fazer. O aluno, se quiser, soma e divide por quatro.

O aluno vai poder mudar a escolha do curso depois de ter sua nota?

Sim, ele pode fazer opções depois de fazer a prova. A instituição quer as pessoas com notas maiores. Você tem de simular um leilão. Entra no sistema e dá cinco opções; no dia seguinte, olha suas chances, vê que está em 180º e tem 100 vagas. Aí, troca a ordem, põe outras. Isso pode ser feito nas universidades que estão usando o Enem como exame único.

Como é a escala do Enem?

Estamos definindo a escala. Deve ser de 0 a 100 ou 0 a 1000. A nota de TRI (Teoria de Resposta ao Item, metodologia usada na prova) é aberta. Vai de menos infinito a mais infinito. Porque ela não tem quantidade, ela só tem ordenação.

E o mecanismo contra chute?

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Não existe um sistema mágico de identificar as pessoas que chutaram. Mas ele olha padrões prováveis e improváveis. Então, se uma pessoa acerta todos os itens fáceis, médios e acerta um dos difíceis, é bem provável que ela saiba essa, não tenha chutado. Se ela erra os fáceis, erra quase todos os médios e acerta um difícil, ele (o sistema) fala: “Esse cara teve sorte aqui.”

A questão é considerada errada?

Não, mas vai ter um peso menor. Há uma escala de notas e olha-se em qual ponto é mais provável que o aluno esteja. A nota é um modelo estatístico. Não vai pegar o número de questões, é uma outra lógica.

Mas esse ponto na escala tem uma representação numérica.

Sim, a representação é a nota dele, mas se ele tivesse errado também não ia melhorar a vida dele. Ia ser até pior. Então não é verdade que não adianta chutar, que é melhor deixar em branco. Mas há um mecanismo de identificar padrões de prova. Qual ponto da escala de 0 a 100 é mais provável que você esteja com essa conduta de respostas? É nesse ponto “x”, esta é sua nota.

Com a mudança deste ano, foram adicionados conteúdos a uma prova que só cobrava competências e habilidades?

Não tem prova sem conteúdo. A questão é como tratar os conteúdos. Eu posso aferir se você tem conhecimento. Quem descobriu o Brasil? Pedro Álvares Cabral. Mas compreensão não tem nada a ver com certo e errado. Outra coisa é gerar o que chamamos de habilidade, capacidade de usar aquele conhecimento para realizar tarefas. Não quero saber o que você está aprendendo na escola e sim como você usa o que aprendeu na escola para a vida. Isso é o Pisa (exame internacional feito pela OCDE) e é a mudança radical em exames. Já existia conteúdo no Enem. Mas as habilidades eram muito voltadas para língua, interpretação de texto e escrita e algumas de matemática, mais simples. Estamos aumentando um pouco o grau de dificuldade nas provas e incluindo humanidades e ciências. Não caía praticamente física no Enem. Era uma prova de simples para média. E agora teremos questões mais difíceis.

O Enem então está mais difícil?

Teremos um terço das questões mais simples, um terço médias e um terço difíceis. A gente espera que as questões fáceis o pessoal de Medicina faça muito rápido. Os blocos são identificados. Primeiro vêm as mais fáceis, depois médias e depois difíceis. E as provas vêm separadas por área.

Está pronta a prova?

Está. Eu não vi. A prova final, só umas quatro pessoas viram.

O ministro Fernando Haddad viu a prova?

O ministro não pediu para ver e eu não deixaria. A prova é tecnicamente construída. Dou muita entrevista, por isso não quero ver. Vou ver só no dia. Os montadores fazem a prova de acordo com as habilidades e as dificuldades. É muito técnica a montagem da prova.

Você já disse que o número de questões ainda é alto. Pensa em diminuir?

Vai depender muito da capacidade de discriminar. Tenho de discriminar pessoas muito diferentes. Por isso, quanto mais, melhor. Por exemplo, estou fazendo a prova de salto em altura: eu tenho de pôr sarrafo em várias alturas para discriminar os meninos iniciantes e os melhores atletas. Evidente que, se eu tivesse uma população mais homogênea, não precisava. Para o cara que vai prestar Engenharia, Medicina, não precisava das questões fáceis. Mas aí não consigo discriminar os de EJA (antigo supletivo). Mas acho que vamos discriminar melhor que qualquer vestibular. É impressionante como os nossos vestibulares, tirando a parte de conteúdo, são muito tradicionais na parte técnica. Eles são iguais ao que eram nos anos 70, uma prova clássica. Em alguns que visitei, que prefiro nem falar, as pessoas desconheciam essas tecnologias. O business deles é o vestibular e eles não conhecem metodologias modernas.

Como vê a possibilidade de a USP aderir ao Enem?

É importante, a entrada dela no sistema é um peso grande. Com uma grande adesão, começa a ficar estranho não aderir. Ninguém é obrigado a usar o SAT nos Estados Unidos, mas por que não usá-lo? A Unifesp vai adotar e vai receber a nata dos alunos do Brasil inteiro. Para a USP seria ótimo. Penso que toda grande universidade do mundo quer trazer os melhores alunos. As principais dos EUA vão buscar gente fora do país. Se tem um sistema nacional, é um ganho. Mas essas universidades têm estrutura de vestibular muito sólida, muito antigas.

Como vai ser a identificação do aluno na prova?

Tem o nome, todos eles têm o CPF, que foi fundamental para a gente, é o único numero nacional que permite identificar pessoas. Preciso que cada pessoa esteja ligada a um único número. Mas teremos o processo de caligrafia. Vai ter um campo só para escrever uma frase e, caso necessário, posso usá-lo. Eu posso chamá-lo depois, para checar a caligrafia.

Por: JC Online

O terceiro ano do ensino médio é, de fato, uma fase decisiva para muitos estudantes. Entretanto, não é a primeira e nem será a última na vida de uma pessoa.

A cansativa rotina de estudos, os simulados e provas frequentes, a pressão para passar no vestibular e a dúvida pela escolha do curso tornam o período mais estressante do que deveria ser. Alguns jovens que já passaram por isso comprovam que “existe vida após o vestibular”, dão algumas dicas aos atuais feras e falam sobre a tão almejada universidade.

Matriculada no 4º período de bacharelado em física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Larissa Passos, de 18 anos, já tinha uma ideia de que o curso seria puxado e não teve grandes surpresas com as diferenças entre o ensino médio e o superior. “Na universidade você precisa se virar sozinha o tempo todo, é bem diferente do ensino médio neste aspecto. Eu perdi aquela dependência do professor, dá para aprender muita coisa estudando sozinha”, disse Lara.

Já a jovem Maria Gabriela Borges Mascarenhas, 19, achava que a vida universitária seria mais difícil, no entanto, com o passar do tempo, e fazendo o de que realmente gostava, ela começou a ter prazer em estudar. “Quando estava no terceiro ano tinham muitas matérias que eu não suportava estudar e, até agora, todas as cadeiras pagas na faculdade foram bastante produtivas”, disse a aluna do 4º período de história da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Gabi faz um alerta aos atuais feras: “será um ano estudando algumas coisas que não se gosta para passar quatro anos estudando com vontade aquilo que se quer”.

Somos todos jovens e não seremos culpados se, aos dezoito anos ou menos, não sabermos o que queremos pro resto da vida

O estudante de direito da Unicap, Marcos Aurélio de Medeiros Lima II, 19, teve dúvidas para escolher a profissão. “Comigo não foi fácil, resolvi trancar o curso logo no início porque pensei que não era o que eu queria, depois me arrependi e voltei a estudar. Hoje estou amando o que faço”, afirma Marcão. Para tentar superar essa dificuldade, Maria Gabriela deixa um conselho: “se não tiverem certeza do que querem ainda, estudem do mesmo jeito, só saberão o que é o curso entrando na universidade e comprovando. Caso não seja o esperado, somos todos jovens e não seremos culpados se, aos dezoito anos ou menos, não sabermos o que queremos pro resto da vida. Façam a escolha com calma”.

Com a experiência de quem passou em primeiro lugar no curso, Larissa Passos dá a receita para ser aprovado no vestibular. “Não precisa exagerar na quantidade de aulas. A parte mais importante da preparação é o estudo solitário, os exercícios, quando é você quem faz sozinho. Se estudar um pouco todo dia, com certeza vai passar. Para o Enem, quanto mais ler melhor. A maioria das questões depende apenas da interpretação dos textos”.

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» Confira cinco dicas para o mundo acadêmico, segundo Marcos Aurélio:

- Socialize-se: o mundo universitário é muito diferente do colegial, há lugares pra todos os tipos de pessoas, aproveite esse tempo para fazer muitas amizades;

- Vença a timidez: se você é uma pessoa fechada e tímida o mundo universitário é “o lugar” para você se superar;

- Conheça a faculdade: não importa a dimensão do espaço, o que importa é que com certeza mais cedo ou mais tarde, você encontrará um lugar que será só seu, onde você sempre terá as melhores inspirações;

- Adquira conhecimento: quando a gente faz o que gosta, um simples ato corriqueiro desperta sua atenção e logo mais você já se vê envolto por livros e mais livros;

- Estude, estude, estude: nos primeiros semestres você até pode cair na ilusão de que pode empurrar o curso com a barriga, mas não caia neste erro. Tudo o que você deixou de aprender irá lhe fazer muita falta no mercado de trabalho e lhe prejudicará bastante nos exames finais. Procure se capacitar na faculdade e não apenas se formar.

Por: Educar para crescer/Renata Moreira.

Como superar os problemas que atrapalham o seu percurso rumo ao ensino superior. Está difícil organizar a vida de vestibulando sozinho? Confira um roteiro de estudos para o vestibular.

Desafio: você gosta de estudar em casa, mas não consegue resistir à tentação de telefone, internet, cama, TV e geladeira.
Solução: para as matérias de exatas, vale chamar uma amiga cdf para estudar com você. Assim, uma ajuda a outra e o compromisso com a colega diminui as distrações. Mas, se você precisa ler ou só tem amigas faladeiras, vá para uma biblioteca ou use a sala de estudos da sua escola.

Desafio: você quer passar em um vestibular superconcorrido, mas não quer perder seus preciosos anos no colegial.
Solução: se você não quer chegar ao terceiro ano desesperada, faça bons primeiro e segundo anos. Não tem escapatória: pode ter certeza de que aquela menina supertranqüila e que consegue ir para a balada mesmo querendo passar para direito soube estudar ao longo dos anos.

Desafio: seu namorado está em outro momento e, enquanto você fica em casa na sexta-feira para estudar, ele quer sair e se divertir.
Solução: explique que sábado é dia de aula e o apoio dele é essencial nessa fase. Faça um acordo: numa sexta, ele sai com os amigos e na outra ele fica em casa com você. Mostre que, se você se mantiver na linha durante a semana, vai poder sair com ele no sábado à noite sem culpa.

Desafio: seus pais nunca estão satisfeitos

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com o seu empenho e jogam uma pressão monstro sobre a sua cabeça.
Solução: converse com eles. Fale sobre sua própria autocobrança, mostre o seu plano de estudos: se eles virem que você está empenhada, vão dar um tempo. Mas é importante mostrar resultado: dormir a tarde e depois pedir que eles compreendam sua nota baixa no simulado não rola.

Organize-se

Passo 1:
A rotina de estudos começa na segunda-feira e termina no sábado. Se você tiver cumprido todos os seus objetivos da semana, domingo é livre.

Passo 2:
Não deixe o conteúdo acumular. Faça as tarefas das aulas no mesmo dia e leve as dúvidas para o professor ou o plantonista no dia seguinte.

Passo 3:
Estude, ao menos, 5 horas por dia. Se você estuda sozinha, divida o tempo em exatas (3 horas e meia por dia) e humanas (1 hora e meia por dia).

Passo 4:
Some uma hora extra de tarefas-desafio. Podem ser as do cursinho ou as de provas passadas. Separe uma disciplina-desafio por dia.

Passo 5:
No sábado, substitua a série-desafio por uma redação (se você não faz cursinho, pegue temas de provas antigas e peça para alguém analisar).

Passo 6:
Assista ao telejornal da noite, que traz um resumo das principais notícias do dia. Elas podem virar questões de geografia e temas de redação.

João Paulo Rocha Almeida foi o 1º lugar em medicina na USP há dois anos e ainda lida com a “fama” da conquista
João Paulo fez intercâmbio nos Estados Unidos e na Espanha, mas teve tempo para visitar Paris
por Cláudia Fusco

Na faculdade, os amigos de João Paulo Rocha Almeida o chamam de Zero Um. O apelido não tem nada a ver com o filme Tropa de Elite. Na verdade, João Paulo recebeu a alcunha por ter sido o primeiro colocado em medicina na Fuvest.

“Até hoje isso é motivo de comemoração na família”, conta o estudante, que participou do ciclo de debates da IV Feira Guia do Estudante, em agosto. João Paulo enfatiza que ir bem no vestibular não é algo distante e inatingível. “É engraçado como fazemos disso uma coisa mística, né? A gente acha que só quem é predestinado e sempre mostrou os melhores resultados vai passar em primeiro. Mas só quando acontece perto é que a gente descobre que é alcançável, é possível”, diz.

Apesar da frase animadora, João sempre foi esforçado. Durante os tempos de escola, caprichava nos trabalhos e tirava boas notas, embora tivesse ótimo relacionamento com os amigos e não se identificasse com “o grupo dos nerds – se é que isso ainda existe”, nas palavras dele. Seu esforço foi recompensado: assim que terminou o Ensino Médio, passou no vestibular de Nutrição.

GUIA DE PROFISSÕES: Nutrição

“Na época, eu até gostava de medicina, mas não queria me esforçar tanto para passar… acho que era uma questão de maturidade”, confessa o estudante. Insatisfeito com o curso, João Paulo optou por um intercâmbio durante a faculdade. “Fiquei seis meses nos Estados Unidos e outros cinco na Espanha. Viajei bastante, aprendi muito, valeu demais a pena”.

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DEDICAÇÃO TOTAL
De volta ao Brasil, o primeiro colocado fez novas escolhas: desistiu da Nutrição e dedicou-se ao vestibular de Medicina, aos 22 anos. Abdicou do MSN Messenger, deletou o Orkut e até se separou da namorada para se dedicar ao cursinho.

“Meus amigos entendiam, davam a maior força. Só as amigas é que não gostavam muito”, riu o futuro médico. “Eu preferia não ficar junto de ninguém porque toma tempo e distrai muito, sua cabeça fica em outro lugar”. A preocupação com o vestibular era tanta que o estudante procurou apoio em uma única fonte: a comida.

“Eu engordei 18 quilos durante a época do vestibular”, disse João Paulo. Sua rotina era pouco saudável: além da jornada de oito horas no cursinho – “às vezes mais, às vezes menos” –, João retomava os estudos durante a noite, só descansando à tarde. Hoje em dia, diz que não está arrependido da correria. “Faria tudo de novo. Valeu totalmente a pena. Ainda mais a pena do que eu pensava.”

E depois de passar na faculdade, João Paulo, o que mudou no jeito de estudar? “Eu levo a faculdade a sério, é claro, tiro boas notas. Mas não deixo de curtir, viajar, ir pra balada, fazer esporte, curtir um filme em casa, sou uma pessoa agitada. O assunto da faculdade é infinito, você pode direcionar para onde quiser, mas o cursinho tem uma série programada de estudos que te deixa maluco depois de um ou dois anos”. Entendido, Zero Um!

Via: http://guiadoestudante.abril.uol.com.br/vestibular/noticias/ser-primeiro-possivel-495824.shtml

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Por: Gazeta Online (ES) Priscilla Thompson

Prestar atenção aos fatos marcantes da atualidade e saber relacioná-los a acontecimentos históricos podem ser a grande dica para quem quer se dar bem no novo Enem. Eleições nos Estados Unidos, crise econômica mundial, gripe suína e escândalos no congresso brasileiro prometem estar no alvo das questões do novo exame, que será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro.

No entanto, não basta saber dos assuntos mais recentes. “É preciso entender o contexto em que se apresentam e as disciplinas que podem envolvê-lo”, diz o professor de História Renato Coutinho.

Para ele, também não adianta o aluno saber tudo sobre as medidas tomadas por Barack Obama no seu início de governo, por exemplo, sem entender as relações dessas medidas com o que se passa em outros países, como Cuba e Iraque.

As atualidades podem ser tema de Redação ou aparecer apenas nos enunciados das questões, como elemento ilustrativo. “O objetivo principal será exigir do aluno a capacidade de traçar um paralelo entre o que é atual e o que é diretamente ligado às disciplinas”, diz.

Para o professor de Biologia Mauro Koppe, a prova não será muito diferente dos anos anteriores. “O que muda é que os alunos deverão demonstrar uma noção mais ampla sobre assuntos variados e atuais”, diz.

E exemplifica: “A prova pode cobrar um tema, como a gravidez na adolescência sob diversos aspectos. Dentro da Biologia, pode falar da reprodução humana. Na Geografia, abordar o aspecto populacional do assunto. E, ainda, falar do problema social e familiar que é gerado”, diz.

O aluno do 3º ano Hugo Patrocínio Belshoff, 16 anos, já está mudando a rotina de estudos para ficar ligado nos temas atuais. “Estou lendo jornais e sites de notícias diariamente. Os professores já disseram que a gente vai precisar aprender a relacionar disciplinas, como Matemática e Geografia ou Geografia e Física em uma só questão”, explica.

Ele diz, ainda, que os alunos estão abandonando a decoreba. “Vamos continuar aprendendo as disciplinas, mas sempre pedindo indicações de como elas podem ser cobradas agora”, diz.

Inscrição em junho e julho
As inscrições para o novo Enem estão previstas para acontecer entre os dias 15 de junho e 17 de julho. O Ministério da Educação (MEC), porém, ainda não definiu como elas serão feitas nem divulgou em quais cidades as provas serão aplicadas.

O valor da taxa de inscrição será de R$ 35,00, como no ano passado, mas estudantes que estiverem concluindo o ensino médio em escolas públicas podem se inscrever gratuitamente. Também são isentos da taxa alunos da rede privada ou que finalizaram os estudos em anos anteriores, desde que declarem situação de carência.

O Enem vai acontecer nos dias 3 e 4 de outubro, em 1.600 cidades brasileiras. O resultado das provas objetivas será divulgado no dia 4 de dezembro. Já o resultado final, incluindo a redação, será

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conhecido em 8 de janeiro de 2010.

O novo exame será composto por 200 questões, divididas em quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Os blocos de conteúdos, com 50 questões cada, serão divididos nos dois dias de provas, que acontecem no sábado à tarde e no domingo pela manhã e à tarde.

Os assuntos a serem focados
A dica dos professores é ficar de olho nos assuntos atuais e saber relacioná-los com os acontecimentos que ocorreram no passado

Política
Relacionar a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, com a atuação de outros presidentes que marcaram época, como Nelson Mandela, na África do Sul
Ficar ligado nos escândalos recentes da política brasileira, como o mensalão e a concessão de passagens no Congresso
Saber relacionar a lei que torna sigilosos documentos federais ao período da Ditadura Militar

Economia
Relacionar a crise econômica mundial à recessão da economia vivida em 1929
Entender a ligação entre a queda no consumo de bens duráveis e o desemprego no Brasil
Perceber as relações entre a situação atual do petróleo no país e a crise vivida na década de 80

Meio ambiente
Alterações climáticas, poluição e ecologia relacionadas às políticas mundiais em torno da preocupação com o meio ambiente
A produção de biocombustíveis e a relação dos produtos com os benefícios ao meio ambiente

Saúde
Gripe suína: saber relacioná-la à Gripe Espanhola, de 1918, e ser capaz de abordá-la sob diferentes aspectos, tanto na Geografia (impactos geográficos) quanto na Biologia (aspectos da doença)
Doenças relacionadas à poluição do ar e da água, e questões ambientais interligadas
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e aspectos sociais, como a gravidez na adolescência e suas implicações nos novos modelos familiares

Cultura
Pode ser cobrada a leitura de textos gerados em diversas esferas sociais, como a internet (suporte textual em gêneros digitais)
A cultura e suas manifestações: dança, teatro, música, artes visuais
Estudo das práticas corporais, como esporte, dança, lutas, jogos e brincadeiras
Relacionar obras de arte e manifestações culturais ao estilo artístico e o contexto histórico de obras

Filmes. É bom ficar de olho nas produções cinematográficas. Os filmes em cartaz nos cinemas, e os que foram lançados, recentemente, trazem assuntos atuais e que movimentam polêmicas sobre diversos assuntos

Quadrinhos. Assim como a música representou, até os anos 90, uma grande fonte de atualidades, hoje os quadrinhos são os preferidos para o tratamento informal de assuntos importantes. E eles sempre estão nas provas

Saiba tudo sobre o Enem 2009

Prepare-se para a maratona de exercícios

Via: Universia

Por Mariana Bevilacqua

Diego diz ter resolvido entre 200 a 300 exercícios por dia.

A pouco mais de um mês do início da seqüência de vestibulares de meio de ano, o estudante Diego Bernardo sabe bem o que está prestes a começar. Ele, que vai concorrer a uma vaga no curso de medicina, enfrentará uma etapa intensa a partir de agora. Basta ver a rotina que o rapaz encara para se ter uma idéia. Ao fim das aulas, ele segue para a biblioteca do cursinho, revisa rapidamente a matéria e se dedica a resolver entre 200 e 300 exercícios para fixar as teorias. Faz isso até aproximadamente 22h40, quando volta para casa. O hábito de resolver as questões das apostilas e de edições anteriores de vestibular se repete todos os dias, inclusive aos sábados e domingos.

Para a coordenadora geral do cursinho do XI, Augusta Aparecida Barbosa Pereira, resolver exercícios referentes à matéria estudada ajuda a aprender. “Os exercícios devem ser priorizados especialmente perto da data dos vestibulares, em que muitos alunos se atentam apenas à leitura da revisão da matéria do ano”, alerta ela. Para Augusta, o aluno só aplica a teoria das aulas se fizer as questões correspondentes, quando é possível perceber se o conteúdo foi entendido e se ainda há dificuldades com o tema. A coordenadora deixa bem claro que a maratona de exercícios é praticamente obrigatória, sob risco do estudante passar por problemas na resolução da prova. “Ao deixar as questões de lado, no momento do vestibular o aluno pode sentir dificuldades e achar que não sabe o suficiente, pois o processo seletivo tem questões mais elaboradas em comparação à teoria apresentada em sala de aula”, explica.

A afirmação é compartilhada pela coordenadora geral do cursinho da Poli, Alessandra Venturi, para quem o conhecimento só é testado com os exercícios. “Ao trabalhar o conceito passado em sala é mais fácil absorver a matéria. Alguns exercícios, como é o caso dos de processos seletivos, pedem mais de um ponto sobre o mesmo assunto. Essa tática permite aos vestibulares avaliar se o aluno domina o tema”, declara ela.

Justamente para testar a absorção do conteúdo e eliminar qualquer dúvida sobre a matéria aprendida, a estudante Letícia Gomes, 19 anos, que vai prestar vestibular para Medicina Veterinária, revisa a matéria vista no mesmo dia. “Faço resumos sobre as aulas e, só após consultar outros livros com assunto relacionado, faço os exercícios da apostila. No caso de matérias que tenho mais dificuldade, pego livros na biblioteca para treinar mais. Já fiz cerca de 200 exercícios para entender uma matéria”, afirma a garota. Ela diz que os exercícios a ajudam compreender como serão as provas de vestibular.

Letícia revisa o conteúdo antes de resolver as questões. No cartel dela, 200 exercícios resolvidos.

Bernardo adota outra estratégia e nunca se restringe apenas às questões das apostilas, mesmo que tenha facilidade no assunto. “Respondo aos exercícios de livros que se aprofundam mais no tema. Isso reforça o aprendizado”, acredita o rapaz, que estuda apenas uma matéria por dia. “Como gosto de me aprofundar nos conteúdos, desmembro em diversas partes o assunto passado em aula. Pesquiso cada parte e faço resumos. Depois respondo a exercícios específicos de cada tópico”, explica ele.

Embora diferentes quanto à quantidade dos exercícios, os métodos de Bernardo e Letícia prevêem que, mesmo às vésperas das provas, o conteúdo seja revisto antes que as questões sejam enfrentadas. O método é aprovado pelo coordenador do Anglo Vestibulares, Alberto Francisco do Nascimento. “Antes de partir para o exercício é preciso entender a matéria. Quando já há domínio sobre o tema, quanto mais exercícios realizar, mais vai fixar o conhecimento. Isso facilita que o aluno não esqueça nenhum conteúdo importante”, diz Nascimento. Para ele, além de estudar os conteúdos passados em aula, é preciso tempo livre para revisar matérias mais antigas e treiná-las com… mais exercícios. “As questões respondidas facilitam a preparação para os próximo processos seletivos porque ao escrever as soluções o candidato lembra melhor de como proceder para solucionar cada pergunta”, acrescenta ele.

O coordenador recomenda que a rotina de estudos seja individual, para evitar distração. Exatamente por isso, mesmo com um grupo de estudos por perto, Bernardo estuda sozinho. “O grupo fica separado e só se une quando há dúvidas. Sempre tem alguém com mais facilidade no assunto para ajudar quem não consegue resolver os exercícios”, conta ele. Já Letícia opta por ficar sozinha e, ao surgir incertezas, recorrer aos plantonistas ou professores. “Tento resolver os exercícios com eles para que me expliquem o que está errado”, afirma ela.

Depois de realizar as tarefas para fixar as matérias estudadas, o coordenador do Anglo Vestibulares aconselha os alunos a procurar provas específicas. “Eles devem checar as provas anteriores de todos os vestibulares que querem prestar e resolver o exame todo. Dessa forma, além de treinar conceitos da matéria, ainda dão direcionamento específico para o processo seletivo”, sugere Nascimento. Alessandra concorda que é necessário priorizar o vestibular que será prestado. “O aluno deve resolver as provas de edições anteriores do vestibular em que se inscreveu para direcionar o assunto a ser estudado”, lembra a coordenadora geral do cursinho da Poli.

Exercícios corrigidos

Mas as toneladas de exercícios não resolvem o problema por completo. De acordo com Augusta, mesmo depois de responder a várias questões, algumas dúvidas podem permanecer. Até porque, mesmo com a rotina de resolução massiva de exercícios para fixar a matéria estudada, o aluno pode perceber que suas respostas estão erradas. “Nesses casos, é importante procurar um plantonista para explicar toda a matéria novamente. Se o aluno deixa as dúvidas passarem não vai entender o conteúdo seguinte”, adverte Alessandra.

Para Nascimento, ter respostas erradas em todos os exercícios significa que o aluno não entendeu a matéria. “O primeiro passo é fazer, individualmente, uma revisão de todos os conceitos da aula. Se mesmo depois da revisão o jovem não entender a matéria, é preciso procurar o professor e pedir que a explique novamente”, aconselha ele.

O problema, de acordo com a coordenadora do cursinho do XI, pode ser mais simples. “Esses erros podem ser provocados pela afobação. Os alunos devem procurar os professores ou plantonistas que olham as questões com calma. Muitas vezes, só de ajudarem a fazer uma leitura mais organizada da proposta o aluno entende as perguntas”, diz Augusta.

Resolver exercícios é a forma de colocar a teoria em prática. Se depois de rever os assuntos as dúvidas persistirem, procure amigos, professores ou plantonistas para esclarecer os conteúdos.
Depois de realizar todos os exercícios que a apostila propõe, procure questões com maior grau de dificuldade em livros.
É aconselhável resolver edições anteriores dos vestibulares para testar os conhecimentos e conhecer o formato da prova.
Leia notícias para se manter informado sobre atualidades.
Cada aluno tem um perfil. Por isso, procure perceber o que é melhor: estudar apenas uma matéria por dia ou várias.

Vestibular

06/03/09

Jaqueline Vaz Vanini | São Paulo – SP | Odontologia

Por sugestão de um amigo, hoje eu ia escrever sobre organização. Mas como é um pouco mais extenso, resolvi antes falar sobre interpretação. Porque pelo menos metade dos erros está em não interpretar corretamente os exercícios.

Isso exige atenção, concentração e treinamento. E é uma coisa que é muito explorada nos vestibulares. Exercícios com textos, com dados, gráficos, tabelas, e isso em todas as matérias, desde geografia até matemática e física. Então deixo aqui algumas dicas:

1) Anote as informações e dados que o enunciado apresenta. Aprenda a identificá-las e separá-las rapidamente (isso só pode ser feito com muito treino). Isso é importante para separar o essencial do dispensável.

2) Entenda o que o exercício está pedindo. Qual dado está faltando? O que exatamente ele quer, qual informação? A partir daí você estabelece uma relação entre os dados apresentados, que vai te levar ao que é proposto.

3) Entendido o que o exercício quer, veja quais informações são irrelevantes. Muitas vezes o exercício apresenta informações em excesso e você só poderá identificá-las se souber exatamente o que é proposto e quais são os conceitos envolvidos.

4) Aplique os conceitos necessários para se chegar ao resultado (isso pode ser uma fórmula, uma teoria, uma análise). No caso de matérias exatas geralmente TODAS as fórmulas relacionadas ao conteúdo do exercício são dadas, então você deve identificar qual delas irá utilizar. Por isso, não decore as fórmulas, mas aprenda a INTERPRETÁ-LAS, saber para que elas servem, qual o conceito e grandezas envolvidos.

5) No vestibular o tempo é curto. Você precisa aprender a raciocinar rápido. Alguns tem mais facilidade, outros tem muuuuita dificuldade. Superar as dificuldades só com muito treino. Então treine! Uma boa dica para começar é o ENEM. Todos o consideram um “bicho de sete cabeças”, mas se pararmos para analisar, a maioria dos exercícios são relativamente fáceis, que só exigem interpretação.

Então, aprendam a aplicar a teoria na prática. Parece que muita gente não entende esse conceito, mas ele é totalmente verdadeiro. Não adianta decorar fórmulas e teorias e não saber onde elas se aplicam. Lembre-se que o exercício não vai te perguntar qual a fórmula, a teoria, o conceito, a análise, mas sim onde e como ela se aplica.

É isso, até a próxima!

Via:http://www.sejabixo.com.br/vestibular/default2.asp?s=ralando2.asp&id=138&ano=24