Profissões e Carreira


Por: GILBERTO DIMENSTEIN

Gilmar Mendes comparou o jornalista ao cozinheiro; não acredito que um cozinheiro, no futuro, prospere sem diploma PROFESSOR de Harvard, o psicólogo Howard Gardner ganhou notoriedade mundial ao disseminar o conceito de inteligências múltiplas -em poucas palavras, a inteligência se manifesta das mais diferentes formas, inclusive na habilidade como se move o corpo num campo de futebol. Veja a renda mendal de jogadores que desprezaram a escola como Adriano (R$ 300 mil) ou Ronaldo (R$ 1,1 milhão) -agora, compare com salário de um professor doutor da USP, com dedicação integral (R$ 6,7 mil). Imagine quantos times de professores seriam necessários para ganhar o salário dos dois jogadores. O psicólogo afirma que uma das habilidades fundamentais no mercado de trabalho é a “mente sintetizadora”. Por isso, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal, na semana passada, de permitir que até um jovem com ensino médio (ou menos) trabalhe numa Redação, o jornalista não terá futuro sem, no mínimo, um diploma. Provavelmente o menos importante desses diplomas seja o de jornalismo. Mente sintetizadora é a habilidade de extrair o que é essencial do amontoado cada vez maior de informações despejada diariamente pelos mais diferentes meios. Para Gardner, o profissional do futuro deverá ter essa “mente” ou, pelo menos, ser assessorado por alguém que a tenha, do contrário tende a ficar paralisado entre as múltiplas alternativas. Para nenhuma atividade profissional, o desafio de lidar com o excesso de informação (e, portanto, exercer a capacidade de síntese) é tão pesado como para os jornalistas. Afinal, a imprensa é e será o grande filtro, seja no papel, no rádio, nas telas da televisão ou do computador. O jornal “The New York Times” inventou, no mês passado, um novo cargo: editora de “mídia social”. Sua missão: navegar pelo labirinto das redes de internet como Orkut, Facebook, Twitter, além da floresta de blogs, e descobrir informações e tendências. Quem está acompanhando as manifestações do Irã, vê o papel dessas redes diante da proibição de divulgação de notícias. Não se desenvolve a capacidade de síntese sem um longo treino de associação de dados, ideias e conceitos, o que exige uma vivência de ensino superior, com cargas de leitura e dissertações aprofundadas. Desenvolve-se, aí, a competência

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para identificar, relacionar e selecionar, a partir de problemas complexos. Daí que o aluno que passou a vida decorando para fazer provas tem até a chance de entrar numa boa faculdade, mas corre o risco de quebrar a cara no mercado de trabalho. O fim da obrigatoriedade do diploma responde a essa demanda dos meios de comunicação: a abertura para profissionais ou acadêmicos das mais diversas áreas, especializados em determinados assuntos, capazes de acompanhar melhor a velocidade do conhecimento. É bem diferente de certos tempos em que se aceitavam, sem maiores problemas, repórteres talentosos para descobrir o futuro, mas incapazes de escrever; havia, na Redação, profissionais pagos para escrever a matéria, chamados “copidesque”. O jornalista de qualidade será obrigado a se reciclar permanentemente, mantendo-se ligado a algum nível de vida acadêmica. É apenas consequência óbvia da era da aprendizagem permanente. Ou seja, um diploma é pouco. O presidente do STF, Gilmar Mendes, ao justificar o fim do diploma, comparou o jornalista ao cozinheiro. Também não acredito que um cozinheiro, no futuro, prospere sem diploma de ensino superior. Ao contrário do que se pensa, o fim do diploma deve ajudar os cursos de jornalismo. Basta ler um texto universitário para ver a inviabilidade da linguagem acadêmica na mídia. Os profissionais que desejarem prosperar numa Redação terão de reciclar sua linguagem e lidar com as técnicas de comunicação; o acadêmico tem a reverência do processo; o comunicador, a do instante. Minha aposta é que serão criados cursos de curta duração, no estilo sequencial, com foco no mercado de trabalho. Com a decisão do STF, tirando os corporativistas, todos saíram ganhando a começar do leitor. PS – Minha aposta: os cursos de jornalismo mais procurados serão uma versão um pouco mais ampliada dos treinamentos oferecidos atualmente em jornais e algumas revistas. Ou seja, centrados na prática e no contato com jornalistas em atividade. Fora disso, é para quem procura fazer teses de doutorado (o que, diga-se, é importante). Ou jogar dinheiro fora. É mais uma pancada contra a praga do corporativismo que, na semana passada, levou mais cutucões, entre os quais a divulgação dos salários dos serviços municipais pela Prefeitura de SP e o anúncio da obrigatoriedade de exames para diretores regionais de ensino e de saúde, além dos diretores dos hospitais da rede pública paulista. Vamos, aos poucos, aprendendo a valorizar o mérito para defender a coletividade, especialmente os mais pobres. Para completar, alunos se mobilizaram contra a greve na USP.

Escrito por Zélia Leal Adghirni
Ter, 13 de Outubro de 2009 15:28

O paradoxo do pensamento do âncora do Jornal Nacional sobre a universidade e os cursos de jornalismo


Ilustração: Yuri Leonardo sobre fotos de Felipe Matheus

O editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, está em turnê por universidades brasileiras para lançar o seu livro sobre os bastidores do telejornal mais popular do país, Jornal Nacional: Modo de fazer. Em contraste à sisudez do JN, o Bonner que se viu na UnB era diferente: falava palavrão, imitava políticos e contava piadas. Da plateia surgiu a pergunta inevitável: A posição de Bonner sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Na resposta, um paradoxo que nos apresenta a professora Zélia Leal Adghirni no artigo que segue.

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro showman do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de Jornalismo na Universidade de Brasília na última segunda feira [5/10]. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo/Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar por absoluta falta de espaço e assistiram à palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir, enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de Jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.

Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do Jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que surpreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de Jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. “Jornalismo se aprende no mercado”, disse ele sem medo de errar. Os cursos de Jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação.

Doação dos direitos autorais

Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à platéia deslumbrada: “Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo.” Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista, mas mudou de opinião “porque agora valorizo o papel da universidade”.

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que “deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias” nos cursos de Jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra “obsceno”, referindo-se à forma de um biscoito. “Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc.”

O mais surpreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração que os cursos de Jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos “de doutrinamento esquerdista”. E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é difícil divergir dos professores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de Jornalismo das universidades públicas brasileiras. Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista, pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de seu livro à USP. Que devia isso à Universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Mais respeito à universidade

Imaginem o impacto e a amplitude destas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As idéias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de Jornalismo “por vocação (no sentido weberiano)”, que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país. A Universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e, sobretudo, sobre a Globo, a única que realmente faz um “jornal nacional” no país.

Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente, já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica, inesquecível, ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso, espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Zélia Leal Adghirni é jornalista e professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Este artigo também foi publicado no Observatório da Imprensa.

Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com o estudo ‘O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho’, divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os médicos também lideram a lista do número de horas trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas.
Já os médicos com graduação tem um salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de ocupação de 90%.

No sentido oposto, os formados em teologia estão entre as piores colocações e em terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.
Para saber a média salarial de sua profissão, já dividida por critérios de sexo, raça, idade e grau urbano, clique aqui.

A FGV lembra, no entanto, que os salários do quadro são de 2000 e precisam ser multiplicados por 1,55 para se chegar aos valores atuais corrigidos pela inflação.

Relação educação/salário
Para a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre escolaridade e remuneração. ‘A hierarquia educacional se reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho, ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e tem maiores chances de conseguir trabalho’, afirmou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri.
Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de políticas públicas como para auxiliar a escolha do cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de pós-graduação de acordo com o retorno que cada Profissão pode oferecer.

Veja abaixo os 40 primeiros da lista com os salários já atualizados:*

Os salários incluem a renda de todos os trabalhos, ou seja, os dados incluem a renda de mais de um emprego de médicos ou advogados, por exemplo.

1- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07

2- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10

3- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79

4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24

5- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39

6- Medicina (graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82

7- Outros cursos de engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05

8- Engenharia mecânica (graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49

9- Engenharia civil (graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85

10- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32

11- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.349,96

12- Geologia (graduação)
Salário médio: R$ 5.285,77

13- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)
Salário médio: R$5.231,07

14- Militar
Salário médio: R$ 5.039,14

15- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.028,37

16- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.947,44

17- Engenharia química e industrial (graduação)
Salário médio: R$ 4.844,92

18- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.677,14

19- Direito (graduação)
Salário médio: R$ 4.649,63

20- Ciências econômicas (graduação)
Salário médio: R$ 4.644,67

21- Agronomia (graduação)
Salário médio: R$ 4.356,56

22- Publicidade e marketing (graduação)
Salário médio: R$ 4.199,05 …………………………………….ou R$6.298,57 atualmente.

23- Odontologia (graduação)
Salário médio: R$ 4.075,63

24- Administração (graduação)
Salário médio: R$ 4.006,61

25- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 3.949,86

26- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)
Salário médio: R$ 3.928,07

27- Letras e artes (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.864,82

28- Estatística (graduação)
Salário médio: R$ 3.846,21

29- Arquitetura e urbanismo (graduação)
Salário médio: R$ 3.835,08

30- Medicina veterinária (graduação)
Salário médio: R$ 3.758,94

31- Física (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

32- Química (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

33- Comunicação social (graduação)
Salário médio: R$ 3.435,09

34- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)
Salário médio: R$ 3.408,60

35- Farmácia (graduação)
Salário médio: R$ 3.381,98

36- Ciências da computação (graduação)
Salário médio: R$ 3.325,40

37- Outros de ciências agrárias (graduação)
Salário médio: R$ 3.278,04

38- Pedagogia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.219,14

39- Ciências contábeis e atuariais (graduação)
Salário médio: R$ 3.105,60

40- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)
Salário médio: R$ 3.099,10
Fonte: Folha de SP e FGV

Centro-Oeste é a região que paga melhor os profissionais

Por: Adriele Marchesini
26/01/07 – 10h10
InfoMoney

SÃO PAULO – A vida para quem decide fazer um curso superior já começa com desafios: primeiro, conseguir uma vaga na faculdade. Depois disso, uma colocação no mercado de trabalho. Somado a tudo isso vem o salário, que muitas vezes não condiz com o esperado por quem estudou tantos anos para se formar.

Pesquisa realizada pelo Observatório Universitário mostrou que, na média, a região brasileira que melhor paga seus profissionais é o Centro Oeste. O salário está em torno de R$ 2 mil, levando em consideração as profissões de Engenharia, Direito, Administração, Comunicação, Ciências Contábeis e Letras.

Em seguida, vem o Sudeste, com R$ 1.700; Norte, com R$ 1.600; Sul, com R$ 1.500, e Nordeste, com R$ 1.400. Vale mencionar que a faixa salarial analisada foi a de profissionais de 30 a 49 anos.

Veja, abaixo, as diferenças de pagamento para cada profissão estudada pelo instituto.

Engenharia
Cálculo, prancheta, projetos e construções. Na média brasileira, um profissional de Engenharia recebe R$ 2.800 mensais. As regiões que melhor pagam esses profissionais de 30 a 49 anos são o Centro Oeste e Sudeste, com R$ 3 mil. Em seguida estão Nordeste e Sul, com R$ R$ 2.500 e, por último, o Norte, com R$ 2.200.

Para quem está começando, e tem de 23 a 29 anos, a média salarial é de R$ 1.500, sendo que o pagamento é disposto da seguinte forma: R$ 1.700 para o Sudeste; R$ 1.600 para o Centro-Oeste; R$ 1.500 para o Sul; e R$ 1.300 para o Norte e o Nordeste.

Mas o retorno financeiro vem mesmo após os 50, quando a média salarial é de R$ 3.500, na seguinte disposição: Sudeste e Centro-Oeste (R$ 4 mil); Sul e Nordeste (R$ 3 mil); e Norte (R$ 2.500).

Direito
“A Lei é a razão liberta da paixão”, já dizia Aristóteles. E seus seguidores, os advogados, encontram no Centro-Oeste o melhor retorno financeiro em todas as faixas etárias. Na média nacional, quando estão começando, os recém-formados em Direito (23 a 29 anos) ganham R$ 1.500. Esse salário aumenta conforme a passagem dos anos: R$ 2.800 para 30 a 49; e R$ 3 mil para acima de 50.

O pagamento médio para a faixa etária intermediária é de R$ 2 mil no Brasil, sendo que nenhuma região emprega valores menores. Nordeste, Sul e Sudeste ficam com esse total cravado, ao passo que o Norte paga um pouco melhor: R$ 2.500.

Veja os diferentes salários para a faixa um (de 23 a 29 anos) e para a três (de 50 a 64 anos) de acordo com a região:

  • Nordeste: R$ 1.200 e R$ 2.300;
  • Norte: R$ 1.500 e R$ 3 mil;
  • Sul: R$ 1 mil e R$ 2.500;
  • Centro-Oeste: R$ 1.500 e R$ 3 mil;
  • Sudeste: R$ 1.200 e R$ 2.500.

Administração
Cuidar de toda a rotina administrativa de uma empresa é mais rentável no Centro-Oeste e no Sudeste. Enquanto a média salarial do Brasil está em R$ 1.800, essas regiões pagam R$ 2 mil para os profissionais da faixa intermediária.

Com o passar dos anos, o profissional fica mais bem pago na região de Brasília, com média salarial de R$ 3 mil. Os administradores que permaneceram no Sudeste, por sua vez, perdem R$ 500 em comparação aos seus colegas daquela região. Mesmo assim, ainda ganham acima da média nacional, que fica em R$ 2.300. O restante das regiões paga abaixo da média: R$ 2 mil.

No que diz respeito à faixa etária 1, as melhores região são Sudeste e Norte, com R$ 1 mil – exatamente a média nacional para a idade. O restante paga em torno de R$ 800.

Comunicação
Um oceano de conhecimento – mas com um centímetro de profundidade. Assim pode ser descrito o profissional da comunicação, que recebe R$ 1.700 na média nacional (levando em consideração a faixa etária intermediária). Os iniciantes, por sua vez, ganham R$ 1.020, enquanto os mais experientes recebem R$ 2 mil.

De 23 a 29 anos, os pagamentos variam de R$ R$ 1.400 no Centro-Oeste; R$ 1.200 no Sudeste; R$ 1.040 no Sul; R$ 750 no Norte; e R$ 700 no Nordeste. De 30 a 49 anos eles ficam em, respectivamente, R$ 2.400; R$ 1.800; R$ 1.500; R$ 1.550 e R$ 1.200.

Acima de 50 anos, o melhor local é o Centro-Oeste, que fica em R$ 3 mil. O sudeste paga exatamente a média nacional (R$ 2 mil), ao passo que as demais regiões, Norte, Sul e Nordeste, ficam abaixo com, respectivamente: R$ 1.600, R$ 1.500 e R$ 1.300.

Ciências Contábeis
Entre calculadora, programas de computador e balanços, o profissional de Ciências Contábeis ganha, na média nacional, R$ 800 de 23 a 29 anos; R$ R$ 1.500 de 30 a 49 anos e R$ 2 mil acima de 50.

Na primeira faixa etária, a disposição de pagamentos fica da seguinte forma: R$ 1 mil para o Norte; R$ 900 para o Centro-Oeste; R$ 850 para o Sudeste, R$ 800 para o Sul e R$ 750 para o Nordeste. Na intermediária, o Centro-Oeste paga mais (R$ 1.800), seguido por Norte, Sul e Sudeste, empatados em R$ 1.500; e Nordeste, com R$ 1.370.

Os mais experientes, acima de 50 anos, ficam dispostos da seguinte maneira: R$ 2.500 para a região de Brasília; R$ 2 mil no Sudeste e no Sul; R$ 1.900 no Norte e R$ 1.800 no Nordeste.

Letras
Quem escolhe o curso de Letras começa na profissão (faixa de idade um) ganhando R$ 700 na média nacional. Esse valor passa para R$ 1 mil quando o profissional tem de 30 a 49 anos (intermediária), e sobe para R$ 1.050 acima dos 50 anos (três).

Veja os diferentes salários para a faixa um (de 23 a 29 anos), dois (30 a 49 anos) e para a três (de 50 a 64 anos) de acordo com a região:

  • Nordeste: R$ 450, R$ 700 e R$ 800;
  • Norte: R$ 720, R$ 1030, R$ 1.200;
  • Sul: R$ 600, R$ 900, R$ 950;
  • Centro-Oeste: R$ 750, R$ 1 mil, R$ 1.180;
  • Sudeste: R$ 800, R$ 1.100 e R$ 1.200.

Via: http://www.catho.com.br/dicas/
Alguns fatores, tanto internos quanto externos, contribuem para definir o salário de um executivo em uma empresa. Para identificar esses fatores, o Grupo Catho realizou uma pesquisa com 9.484 executivos de todo o Brasil.

Foram significativos, para explicar a variação do salário de executivos os seguintes fatores: cargo, idade, fluência em inglês, sexo, grau educacional, tamanho da empresa (faturamento), fator “Atividade” do teste ARSEM, o fato de a empresa contar com capital estrangeiro, a quantidade de bônus recebida e localização do emprego atual.

A análise estatística dos dados permitiu estruturar a seguinte tabela, mostrando a influência de alguns fatores na composição do salário do executivo:

Fator Acréscimo na remuneração (R$/mês)
Promoção de cargo R$ 1.226,57
A cada 5 anos de vida R$ 572,23
Fluência em inglês R$ 998,54
Aumento no faturamento da empresa R$ 829,88
Empresa com capital estrangeiro R$ 572,26
Trabalhar na Grande São Paulo R$ 572,66
Aumento a cada 10% na remuneração variável (bônus) R$ 167,07
Ser homem R$ 796,24
Aumento no grau de escolaridade R$ 633,93
Aumento de um ponto no fator “Atividade” (ARSEM) R$ 52,58

Faremos a seguir um apanhado geral das principais conclusões da pesquisa, para efeito informativo.

Salário entre homens e mulheres

  • As mulheres, em geral, ganham menos do que os homens, ainda que ocupando cargos semelhantes ou idênticos. Mulheres executivas ganham 16,2% menos que homens executivos em cargos semelhantes.

    Salário em relação a fluência na língua inglesa

  • A fluência na língua inglesa tem forte influência na remuneração dos executivos. Apesar deste dado, comprovado estatisticamente, somente 47,6% dos profissionais pesquisados declararam falar inglês com fluência.

    Para os cargos executivos mais altos, a fluência em inglês pode representar uma remuneração até 4,6 vezes maior em relação aos que não falam inglês. Na pesquisa, em todos os níveis executivos, ter fluência na língua inglesa representou uma remuneração pelo menos 50,0% maior para o profissional.

    Salário em relação à escolaridade

  • Grau de escolaridade também apresenta forte influência no salário dos executivos. Para os cargos mais altos, a variação no salário pode chegar a mais de 4,3 vezes.

    1) Em todos os cargos executivos, ter um título de mestrado representa um salário de mais de 100% maior do que aqueles que não possuem curso superior.

    2) Possuir doutorado não foi considerado um diferencial no salário, exceto para os advogados.

    A importância do salário variável

  • Quanto à participação mediana de bônus e comissões no salário dos executivos que auferem esta complementação, note-se que 55,9% dos respondentes não têm nenhum tipo de bônus ou comissões.

    Dos que recebem, o depoimento é de que o pagamento de bônus e comissões implica na cobrança de resultados.

    1) Há uma correlação entre a remuneração total bruta paga e a porcentagem de remuneração que é de bônus mais comissões.

    Comparando-se com os resultados da pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997, houve um crescimento geral no percentual do valor médio de bônus mais comissões.

    2) Em comparação com a pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira do executivo brasileiro”, o índice de profissionais que não recebem bônus ou comissões subiu 14 pontos percentuais.

    Registro em carteira profissional e os executivos

    Dos 9.484 respondentes, 69,3% indicaram ter registro em carteira profissional, conforme a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

    Isto varia de acordo com o cargo e com o tipo da empresa.

    Comparando-se com os resultados da pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997, houve uma queda acentuada no número de registro em carteira (de 82,7% para 69,3%).

  • Em empresas familiares, 64.3% dos empregados possuem registro em carteira. Em empresas não-familiares, 71,9% dos empregados têm este vínculo empregatício.
  • Empresas com capital estrangeiro registram em carteira 86,5% dos empregados, enquanto que empresas de capital nacional registram em carteira 60,1% dos empregados.

    A importância da idade no salário dos executivos

  • 90% dos respondentes situam-se na faixa de idade que vai até os 45 anos. Os profissionais estão ainda mais jovens do que o constatado na Pesquisa “A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros”, de agosto de 1997. A idade mediana dos profissionais continua baixando e passou de 41 para 31 anos. A faixa de idade até 35 anos compreende agora 61,9% do total de respondentes, contra 25,88% da pesquisa anterior.

    A tendência mostrada por nossas pesquisas indica que o mercado continua crítico para profissionais com idade acima de 45 anos (veja a tabela a seguir).

    Distribuição dos respondentes por idade (em %)
    Faixa de Idade Total Homens Mulheres
    De 21 a 30 anos 42.2 % 35.7 % 57.5 %
    De 31 a 35 anos 19.7 % 20.0 % 19.3 %
    De 36 a 40 anos 14.7 % 15.7 % 12.8 %
    De 41 a 45 anos 9.8 % 11.4 % 6.6 %
    De 46 a 50 anos 5.0 % 6.0 % 3.0 %
    De 51 a 55 anos 2.3 % 3.0 % 0.9 %
    De 56 a 60 anos 0.7 % 1.0 % 0.3 %
    De 61 a 65 anos 0.2 % 0.2 % 0.2 %
    Acima de 65 anos 0.1 % * 0.1 %
    Idade Mediana 31 33 28

    Tabela comparativa: idade versus salário anual mediano (R$)

    Os números parecem indicar que a verdadeira razão para discriminar executivos maduros é que eles são mais caros.

    Faturamento Idade Presidente Diretor Gerente
    Acima de
    US$ 100 milhoes
    21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    139.750,00
    136.500,00
    214.500,00
    201.500,00
    227.500,00
    214.500,00
    260.000, 00
    *
    *
    110.500,00
    143.000,00
    158.167,00
    173.333,00
    198.250,00
    201.500,00
    208.000,00
    *
    *
    53.625,00
    70.155,00
    76.853,00
    85.386,00
    93.889,00
    108.333,00
    92.300,00
    91.000,00
    *
    US$ 50 a 99 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    71.500,00
    *
    169.000,00
    *
    149.500,00
    201.500,00
    227.500,00
    240.500,00
    *
    58.500,00
    143.000,00
    149.500,00
    169.000,00
    149.500,00
    143.000,00
    159.250,00
    *
    *
    45.500,00
    67.826,00
    71.500,00
    81.714,00
    84.770,33
    84.500,00
    94.250,00
    *
    123.500,00
    US$ 15 a 49 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    88.833,33
    106.166,66
    130.000,00
    172.250,00
    185.791,66
    214.500,00
    234.000,00
    *
    *
    84.500,00
    110.500,00
    134.875,00
    110.500,00
    123.500,00
    140.833,33
    *
    *
    *
    36.947,00
    50.818,00
    62.324,00
    64.133,00
    71.500,00
    84.500,00
    91.000,00
    *
    *
    Abaixo de US$ 15 milhoes 21 a 30
    31 a 35
    36 a 40
    41 a 45
    46 a 50
    51 a 55
    56 a 60
    61 a 65
    acima de 65
    29.545,00
    49.400,00
    50.050,00
    84.500,00
    97.500,00
    84.500,00
    117.000,00
    139.750,00
    *
    31.850,00
    56.550,00
    78.929,00
    73.125,00
    87.100,00
    86.667,00
    71.500,00
    78.000,00
    *
    27.402,00
    38.350,00
    44.895,00
    50.375,00
    48.750,00
    48.100,00
    58.500,00
    *
    *

    Localização da empresa

    Ficou evidente na pesquisa a importância da localização da empresa do respondente sobre o seu salário. São Paulo continua sendo um forte pólo para as empresas e executivos brasileiros. A pesquisa indica que estão em São Paulo:

  • 54,6% das empresas com mais de US$ 100 milhões de faturamento anual
  • 51,7% das empresas com US$ 50 a 99 milhões de faturamento anual
  • 50,7% das empresas com US$ 15 a 49 milhões de faturamento anual
  • 42,2% das empresas com menos de US$ 15 milhões de faturamento anual

    As informações que permitiram a elaboração desse artigo estão sendo refinadas com mais uma pesquisa já em fase de coleta de dados, especificamente a respeito de salários. Quase 10.000 pessoas já responderam, e os dados estão sendo tratados, dentro de total confidencialidade. Somente serão divulgadas as informações estatísticas do universo de pessoas respondentes, e jamais os dados individuais. A equipe técnica do Grupo Catho desenvolveu mecanismos que impedem as informações individuais de serem divulgadas para qualquer pessoa.

    >> Pesquisa Salarial e de Benefícios Online – atualize a tabela salarial de sua empresa

  • As diferenças salariais entre Homens e Mulheres
    Por Camila Costa
    Via |
    www.catho.com.br/salario

    Apesar da aparente igualdade entre os sexos, os salários entre homens e mulheres continuam sendo diferentes. Pensando em esclarecer essa questão a Pesquisa Salarial do Grupo Catho apresenta estas diferenças salariais.

    Através do estudo realizado pode-se notar que a diferença entre os salários de homens e mulheres vem crescendo nos últimos anos. No ano de 2005 essa diferença era aproximadamente 52% a mais para o salário dos homens. Para esse ano, até o mês de Junho, essa diferença subiu para 75,38%, no geral.

    Analisando essa diferença, no mesmo período, em cada um dos níveis hierárquicos considerados nesta pesquisa, nota-se que para a maioria dos níveis houve um aumento da diferença entre salários, principalmente para os cargos mais elevados como diretores, o qual a diferença chega a aproximadamente 20%. Para os cargos de trainee, estagiários e operacionais houve uma queda na diferença salarial quando se compara os anos de 2005 e 2007. Apesar dessa diminuição a classe referente aos operacionais tem uma diferença de 45,59%, a maior diferença entre os níveis hierárquicos.

    Com relação ao faturamento (porte) da empresa tem-se que a diferença entre os salários aumentou em todos os níveis de faturamento considerados nesta pesquisa, quando se compara os anos de 2005 e 2007. Para esse ano, observou-se que quanto maior o porte da empresa maior a diferença salarial entre os sexos, exceto para as empresas que faturam mais do que R$ 300 milhões (US$ 150 milhões). A diferença salarial chega a aproximadamente 84% em empresas que faturam de R$ 150 a 299 milhões (US$ 75 a 149,5 milhões).

    Assim, conclui-se a que a diferença salarial está aumentando, principalmente em grandes cargos. Não podemos esquecer que essa diferença tem fatores ligados não somente à discriminação sexual, mas também à diferença regional e a diferença de papéis que homens e mulheres exercem na sociedade. Um estudo mais aprofundado considerando outros fatores fez-se necessário para saber realmente quais os pontos que levam essa diferença salarial.

    Assim, realizamos uma série de análises para verificar o porquê dessa diferença, e identificamos, com base na Pesquisa Salarial de Julho de 2007, cinco fatores que explicam essa diferença. São eles:

    1 – Porte de Empresa
    2 – Nível de Cargo Ocupado por Sexo
    3 – Ramo de Atividade Econômica
    4 – Empregabilidade
    5 – Escolaridade

    Nossa pesquisa contou com 53.265 respondentes em todo o território nacional, sendo 22.730 mulheres e 30.535 homens.

    1 – Porte de Empresa

    Constatamos que existe uma quantidade maior de mulheres (46%) que estão empregadas em empresas de pequeno porte (com faturamento até R$ 15 milhões). É nesta faixa de faturamento que encontramos os salários mais baixos.

    Nas grandes empresas e que pagam salários maiores (com faturamento acima de R$ 300 milhões) a porcentagem de mulheres é bem menor (28%).

    2 – Nível de Cargo Ocupado por Sexo

    Analisando o nível de cargo ocupado verificamos que as maiores porcentagens de ocupação por mulheres estão em níveis hierárquicos mais baixos que os homens.

    * Ranking Salarial – Posicionamento da Média Geral (Salários) por ordem de grandeza, do 1º (Presidência) até 12º (Estagiário).

    Exemplo:
    62% dos cargos de nível Administrativo são ocupados por mulheres, nível que ocupa o 11º lugar no ranking de Salários. No maior nível salarial (Presidente) encontramos apenas 8% dos cargos ocupados por mulheres.

    3 – Ramo de Atividade Econômica

    Exemplo:
    Na área da Saúde e Hospitalar temos que as mulheres correspondem a 66% da mão-de-obra ocupada, sendo este um dos ramos de atividade econômica que menos remuneram (12º no ranking de salários).

    O ramo de atividade com a melhor posição salarial é o Químico e Petroquímico que possuem apenas 36% de seus empregos ocupados por mulheres.

    4 – Empregabilidade

    Verificamos que a quantidade de homens com mais empregos é superior ao das mulheres, logo podemos afirmar que os homens têm uma propensão maior a mudar de emprego, o que implica na busca por maiores salários, dado representado abaixo pela maior diferença salarial entre homens e mulheres com mais de 4 empregos.

    5 – Escolaridade

    A Escolaridade é sempre um fator que explica muito bem as relações salariais, em nossa pesquisa constatamos que o percentual de mulheres com Graduação (43%) e Pós-graduação (27%) é de 70% contra 66% dos homens (28% com Pós-graduação e 38% com Graduação).

    Estes dados absolutos e isolados não explicam bem a diferença salarial entre homens e mulheres, e para tanto cruzamos os dados com o Nível de Cargo Ocupado por Sexo.

    Segmentando os dados por Sexo, Escolaridade e Nível de Cargo, constatamos maior quantidade de graduados e pós-graduados entre as mulheres que se concentram em cargos de níveis hierárquicos mais baixos, e mantendo a dianteira até o nível de Supervisão Média, a partir desse ponto a situação começa a se inverter.

    Logo podemos concluir que as mulheres estão mais preparadas que homens e, como tem propensão menor a troca de emprego, estão galgando paulatinamente posições hierárquicas maiores, minimizando assim as diferenças salariais.

    Observação:
    A razão é uma medida que mostra, em porcentagem, qual a diferença entre os salários. Por exemplo, uma razão de 52,99 deve ser lida como: há uma diferença de 52,99% entre os salários de homens e mulheres, sendo que os homens ganham mais. Se a razão é negativa tem-se que as mulheres ganham mais.

    Quanto aos Ramos de Atividade Econômica constatamos também que a porcentagem de mulheres empregadas é maior em segmentos com média salarial mais baixa.

    Acesse www.catho.com.br/salario e obtenha mais informações sobre Remuneração. Você também pode entrar em contato conosco pelo e-mail infopesquisa@catho.com.br.

    >> Pesquisa Salarial e de Benefícios Online – atualize a tabela salarial de sua empresa

    Conheça o mercado de trabalho do jornalismo e veja como conseguir emprego

    da Folha Online

    Quem escolhe a profissão de jornalista deve se preparar, ainda na faculdade, para chegar ao mercado de trabalho com um mínimo de experiência. Durante a graduação, os estudantes devem tirar proveito dos laboratórios em diferentes áreas ou ingressar em programas de trainee mantidos pelas empresas de comunicação.

    Reprodução
    Livro oferece "caminho das pedras" para quem quer ser jornalista
    Livro oferece “caminho das pedras” para quem quer ser um jornalista

    O livro “Jornalista”, da “Série Profissões”, da Publifolha, é uma fonte de informação para quem pensa em optar por esse curso.

    Veja um capítulo do livro que traz dicas para o estudante colocar em prática a teoria e facilitar o acesso ao primeiro emprego e os dez mandamentos que um futuro jornalista deve saber.

    *

    Portas de entrada para o mercado de trabalho

    Para complementar o ensino teórico em sala de aula, as escolas de comunicação social de melhor nível desenvolvem, como meio de acesso à prática do jornalismo, a produção de diferentes produtos jornalísticos, entre os quais periódicos feitos pelos próprios alunos e que, em alguns casos, são distribuídos para a comunidade do campus ou para os moradores do bairro em que atua.

    Os veículos mais comuns são jornais e revistas, mas há instituições que também produzem sites e programas de rádio e TV. Esses veículos, estruturados como disciplinas obrigatórias do curso de graduação, têm a função de preparar os alunos para o mercado de trabalho, e os estudantes participam de todas as etapas do desenvolvimento: reunião de pauta, reportagem e edição de textos. “Esses laboratórios são a melhor maneira de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Por isso é imprescindível que ele participe ativamente”, afirma Cristiane Finger, coordenadora do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

    Outra modalidade de prática que vem se tornando comum nas escolas de jornalismo são as empresas juniores. Além de preparar o jovem para o dia-a-dia profissional, representam eficiente meio de acesso ao mercado de trabalho. Muitos dos estudantes que passam por essa etapa acabam sendo contratados por empresas para as quais já prestaram algum tipo de serviço enquanto estagiavam nas juniores.

    O ingresso em programas de trainee promovidos por veículos de comunicação também se destaca como um caminho para pôr em prática o que se aprende durante o curso, além de facilitar o acesso ao primeiro emprego. Os estágios independentes, divulgados em anúncios nos murais das escolas, também podem ser uma alternativa, desde que não se transformem em subempregos.

    Laboratórios e empresas juniores
    Criadas na década de 1980 nas escolas de administração e economia, as empresas juniores funcionaram como um laboratório de prática profissional durante os estudos. O modelo de ensino fez tanto sucesso que foi copiado por outros cursos, e hoje há juniores especializadas nas mais variadas áreas: administração, economia, direito, comunicação etc.

    A J Júnior, formada por alunos do curso de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, foi criada em 2004 pelos próprios alunos. Com pouco tempo de vida, a empresa ainda possui poucos trabalhos em seu currículo, mas alguns significativos, como a produção de conteúdo e o design do site da Pró-reitoria da USP e a cobertura de eventos para a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. “A J Júnior atua mais na área de assessoria de imprensa. Essa é uma área que estudamos no curso de jornalismo, mas não havia laboratório para que colocássemos em prática o aprendizado. Por isso, o trabalho na júnior é uma boa oportunidade para chegar a esse estágio”, afirma a editora Cássia Alves, aluna do 1º ano de jornalismo, que estagia na J Júnior desde março de 2005. O trabalho desenvolvido pela J Júnior também envolve a organização de eventos para os alunos do curso de jornalismo, como palestras e workshops.

    O quadro de “funcionários” das empresas juniores é composto exclusivamente por estudantes, que estagiam sob a orientação de professores. O dinheiro arrecadado com os trabalhos realizados é investido em equipamentos e manutenção. Os critérios de seleção dos participantes variam de uma instituição para a outra, mas, em todos os casos, prevêem entrevistas e provas práticas.

    A modalidade de núcleo de prática mais comum nas escolas de jornalismo, contudo, são os veículos de comunicação estudantis. Trata-se de jornais, revistas, sites, programas de rádio e TV feitos pelos próprios alunos e distribuídos para a comunidade do campus ou para os moradores dos bairros vizinhos à escola. Os cargos dentro das redações são preenchidos pelos alunos, orientados por professores. As matérias são factuais e podem tratar dos mais variados assuntos.

    Há 25 anos o Jornal do Campus é distribuído para a comunidade da USP. Com tiragem de 10 mil exemplares, em cores, no formato standard, o semanal trata do cotidiano da maior universidade pública do país. “O objetivo é colocar o aluno em contato com o dia-a-dia profissional que ele vai encontrar quando sair da faculdade”, explica a professora Cristiane Finger.

    Algumas escolas possuem núcleos de prática que aproximam o aluno de todos os tipos de veículos de comunicação. Além de um jornal, uma revista, um programa de rádio e um site, os alunos do curso de jornalismo da PUC do Rio Grande do Sul, por exemplo, fazem um programa informativo semanal, o TV Foca, que é transmitido em Porto Alegre pelo canal 15 da Net. “Quando eles vêem o resultado do trabalho que fizeram, há um comprometimento maior de todos”, acredita Finger. Os chamados laboratórios de prática complementam o currículo do curso de jornalismo, por isso é obrigatória a participação do aluno em todas as modalidades.

    Estágios e programas de trainee
    Dirigidos aos estudantes que ainda estão se graduando, os estágios em empresas de comunicação tornaram-se um caminho natural para o ingresso no mercado de trabalho. O jovem pode aprimorar os conhecimentos adquiridos na escola na vivência diária em uma redação e no contato com profissionais experientes. Quem possui no currículo estágios em empresas renomadas invariavelmente tem mais chances de conseguir uma vaga quando sai da faculdade. Algumas vezes as expectativas correspondem à realidade, e muitos aprendem com os colegas mais experientes e são contratados depois de formados.

    No entanto, o mais comum é encontrar subempregos disfarçados de estágio, nos quais jovens estudantes de jornalismo são submetidos a serviços incompatíveis com sua qualificação, em extenuantes jornadas de trabalho, a troco de uma “ajuda de custo”. Para piorar, ao se submeter a esse tipo de estágio na expectativa de assegurar um emprego quando formado, o estudante acaba tirando o trabalho de um profissional experiente. Essa prática se tornou tão comum que, em vez de representar minoria, em algumas redações o número de estagiários supera o de profissionais formados e com experiência.

    Por isso, o estágio em jornalismo, apesar de não ser proibido legalmente, sempre foi visto com desconfiança pela classe. “Sou a favor do estágio quando ele acrescenta algo ao repertório do aluno e não atrapalha os estudos. Do contrário, acho que o aluno deve priorizar sua formação”, acredita o professor Coelho Sobrinho, da ECA.

    Para evitar que o estudante seja explorado e que os profissionais sofram com essa prática, os sindicatos de jornalistas de alguns estados estabeleceram regras para o estágio. O Programa de Estágio Acadêmico, criado em 2001 pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, prevê que os estágios só podem ser feitos mediante convênio entre a escola e a empresa. As instituições de ensino que participam do programa de estágio devem ter um ou mais professores responsáveis pelo acompanhamento do desenvolvimento dos alunos.

    Além disso, os estágios devem ter um período de duração de seis meses, podendo ser renovado, mas obedecendo a uma rotatividade entre os alunos de uma mesma instituição de ensino. A jornada diária para o estagiário não deve ultrapassar cinco horas, e o estudante deve receber uma bolsa-escola equivalente a, no mínimo, 60% do piso salarial da categoria, acordado entre os sindicatos dos profissionais e das empresas.

    Por ser ainda estudante, o estagiário não deve se responsabilizar por atividades que não correspondam à sua condição de aprendiz, tais como a responsabilidade pela veiculação de material jornalístico ou outra atividade definida como privativa do jornalista profissional, de acordo com o Decreto no 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão.

    Entre as atividades que podem ser desenvolvidas pelos estagiários, estão as seguintes:
    - clipping (pesquisa de material publicado pelos veículos de comunicação);
    - rádio-escuta (acompanhamento de noticiário divulgado pelos veículos eletrônicos);
    - mailing/follow up (envio e confirmação de recebimento de material enviado para os veículos pelas assessorias de imprensa);
    - pesquisa (coleta prévia de material a respeito de determinado assunto, para elaboração da pauta);
    - agenda (agendamento e confirmação de entrevistas);
    - paginação eletrônica (aplicação de textos e fotos em sites);
    - arquivamento (de fotos, vídeos, fitas cassete e textos).

    Para obter mais informações sobre estágios, entre em contato com a coordenadoria do curso de jornalismo da escola que você deseja cursar. Os jornalistas recém-formados também podem encontrar boas oportunidades de trabalho nos programas de trainee promovidos por empresas de comunicação. Um dos mais famosos é o Curso Abril de Jornalismo, idealizado pela Editora Abril e aberto a jornalistas recém-formados, designers e fotógrafos do país inteiro. O curso foi criado em 1984, com o objetivo de descobrir novos talentos na área de comunicação, treiná-los e aproveitá-los nas redações da própria editora.

    As aulas acontecem durante quatro semanas, nas quais os alunos participam de workshops e palestras e, sob a orientação de profissionais da casa, produzem a Plug, revista-laboratório cuja fonte são as publicações da Abril, como Veja, Playboy, Capricho e Nova. Assim como em outros programas de trainee, os critérios de seleção incluem boa redação, no caso dos jornalistas, e capacidade de trabalhar em grupo. Busque informações sobre datas de inscrição e documentos necessários para se candidatar a um desses programas nos sites das empresas de comunicação (jornais, emissoras de rádio e TV).

    Dez mandamentos do futuro jornalista
    1. O domínio da língua portuguesa é requisito básico na profissão. Habitue-se a ler diariamente jornais, revistas e livros e a manter-se atualizado com os demais meios de comunicação.
    2. Prepare-se para passar alguns sábados e domingos dentro de uma redação ou na rua apurando uma matéria. A notícia não cumpre agenda e precisa ser divulgada todos os dias, sem descanso.
    3. Saiba que o trabalho em equipe é importante na profissão. Ouça o que as pessoas têm a dizer, aprenda com os mais velhos e respeite os mais jovens. O jornalismo é uma carreira dinâmica, e nada melhor do que construir uma sólida rede de contatos.
    4. Nem o melhor dos jornalistas sabe tudo de todos os assuntos. Seja humilde e, em dúvida, não tenha vergonha de perguntar.
    5. Domine as ferramentas básicas de informática e aprenda um ou mais idiomas, em especial o inglês.
    6. Descubra “quem é quem” na área; mais do que isso, saiba construir sua rede de relacionamento, sua network, importante em qualquer carreira, principalmente na área de comunicação.
    7. Seja curioso, busque novos conhecimentos e amplie seus horizontes. Um bom jornalista tem na bagagem um vasto repertório de informações.
    8. Seja ético e honesto em seu trabalho, pois só assim conseguirá o respeito e a credibilidade que o distinguirão na carreira.
    9. Procure especializar-se numa área pela qual você tenha interesse genuíno.
    10. Valorize a vida acadêmica e desenvolva senso crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.

    “Jornalista”
    Editora: Publifolha
    Páginas: 144
    Quanto: R$ 21,90
    Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

    ___________________________________

    Profissionais dão dicas para estudantes conseguirem vaga no mercado publicitário

    da Folha Online

    O livro “Publicitário” , da “Série Profissões” da Publifolha, reúne os dados mais atualizados sobre a carreira e fornece todas as indicações para que o estudante faça a escolha certa na hora do vestibular.

    Divulgação
    Livro aponta os melhores cursos e as especialidades da publicidade
    Livro aponta os melhores cursos e as especialidades da publicidade

    Veja abaixo um capítulo do livro que reúne dicas para os futuros publicitário:

    *

    COMO CONSEGUIR O PRIMEIRO EMPREGO

    Durante muito tempo, as atividades da área de publicidade e propaganda foram exercidas por profissionais que aprenderam o ofício na prática. Em determinado momento, a carência de mão-de-obra qualificada levou as agências a contratar funcionários inexperientes e treiná- los para o trabalho. Finalmente, surgiram as escolas de publicidade e propaganda, que, embora representassem um grande avanço, não evitaram que os alunos tivessem de buscar experiência fora das salas de aula para atender às necessidades de um mercado cada vez mais técnico e mais exigente.

    “Hoje, a experiência profissional é imprescindível para o recém-formado que está em busca de um emprego”, afirma o professor Luiz Fernando Garcia, diretor nacional do curso de comunicação social da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. A consultora de recursos humanos da Catho Online, Camila Alves, que trabalha com recolocação de pessoal, confirma essa idéia: “O mercado precisa de profissionais que já cheguem prontos. Poucas empresas estão dispostas a treinar mão-de-obra”.

    Na expectativa de complementar o ensino dado em sala de aula com a prática profissional, boa parte das escolas de comunicação social mantém agências de publicidade experimentais e empresas juniores. Ambas, além de cumprir a função primordial de preparar o aluno para o dia-a-dia da carreira, invariavelmente são a porta de entrada para o mercado de trabalho. “Aqui na ESPM, boa parte dos jovens que estagiam na agência já sai com um emprego”, revela o professor Heraldo Bighetti, coordenador da agência experimental mantida pela faculdade.

    Isso acontece porque esses núcleos servem também como vitrine para o talento dos estudantes. Muitos dos alunos que passam pelas agências experimentais são contratados por empresas para as quais já prestaram serviço enquanto estagiavam; outros são indicados por seus orientadores para ocupar vagas no mercado, e um terceiro grupo usa a experiência adquirida e comprovada no currículo para conseguir um emprego. “Hoje, as agências experimentais e as empresas juniores funcionam como um filtro no mercado publicitário. Os empregadores sabem que quem passou por elas teve a oportunidade de errar, acertar e, principalmente, aprender bastante. Por isso está mais apto para o trabalho”, afirma o professor Garcia.

    Empresas juniores e agências experimentais
    Criadas no fim da década de 1980 nas escolas de administração e economia, as empresas juniores funcionam como um laboratório de prática profissional durante os estudos. O modelo de ensino fez tanto sucesso que foi copiado por outros cursos, e hoje há empresas juniores especializadas nas mais diferentes áreas, entre as quais direito e comunicação.

    A agência de comunicações EcaJr., da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, nasceu em 1991, por iniciativa dos próprios alunos. Em seu portfólio consta uma série respeitável de trabalhos realizados, como logomarcas, vídeos institucionais, vinhetas para rádio e TV, layouts de embalagens, anúncios para outdoors e planos completos de comunicação. Na relação de clientes estão empresas de diferentes portes, nacionais e multinacionais. “As responsabilidades e as oportunidades que são dadas aqui dificilmente surgiriam em outro estágio. Com certeza, esse conhecimento ajudará a incrementar o meu currículo”, acredita o diretor de atendimento e planejamento da EcaJr., Marco Sinatura, aluno do 2o ano do curso de publicidade e propaganda na ECA.

    Marco fala com experiência de quem viu muitos de seus ex-colegas ingressarem em empresas de prestígio no mercado publicitário. “O pessoal que sai da júnior tem mais chances de se dar bem.Tenho amigos que estão na DM9, na Thompson, na McCann Erickson e em empresas multinacionais. Isso acontece porque aqui o aluno também tem a oportunidade de ampliar seu network (rede de contatos)”, conta, mostrando familiaridade com o jargão da profissão.A consultora de carreiras Marisa da Silva concorda, mas observa que o network deve começar desde o primeiro dia do curso, dentro da sala de aula: “No futuro, o jovem que está sentado a seu lado poderá indicá-lo para um trabalho”.

    O quadro de integrantes das empresas juniores é composto apenas de estudantes, que estagiam sob a orientação de professores, prestando serviço profissional para diferentes empresas. O dinheiro arrecadado com os trabalhos é investido em equipamentos. Os critérios de seleção diferem de uma instituição para outra, mas, invariavelmente, incluem entrevistas e provas práticas.

    Outra modalidade de núcleo de prática existente em algumas escolas de publicidade e propaganda é a agência experimental. Os serviços prestados se assemelham aos desenvolvidos por uma agência profissional, já que todas possuem departamentos de atendimento, planejamento e criação os planos de mídia só são desenvolvidos em casos especiais e com o auxilio de profissionais externos, contratados exclusivamente para a função.

    Criada em março de 1995, a agência ESPM mantém em suas dependências também um setor de internet, para a produção de peças de criação e manutenção de sites, além de anúncios para a web. “Aqui eles conhecem os diferentes departamentos de uma agência e são responsáveis por todas as etapas do trabalho, do atendimento à criação. Assim todos têm a oportunidade de exercitar o que aprenderam em sala de aula”, explica o professor Heraldo Bighetti, coordenador da agência ESPM. Assim como ocorre nas juniores, a verba arrecadada nas agências é utilizada para a compra de novos equipamentos. Os critérios de seleção, que variam de uma escola para outra, costumam prever provas práticas e entrevistas.

    Estágios
    Dirigidos aos estudantes que ainda estão se graduando, os estágios em agências e empresas particulares se tornaram um caminho promissor para o ingresso no mercado de trabalho. Para o empregador, independentemente de sua área de atuação, a contratação temporária dos serviços de um estudante pode apresentar muitas vantagens, pois, além de muita disposição, o estagiário é sinônimo de mão-de-obra de custo baixo. Em São Paulo, por exemplo, a média salarial de um estagiário da área publicitária varia de dois a quatro salários mínimos, mais ajuda de custo para refeições e transporte.

    Em Porto Alegre, os valores ficam entre um e dois salários mínimos, mais transporte e alimentação. A mesma média de remuneração se registra em algumas cidades do Nordeste, como Recife. “Em São Paulo os salários são maiores, mas ao fazer os cálculos é preciso levar em consideração o alto custo de vida na cidade”, comenta o professor Garcia.

    Para muitos estudantes, estagiar numa grande agência ou numa empresa de renome é uma oportunidade única de aprender com profissionais experientes os segredos da profissão e, de quebra, garantir um emprego. Algumas vezes as expectativas correspondem à realidade, e muitos acabam sendo contratados depois de formados. No entanto, é comum ver jovens estagiários se submetendo a serviços menores, que nada acrescentam ao aprendizado de um estudante de publicidade e propaganda, na esperança de conseguir uma oportunidade melhor na empresa.

    A consultora em recursos humanos da Catho On-line, Camila Alves, diz que é muito difícil distinguir os estágios sérios, que oferecem chances reais de aprendizado aos estudantes, dos que transformam o jovem num faz-tudo. De qualquer forma, ela afirma que, “por pior que seja, o estágio é uma etapa muito importante na vida do estudante, e sempre é possível tirar proveito da situação”. Para isso, Camila dá algumas dicas:

    - Não fique esperando que o trabalho venha até você. Seja proativo, demonstre interesse em aprender e cave você mesmo as oportunidades. Se for convidado a tirar algumas cópias de documentos para se sentar ao lado do diretor de criação de uma agência e aprender como surgiu a idéia para aquela campanha, não se negue.
    - Encare o estágio como uma boa oportunidade para incrementar seu network, faça muitos contatos e seja cordial com seus colegas pode ser que, lá na frente, você os reencontre na hora de buscar um novo emprego.
    - Nunca demonstre má vontade diante de seus superiores nem se desligue da empresa de forma brusca. Os chefes são fiéis uns aos outros e, invariavelmente, pedem referências de seus novos contratados.
    - Se você desconfiar que está sendo mal aproveitado, antes de desistir faça uma avaliação e veja quais são as suas perspectivas de crescimento dentro da empresa. Se elas forem mínimas, converse com seu superior, agradeça a oportunidade que lhe foi dada e diga que vai partir em busca de novos desafios.

    Programas de trainee
    Para quem procura uma vaga dentro das empresas, os programas de trainee também representam uma boa opção. “Nesses programas, jovens com boa formação são treinados para desempenhar funções dentro da companhia”, explica o professor Garcia. Um pouco diferentes dos estágios, os programas de trainee se destinam a estudantes que já estão concluindo a graduação e para os que se formaram há menos de dois anos. Por isso os salários costumam ser mais atraentes do que nos estágios, já que, supostamente, se trata de pessoas mais experientes, com bagagem para atuar no mercado de trabalho.

    Assim como os estagiários, os trainees também não têm garantia de emprego no fim do treinamento. No entanto, como o termo em inglês sugere, programas de trainee são abertos para que mão-de-obra especializada seja treinada para ocupar postos dentro da empresa. Portanto, as chances de contratação costumam ser boas.

    Diferentemente dos estagiários, os jovens recrutados para um desses programas de treinamento têm a oportunidade de passar por vários departamentos e aprender com profissionais tarimbados. “Há empresas que chegam a contemplar seus candidatos com cargos de gerência assim que concluem o estágio.Tudo depende do desempenho de cada um”, explica a consultora Marisa da Silva.

    Para ser selecionado num programa de trainee é preciso preencher alguns requisitos e ainda contar com a sorte, pois o nível dos candidatos é parecido. Entre os critérios de seleção estão fluência em um ou mais idiomas e experiência comprovada no currículo, seja nos núcleos de prática da própria escola, seja em estágios em empresas.

    Em alguns casos, uma especialização também pode ser o fator de desempate entre os inscritos. “Os currículos são muito parecidos. Todos fizeram faculdade, todos estudaram inglês. Então, a dica é entender o que o mercado procura e, a partir daí, usar a criatividade para buscar um diferencial e conseguir um lugar melhor na fila”, conclui o professor Garcia.

    A consultora Marisa da Silva ainda relaciona algumas informações úteis para quem pretende se candidatar a trainee:

    - Algumas empresas submetem os jovens a dinâmicas de grupo, em que são obrigados a desenvolver trabalhos propostos pelos avaliadores. Nesse caso, a capacidade de trabalhar em equipe é uma das competências mais importantes. Demonstrar liderança, sem ser arrogante, e conseguir influenciar o grupo com suas idéias também são qualidades que contam pontos.
    - Algumas avaliações incluem a apresentação de uma proposta fictícia de projeto, com a utilização de programas gráficos. Por isso é necessário conhecer algumas ferramentas de informática. Nesse tipo de teste, os examinadores levam em consideração a capacidade de organização e de comunicação.
    - Por fim, nunca é demais frisar que o conhecimento do inglês é fundamental, já que muitas empresas submetem seus candidatos a uma entrevista nesse idioma.

    “Publicitário”
    Autor: Publifolha
    Editora: Publifolha
    Páginas: 120
    Quanto: R$ 21,90
    Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha


    Débora Aguiar comanda um escritório que cria e executa projetos pelo Brasil e no exterior

    Rosana Ferreira

    Trabalhar muitas horas por dia e passar fins de semana mergulhado no trabalho pode, sim, trazer prazer e satisfação. Esse perfil de profissional existe e até já ganhou uma definição própria: worklover (pessoa que ama o trabalho). A tese é defendida pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), que, por meio de estudos e pesquisas concluiu: o trabalho é prazeroso. Esse conceito é um contraponto à idéia de que toda pessoa que trabalha demais é workaholic, isto é, um viciado em trabalho, que tem sua vida profissional e pessoal afetada de forma negativa.

    » Produtividade vale mais que horas trabalhadas
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    “Existe uma confusão na relação entre trabalho e prazer, que define como viciados todos que trabalham demais. Nos nossos estudos ao longo de 30 anos, sempre que fazemos diagnóstico de trabalho encontramos pessoas apaixonadas pelo que fazem, e isso é uma constatação de uma relação sadia com o trabalho”, conta o professor Wanderley Codo, membro e pesquisador do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB, autor do livro Por uma Psicologia do Trabalho (Casa do Psicólogo).

    Diferenças
    Apesar dos dois perfis apresentarem uma característica em comum – a total dedicação ao trabalho -, há diferenças gritantes entre worklovers e workaholics. O primeiro gosta do que faz e se envolve com aquilo que está fazendo. “Essa dedicação de horas ao trabalho não se traduz em vício nem traz grandes prejuízos à sua vida pessoal”, explica Codo. Segundo ele, o worklover sabe que pode transformar o mundo, além de sentir e viver essa transformação. Por exemplo, o trabalho do marceneiro permite que ele transforme árvores em móveis. Com isso, ele muda o mundo e as outras pessoas que usam esses móveis. Portanto, são profissões que permitem que o trabalhador acompanhe todo o processo, do começo ao fim. “Muitas empresas com visão moderna estão banindo as linhas de montagem, em que o funcionário executa uma única parte do processo, sem ver o resultado final”, explica.

    “Um novo desafio é o que mais me motiva. A criação e o projeto me dão, sem dúvida, muito prazer, mas o planejamento das metas, de cada etapa de desenvolvimento e o resultado final, com o olhinho do cliente brilhando, são aspectos insuperáveis. Executamos praticamente tudo que planejamos, e isso é uma benção”, relata a arquiteta Débora Aguiar, de São Paulo, uma verdadeira worklover. Ela comanda um escritório responsável por projetos divididos em arquitetura e decoração de interiores residenciais, corporativos, comerciais e imobiliários em vários estados brasileiros. Além disso, marca presença em projetos fora do Brasil (Estados Unidos, Canadá, Argentina, Angola, Emirados Árabes e África do Sul) e nas principais mostras do setor, como Casa Cor.

    Ao contrário do workaholic, o worklover tem vida própria, ou seja, namora, pratica esportes, convive com a família, viaja, faz programas sociais nos fins de semana. Débora encontra tempo para colocar a leitura em dia, ir ao cinema, fugir para a natureza e está até aprendendo a velejar com o marido, Beto Pandiani.

    Outro exemplo é Roberto Chade, 36 anos, presidente da Dotz, um programa latino-americano de recompensas na internet. Apesar de administrar cerca de 70 empresas de diversos segmentos que são parceiras do programa e mais de 2 milhões de clientes (consumidores finais), que têm à disposição cerca de 15 mil produtos e serviços como opção de compra, ele não reclama e encontra tempo para a mulher, dois filhos pequenos (4 e 6 anos) e ainda pratica esportes. Acorda às 5h da amanhã, trabalha um pouco em casa, toma café com a família, faz ginástica e vai para o escritório, onde passa o dia. Procura chegar em casa por volta das 20h para encontrar os filhos ainda acordados, depois termina as pendências do dia e vai dormir por volta das 23h. “Mas fico ligado 24 horas por dia. É comum acordar à noite com alguma idéia e voltar a trabalhar, ou pensar em algo do trabalho no chuveiro, num jantar”, conta.

    Já o workaholic mantém uma relação negativa com o trabalho. “É o indivíduo que foge da realidade de sua vida por meio do trabalho. E isso acontece em qualquer tipo de vício, como o da bebida”, explica Codo. Em geral, esse indivíduo passa muitas horas na empresa, faz horas extras, não desliga do trabalho fora da empresa, vive estressado, tem problemas de saúde, não encontra satisfação na sua vida sexual, afetiva e familiar. Tem dificuldades de se relacionar, não faz muitos amigos e, ao invés de tentar resolver essas questões, “mergulha” no trabalho, um território conhecido, onde não encontra tais dificuldades. Para explicar essa relação, Codo faz uma analogia com a comida: “Comer dá muito prazer se a pessoa tiver uma bela refeição, mas há outros indivíduos que não param de comer”.

    Especial para Terra

    Por que Santa Catarina foi considerada o melhor estado do Brasil para Turismo? Alguma dúvida?

    O que faz o profissional (Via IKWA)

    Viajar pelo mundo afora, conhecer novas culturas e aproveitar momentos de lazer não é bem a realidade do bacharel de turismo. Ao contrário. Este profissional estuda e trabalha muito para oferecer esses momentos para as outras pessoas. Ele gerencia a organização de viagens de lazer ou negócios, feiras, congressos e exposições. Cuida de tudo que se relaciona ao turismo: faz reservas, providencia o transporte, verifica a qualidade de hotéis, negocia preços de passagens e hospedagem, organiza passeios e excursões e presta todo tipo de assessoria ao cliente. Além disso, gerencia atividades em hotéis, empresas de eventos ou de transporte e parques temáticos. Pode também coordenar a exploração turística de uma região, promovendo e divulgando as atrações do local. É importante que este profissional fale pelo menos dois idiomas, tenha facilidade de se comunicar, iniciativa e boa formação cultural, pois em seu trabalho está em contato com pessoas de várias partes do mundo.

    O curso

    Dia-a-dia

    Ideal para quem gosta de pôr a mão na massa, este curso tem muitas atividades práticas. Os alunos são estimulados a desenvolver projetos de planejamento turístico, fazer visitas e viagens técnicas e participar de outras atividades que os colocam em contato com o dia-a-dia profissional. Você também terá aulas no laboratório cartográfico, onde aprenderá a traçar roteiros turísticos. Aproveite o tempo livre para estudar idiomas, fundamental para o exercício da profissão. E quanto mais línguas você falar, melhor. É importante também participar de eventos extracurriculares, como seminários, palestras, oficinas e workshops, para se aproximar da rotina da profissão e se manter sempre atualizado. Para se formar, é preciso cumprir um período de estágio obrigatório.

    Disciplinas

    O currículo dá ênfase às disciplinas da área de humanas, como história, geografia, sociologia e português. Na parte profissionalizante, você vai estudar matérias específicas da área, como direito e legislação sobre o turismo, planejamento turístico, bens culturais, patrimônio cultural, lazer e recreação, meios de hospedagem, sistemas de transportes, entre outras. Algumas faculdades também oferecem aulas de línguas estrangeiras, mas só com elas você não tem como adquirir fluência no idioma. Ao escolher a instituição em que irá estudar, fique atento para as diferenças de currículo. Alguns cursos são focados em administração, outros em determinados aspectos do turismo, como o ecoturismo.

    Ingressando no mercado

    Fazer estágio é a melhor forma de conhecer o ritmo de trabalho e acumular experiência, além de ser a principal porta de entrada do mercado de trabalho. Por isso, tente estagiar além do período obrigatório exigido para se formar. Outra dica é participar de projetos de monitoria e iniciação científica para complementar sua formação.

    Mercado de Trabalho

    Com dimensão continental, o Brasil está começando a aproveitar melhor seu potencial turístico. Prova disto é o crescimento do setor ano a ano. Só em 2006, os postos de trabalho cresceram 21% nas empresas de turismo. Esse aumento é resultado de investimentos e oportunidades criadas pela iniciativa privada, por meio da abertura de novos empreendimentos e da ampliação de negócios turísticos por todo o Brasil. O mercado de trabalho oferece um grande leque de opções: agências de viagens; empresas organizadoras de eventos; companhias do setor de alimentos e bebidas, de transporte aéreo, rodoviário e marítimo; hotéis e outros meios de hospedagem; empreendimentos de entretenimento e lazer; entre outros. As especialidades em alta atualmente são planejamento, hotelaria e turismo ecológico. Agências especializadas em ecoturismo e esportes radicais, como rafting, escalada e mergulho, e em assessoria a municípios que querem explorar seu potencial turístico são nichos em crescimento. Outro profissional bastante requisitado, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, é o especializado em turismo de negócios, que é contratado para organizar eventos e exposições.

    Teia das Profissões (Via Ikwa)

    Turismo

    Na sejabixoTV! – 1ª WebTV destinada ao público vestibulando – você encontra dicas e entrevistas com professores das melhores universidades. Confira abaixo!

    Especial IBMEC SÃO PAULO

    Dois alunos e o Diretor Acadêmico do IBMEC SÃO PAULO falam sobre os diferenciais da Instituição, os projetos especiais, programas de intercâmbio e como está a aceitação dos alunos pelo mercado de trabalho

    Arquitetura e Urbanismo

    O Prof. Turguenev de Oliveira destaca o papel do arquiteto urbanista na sociedade, apresenta o perfil deste profissional e fala também do curso de Arquitetura oferecido pelo Centro Universitário Belas Artes

    História

    A Profa. Andrea Borelli fala sobre o curso de História, que é oferecido gratuitamente pela Universidade Cruzeiro do Sul

    Artes Visuais

    A Profa. Helena Freddi fala sobre o curso de Artes Visuais e do Mercado de Trabalho, explica a diferença deste curso para o curso de Artes Plásticas e destaca os diferenciais do curso oferecido pelo Centro Universitário Belas Artes

    Direito

    A Profa. Ana Cristina Rafful destaca a grande importância do profissional de Direito para a Sociedade, aponta a área mais procurada pelos estudantes desta carreira e fala sobre o Curso de Direito da Universidade Braz Cubas

    Farmácia

    O Prof. André Luiz de Moura fala sobre o papel do Farmacêutico, descreve o perfil e o dia-a-dia deste profissional, além de apresentar o curso da Universidade Braz Cubas, que forma o Farmacêutico Generalista.

    Especial: Terapia Ocupacional

    Saiba mais sobre o curso de Terapia Ocupacional, sobre o perfil do profissional e como está estruturado o curso oferecido pelo Centro Universitário São Camilo

    Medicina Veterinária

    O Prof. Eduardo Bondan fala sobre o curso de Medicina Veterinária e apresenta a estrutura do curso oferecido pela Universidade Cruzeiro do Sul.

    Dupla Graduação: Administração e Ciências Contábeis

    O Prof. Delmo Alves de Moura fala sobre o curso inovador com Dupla Graduação (Administração e Contábeis) oferecido FECAP.

    Matemática

    A Profa. Vânia Cristina apresenta os diferencias do curso de Matemática oferecido pela Universidade Metodista de São Paulo

    Ciências Sociais

    Saiba como é o curso de Ciências Sociais, oferecido a distância pela Universidade Metodista de São Paulo, na entrevista com a Profa. Lucieneida Praum

    Automação Industrial: Área com alta taxa de empregabilidade!

    O Prof. Mário Boaratti, da Universidade Metodista de São Paulo, fala sobre o curso de Automação Industrial, que é uma das novidades do vestibular 2009

    Administração

    O Prof. João Almeida Santos apresenta o curso de Administração oferecido pela Universidade Metodista de São Paulo e relaciona as características essenciais para um bom administrador

    Engenharia de Computação

    O prof. Carlos Eduardo Santi conta como é o curso de Engenharia de Computação e apresenta os diferenciais do curso oferecido na Universidade Metodista de São Paulo

    Economia: uma área em alta

    O prof. Evaristo Peroni, da Universidade Metodista, destaca o perfil do economista e cita as matérias que são estudadas durante o curso

    Letras: Licenciatura ou Bacharelado?

    A Profa. Cátia Pitombeira, da Universidade Metodista, apresenta o curso de Letras e explica como funciona a formação por Bacharelado e pela Licenciatura.

    Odontologia

    O prof. André Passarelli fala sobre o reconhecimento do Curso de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo e também das atividades desenvolvidas pelos alunos do curso

    Administração de Empresas e Administração Hoteleira

    O Prof. Henrique Vailati Neto apresenta os cursos de Administração de Empresas e Administração Hoteleira oferecidos pela FAAP e destaca o perfil e infra-estrutura de cadas um destes cursos.

    FAAP – Faculdade de Artes Plásticas e Arquitetura

    O Prof. Silvio Passarelli fala sobre o perfil do estudante dos cursos de artes e arquitetura e apresenta a estrutura da FAAP

    Universidade Aberta Metodista

    Juliana Silva fala sobre o evento Universidade Aberta Metodista que acontece no próximo sábado, 25 de outubro. Confira!

    Trevisan Escola de Negócios

    Ana Corazza apresenta os diferenciais da Trevisan e fala dos benefícios que os alunos têm ao optar por seus cursos de graduação

    Vestibular Unicamp 2009

    O Coordenador do Vestibular da Unicamp, Prof. Leandro Tessler, fala sobre as novidades do vestibular 2009 e dá orientações sobre a prova da 1ª fase

    Vestibular Unesp 2009

    O Diretor Acadêmico da Vunesp, Prof. Fernando Prado, fala sobre as novidades do vestibular 2009 da Unesp e dá dicas para os candidatos

    Fuvest 2009

    O assessor da diretoria da Fuvest, Prof. Roberto Costa, fala sobre o vestibular 2009 e dá recomendações para os candidatos. Confira!

    IBMEC SÃO PAULO

    O Diretor de Graduação do IBMEC SÃO PAULO, Prof. Sérgio Lazzarini, fala sobre os cursos oferecidos no seu vestibular 2009 e também dos diferenciais da instituição

    Vestibular ITA 2009

    O coordenador do vestibular do ITA, Prof. Luis Carlos Rossato, fala sobre o ITA e seus cursos e também sobre o vestibular 2009, que está com inscrições abertas. Confira!

    Trevisan Escola de Negócios

    O Prof. Olavo Furtado fala sobre a Trevisan Escola de Negócios e também do Curso de Relações Internacionais oferecido pela instituição

    Cursos de Comunicação FAAP

    O Prof. Rubens Fernandes Jr explica como estão estruturados os cursos de Comunição da FAAP

    Economia e Relações Internacionais

    O Prof Luiz Machado, da FAAP, exclica como funcionam os cursos de Economia e Relações Internacionais

    A Importância do Direito

    A Profa. Náila Nucci fala sobre a grande importância do Direito para a Sociedade e também apresenta o curso oferecido pela FAAP

    Belas Artes

    O Prof. Eddy fala sobre a Belas Artes e também do perfil dos estudantes dos cursos de artes aplicadas

    Fisioterapia

    A Profa. Patrícia Horta, da São Camilo, fala sobre a Fisioterapia e também sobre a importância das atividades práticas realizadas pelos alunos deste curso.

    Engenharia Química

    A Profª Marina Kobayasi, da UNIMEP, fala sobre o curso Engenharia Química e das aptidões essenciais para um bom profissional desta área

    Engenharia Mecânica

    Conheça o curso de Engenharia Mecânica com Ênfase em Manutenção na entrevista com o Prof. Roberto Souza, da UNIMEP

    Engenharia de Alimentos

    O prof. Valmir Alcarde, da UNIMEP, explica como funciona o curso de Engenharia de Alimentos e qual sua principal diferença para o curso de Nutrição

    Direito

    Saiba quais são as principais áreas de atuação do profissional de Direito, na entrevista com o Prof. Jarbas Barros, da UNIMEP

    Gestão e Negócios

    O Prof. André Sathler apresenta os cursos da área de gestão de negócios oferecidos pela UNIMEP. Confira!

    Farmácia

    A Profª Thais do Carmo, da UNIMEP, fala sobre o curso de Farmácia e também sobre o mercado de trabalho

    Artes Aplicadas

    O Prof. Silvio Passarelli fala sobre o perfil do estudante dos cursos de artes e também apresenta os cursos da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP

    Vestibular de Meio de Ano Unesp

    O Prof. Fernando Prado, Diretor Acadêmico da VUNESP, fala com será o próximo vestibular da Universidade Estadual Paulista e dá conselhos para os candidatos.

    Tecnologia em Gastronomia

    A Profa. Cristiana Andreoli, Coordenadora deste Curso no Centro Universitário São Camilo, fala sobre o campo de atuação do profissional e também indica quais são os requisitos necessários para se tornar um bom gastrônomo

    Áreas da Engenharia

    O Prof. Francisco Paletta, Diretor da Faculdade de Engenharia da FAAP, apresenta os diversos tipos de cursos desta área e dá dicas para os candidatos que não sabem qual tipo de engenharia seguir

    Administração: uma carreira versátil

    O Diretor da Faculdade de Administração da FAAP, Prof. Henrique Vailati Neto, fala sobre as diversas possibilidades profissionais e sobre as tendências da área da Administração

    Novidades no Mackenzie

    O Prof. Milton Pignatari Filho fala sobre as novidades do Vestibular 2008 – 2° Semestre do Mackenzie

    Cursos Tecnológicos

    O Prof. João Mongelli Neto fala como funcionam os cursos tecnológicos e também sobre o vestibular 2008/2 das FATECs. Confira!

    IBMEC SÃO PAULO

    O Prof. Sergio Lazzarini fala sobre as novidades oferecidas pelo IBMEC SÃO PAULO no seu vestibular 2008 – 2° Semestre

    Alimentação ideal para os vestibulandos

    A nutricionista Bianca Chimenti explica como a alimentação correta pode ajudar na preparação para o vestibular e dá dicas para os estudantes!

    Colégio x Vestibular

    Veja o que os alunos do Colégio Arte de Viver acham sobre a difícil tarefa de conciliar os estudos do colégio com a preparação para o vestibular

    Profissão: Veterinária

    A Veterinária Marcela Conte fala como é seu dia-a-dia e também como está o mercado de trabalho. Confira!

    Como virar bixo!

    O Prof. Leinig Perazolli, autor do livro Como Virar Bixo, dá dicas para quem quer passar no vestibular

    Como escolher um cursinho?

    O Prof. Maurício Gozzi ensina como o vestibulando deve escolher um cursinho. Confira!

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    Como escolher sua profissão
    Para começar, quando se trata de escolher alguma carreira de nível superior, é importante ter uma visão geral do que está disponível atualmente. O número de opções é bem grande: cerca de meia centena de carreiras. É interessante conhecê-las e, para ajudar a dar umpanorama, vamos agrupá-las em quatro grandes grupos: Clássicas, Científicas, Técnicas e Comunicações/Artes.

    Carreiras Clássicas

    1) As três carreiras clássicas de maior demanda são Medicina, Direito e Engenharia. Embora representem apenas 4% das carreiras, elas atraem 1/3 do total de candidatos. Só na Fuvest totalizam mais de 40 mil candidatos. Pelo grande número de candidatos elas estão entre as mais exigentes e mais disputadas, com as maiores notas dos exames.

    2) A seguir estão as carreiras tradicionais com cerca de 2 mil a 5 mil candidatos: Odontologia, Administração, Veterinária, Letras, Agronomia e Pedagogia. Há muitas diferenças entre elas em termos de exigência para o ingresso. Enquanto Letras atrai menos de 7 candidatos por vaga (ainda que com mais de 5 mil candidatos), Veterinária atinge 32 concorrentes por vaga.

    Carreiras Científicas e Assemelhadas

    As opções científicas têm pequena demanda. Embora muito importantes para o desenvolvimento de nossa sociedade, carreiras de ciências não atraem fortemente os estudantes. Na área científica ligada à natureza temos a Biologia, a Física, a Química, a Matemática. Na área científica ligada às humanidades há a Economia, as Ciências Sociais, a História, a Geografia. Num campo intermediário, mas de pesquisa, há ainda a Filosofia. A reduzida procura para essas importantes carreiras leva a médias muito baixas entre os seus ingressantes – o que explica também os altos índices de evasão em seus difíceis cursos. Eis o paradoxo: os cursos que exigem maior esforço intelectual para serem bem completados acabam sendo os que pouco exigem para a conquista de uma vaga.

    Carreiras Técnicas, de Apoio ou Especializações

    Há uma área de ensino superior cujas carreiras têm orientação bem aplicada e técnica. Algumas realizando importante apoio para as carreiras clássicas. Entre elas temos: Processamento de Dados, Nutrição, Terapia Ocupacional, Geologia, Fisioterapia, Meteorologia, Zootecnia, Fonoaudiologia, Ortóptica, Comércio Exterior, Enfermagem, Educação Física, Esporte, Farmácia, Turismo, Relações Internacionais, Psicologia.

    Carreiras de Artes e Comunicação

    Há alguns anos, a área de Comunicação deixou de ser eminentemente prática e passou a exigir uma formação mais ampla. Assim surgiram os cursos superiores de Comunicações e Artes, hoje muito disputados. São eles: Jornalismo, Relações Públicas, Biblioteconomia, Audiovisual, Cinema, Teatro, Música, Artes Plásticas, Publicidade. Entre essas carreiras há alguns dos maiores índices de candidatos por vaga nos vestibulares oficiais, decorrentes principalmente do pequeno número de vagas oferecidas.

    Sem Fórmulas

    Embora não haja fórmula mágica que indique a carreira ideal para cada um, há algumas maneiras de se receber orientação e luz sobre a difícil decisão.

    Deve-se antes de tudo procurar conhecer o que significa cada curso. Para isso, é interessante saber o que se estuda na faculdade, conhecer as especializações oferecidas e como atuam os profissionais desses cursos.

    A partir daí você pode fazer uma séria reflexão, avaliando se as características encontradas se afinam ou não com você. As fontes para esse conhecimento inicial são várias:

    1) Há os textos de manuais do vestibular, que descrevem cada opção, servindo para dar uma visão panorâmica do que existe.

    2) Outras fontes são os depoimentos de profissionais bem-sucedidos que falam sobre o dia-a-dia daquilo que fazem. O Etapa realiza palestras com profissionais abertas aos alunos, e um ponto interessante nessas palestras é o “ping-pong”, de perguntas e respostas, pelas quais os alunos podem resolver muitas de suas dúvidas.

    3) Você pode conversar com conhecidos de carreiras diferentes e ir formando uma visão. É recomendável ser sempre crítico com relação a qualquer informação. Algumas vezes você recebe opiniões muito particulares (favoráveis ou desfavoráveis) que podem servir para as pessoas, mas que podem não indicar o que realmente seria bom em relação a você.

    4) Uma boa ajuda para sua escolha é a Feira de Profissões do Etapa. São dezenas de ex-alunos que participam trazendo currículos, as especializações e muitas informações para você. Conversando com eles, você pode formar uma visão mais real e concreta do que se tem em cada carreira.

    5) Finalmente é interessante fazer visitas às faculdades; com conhecidos ou acompanhando os programas de visitas que algumas faculdades oferecem.

    Para Além das Áreas

    Quando se faz uma escolha de carreira, é comum a simplificação de decidir por essa ou aquela área em função de gostar ou não de algumas matérias. Normalmente se prestam a isso a Matemática, a Biologia e o Português. Algo simples, mas que nem sempre é suficiente ou mesmo eficiente. Deve-se lembrar, por exemplo, que um Engenheiro, que vê Matemática o tempo todo na faculdade, pode acabar sendo chamado para realizar tarefas administrativas tipicamente “de Humanas” – o que é mais comum do que se pensa. Advogados, conforme a especialização, podem ter de enfrentar questões técnicas e científicas, tendo muito a ganhar se apresentarem conhecimentos melhores do que seus colegas. O melhor é procurar apurar o gosto por todas as matérias. O que é bom profissionalmente e, de quebra, ajuda muito no vestibular.

    Criatividade: Valorizada em Qualquer Carreira

    Seja qual for a escolha feita, um fator decisivo para o sucesso profissional é a dedicação. É não se contentar em “ir levando”, em ser mais ou menos, ou ser adepto do “vamos devagar que assim se chega longe”. Cada vez mais, no competitivo mundo atual, tudo o que puder diferenciar você, destacá-lo, evidenciar qualidades especiais, irá contribuir para seu futuro profissional. É importante ir se interessando por saber como são os cursos de especialização ou pós-graduação na faculdade. É preciso estar sempre se aprimorando.

    Pessoas que são criativas no seu trabalho podem avançar muito. E, criatividade não é qualidade restrita ao campo da publicidade, embora essa seja uma imagem muito comum. Há pessoas muito criativas atuando nos tribunais, nas fábricas, nos laboratórios de pesquisa, fazendo programas de computador, ajudando na cura de doenças, fazendo produzir mais laranjas ou realizando investimentos e criando empresas.

    Por isso escolha algo em que você sinta que pode se desenvolver, ser criativo e estar sempre se atualizando.

    Por: Zero Hora

    O vestibular está mudando no Brasil. Mas haja o que houver, a dificuldade para entrar na Medicina não muda. O curso se mantém entre os mais concorridos em universidades públicas e privadas.

    Mas essa primeira barreira não assusta a quem está disposto a seguir a carreira. Ela é só a primeira, de uma série de sacrifícios que vêm pela frente. Todos, segundo os profissionais, recompensados com o exercício da profissão.

    Para se tornar um médico, a faculdade exige seis anos de estudo em tempo integral. Além de mensalidades caras, estudar e trabalhar ao mesmo tempo é um dos principais desafios. Para custear a alimentação, moradia, livros e materiais, muita gente precisa contar com apoio da família ou da universidade.

    – O conceito de trabalho mudou muito. O currículo abriu espaço de um dia da semana e os alunos conseguem trabalhar sim, fazendo plantões ou atuando em laboratórios, projetos de pesquisa e de extensão à noite, em finais de semana – diz o médico Mauro Czepielewski, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

    As disciplinas dos primeiros semestres são básicas, como anatomia, fisiologia e bioquímica. Mas o aluno frequenta serviços e postos de saúde desde os primeiros meses de faculdade, assistindo ao atendimento médico. Ao final do segundo ano, o acadêmico inicia o treinamento do exame do paciente e, nos dois últimos anos, é submetido ao internato, onde trabalha em tempo integral em serviços de saúde sob supervisão, passando por todas as áreas da medicina.

    – Um aspecto maravilhoso na medicina é descobrir as diversas especialidades durante o curso, que permitem que façamos opções tão diferentes, de acordo com as nossas habilidades ou preferências, ou mesmo com o que sonhamos fazer – diz a dermatologista Dóris Hexsel.

    Em qualquer especialidade – o que vai exigir um novo concurso disputadíssimo e mais três anos de estudo, em média –, a médica garante que o sacrifício e as restrições impostas ao profissional se estendem por toda a carreira. Depois de conquistar o diploma, o médico residente (aprovado para obter a especialização) precisa trabalhar 60 horas semanais, com uma bolsa-auxílio de cerca de R$ 1,9 mil. Mas as compensações vêm em seguida.

    – Aprendemos que temos de abdicar de muitas festas e outras formas de lazer para nos dedicar ao estudo e aos pacientes. Mas será muito mais prazeroso o fato que você vai fazer a diferença para tantas pessoas e tantas vidas, estabelecendo uma constante parceria pela sua saúde e bem estar. Isso é extremamente gratificante – diz Dóris.

    Preste atenção
    Para enfrentar a enorme carga de responsabilidade dos médicos, profissionais que lidam com a vida, é preciso ter uma boa condição psicológica

    Dica
    Ser um bom médico é saber ouvir os pacientes, além de oferecer o melhor serviço.

    Hipócrates, o primeiro médico
    - Hipocrates foi um intelectual grego que se dedicou a estudar a biologia e a anatomia. Ele atacava ferozmente as superstições e foi o primeiro estudioso a tratar o estudo das doenças como ciência. Devido aos seus estudos e legado é considerado o pai da medicina, o primeiro médico. É atribuído a ele o juramento (traduzido para todas as línguas) feito pelos médicos no momento da formatura.

    A incerteza na hora de escolher um curso para prestar vestibular é grande e, na dúvida, o melhor é optar pelos cursos tradicionais, como medicina ou direito, certo? Errado. Fazer uma escolha antes de estar preparado para ela é, no mínimo, uma perda de tempo e dinheiro. Estudar em uma faculdade que não tem nada a ver com você traz decepção e mais incertezas.

    O mercado está expandindo as suas áreas e o ideal é ficar de olho e ver se dá pra unir prazer e dinheiro, trocando em miúdos: se o seu curso tem a sua cara e se ele está cotado como um curso rentável do futuro. Novos cursos surgem todos os dias com o propósito de atender demandas do mercado de trabalho por profissionais especializados ou pelo desmembramento de habilitações tradicionais. Algumas novas graduações podem representar boas oportunidades de trabalho.

    Dê uma olhada em cada um deles e veja se algum te chama a atenção e mereça a sua aplicação e esforço durante 4 ou 5 anos.

    Agroecologia
    A corrida para amenizar os impactos ambientais causados pelas atividades rurais.

    Ciências Atuariais
    O cálculo dos grandes investimentos.

    Comunicação das Artes do Corpo
    Um curso sem precedentes no Brasil e no mundo.

    Comunicação em computação gráfica
    Uma nova perspectiva de ensino da mídia eletrônica.

    Comunicação empresarial
    Um dos caminhos para o sucesso de um negócio.

    Economia Agroindustrial
    Você quer trabalhar com o mercado mais lucrativo do país?

    Engenharia de Aqüicultura
    O curso que cuida da qualidade dos alimentos oriundos da água.

    Engenharia de Energia
    O desenvolvimento de sistemas eficazes de geração de energia.

    Engenharia Industrial Madeireira
    O uso inteligente de recursos naturais.

    Gerontologia
    Promoção da qualidade de vida na 3ª idade.

    Gestão de Negócios em Surf
    Escritório na praia? É esse o ambiente do Tecnólogo em Gestão de Negócios em Surf.

    Manutenção de Aeronaves
    Para atender à grande demanda das empresas aéreas.

    Midialogia
    O profissional do audiovisual.

    Produção de Música Eletrônica
    Já em pensou em fazer uma graduação para ser DJ profissional?

    Quiropraxia
    O tratamento manual das dores no corpo.

    Via: http://www.vestibular.brasilescola.com/

    CURSOS TÉCNICOS

    Inovação, qualidade de vida e meio ambiente são tendências

    O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração), anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do Futuro”, com o objetivo de identificar as áreas mais promissoras e onde estarão as oportunidades de negócios para empreendedores até o ano de 2020. Segundo os especialistas consultados, a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras.

    Os negócios potenciais estarão no setor de serviços, em áreas como saúde e qualidade de vida, turismo e lazer, alimentação, serviços para a terceira idade e consultorias especializadas – tais como sustentabilidade, desenvolvimento de carreira, consultoria pessoal e planejamento financeiro.

    Veja o quadro com as carreiras promissoras:

    QUADRO DAS 6 CARREIRAS EMERGENTES MAIS PROMISSORAS ATÉ 2020
    Carreiras
    % de respondentes que indicaram a carreira
    Atividades
    1
    Gerente de Eco-Relações
    72
    Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.
    2
    Chief Innovation Officer
    67
    Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.
    3
    Gerente de Marketing e-Commerce
    46
    Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.
    4
    Conselheiros de Aposentadoria
    39
    Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.
    5
    Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada
    35
    Coordenador responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.
    6
    Bioinformationists
    34
    Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

    A maioria dos entrevistados, ou seja, 38% deles indicaram a inovação como um fator crítico para a competitividade das empresas, dando ênfase no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e na busca por novos conhecimentos. A pesquisa aponta ainda que as áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão promissoras.

    A busca pela qualidade de vida foi a opção de 26% dos especialistas que participaram do estudo. Segundo eles, o crescimento da Internet, com maior acesso e mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rede, deve alavancar os serviços na web.

    Outros 18% acreditam que o conceito de sustentabilidade ganhará força, o que aumentará a atuação de profissionais nas áreas ambientais. De acordo com o estudo, será necessária a busca de alternativas de baixo impacto ambiental e pouca poluição para a produção de diversos produtos.

    Há ainda uma expectativa de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional. O estudo apontou projeção de aumento da taxa de atividade empreendedora no país, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Como justificativa a essa elevação, 54% dos entrevistados acreditam nas transformações das relações de trabalho.

    A pesquisa revelou que haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, o que impulsionará muitos profissionais a criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

    A melhora da educação e dos índices sociais foi apontada como outra tendência do aumento da atividade empreendedora no Brasil. A estimativa é que até 2020, haja um número maior de profissionais com Ensino Superior no Brasil. Mas, para isso, a pesquisa enfatiza a necessidade das empresas, universidades e cursos de MBA prepararem os futuros empreendedores no País.

    Via Universia

    29 Dezembro, 2008 by Vitorino Seixas

    Quando o professor e a escola querem formar um cidadão ou cidadã (criativo, analítico, crítico, responsável, sensível, humilde, flexível, humanista), não se pode “dar” aula. A expressão “dar aula” trás embutida em si, um conceito de ensino de conteúdos escolarizados. De maneira simplória poderíamos dizer que esse tipo de visão escolar prevê que os conteúdos curriculares são coisas já definidas e estanques e que o professor poderá dominá-los por completo e poderá passar aquilo tudo ao aluno. Imagina-se que o aluno poderá “apreender” todo o conteúdo, e que poderão ser elaboradas provas que medirão de forma adequada o quanto os alunos apreenderam dos conteúdos.

    As coisas não são tão simples assim. A sociedade se tornou mais complexa, mais ágil e dinâmica e actualmente deseja-se que cada pessoa seja mais do que um executor de alguma profissão. Não se pode mais dizer que alguém está “formado” e que com isso, poderá gozar de estabilidade ocupacional na sociedade.

    Assim, recordando, não se consegue mais ensinar tudo o que seria necessário a uma pessoa; precisamos desenvolver nelas a capacidade de aprender e de perceber os objetos da sociedade e da natureza e as relações entre uns e outros, por conta própria.

    Para fazer isso, a escola não pode mais “dar” aula. Digamos que o aluno precisaria “pegar” aula. Ou seja, devem ser propostos desafios, tarefas e trabalhos (individuais e em grupo) de modo que, durante o tempo todo o aluno esteja buscando o conhecimento, e desenvolvendo conhecimento, habilidades e valores humanos.

    Às vezes, para construir nosso futuro, é necessário rever nosso passado.


    UM COMEÇO DE CONVERSA

    Como alguém pode se transformar num profissional bem sucedido? Esta é uma pergunta para a qual não se pode fornecer uma resposta definitiva. Ninguém possui a fórmula do sucesso. E vários são os motivos. O mais evidente é que ele não depende exclusivamente do fato de querermos ter sucesso ou das nossas ações nesta direção; existem variáveis intervenientes sob as quais não possuímos nenhum controle. Mas se não podemos garantir o sucesso, sabemos com algum grau de certeza, o que produz o fracasso. Então, não é exagero pensar que se conseguirmos nos afastar deste caminho, se pudermos evitar as formas de pensar e agir que induzem ao insucesso, teremos boas possibilidades de engrossar o time dos bem sucedidos profissionalmente. Antes de iniciar este pequeno estudo, é conveniente que procuremos o significado que a palavra “sucesso” pode ter para cada um de nós. Por exemplo, para alguns representa a possibilidade de movimentar-se no palco da vida sob os aplausos permanentes da multidão; para outros, é contar com o reconhecimento dos seus pares; para outros ainda é apenas sentir-se útil e produtivo. Mas também é bom não esquecer que seja qual for o significado que “sucesso” possa ter para nós, devemos compreender que, em nossa sociedade, embora ele seja parte importante da construção de nossa identidade, não deveria ser o único objetivo em nossas vidas. É muito provável que nosso viver se transforme em algo muito penoso se fizermos
    do sucesso profissional a única razão de nossa existência – mesmo que o alcancemos. Vamos então apresentar algumas formas de pensar e agir que podem nos levar ao fracasso ou, pelo menos, dificultar o atingimento do
    sucesso profissional.

    SOB A ÉGIDE DA JUSTIÇA

    Algumas pessoas acreditam que, se um indivíduo é honesto, bom filho, dedicado, educado, trabalhador, etc, cedo ou tarde, por uma questão de justiça, acabará por ser reconhecido e beneficiado em função de suas boas qualidades. Desta forma de encarar a vida geralmente fazem parte afirmações do tipo: “A verdade sempre aparece”, “A justiça tarda mas não falha”, “O criminoso sempre volta ao local do crime” (e será descoberto e, subentende-se, certamente punido). Esta “filosofia, pelo menos indiretamente, está associada à teoria da verdade evidente, isto é, à crença exageradamente otimista de que a verdade, o bem, a justiça sempre serão revelados e se imporão naturalmente. Essas pessoas geralmente acreditam que o mundo e nossas vidas são regidos por leis
    justas que a todos atingirá – mesmo que não seja nesta vida. A Justiça pode tardar, mas não pode falhar.
    Pessoas deste tipo costumam esperar “que os outros reconheçam sua competência”, mas pouco fazem para mostrá-la.

    O PRIMADO DA SORTE

    Uma variante do ponto de vista anterior é o daquelas pessoas que acreditam na sorte…Mas não na sorte como é definida pelos dicionários: algo casual, fortuito, aleatório. Mas um tipo de sorte que faz, por exemplo, com que algumas pessoas ganhem sempre a melhor parte, enquanto outras, fiquem com a pior ou sem nenhuma (1). Cada um já nasce com sorte ou sem sorte. E nada se pode fazer num caso ou noutro. Se nascemos com sorte, vamos desfrutar; se nascemos sem sorte, o melhor é rezar. Rezar, resignar e esperar.

    O DESTINO IMPERATIVO

    De um modo geral, estas pessoas também acreditam no destino. Nada aconteceria se o acontecimento já não estivesse pré-determinado. A pequena folha flutuando no espaço, não se desloca ao léu; alguém ou alguma coisa determinou sua queda e seu rumo. Existe uma causalidade imperativa que pode sempre ser descoberta.
    Quando uma pessoa alcança algum sucesso, costumam dizer que ela “tem uma boa estrela”; quando fracassa: “que nada se pode fazer, é o destino”, “é a vontade de Deus” ou que “Ele escreve certo por linhas tortas”. As pessoas que pensam assim, não só negam sua competência para o sucesso como sua responsabilidade pelo fracasso. Além disso transferem para Deus, a responsabilidade pela condução de suas vidas. Mas é muito provável que Deus não leve muito a sério esta história de destino – se o fizesse, não concordaria com o livre-arbítrio. As Igrejas que o representam neste lado do Universo, estimulam a responsabilidade do crente na escolha do seu caminho. A Igreja Católica, há algum tempo, divulgou pela mídia, uma mensagem que era mais ou menos assim: “Deus ajuda, mas só ajuda. Você tem que arregaçar as mangas e trabalhar”.

    A SOLUÇÃO MÁGICA

    Existem também, dentro desta mesma forma de interpretar os eventos da vida, as pessoas que se encantam com as histórias daqueles grandes vultos – principalmente do mundo artístico – que casualmente, fruto de um encontro inesperado, ficaram face-a-face com o sucesso e se tornaram estrelas de primeira grandeza no mundo dos seres bem sucedidos. Aquela artista que nem sabia que era artista, que nada conhecia sobre artes cênicas, que nem gostava de teatro, num certo dia casualmente tem um encontro e descobre toda a sua real vocação. E então, como que por milagre, da noite para o dia é colocada sob as luzes da ribalta e vive seu fulgurante sucesso. Estas crenças subentendem, além de uma monumental sorte, uma competência inata, latente e pronta para despertar
    tão logo surja a oportunidade. Pessoas que acreditam em tais histórias, tendem a tomar a exceção como regra e a destacar apenas o sucesso do personagem, sem levar em conta todo o caminho que teve que trilhar para chegar ao topo. Não percebem que este caminho é difícil e exige persistência, vontade de vencer e alta resistência à frustração. Queriam ter a sorte da grande pianista internacional que nasceu com a vocação musical. Regra geral esquecem que esta mesma pianista que nasceu vocacionada para a música, só alcançou o sucesso porque estudou com seriedade, aproveitou todas as oportunidades que surgiram e trabalhou duramente em seu piano, corrigindo erros e aprimorando qualidades.

    OS “NATURALISTAS”

    Existem também aqueles que acreditam que todos têm que ser naturais. Como alguém pode ser natural por obrigação? Isto não importa. O que interessa é que todos devemos ser completamente naturais. As coisas devem acontecer por si mesmas. Neste sentido, planejar sua vida profissional – como é a proposta deste trabalho – seria, no mínimo, obsceno. Planejamento é primo direto de um outro palavrão: racionalização (2). Para os “naturalistas”, racionalização é, basicamente uma força que impede a manifestação da verdadeira natureza humana. Seu lema pode ser assim resumido “Seja natural. Viva seus impulsos com espontaneidade. Não permita que a razão o (a) impeça de viver a verdadeira vida. Não planeja nada. Deixe a vida fluir”. Essas pessoas não podem compreender (porque talvez “sofram” de algo semelhante ao que Galbraith chama de crenças convenientes) que o uso da razão se, por um lado, pode bloquear o fluir de certos impulsos naturais, é por outro, um recurso conveniente e eminentemente humano que tem, entre outras, a função de criar condições para que as emoções se manifestem em sua plenitude.

    A COMPETÊNCIA

    Para outros, a condição necessária e suficiente para que alguém alcance sucesso profissional, é, acima de qualquer outra, a competência. Embora este atributo seja um dos requisitos fundamentais para aqueles que pretendem ser bem sucedidos em suas profissões, a experiência tem demonstrado que, mesmo sendo a competência condição necessária, não é suficiente. São muitos os elementos definidores do
    sucesso. Conhecemos alguns: conhecimento geral e especial, senso de oportunidade, decisão, persistência, planejamento, aprimoramento nas relações interpessoais e se tivermos sorte, um pouco de sorte.
    Todas estas características têm pouca utilidade se o indivíduo não souber usa-las com adequação. Um plano bem feito e bem executado é uma ajuda inestimável para o sucesso. Sem um bom plano é mais provável que o candidato dê muitas voltas desnecessárias e perca muito tempo até descobrir que, na melhor das hipóteses, apenas marcou passo.

    O PLANEJAMENTO

    Este planejamento é uma compilação de outros já existentes e foi adaptado para o profissional do campo da Psicologia. Embora nada de novo apresente, pode se constituir num conveniente instrumento de ajuda para os que querem ter sucesso profissional por esforço próprio. O PIC é um plano que visa o estabelecimento dos passos a serem dados para alcançar um objetivo profissional previamente determinado. Um planejamento de carreira compõem-se, basicamente, de duas partes: (1) o estabelecimento do objetivo(s) – claramente definido(s) – a ser(em) alcançado(s) e (2) as operações que devem ser realizadas para que a meta seja atingida. Antes de iniciar seu plano, é importante que você tenha um bom conhecimento sobre você mesmo e sobre as características do seu campo profissional. As questões abaixo podem ajudá-lo:

    1) Que motivos levaram você a escolher a psicologia como sua futura profissão? Observação: Por favor, não responda: “Meu desejo de ajudar aos outros”. Ninguém escolhe uma profissão, seja ela qual for, por qualquer motivo que não esteja voltado para sua própria sobrevivência e/ou satisfação. Escolhemos uma profissão porque gostamos de fazer o que ela oferece; porque com ela poderemos ganhar mais dinheiro; para aumentar ou criar nosso status social, etc. Se você respondesse: “Sinto-me bem quando ajudo aos outros” ou “A psicologia vai me permitir ajudar aos outros e isto me fará sentir uma pessoa importante”, provavelmente estaria sendo mais coerente e “verdadeiro” com relação a você mesmo.

    2) Após formado (a) qual a especialização que você pretende desenvolver? Porque?

    3) Após formado (a), que objetivo ou objetivos você pretende alcançar? Indique, aproximadamente, dentro de quanto tempo?

    4) Você acredita que já possui as condições necessárias?

    5) Se ainda não as possui, acredita que possui meios para desenvolvê-las?

    6) Para atingir seus objetivos, que dificuldades você acredita que poderá encontrar? Neste caso, o que poderá fazer para superá-las? Após responder a estas questões, você provavelmente estará apto para iniciar seu Plano. Seguem-se algumas recomendações que poderão ajudá-lo nesta tarefa:

    a) Estabeleça seu(s) objetivo(s) e o(s) prazo(s) que supõe necessitar para atingi-lo(s). Por exemplo: “Dentro de cinco anos quero estar dirigindo Setor de Relações Humanas da empresa X”. ou “Dentro de
    três anos quero estar realizando meu mestrado em psicologia clínica”.

    b) Esteja certo(a) de que o prazo que você estabeleceu é adequado: nem muito longo nem muito curto.

    c) Certifique-se de que, estando devidamente preparado(a), você poderá ocupar a função desejada, isto é, certifique-se de que não existirão barreiras extra-profissionais que possam tornar impossível ou
    muito difícil atingir sua meta. Por exemplo, você terá que avaliar o esforço que deve despender para tentar chegar a chefe ou gerente numa instituição que é dirigida por um grupo familiar que somente permite aos
    seus familiares o acesso a posições-chave ou, sendo você do sexo masculino, aspirar o posto de Gerente de Recursos Humanos, numa empresa onde este nível de gerência é vetado aos homens.

    d) Estabeleça níveis intermediários e prazos para atingir cada um dos seus objetivos. Por exemplo: trabalhar durante x anos em tal equipe multi-profissional com o objetivo de adquirir a experiência que lhe
    permita montar seu próprio serviço de atendimento psicológico ou tanto tempo para fazer os cursos de especialização que lhe darão o necessário respaldo teórico para ocupar tal ou qual função. Esteja certo(a) de que dispõe de tempo, competência e condições materiais para alcançar tais objetivos.

    e) É um bom procedimento procurar pessoas confiáveis que possam auxiliá-lo(a) a determinar, se seu plano é realmente exeqüível. Você estará se super ou subestimando?

    f) Adquira competência instrumental para facilitar o atingimento de suas metas. Duas sugestões:
    A especialidade pretendida está publicada predominantemente em idioma estrangeiro que lhe é desconhecido, coloque como uma de suas metas importantes, o estudo daquela língua. Atualmente o inglês é a “língua universal”. E é sabido que são suficientes apenas 600 horas para que
    você domine este idioma. Hoje a Internet é uma das maiores fontes de informação disponível no mundo. Saber usá-la é condição indispensável para o seu aprimoramento.

    g) Escolha um profissional competente que possa auxiliá-lo(a) na definição de objetivos e na escolha de leituras, cursos de especialização, estágios, etc. Esteja certo de que esta ajuda não está sendo influenciada por outros fatores que não a competência, experiência e seriedade do profissional.

    h) Se você ainda não possui um grupo de estudo, organize um. Um grupo com objetivos, recursos, motivações semelhantes, é uma ajuda inestimável no planejamento e execução de seus objetivos profissionais.

    i) Esteja atento para identificar suas deficiências profissionais e elimine-as logo que possível.

    j) Sempre que possível amplie seus conhecimentos para além dos limites da psicologia. Dificilmente alguém pode atingir proficiência ficando apenas nos limites de sua especialização.

    k) Esteja aberto (a) às críticas; disponha-se a mudar toda vez que essas críticas sinalizarem a necessidade de revisões e mudanças.

    l) Esteja alerta para atualizar seu Plano toda vez que o surgimento de novas condições possam influenciar sua concretização. Um dos motivos mais comuns de fracasso é deixar de reformular nossos objetivos mesmo
    quando eles se tornam inexeqüíveis face a novas informações ou a mudanças contextuais.
    Finalmente, para atingir o sucesso profissional é indispensável – e parece que todos concordamos – que cada um tenha um Plano. Pode ser um Plano com este ou maior, menor, melhor, escrito, pensado, diferente.
    Isto não importa. Importa que você o elabore e siga. Também é importante ressaltar que seja lá qual for o plano você escolher, não lhe será útil se for um plano que determine em todas as situações e rigidamente tudo o que se deve fazer. Sugeri que você tivesse um plano para servi-lo e não
    um plano ao qual você deva servir.

    Notas:
    (1) Não sei se este tipo de sorte existe. Mas vou supor que sim e vou chamá-la de oportunidade. E neste sentido, quando a oportunidade chegar, é importante que utilizemos a nossa competência para garantir que “a
    sorte” não nos abandone. (2) A expressão não é aqui considerada como na psicanálise: “processo
    segundo o qual o indivíduo utiliza uma explicação coerente do ponto de vista da lógica, para justificar e ocultar determinada motivação”. É utilizada como é definida nos dicionários: “tornar racional, reflexivo; utilização do raciocínio”.

    Psicólogo Luiz Fernando Teixeira Dantas

    Fonte: http://www.existencialismo.org.br/


    Muito inteligente foi o discurso do Steve Jobs (fundador da Apple, Mac e Pixar), em 2005, na universidade de Stanford. Coloco aqui no blog as duas partes (com legendas em português).

    1

    2

    Você tem que encontrar o que você ama

    Veja a íntegra do discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford

    Por Steve Jobs, o criador da Apple, na Stanford

    Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

    A primeira história é sobre ligar os pontos

    Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
    Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
    E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
    Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
    Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
    Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
    De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

    Minha segunda história é sobre amor e perda.

    Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
    Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
    Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

    Minha terceira história é sobre morte.

    Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

    Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
    Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
    O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
    Obrigado.

    Steve Jobs em Stanford

    Por: http://www.mundovestibular.com.br/  -  Publicado 09/29/2007

    COMO ESCOLHER SUA PROFISSÃO. Algumas pessoas já sabem desde muito cedo o que querem fazer da vida e que carreira e profissão seguir; contudo, esta não é a realidade para a maioria dos estudantes, muitos chegam ao ponto de não ter idéia sobre qual carreira prestar já na época de inscrições para  o vestibular.

    O fato é que mesmo os que já “sabem” o que anseiam profissionalmente muitas vezes mudam de opinião, largam a faculdade e até o trabalho após de formado e enveredam-se em outro vestibular para tentar outra carreira, não raramente, totalmente diferente da carreira anterior.

    São arquitetos que pretendem ser músicos, advogados que querem ser médicos, enfermeiras que pretendem trabalhar na área de informática e até cirugiões que largam o bisturi para se tornarem administradores.

    Mas então o que fazer para se escolher a profissão correta? Não há fórula mágica, mas alguns pontos devem ser levados em conta na hora em que você estiver buscando a profissão ideal.

    Para isso o Mundo Vestibular criou este guia de carreiras para ajudá-lo na escolha de sua profissão. Mais que um guia vocacional ele lhe audará a ver diferentes aspectos qe muitas vezes são esquecidos na hora de escolher a profissão. Através deste guia esperaos ajudá-lo a vencer seus medos e escolher a carreira com que você mais se identifca e tem mais chances de lhe satisfazer profissionalmente.

    CARREIRA E VOCAÇÕES

    É importante saber quais são suas vocações. É fato que com trabalho árduo e muita dedicação todos podem ser bem sucedidos, mas todos possuem vocações distintas que podem lhe ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais são suas vocações.

    SONHO X REALIDADE

    A primeira pergunta que você se deve fazer antes de qualquer escolha é: “O que você espera de sua futura profissão?” Ser bem sucedido? Fazer o que gosta mesmo que ganhe pouco com isso? Viajar o mundo?  Ganhar bem?
    Quem não sabe pra onde quer ir não chega a luar nenhum. Escreva o que lhe motiva e veja quais carreiras mais se relacionam com suas características.

    MERCADOS SATURADOS

    É fato que algumas profissões estão com o mercado saturado de profissionais. Isso não significa que você ficará desempregado depois de se formar, mas pode realmente tornar mais difícil conseguir um bom emprego.

    Para resolver esta questão você precisa ponderar sobre os seguines pontos relativos há uma carreira saturada:

    1- Com o mercado saturado fica mais difícil conseguir um bom emprego.
    2- É necessário se especializar para poder entrar no mercado.
    3- O sucesso profissional pode independer do sucesso financeiro.
    4- Muitas vezes é ncessário persistência e determinação extra para ser bem sucedido.

    PROFISSÕES EM ALTA

    Muito se fala sobre as profissões em alta. Profissões da área de informática e telecounicações por exemplo são anunciadas como as profissões do futuro. Contudo, uma profissão estar em ascenção no momento não significa que ela vai estar em alta quando você entrar no mercado de trabalho.

    Até você se formar e realmente entrar no mercado de trabalho muitas coisas podem mudar. Com a grande procura dos estudantes por carreiras ligadas a informática o mercado tende a futuramente a não estar tão aberto a novos profissionais como atualmente.

    VENDO ALÉM

    Ao escolher uma profissão o estudante deve ver além do horizonte. Enquato a maioria dos estudantes pesquisa apenas o mercado atual e apossibilidade futura de mercado para a carreira que pretende seguir, há diversos outros fatores que devem ser analisados antes de tomar a decisão e que na grande maioria das vezes são esquecidos.

    1 – O Mercado para a carreira que você pretende seguir está saturado no Brasil, mas pode estar em alta em outros países. Enquanto há muitas enfermeras se formando no Brasil, países como os EUA e Canadá estão com um mercado crente de profissionais desta área. Se você estiver disposto a se especializar na língua e a se dedicar um pouco mais pode conseguir um bom emprego em outro país.

    Procure saber o que é necessário para exercer a profissão que você pretende seguir em outros países.

    2 – Algumas profissões estão sempre se modificado, o engenheiro de hoje sem dúvida não é mais o mesmo engenheiro que entrava no mercado há 10 anos. Procure saber  os caminhos que a profissão que você pretende seguir está tomando e veja o que é necessário para ser bem sucedido nela.

    Tenha sempre em mente que a chave do sucesso para qualquer carreira é ser feliz fazendo aquilo que se gosta, contudo, a trabalho não é lazer e mais do que fazer o que se gosta é preciso ser bem pago pra isso para que através do seu trabalho você possa futuramente suprir sas necessidades básicas e possivelmente de sua família.

    Faça os testes vocacionais do Mundo Vestibular, leia os outros artigos disponíveis no site e boa sorte em sua escolha.

    Fonte: Max Gehringer’ – palestrante e colunista de EXAME

    Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso
    surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um
    grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.
    Figuras como o Raul. Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na
    época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de
    fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque
    o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia
    muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho – com tinta nanquim.
    Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no
    grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse o Raul já
    estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. Deu no que deu. O
    Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio
    na carona do Pena – que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos,
    ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia da formatura, o
    diretor da escola chamou o Pena de ‘paradigma do estudante que enobrece esta
    instituição de ensino’. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
    Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma
    multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas
    de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena?
    O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém
    na empresa sabia explicar direito.
    O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali
    parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que
    fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul
    que o Raul dava um jeito. Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia
    sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou
    comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na
    matriz, o mais ‘burrinho’ já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era
    a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
    O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria,
    ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num
    evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de recursos humanos da
    empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor
    inestimável: …ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em
    ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem
    melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente
    citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase
    ótima: ‘Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendêlo’.
    Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as
    relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um
    expert, e todo pintor comum, um gênio.
    É praticamente uma lei na vida que quando uma porta se fecha para nós, outra
    se abre. A dificuldade está em que, freqüentemente, ficamos olhando com tanto
    pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu. (Andrew Carnegie)

    IT Careers – Convergência Digital  Da redação: 11/10/2007 A menos de dois meses de terminar o ano, a economia brasileira mostra que as previsões de crescimento realmente se concretizaram. O PIB deve crescer mais de 5% este ano e os investimentos das empresas tendem a continuar em 2008. O setor industrial é o que mais exemplifica esse cenário econômico, principalmente a indústria automobilística, que tem adotado turnos adicionais de trabalho para conseguir suprir a demanda de pedidos.

    O mercado de trabalho, como não podia ser diferente, acompanha este crescimento. A pesquisa da Manager Assessoria
    em Recursos Humanos revelou que em setembro o número de vagas criadas cresceu 37,82% em relação ao mesmo período do ano passado, com avanços potenciais nas áreas Administrativa e Industrial, que cresceram 261,18% e 68,90%, respectivamente.

    Os setores de Compras/Logística/Suprimentos e de Recursos Humanos também obtiveram destaque na criação de novas vagas. O primeiro cresceu 51,90% e o segundo, 56,52%. “Os últimos três meses do ano prometem resultados positivos, já que há muitos investimentos previstos e o mercado de trabalho continua contratando”, afirma Hélio Terra, Presidente da Manager.

    Profissões em destaque – De acordo com a pesquisa da Manager, os profissionais mais procurados são os das seguintes áreas: Engenharia  em geral (36,23%); Administração de Empresas (20,06%); Tecnologia da Informação (10,66%); Ciências Contábeis (10,32%); Economia (7,72%); Publicidade Propaganda e Marketing (3,32%); Psicologia (2,05%); Direito (1,88%); Comércio Exterior, Comunicação e outras (7,76%).

    Nível hierárquico – Os profissionais de gerência/diretoria ocuparam 17,78% das vagas; os de gerência, 52,56%; e os técnicos, supervisores e assistentes, 29,66%

    Idiomas – O inglês foi solicitado para 89,37% das vagas; o espanhol, para 7,87%; e 2,76% das empresas solicitaram outros idiomas.

    Aula de Filosofia

    Um professor de filosofia parou diante da classe. Ao seu lado, em sua mesa, tinha alguns objetos. Quando deu início à aula, sem dizer uma palavra, pegou um vidro com pedras de aproximadamente 2 centímetros de diâmetro cada, e perguntou aos alunos :
    - Este vidro está cheio ? Todos os alunos concordaram imediatamente que o vidro estava realmente cheio, com as pedras. Então, novamente sem falar nada, o professor pegou uma caixa com pequenos cristais, derramou-os dentro do vidro, agitando-o levemente. Os cristais, obviamente, preencheram os espaços entre as pedras. Então ele perguntou novamente :
    - Este vidro está cheio ? Os alunos riram e mais uma vez concordaram que, agora sim, é lógico, o vidro estava cheio. Mais uma vez calado, o professor pegou outra caixa e derramou a areia, que esta continha, no vidro. É claro que a areia preencheu o espaço restante.
    - Agora – disse o professor – eu quero que vocês reconheçam que este vidro representa a vida de cada um de nós. Rindo ainda mais que antes, os alunos perguntaram :
    - Como assim, professor ? O que um vidro cheio de pedras, cristais e areia tem a ver com a nossa vida ?
    - Vejam só – respondeu o professor – As pedras são as coisas realmente importantes, a base de nossa vida : a família, os amigos, a saúde, o conhecimento … Coisas que, mesmo que todo o resto fosse perdido, continuariam ali, mantendo a nossa vida repleta. Já os cristais, são as demais coisas que importam em nossas vidas : o trabalho, o lazer, os bens materiais … Agora, a areia, é todo o resto, as coisas pequenas, sem importância real em nossas vidas. E, terminando a aula, ele disse :
    - E, se colocássemos primeiro a areia no vidro ? Logicamente não sobraria espaço para os cristais e para as pedras. O mesmo vale para a nossa vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e toda a nossa energia em coisas pequenas, não teremos espaço para as coisas que realmente são importantes. Por isto, em qualquer coisa que você vá fazer, estabeleça primeiro as suas prioridades e persiga-as até ter alcançado seu objetivo. O resto é só areia, que o vento pode levar. PARECE, MAS NÃO É …

    Mais inteligente é aquele que sabe que não sabe.” (Sócrates)