ESCOLHA PROFISSIONAL


Por: Estadão

O resultado das avaliações das universidades e faculdades do País feitas pelo Ministério da Educação (MEC) foi importante na hora da escolha da instituição para cerca de 4% dos estudantes do ensino superior privado no Estado de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo Semesp, sindicato das entidades particulares. Os fatores mais levados em conta na escolha foram a localização (24%) e o valor da mensalidade (19%).

Para especialistas, o fato de estudantes darem pouca importância para avaliações pode ser indicativo de que eles ainda não conhecem bem esses dados, o que exigiria maior esforço na sua divulgação. E com a inclusão de novos indicadores nos últimos anos, a leitura dos números ficou mais completa, mas também mais complexa.

“A pesquisa mostra que o estudante busca o ensino superior para aumentar o acesso ao mercado e que ele quer conseguir isso perto de onde ele mora e pelo preço que ele pode pagar”, diz Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp. “O dado mostra que as instituições precisam dialogar melhor com as empresas, para aprimorar sua empregabilidade.”

O levantamento foi feito com uma amostra formada por 1.682 alunos, pais, professores e funcionários de instituições da capital e de nove regiões do interior no primeiro semestre deste ano. O instituto responsável foi o CDN Estudos & Pesquisa.

“As avaliações ainda não chegaram aos alunos. A gente que trabalha com isso, que acompanha, já está acostumado, discute muito e fala muito. Mas,

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no geral, os resultados ainda não foram popularizados”, analisa Mozart Neves, do movimento Todos pela Educação. “Uma vez por ano, os jornais e revistas publicam os dados, eles reverberam por dias e depois ninguém mais toca no assunto. E o jovem, em geral, não lê muito.”

Na avaliação do consultor Carlos Monteiro, da CM Consultoria, outro fator que pode explicar o impacto pequeno das avaliações entre os estudantes é o fato de muitos não estarem dispostos a sair de sua cidade para estudar, no caso de quem mora no interior. “Muitas vezes a escola com conceito ruim é a única que ele tem.” O consultor avalia também que a tendência é que haja mudanças. “No segundo semestre, o ministério adotou ações como a suspensão de vagas em cursos com avaliações ruins. Isso vai influenciar a percepção do aluno.”

No caso de São Paulo, a opção pela comodidade é explicada ela dificuldade de locomoção. Moradora de São Bernardo do Campo, Camila Pfeifer, de 20 anos, escolheu fazer Administração na Universidade Metodista porque era perto de sua casa. “Para ser sincera, eu nem me importei com avaliação.”

Yuri Negov, de 22 anos, escolheu o Centro Universitário Fieo, em Osasco, por ser perto de casa e pelas referências de amigos. “Não olhei avaliações porque não tinha muito conhecimento disso, mas conheço gente que estuda lá e considera a faculdade boa.” André Kenny Curcovezki, de 23 anos, estudante de Administração da Fundação Santo, encaixa-se nos 4% que valorizam os indicadores. “Sabia que era um dos mais bem avaliados.”

Por: Estadão

Antes da abertura dos portões até a saída dos alunos, eles estavam lá. Centenas de pais se somaram aos 11.412 candidatos que fizeram o vestibular da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), no prédio da Uninove, na Barra Funda, neste domingo, 8 de novembro. Eles acompanharam os filhos até a entrada e, por vezes, permaneceram até o fim da prova, uma espera que pode ter chegado a até 4 horas.

Cidália Monteiro, de 47 anos, mora em Santo Amaro. Ela e a filha Eduarda, de 18 anos, saíram de casa às 10 horas em direção à Uninove. Deveriam chegar antes das 14 horas, mas às 11 h já estavam lá. “Foi bom porque chegamos cedo e pudemos passear no Memorial da América Latina, tiramos umas fotos para nos distrair e, assim, ela fica menos nervosa”, disse, apontando para Eduarda. Em tom de confidência, falou que estava muito ansiosa pela filha. “Quero que comece logo para acabar logo, daqui para frente ela terá prova todos os finais de semana, pela Unicamp e pela Fuvest.”

Roberto da Silva, de 52, e Jussara, de 51, se despediram do filho Juliano, de 17 anos, na catraca da Uninove. “É o primeiro vestibular dele, queremos dar apoio moral. Temos que estar presentes.”

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Em frente aos portões, Siloni Challupp e Levi de Carvalho Freitas conversavam com o olhar perdido depois que os dois filhos já haviam entrado para fazer a prova. Naquele momento, eles planejavam o futuro da família. “Meu filho está tentando há 4 anos entrar em Medicina. Desta vez, aceitou prestar vestibular para as particulares. Minha filha mais nova também quer ser médica. Torcemos por eles. Se passarem em faculdade particular, vendemos o carro, pedimos crédito. Se passarem em outras cidades, vão embora”, disse Levi.

Siloni, já está com férias marcadas para acompanhar os filhos na maratona de provas que enfrentarão. “Haverá testes até fevereiro, serão mais de 20 provas. Tirei uns dias de licença para poder ficar com eles neste momento.”

Para eles, vida de pai de vestibulando “é uma luta.” “Acompanhamos todos os anos, em todos os vestibulares, são anos de luta”, diz Siloni. “Quero que eles tenham o melhor, tudo o que não tive. Uma boa universidade fará diferença na vida deles”, falou Levi.

Por: GILBERTO DIMENSTEIN

Gilmar Mendes comparou o jornalista ao cozinheiro; não acredito que um cozinheiro, no futuro, prospere sem diploma PROFESSOR de Harvard, o psicólogo Howard Gardner ganhou notoriedade mundial ao disseminar o conceito de inteligências múltiplas -em poucas palavras, a inteligência se manifesta das mais diferentes formas, inclusive na habilidade como se move o corpo num campo de futebol. Veja a renda mendal de jogadores que desprezaram a escola como Adriano (R$ 300 mil) ou Ronaldo (R$ 1,1 milhão) -agora, compare com salário de um professor doutor da USP, com dedicação integral (R$ 6,7 mil). Imagine quantos times de professores seriam necessários para ganhar o salário dos dois jogadores. O psicólogo afirma que uma das habilidades fundamentais no mercado de trabalho é a “mente sintetizadora”. Por isso, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal, na semana passada, de permitir que até um jovem com ensino médio (ou menos) trabalhe numa Redação, o jornalista não terá futuro sem, no mínimo, um diploma. Provavelmente o menos importante desses diplomas seja o de jornalismo. Mente sintetizadora é a habilidade de extrair o que é essencial do amontoado cada vez maior de informações despejada diariamente pelos mais diferentes meios. Para Gardner, o profissional do futuro deverá ter essa “mente” ou, pelo menos, ser assessorado por alguém que a tenha, do contrário tende a ficar paralisado entre as múltiplas alternativas. Para nenhuma atividade profissional, o desafio de lidar com o excesso de informação (e, portanto, exercer a capacidade de síntese) é tão pesado como para os jornalistas. Afinal, a imprensa é e será o grande filtro, seja no papel, no rádio, nas telas da televisão ou do computador. O jornal “The New York Times” inventou, no mês passado, um novo cargo: editora de “mídia social”. Sua missão: navegar pelo labirinto das redes de internet como Orkut, Facebook, Twitter, além da floresta de blogs, e descobrir informações e tendências. Quem está acompanhando as manifestações do Irã, vê o papel dessas redes diante da proibição de divulgação de notícias. Não se desenvolve a capacidade de síntese sem um longo treino de associação de dados, ideias e conceitos, o que exige uma vivência de ensino superior, com cargas de leitura e dissertações aprofundadas. Desenvolve-se, aí, a competência

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para identificar, relacionar e selecionar, a partir de problemas complexos. Daí que o aluno que passou a vida decorando para fazer provas tem até a chance de entrar numa boa faculdade, mas corre o risco de quebrar a cara no mercado de trabalho. O fim da obrigatoriedade do diploma responde a essa demanda dos meios de comunicação: a abertura para profissionais ou acadêmicos das mais diversas áreas, especializados em determinados assuntos, capazes de acompanhar melhor a velocidade do conhecimento. É bem diferente de certos tempos em que se aceitavam, sem maiores problemas, repórteres talentosos para descobrir o futuro, mas incapazes de escrever; havia, na Redação, profissionais pagos para escrever a matéria, chamados “copidesque”. O jornalista de qualidade será obrigado a se reciclar permanentemente, mantendo-se ligado a algum nível de vida acadêmica. É apenas consequência óbvia da era da aprendizagem permanente. Ou seja, um diploma é pouco. O presidente do STF, Gilmar Mendes, ao justificar o fim do diploma, comparou o jornalista ao cozinheiro. Também não acredito que um cozinheiro, no futuro, prospere sem diploma de ensino superior. Ao contrário do que se pensa, o fim do diploma deve ajudar os cursos de jornalismo. Basta ler um texto universitário para ver a inviabilidade da linguagem acadêmica na mídia. Os profissionais que desejarem prosperar numa Redação terão de reciclar sua linguagem e lidar com as técnicas de comunicação; o acadêmico tem a reverência do processo; o comunicador, a do instante. Minha aposta é que serão criados cursos de curta duração, no estilo sequencial, com foco no mercado de trabalho. Com a decisão do STF, tirando os corporativistas, todos saíram ganhando a começar do leitor. PS – Minha aposta: os cursos de jornalismo mais procurados serão uma versão um pouco mais ampliada dos treinamentos oferecidos atualmente em jornais e algumas revistas. Ou seja, centrados na prática e no contato com jornalistas em atividade. Fora disso, é para quem procura fazer teses de doutorado (o que, diga-se, é importante). Ou jogar dinheiro fora. É mais uma pancada contra a praga do corporativismo que, na semana passada, levou mais cutucões, entre os quais a divulgação dos salários dos serviços municipais pela Prefeitura de SP e o anúncio da obrigatoriedade de exames para diretores regionais de ensino e de saúde, além dos diretores dos hospitais da rede pública paulista. Vamos, aos poucos, aprendendo a valorizar o mérito para defender a coletividade, especialmente os mais pobres. Para completar, alunos se mobilizaram contra a greve na USP.

Fonte: Vanessa Barros – R7

Optar por uma carreira na hora de fazer o vestibular é, muitas vezes, um pesadelo na vida dos jovens.

Para ajudar na hora da decisão psicólogos, especialistas em orientação profissional e professores listaram dez conselhos que podem facilitar a escolha.

Confira as dicas:

1) Enumere seus interesses

O autoconhecimento é o primeiro passo citado pelos especialistas para uma boa escolha do curso universitário. Fazer uma lista com os próprios gostos e interesses pode ajudar a identificar em que área você quer (ou não quer de jeito nenhum) trabalhar.

Vale lembrar na lista a sua atividade preferida durante as aulas, os programas de TV favoritos, os filmes com os quais você se identifica, as situações que te deixam mais confortável, o que faz no tempo livre e os assuntos que mais gosta de discutir.

Qualquer característica que mostre como você é pode indicar o tipo de carreira na qual você mais se sentiria realizado.

2) Liste suas habilidades, mas não vire refém delas

Na hora de escolher uma profissão, o estudante deve levar em conta suas habilidades, que muitas vezes já apontam para uma determinada área. É comum encontrar artistas plásticos que já tinham facilidade para desenhar desde a infância, por exemplo.

Mas a decisão não pode ser baseada somente nisto. É necessário se informar sobre o mercado de trabalho e analisar, por exemplo, se a profissão ligada a suas habilidades pode atender ao que você espera para o futuro.

Além disso, seu “dom” também pode servir para complementar o trabalho em outra profissão, que se encaixe melhor nos seus planos.

3) Transforme a ansiedade em planejamento

Antes de iniciar uma carreira, o estudante deve ter consciência que não é possível conseguir tudo ao mesmo tempo. É preciso entender os passos necessários para atingir o objetivo final e não desanimar durante o processo.

A psicóloga Teresinha de Arruda, especialista em orientação profissional, diz que é preciso estar preparado para entrar na universidade.

- Não importa se você vai entrar neste ou no outro ano na faculdade. É preciso estar pronto. Se não dá para pagar o curso de inglês e o de redação ao mesmo tempo, faça uma coisa de cada vez, pensando na meta que será atingida a médio prazo.

4) Amenize a “tensão pré-vestibular”

Ignorar o nervosismo em ano de vestibular é quase impossível, mas é importante que o estudante tente manter atividades extracurriculares durante a época de estudos.

A psicóloga aconselha o jovem a não esquecer a própria vida em ano de vestibular.

- O vestibulando não está correndo da forca. Fazer atividade física e dormir adequadamente pode melhorar a qualidade dos estudos e também o desempenho nas provas.

5) Informe-se sobre as possíveis carreiras

Antes de optar por uma carreira, é importante colher o máximo de informações possíveis sobre o curso, a profissão e o mercado de trabalho. Vale compreender as diferenças que existem entre carreiras parecidas e também as possibilidades que cada área oferece.

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O que faz o profissional? Quais são os campos de atuação? É possível se tornar proprietário de um negócio? É necessário fazer especialização depois da faculdade? Qual é a média salarial na profissão? Há trabalho para este profissional em cidades pequenas?

6) Converse com profissionais do mercado

Além de se informar sobre o mercado de trabalho, é válido que o estudante entre em contato com a realidade da área pretendida.

Fátima Trindade, presidente da Abop (Associação Brasileira de Orientação Profissional), diz que o estudante deve tentar conversar com profissionais para saber como é o mercado.

- O jovem pode visitar locais de trabalho para analisar melhor o universo da profissão. É esse estilo de vida que quero ter? Minha visão sobre a área não é fantasiosa? Se ele não se der bem, pode pesquisar outra coisa.

7) Evite a influência direta de parentes e amigos

É comum encontrar alunos que abandonam a faculdade porque não se identificam com o curso escolhido. Em grande parte destes casos, segundo especialistas, a decepção se dá porque a escolha da profissão não partiu diretamente do estudante.

A presidente da Abop afirma que o jovem tem de ser autor de sua decisão.

- Por imaturidade, muitos acabam terceirizando essa escolha para outras pessoas. Entram na faculdade e acabam se deparando com um contexto que não tem a ver com eles. Seguem pressões, vão pelos amigos ou optam pela profissão da moda. E em geral os fatores externos não se alinham com as características do aluno.

8) Assuma a responsabilidade por suas escolhas

A escolha de uma carreira deve ser feita com calma e consciência. O profissional que é infeliz no trabalho acaba rendendo menos do que poderia e, muitas vezes, construindo uma carreira mal-sucedida.

Para especialistas em orientação profissional, é fundamental que o jovem assuma a responsabilidade de refletir sobre si mesmo no momento da escolha.

Só o próprio estudante – levando em conta seus interesses e potencialidades – é capaz de julgar o que deseja para o futuro.

9) Comece a pensar na carreira durante o ensino médio

Com o grande número de carreiras e cursos oferecidos pelas faculdades, optar fica cada dia mais difícil. O ideal é que, cerca de dois anos antes do vestibular, o jovem já comece a pensar sobre o assunto.

Assim sobra tempo para “digerir” a nova situação e mudar de ideia se for necessário.

É importante que o colégio crie situações que ajudem o jovem a se definir, diz Fátima, que também coordena a orientação profissional do Colégio Franciscano Pio 12, de São Paulo.

- Por falta de experiência de vida, muitos jovens terminam o ensino médio ainda sem maturidade para fazer esta escolha.

10) Esqueça a pressa

A afobação pode ser um erro na hora de escolher a carreira. O candidato acaba perdendo tempo e dinheiro ao escolher um curso às pressas, sem ter refletido profundamente sobre o assunto.

O ideal, nestes casos, é testar antes sua afinidade com a área pretendida, mesmo que isso signifique adiar o vestibular. Vale mais fazer escolhas que durem e tragam satisfação.

Veja todos os artigos por Notícias A Universidade Positivo acaba de lançar uma inovação em relação às mostras de profissões ou às feiras de cursos superiores. É o portal Profissão da Minha Vida, que está no ar desde domingo (25) no endereço www.profissaodaminhavida.com.br. Como uma feira tradicional, o site traz informações e orientações sobre cada um dos 30 cursos de graduação (bacharelado e licenciatura) ofertados pela Universidade Positivo em 2010 e sobre os 15 Cursos Superiores de Tecnologia ofertados pelo Centro Tecnológico da Universidade Positivo.

Ao acessar o portal, o estudante tem acesso a um rápido formulário de tendências profissionais, que indicará as características pessoais e as opções de cursos mais compatíveis com sua personalidade. Totalmente interativo, o site apresenta um guia completo das áreas de conhecimento – Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Exatas e Tecnológicas; Escola de Negócios e Cursos Superiores de Tecnologia – e dos cursos da instituição, incluindo informações sobre o mercado de trabalho, perfil do profissional, links relacionados à profissão e depoimentos de alunos, profissionais e professores.

O espaço traz ainda a seção “Acompanhe os profissionais”, em que profissionais destacados em cada área abordam, em vídeo, suas experiências, dão suas opiniões e contam suas trajetórias profissionais. No campo “Redes Sociais”, o estudante tem acesso a blogs de cada área, permitindo a discussão e a troca de ideias sobre profissões, cursos, orientações e atividades da UP. No “Projeto Antena Mundo”, o internauta tem acesso aos projetos internacionais e intercâmbios promovidos pela UP, com depoimentos de alunos e professores da instituição, além de dicas sobre viagens e links úteis. Por fim, o site também apresenta a seção “Conheça a UP”, que traz informações e fotos da instituição, e permite a inscrição dos estudantes para visitas guiadas ao câmpus, a participação em eventos e palestras, e o agendamento de aulas e atividades experimentais de todos os cursos.

Escolha

De acordo com o pró-reitor de Graduação, Planejamento e Avaliação Institucional da Universidade Positivo, Renato Casagrande, para escolher um curso de graduação, os jovens devem analisar suas aptidões e também a demanda de mercado, uma vez que novas profissões estão surgindo e nem sempre se tem informações sobre elas. “O portal apresenta essa realidade para os estudantes. Além de descobrirem suas aptidões, eles poderão verificar as possibilidades de cursos – inclusive de novas profissões – que estão de acordo com sua personalidade e que são mais promissores”, comenta.

Segundo o pró-reitor da UP, com o portal a Universidade Positivo amplia as possibilidades de acesso às informações sobre cursos e profissões. “A tendência é aumentar cada vez mais a disponibilização completa dessas informações via internet, ampliando o conhecimento do estudante sobre a realidade de cada curso e possibilitando acesso mais livre a aulas e outras atividades experimentais que eles podem conferir na instituição”, diz.

Para Casagrande, a ideia é que o portal seja um projeto contínuo. “Em muitos casos, a dúvida sobre qual curso escolher surge no final do segundo ano do ensino médio e o estudante precisa esperar até o segundo semestre para tentar escolher um curso. Com o projeto Profissão da Minha Vida, ele poderá ter base para a sua escolha já no início do terceiro ano”, completa.

Vestibular 2010

As inscrições para os cursos de Bacharelado e Licenciatura da Universidade Positivo poderão ser realizadas até o dia 3 de novembro pelo site da UP (www.up.edu.br), no câmpus da instituição, no Campo Comprido (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300) e no câmpus Ângelo Sampaio do Centro Tecnológico da Universidade Positivo (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel). No dia 4 de novembro, as inscrições serão realizadas apenas no câmpus da Universidade Positivo e no câmpus Ângelo Sampaio do Centro Tecnológico da Universidade Positivo (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel). A taxa de inscrição é de R$ 50,00 (cinquenta reais).

As inscrições para os cursos do Centro Tecnológico da Universidade Positivo podem ser realizadas até o dia 8 de dezembro pelo site www.centrotecnologicoup.com.br, no câmpus Ecoville (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Campo Comprido) e no câmpus Ângelo Sampaio (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel) do Centro Tecnológico da Universidade Positivo.  Nos dias 9 e 10 de dezembro, as inscrições poderão ser realizadas apenas no câmpus Ecoville e no câmpus Ângelo Sampaio. A taxa de inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais).

SERVIÇO

Profissão da Minha Vida
Disponível em www.profissaodaminhavida.com.br

Vestibular 2010 – Universidade Positivo

Inscrições:

Até 3 de novembro pelo site www.up.edu.br;
Até 4 de novembro no câmpus da Universidade Positivo (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Campo Comprido) e no câmpus Ângelo Sampaio do Centro Tecnológico da Universidade Positivo (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel).
Horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h; sábados, das 8h às 12h
Investimento: R$ 50,00 (cinquenta reais)
Provas: Domingo, 8 de novembro de 2009. Das 8h30 às 12h30 e das 15h às 19h. Os blocos serão fechados quinze minutos antes do início das provas
Local: Universidade Positivo
Endereço: Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido
Mais informações no edital do Vestibular 2010 da Universidade Positivo, disponível no site www.up.edu.br, e pelo telefone (41) 3317-3200

Vestibular 2010 – Centro Tecnológico da Universidade Positivo

Inscrições:

Até 8 de dezembro pelo site www.centrotecnologicoup.com.br;
Até 10 de dezembro no câmpus Ecoville Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Campo Comprido) e no câmpus Ângelo Sampaio (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel) do Centro Tecnológico da Universidade Positivo
Horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h; sábados, das 8h às 12h
Investimento: R$ 30,00 (trinta reais)
Provas: Domingo, 13 de dezembro de 2009. Das 8h30 às 12h30. Os portões serão fechados quinze minutos antes do início das provas
Local: Centro Tecnológico da Universidade Positivo
Endereço: Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2.300 – Batel
Mais informações no edital do Vestibular 2010 do Centro Tecnológico da Universidade Positivo, disponível no site www.centrotecnologicoup.com.br e pelo telefone (41) 3317-3200


VALORES DAS MENSALIDADES DOS CURSOS DE MEDICINA PRIVADOS

 

AMAZONAS
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Centro Universitário Nilton Lins – Manaus/AM
UNINILTONLINS
R$ 3.993,82
BAHIA
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Salvador/BA
EBMSP
R$ 1.782,80
Faculdade de Tecnologia e Ciências – Salvador/BA
FTC
R$ 2.996,00
CEARÁ
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte/CE
FMJ
R$ 2.609.00
Faculdade Christus – Fortaleza/CE
FChristus
R$ 3.030,00
Universidade de Fortaleza
UNIFOR
R$ 3.594,00
DISTRITO FEDERAL
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
União Educacional do Planalto Central – Brasília/DF
FACIPLAC
R$ 3.125,00
Universidade Católica de Brasília/DF
UCB
R$ 3.228,02
ESPÍRITO SANTO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Escola Superior de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de Vitória/ES
EMESCAM
R$ 2.450,00
Faculdade Brasileira – Vitória/ES
UNIVIX
R$ 2.811,00
Centro Universitário Vila Velha – Vila Velha/ES
UVV
R$ 2.850,00
Centro Universitário do Espírito Santo – Colatina/ES
UNESC
R$ 2.947,57
GOIÁS
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade Evangélica de Anápolis/GO
UniEVANGELICA
R$ 3.150,00
pag.até 8 R$2.898,00
Pontifícia Universidade Católica de Goiás – Goiânia/GO
PUC-GO
R$ 3.549,92
MARANHÃO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Centro Universitário do Maranhão – São Luis/MA
UNICEUMA
R$ 4.157,88
(1º semestre) e R$ 3.386,28 por semestre (5)
MINAS GERAIS
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdades Integradas Pitágoras/M.Claros/MG
FIP-MOC
R$ 2.200,00
Instituto de Ciências da Saúde – Montes Claros/MG
ICS/FUNORTE
R$ 2.200,00
Universidade Presidente Antonio Carlos – Araguari/MG
FAME-UNIPAC
R$ 2.470,00
Universidade Vale do Rio Verde/Belo Horizonte/MG
UNINCOR
R$ 2.520,97
até o dia 7 ..x.x.x.x depois do dia 7 R$2.653,66
Centro Universitário de Caratinga/MG
UNEC
R$ 2.730,00
Universidade do Vale do Sapucaí – Pouso Alegre/MG
UNIVAS
R$ 2.745,00
Faculdade de Saúde e Ecologia Humana – Vespasiano/MG
FASEH
R$ 2.750,00
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte/MG
FCMMG
R$ 2.810,00
Centro Universitário de Patos de Minas
UNIPAM
R$ 2.910,00
Faculdade de Medicina de Itajubá – MG
FMIt
R$ 2.937,00
Faculdade Atenas – Paracatu/MG
FA
R$ 2.972,00
Faculdade de Medicina do Vale do Aço – Ipatinga/MG
FAMEVAÇO
R$ 2.990,00
Faculdade de Medicina de Barbacena
FAME/FUNJOB
R$ 3.064,00
Universidade Presidente Antonio Carlos – Juiz de Fora/MG
UNIPAC
R$ 3.068,00
p/pag. em dia
Universidade de Itaúna
UIT
R$ 3.084,57
Universidade de Uberaba/MG
UNIUBE
R$ 3.295,00
pag/dia 5
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora/MG
FCMS
R$ 3.311,96
Universidade José do Rosário Vellano – Alfenas/MG
UNIFENAS- Alfenas
R$ 3.718,37
pag/dia desc. = R$3.510,14
Centro Universitário de Belo Horizonte/MG
Uni-BH
R$ 3.776.09
1º período
Universidade Rosário Vellano
UNIFENAS-BH
R$ 4.456,16
c/desc.pag.dia = R$3.601,49
MATO GROSSO DO SUL
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade para o Desenvimento do Estado e da Região do Pantanal
UNIDERP
R$ 3.636,00
até dia 5 = 3.269,00
MATO GROSSO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade de Cuiabá
UNIC
R$ 3.346,39
PARÁ
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Centro Universitário do Estado do Pará – Belem/PA
CESUPA
R$ 3.498,65
PARAÍBA
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande/PB
FCMCG
R$ 3.012,00
Faculdade de Medicina Nova Esperança- J.Pessoa/PB
FAMENE
R$ 3.150,00
p/ pgto até dia 05, após R$ 3.500,00
Faculdade de Ciências Médicas da Paraiba – João Pessoa
FCMPB
R$ 3.300,00
PERNAMBUCO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade de Medicina de Garanhuns
FAMEG
R$ 2.789,00
Faculdade Bôa Viagem-Instituto Materno Infantil de Pernambuco – Recife/PE
FBV-IMIP
R$ 3.030,00
PIAUÍ
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnologia do Piaui
NOVAFAPI
R$ 2.200,00
Faculdade Integral Diferencial – Teresina/PI
FACID
R$ 2.700,00
PARANÁ
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade Evangélica de Curitiba/PR
FEPAR
R$ 1.960,00
Universidade Positivo – Curitiba/PR
UP
R$ 2.537,70
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
PUCPR
R$ 2.838,00
Faculdade de Medicina Ingá – Maringá/PR
UNINGÁ
R$ 3.094,74
Faculdade Assis Gurgacz/Cascavel/PR
FAG
R$ 3.912,00
RIO DE JANEIRO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade Gama Filho – Rio de Janeiro/RJ
UGF
R$ 2.268,93
Universidade do Grande Rio – Duque de Caxias/RJ
UNIGRANRIO
R$ 2.290,00
p/ pag. até o último dia do mes anterior 2.001,00
Universidade Iguaçu – campus Nova Iguaçu/RJ
UNIG
R$ 2.449,00
Universidade Iguaçu – campus Itaperuna/RJ
UNIG
R$ 2.499,00
Faculdade de Medicina de Petrópolis/RJ
FMP
R$ 2.554,00
Universidade Severino Sombra – Vassouras/RJ
USS
R$ 2.565,00
Faculdade Unificadas da Serra dos Órgãos- Teresópolis/RJ
UNIFESO
R$ 2.583,08
Fundação Técnico-Educacional Souza Marques- Rio de Janeiro/RJ
FTESM
R$ 2.605,00
Faculdade de Medicina de Campos/RJ
FMC
R$ 2.679,53
Universidade do Grande Rio – Rio de Janeiro/RJ
UNIGRANRIO
R$ 2.707,00
pg até o último dia útil do mês anterior R$ 2.184,00
Universidade Estácio de Sá – Rio de Janeiro/RJ
UNESA
R$ 2.798.00
Centro de Ensino Superior de Valença – RJ
CESVA
R$ 2.834,00
Centro Universitário de Volta Redonda – RJ
UniFOA
R$ 2.868,00
c/ desconto R$ 2.753,00
RIO GRANDE DO NORTE
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade Potiguar/RN
UnP
R$ 3.317,00
RONDÔNIA
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdades Integradas Aparício Carvalho- Porto Velho/RO
FIMCA
R$ 2.400,00
Faculdade de Ciências Médicas de Cacoal/RO
FACIMED
R$ 2.980,00
c/desc.pag.dia = 2.530,00
Faculdade São Lucas – Porto Velho/RO
FSL
R$ 3.054,00
RIO GRANDE DO SUL
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade de Caxias do Sul/RS
UCS
R$ 2.483,06
Fundação Universidade de Passo Fundo/RS
UPF
R$ 2.508.33
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
PUCRS
R$ 2.696,45
Universidade Católica de Pelotas/RS
UCEPEL
R$ 2.762,00
Universidade de Santa Cruz do Sul/RS
UNISC
R$ 3.169,64
R$509,26 por crédito.
Universidade Luterana do Brasil – Canoas/RS
ULBRA
R$ 4.438,80
para pagamento em dia
SANTA CATARINA
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade Comunitária Regional de Chapecó/SC
UNOCHAPECO
R$ 1.809,90
Universidade do Oeste de Santa Catarina – Joaçaba/SC
UNOESC
R$ 2.187,00
Fundação Universidade Regional de Blumenau/SC
FURB
R$ 2.187,90
matricula R$2.200,26
Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina – Criciúma/SC
UNESC/RCT
R$ 2.276,02
durante o internato R$2.554,27
Universidade do Planalto Catarinense – Lages/SC
UNIPLAC
R$ 2.379,84
Universidade Sul de Santa Catarina – Tubarão/SC
UNISUL
R$ 2.560,00
Universidade do Vale do Itajaí/SC
UNIVALI
R$ 2.861,76
Universidade Sul de Santa Catarina – Palhoça/SC
UNISUL
R$ 3.195,00
Universidade da Região de Joinville/SC
UNIVILLE
R$ 3.275,00
SÃO PAULO
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Universidade de Taubaté
UNITAU
R$ 2.500,00
p/ pag. dia 5 R$ 2.380,00
Centro Universitário de Araraquara – SP
UNIARA
R$ 2.699,00
Faculdade de Medicina de Catanduva – SP
FAMECA
R$ 2.758,00
Faculdade de Medicina do ABC/SP
FMABC
R$ 2.920,00
Faculdade de Ciências Medicas da S. Casa de São Paulo
FCMSCSP
R$ 2.972,00
Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP
FMJ
R$ 3.056,00
Universidade de Santo Amaro/SP
UNISA
R$ 3.057,00
2.952,36 para pagamento até dia 5
Universidade Camilo Castelo Branco/Fernandópolis/SP
UNICASTELO
R$ 3.171,46
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Sorocaba/SP
PUCSP
R$ 3.229,00
p/ pag até dia 5 R$ 3.132,00
Centro Universitário Barão de Mauá -Ribeirão Preto/SP
UFBM
R$ 3.299,00
Centro Universitário São Camilo
CUSC
R$ 3.332,00
2% desc. pag no venc.boleto
Universidade Nove de Julho/SP
UNINOVE
R$ 3.365,00
Pontifícia Universidade Católica de Campinas – SP
PUCCAMP
R$ 3.408,00
Centro Universitário Lusíada – Santos/SP
UNILUS
R$ 3.466,00
R$ 3.150,00 p/ pag. até dia 5
Universidade de Ribeirão Preto/SP
UNAERP
R$ 3.543,95
Universidade São Francisco – Bragança Paulista/SP
USF
R$ 3.611,00
Universidade Metropolitana de Santos – SP
UNIMES
R$ 3.930,00
Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente/SP
UNOESTE
R$ 3.980,00
p/ pag. até dia 5 R$ 3.690,00 + matrícula R$3.880,00
Universidade Anhembi-Morumbi
UAM
R$ 3.990,00
Universidade de Mogi das Cruzes/SP
UMC
R$ 3.990,00
Universidade Cidade de São Paulo/SP
UNICID
R$ 3.996,00
R$4.600,00 (no ato da matrícula) + 6 parcelas mensais de 3.996,00
Universidade de Marília – SP
UNIMAR
R$ 5.280,00
p/ pag.até dia 5 R$ 3.960,00
TOCANTINS
Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
Faculdade UNIRG-UNIRG – Gurupi/TO
UNIRG
R$ 1.954,35
Desc. de 10% p/ pagamento até dia 10
Faculdade de Medicina de Araguaina – TO
FAHESA/ITIPAC
R$ 3.210,00
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto
IESPEN/UNIPORTO
R$ 3.210,00

 

VALORES DE MENSALIDADES – ORDEM CRESCENTE

Mantenedora
Sigla
Mensalidade
Obs
1
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Salvador/BA
EBMSP
R$ 1.782,80
2
Universidade Comunitária Regional de Chapecó/SC
UNOCHAPECO
R$ 1.809,90
3
Faculdade UNIRG-UNIRG – Gurupi/TO
UNIRG
R$ 1.954,35
Desc. de 10% p/ pagamento até dia 10
4
Faculdade Evangélica de Curitiba/PR
FEPAR
R$ 1.960,00
5
Universidade do Oeste de Santa Catarina – Joaçaba/SC
UNOESC
R$ 2.187,00
6
Fundação Universidade Regional de Blumenau/SC
FURB
R$ 2.187,90
matricula R$2.200,26
7
Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnologia do Piaui
NOVAFAPI
R$ 2.200,00
8
Faculdades Integradas Pitágoras/M.Claros/MG
FIP-MOC
R$ 2.200,00
9
Instituto de Ciências da Saúde – Montes Claros/MG
ICS/FUNORTE
R$ 2.200,00
10
Universidade Gama Filho – Rio de Janeiro/RJ
UGF
R$ 2.268,93
11
Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina – Criciúma/SC
UNESC/RCT
R$ 2.276,02
durante o internato R$2.554,27
12
Universidade do Grande Rio – Duque de Caxias/RJ
UNIGRANRIO
R$ 2.290,00
p/ pag. até o último dia do mes anterior 2.001,00
13
Universidade do Planalto Catarinense – Lages/SC
UNIPLAC
R$ 2.379,84
14
Faculdades Integradas Aparício Carvalho- Porto Velho/RO
FIMCA
R$ 2.400,00
15
Universidade Iguaçu – campus Nova Iguaçu/RJ
UNIG
R$ 2.449,00
16
Escola Superior de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de Vitória/ES
EMESCAM
R$ 2.450,00
17
Universidade Presidente Antonio Carlos – Araguari/MG
FAME-UNIPAC
R$ 2.470,00
18
Universidade de Caxias do Sul/RS
UCS
R$ 2.483,06
19
Universidade Iguaçu – campus Itaperuna/RJ
UNIG
R$ 2.499,00
20
Universidade de Taubaté
UNITAU
R$ 2.500,00
p/ pag. dia 5 R$ 2.380,00
21
Fundação Universidade de Passo Fundo/RS
UPF
R$ 2.508.33
22
Universidade Vale do Rio Verde/Belo Horizonte/MG
UNINCOR
R$ 2.520,97
até o dia 7 ..x.x.x.x depois do dia 7 R$2.653,66
23
Universidade Positivo – Curitiba/PR
UP
R$ 2.537,70
24
Faculdade de Medicina de Petrópolis/RJ
FMP
R$ 2.554,00
25
Universidade Sul de Santa Catarina – Tubarão/SC
UNISUL
R$ 2.560,00
26
Universidade Severino Sombra – Vassouras/RJ
USS
R$ 2.565,00
27
Faculdade Unificadas da Serra dos Órgãos- Teresópolis/RJ
UNIFESO
R$ 2.583,08
28
Fundação Técnico-Educacional Souza Marques- Rio de Janeiro/RJ
FTESM
R$ 2.605,00
29
Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte/CE
FMJ
R$ 2.609.00
30
Faculdade de Medicina de Campos/RJ
FMC
R$ 2.679,53
31
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
PUCRS
R$ 2.696,45
32
Centro Universitário de Araraquara – SP
UNIARA
R$ 2.699,00
33
Faculdade Integral Diferencial – Teresina/PI
FACID
R$ 2.700,00
34
Universidade do Grande Rio – Rio de Janeiro/RJ
UNIGRANRIO
R$ 2.707,00
pg até o último dia útil do mês anterior R$ 2.184,00
35
Centro Universitário de Caratinga/MG
UNEC
R$ 2.730,00
36
Universidade do Vale do Sapucaí – Pouso Alegre/MG
UNIVAS
R$ 2.745,00
37
Faculdade de Saúde e Ecologia Humana – Vespasiano/MG
FASEH
R$ 2.750,00
38
Faculdade de Medicina de Catanduva – SP
FAMECA
R$ 2.758,00
39
Universidade Católica de Pelotas/RS
UCEPEL
R$ 2.762,00
40
Faculdade de Medicina de Garanhuns
FAMEG
R$ 2.789,00
41
Universidade Estácio de Sá – Rio de Janeiro/RJ
UNESA
R$ 2.798.00
42
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Belo Horizonte/MG
FCMMG
R$ 2.810,00
43
Faculdade Brasileira – Vitória/ES
UNIVIX
R$ 2.811,00
44
Centro de Ensino Superior de Valença – RJ
CESVA
R$ 2.834,00
45
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
PUCPR
R$ 2.838,00
46
Centro Universitário Vila Velha – Vila Velha/ES
UVV
R$ 2.850,00
47
Universidade do Vale do Itajaí/SC
UNIVALI
R$ 2.861,76
48
Centro Universitário de Volta Redonda – RJ
UniFOA
R$ 2.868,00
c/ desconto R$ 2.753,00
49
Centro Universitário de Patos de Minas
UNIPAM
R$ 2.910,00
50
Faculdade de Medicina do ABC/SP
FMABC
R$ 2.920,00
51
Faculdade de Medicina de Itajubá – MG
FMIt
R$ 2.937,00
52
Centro Universitário do Espírito Santo – Colatina/ES
UNESC
R$ 2.947,57
53
Faculdade Atenas – Paracatu/MG
FA
R$ 2.972,00
54
Faculdade de Ciências Medicas da S. Casa de São Paulo
FCMSCSP
R$ 2.972,00
55
Faculdade de Ciências Médicas de Cacoal/RO
FACIMED
R$ 2.980,00
c/desc.pag.dia = 2.530,00
56
Faculdade de Medicina do Vale do Aço – Ipatinga/MG
FAMEVAÇO
R$ 2.990,00
57
Faculdade de Tecnologia e Ciências – Salvador/BA
FTC
R$ 2.996,00
58
Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande/PB
FCMCG
R$ 3.012,00
59
Faculdade Bôa Viagem-Instituto Materno Infantil de Pernambuco – Recife/PE
FBV-IMIP
R$ 3.030,00
60
Faculdade Christus – Fortaleza/CE
FChristus
R$ 3.030,00
61
Faculdade São Lucas – Porto Velho/RO
FSL
R$ 3.054,00
62
Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP
FMJ
R$ 3.056,00
63
Universidade de Santo Amaro/SP
UNISA
R$ 3.057,00
2.952,36 para pagamento até dia 5
64
Faculdade de Medicina de Barbacena
FAME/FUNJOB
R$ 3.064,00
65
Universidade Presidente Antonio Carlos – Juiz de Fora/MG
UNIPAC
R$ 3.068,00
p/pag. em dia
66
Universidade de Itaúna
UIT
R$ 3.084,57
67
Faculdade de Medicina Ingá – Maringá/PR
UNINGÁ
R$ 3.094,74
68
União Educacional do Planalto Central – Brasília/DF
FACIPLAC
R$ 3.125,00
69
Faculdade de Medicina Nova Esperança- J.Pessoa/PB
FAMENE
R$ 3.150,00
p/ pgto até dia 05, após R$ 3.500,00
70
Universidade Evangélica de Anápolis/GO
UniEVANGELICA
R$ 3.150,00
pag.até 8 R$2.898,00
71
Universidade de Santa Cruz do Sul/RS
UNISC
R$ 3.169,64
R$509,26 por crédito.
72
Universidade Camilo Castelo Branco/Fernandópolis/SP
UNICASTELO
R$ 3.171,46
73
Universidade Sul de Santa Catarina – Palhoça/SC
UNISUL
R$ 3.195,00
74
Faculdade de Medicina de Araguaina – TO
FAHESA/ITIPAC
R$ 3.210,00
75
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto
IESPEN/UNIPORTO
R$ 3.210,00
76
Universidade Católica de Brasília/DF
UCB
R$ 3.228,02
77
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Sorocaba/SP
PUCSP
R$ 3.229,00
p/ pag até dia 5 R$ 3.132,00
78
Universidade da Região de Joinville/SC
UNIVILLE
R$ 3.275,00
79
Universidade de Uberaba/MG
UNIUBE
R$ 3.295,00
pag/dia 5
80
Centro Universitário Barão de Mauá -Ribeirão Preto/SP
UFBM
R$ 3.299,00
81
Faculdade de Ciências Médicas da Paraiba – João Pessoa
FCMPB
R$ 3.300,00
82
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora/MG
FCMS
R$ 3.311,96
83
Universidade Potiguar/RN
UnP
R$ 3.317,00
84
Centro Universitário São Camilo
CUSC
R$ 3.332,00
2% desc. pag no venc.boleto
85
Universidade de Cuiabá
UNIC
R$ 3.346,39
86
Universidade Nove de Julho/SP
UNINOVE
R$ 3.365,00
87
Pontifícia Universidade Católica de Campinas – SP
PUCCAMP
R$ 3.408,00
88
Centro Universitário Lusíada – Santos/SP
UNILUS
R$ 3.466,00
R$ 3.150,00 p/ pag. até dia 5
89
Centro Universitário do Estado do Pará – Belem/PA
CESUPA
R$ 3.498,65
90
Universidade de Ribeirão Preto/SP
UNAERP
R$ 3.543,95
91
Pontifícia Universidade Católica de Goiás – Goiânia/GO
PUC-GO
R$ 3.549,92
92
Universidade de Fortaleza
UNIFOR
R$ 3.594,00
93
Universidade São Francisco – Bragança Paulista/SP
USF
R$ 3.611,00
94
Universidade para o Desenvimento do Estado e da Região do Pantanal
UNIDERP
R$ 3.636,00
até dia 5 = 3.269,00
95
Universidade José do Rosário Vellano – Alfenas/MG
UNIFENAS- Alfenas
R$ 3.718,37
pag/dia desc. = R$3.510,14
96
Centro Universitário de Belo Horizonte/MG
Uni-BH
R$ 3.776.09
1º período
97
Faculdade Assis Gurgacz/Cascavel/PR
FAG
R$ 3.912,00
98
Universidade Metropolitana de Santos – SP
UNIMES
R$ 3.930,00
99
Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente/SP
UNOESTE
R$ 3.980,00
p/ pag. até dia 5 R$ 3.690,00 + matrícula R$3.880,00
100
Universidade Anhembi-Morumbi
UAM
R$ 3.990,00
101
Universidade de Mogi das Cruzes/SP
UMC
R$ 3.990,00
102
Centro Universitário Nilton Lins – Manaus/AM
UNINILTONLINS
R$ 3.993,82
103
Universidade Cidade de São Paulo/SP
UNICID
R$ 3.996,00
R$4.600,00 (no ato da matrícula) + 6 parcelas mensais de 3.996,00
104
Centro Universitário do Maranhão – São Luis/MA
UNICEUMA
R$ 4.157,88
(1º semestre) e R$ 3.386,28 por semestre (5)
105
Universidade Luterana do Brasil – Canoas/RS
ULBRA
R$ 4.438,80
para pagamento em dia
106
Universidade Rosário Vellano
UNIFENAS-BH
R$ 4.456,16
c/desc.pag.dia = R$3.601,49
107
Universidade de Marília – SP
UNIMAR
R$ 5.280,00
p/ pag.até dia 5 R$ 3.960,00

 

Fonte: Sites diversos

Entrevista Vestibular – Cristian Stassun – Jornal O Riossulense (19/out)‏

Nessa fase de decisões entre os vestibulares de verão, a parte mais importante pode nem estar na universidade escolhida ou no tempo dedicado ao estudo. Saber escolher um curso universitário, resultando numa profissão e carreira de sucesso e satisfação, pode ser o maior desafio.

Nessa semana se encerra o vestibular mais concorrido de Santa Catarina, o da UFSC. Até dia 20 de outubro, o aluno de Ensino Médio tem que colocar o X no curso escolhido. E aí que vem o medo e as dúvidas. Será que escolhi o curso certo? Será que vou gostar dessa opção escolhida? Como vai ser meu futuro?

Muitos alunos, sentindo esse desconforto, procuram um Orientador Profissional. Na cidade de Rio do Sul, conversamos com Cristian Stassun. Ele é Psicólogo, mestre em Psicologia pela UFSC e professor do Colégio Energia, responsável por ajudar os alunos a passarem com segurança por essa fase.

O que acontece nessa fase?

O fato é claro, existem universidades federais que acumulam até 40% e universidades particulares de 25% a 35% de desistência ou transferência de curso. Existem cursos em Federais que apenas 10% dos alunos de uma sala de 50 alunos, chegam a se formar. Temos tanto alunos muito jovens escolhendo, quanto casos que os pais acabam fazendo o papel de escolher e tomar todas decisões importantes pelos seus filhos até então. A falta de autonomia na vida pessoal reflete diretamente nesse momento. Aos 17 anos e até para uma pessoa de 40 anos, fica difícil avaliar fatores de escolha como, um mercado de trabalho que hoje se encontra tão instável.

O que os alunos devem refletir na hora de escolher?

Cada escolha é uma escolha construída. E para essa construção ser bem feita, deve-se estabelecer critérios. Temos muitos alunos que chegam na frente do psicólogo e respondem -“Eu quero fazer esse curso por que eu acho ele legal” – e só, não sabem falar mais nada. Uma escolha vazia, por qualquer imagem construída profissão feita através televisão, colegas ou apenas analisando uma parte do desafio pode ser desastroso. Para analisar melhor, veja, a três carreiras clássicas de maior demanda são Medicina, Direito e Engenharia. Embora representem apenas 4% das carreiras, elas atraem 1/3 do total de candidatos. A seguir estão outros cursos muito concorridos como: Odontologia, Administração, Veterinária, Arquitetura, Publicidade e Propaganda, Psicologia e Jornalismo. Muitos alunos na falta de saber escolher escolhem esses cursos que chamamos de genéricos, como Administração e Direito, que se abrem para várias áreas de atuação profissional. Porém, não refletem criticamente sobre o rumo que estão tomando.

Mas Cristian, então, quais seriam esses critérios para escolher?

No Colégio Energia criamos um Inventário com pelo menos 65 critérios importantes para ser analisados. Tanto uma avaliação de si mesmo, dos seus gostos pessoais, da sua história, do que quer enfrentar no futuro, como de informações que os alunos devem buscar antes de escolher seu curso e não apenas depois. O aluno devem estudar a fundo, seja pela internet, por guias ou pelos profissionais no mercado todas as informações das universidades, grades curriculares, mercado de trabalho, pós-graduações, e áreas de crescimento na profissão. Chegamos a criar inclusive uma disciplina no segundo ano do Ensino Médio, para criar esse ambiente propício a escolha. Fazendo com que o aluno chegue ao terceiro ano com uma meta, um curso e um conjunto de vestibulares a lhe desafiar e motivar aos estudos.

Após escolher um curso, o que garante o sucesso na profissão?

Sempre usei uma frase padrão: “Não deixe que a universidade atrapalhe seus estudos”. O que você recebe lá é o básico. A prática e seus estudos extracurriculares é que fará a diferença.  O mercado é saturado para os profissionais e não para as profissões. Tem espaço para quem é competente. O bom profissional não espera a oportunidade bater a porta, ele cria a oportunidade, abre campos de trabalho e empreende seus conhecimentos para a prática.

Para meus alunos eu mostro que, aliado ao conhecimento adquirido na universidade, o aluno deve buscar desenvolver suas características pessoais. As habilidades sociais, a capacidade de comunicação e oratória, a criatividade, o cuidado com sua imagem e marketing pessoal, seu senso ético e seu comportamento de empreendedor são o que fazem a diferença na hora da contratação. A origem dos diplomas, se é de uma Federal ou de uma Particular, tem sido desvalorizados na medida em que cada pessoa tem um potencial diferente de acordo com suas características desenvolvidas. E o pulo do gato vem aí, as pessoas precisam saber que antes de ter uma empresa, cada um é a empresa de si mesmo. Que precisa ter metas, ser bem administrada e ter facilidade e vontade de aprender.

Se na década de 90 o grande foco era formar especialistas, hoje o mercado pós-crise exige pessoas que tem além de um profundo saber em determinada ciência, que saibam criar uma rede de conhecimento com todas as outras áreas e com a equipe. Ser especialista e generalista ao mesmo tempo, é um profissional que pode ser arquiteto ou jornalista, por exemplo, que saiba tudo sobre uma estrutura de uma casa ou sobre a nova regra da sua língua vernácula, mas que tenha conhecimentos de negócios, legislação, informática, marketing, história, relações políticas e econômicas. E que ao perceber ter pouco conhecimento, saiba como buscar e agregar essas informações inteligentemente para gerar resultado.

Para mais informações temos o site: www.apsovale.org.br/op que serve de portal para esclarecer todos esses assuntos.

Escrito por Zélia Leal Adghirni
Ter, 13 de Outubro de 2009 15:28

O paradoxo do pensamento do âncora do Jornal Nacional sobre a universidade e os cursos de jornalismo


Ilustração: Yuri Leonardo sobre fotos de Felipe Matheus

O editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, está em turnê por universidades brasileiras para lançar o seu livro sobre os bastidores do telejornal mais popular do país, Jornal Nacional: Modo de fazer. Em contraste à sisudez do JN, o Bonner que se viu na UnB era diferente: falava palavrão, imitava políticos e contava piadas. Da plateia surgiu a pergunta inevitável: A posição de Bonner sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Na resposta, um paradoxo que nos apresenta a professora Zélia Leal Adghirni no artigo que segue.

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro showman do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de Jornalismo na Universidade de Brasília na última segunda feira [5/10]. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo/Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar por absoluta falta de espaço e assistiram à palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir, enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de Jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.

Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do Jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que surpreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de Jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. “Jornalismo se aprende no mercado”, disse ele sem medo de errar. Os cursos de Jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação.

Doação dos direitos autorais

Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à platéia deslumbrada: “Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo.” Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista, mas mudou de opinião “porque agora valorizo o papel da universidade”.

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que “deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias” nos cursos de Jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra “obsceno”, referindo-se à forma de um biscoito. “Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc.”

O mais surpreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração que os cursos de Jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos “de doutrinamento esquerdista”. E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é difícil divergir dos professores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de Jornalismo das universidades públicas brasileiras. Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista, pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de seu livro à USP. Que devia isso à Universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Mais respeito à universidade

Imaginem o impacto e a amplitude destas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As idéias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de Jornalismo “por vocação (no sentido weberiano)”, que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país. A Universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e, sobretudo, sobre a Globo, a única que realmente faz um “jornal nacional” no país.

Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente, já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica, inesquecível, ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso, espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Zélia Leal Adghirni é jornalista e professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Este artigo também foi publicado no Observatório da Imprensa.

V Edição Raio X 2009

O evento Raio X – conheça a UNIDAVI por dentro, tem como objetivo principal proporcionar aos alunos de todas as escolas do Alto Vale, momentos de aprendizagem e entretenimento, além de auxiliar os estudantes na busca do futuro profissional.

Neste ano o evento acontecerá na modalidade de feira.

Datas: 20 e 21 de outubro
Períodos: manhã, tarde e noite
Local: UNIDAVI – Rio do Sul

Agende-se!!! Você é nosso convidado!

Mais informações pelo (47) 3531-6024 ou vestibular@unidavi.edu.br

O programa, denominado TEST DRIVE UNIVERSITÁRIO, tem como objetivo levar o estudante às cadeiras da graduação, para que conheça algumas das disciplinas que optará em breve e assim, fazer uma visita ao curso almejado.

O evento acontecerá no período de 28 de setembro a 17 de outubro, nos campus de Rio do Sul, Presidente Getúlio e Taió. Para se inscrever, basta que o estudante opte pelo curso, disciplina e dia da semana (tabela abaixo) e entre em contato com o responsável pelo campus de maior preferência!

INSCRIÇÕES A PARTIR DE 23 DE SETEMBRO

Campus de Rio do Sul: vestibular@unidavi.edu.br ou (47) 3531-6024
Campus de Presidente Getúlio: campus_p@unidavi.edu.br ou (47) 3352-1027
Campus de Taió: campus_t@unidavi.edu.br ou (47) 3562-0532

Horários disponíveis para aulas:
Curso de Enfermagem – das 7h50min às 11h30min
Demais cursos – das 18h50min às 22h

IMPORTANTE: chegar com 10 minutos de antecedência

Máximo de cinco alunos por disciplina

A participação dos alunos é muito importante.
Solicitamos, gentilmente, que a divulgação seja feita em sala de aula.

As vagas são limitadas!!!!

RIO DO SUL

Curso: ADMINISTRAÇÃO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Marketing II Humberto Ohf de Andrade 3ª Feira
Adm. Recursos Humanos II Vanderlei Petri 3ª Feira
Adm. Recursos Humanos II Ivan Marcos Kruger 6ª Feira
Curso: COMÉRCIO EXTERIOR

Disciplina

Professor

Dia da semana

Logística Internacional Charles Agostini 3ª Feira
Geografia Internacional Giovani Nicoletti 6ª Feira
Curso: ECONOMIA

Disciplina

Professor

Dia da semana

Microeconomia Marcos Cardoso 5ª Feira
Desenvolvimento Regional Aplicado Tatiane Ap. V. Vargas 5ª Feira
Curso: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Engenharia do Produto Vander C. Sezerino 3ª feira
Custos Industriais Vander C. Sezerino 6ª feira
Curso: TECNOLOGIA EM PROCESSOS QUÍMICOS

Disciplina

Professor

Dia da semana

Prática de Físico-Química III Anelise G. de Luca 4ª feira
Curso: PSICOLOGIA

Disciplina

Professor

Dia da semana

Dinâmica de Grupo Edi Cristina Manfroi 4ª Feira
*Psicologia, Desenv. e Aprendizagem Edi Cristina Manfroi 5ª Feira
*Não agendar para 14 de outubro (prova)
Psicanálise Everley R. G. Furtado 4ª Feira
Teoria e Técnica Psicanalítica Everley R. G. Furtado 5ª Feira
Processos Grupais Annie M. M. Brito 3ª Feira
Curso: JORNALISMO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Radiojornalismo Walfried Wachholz 2ª feira
Telejornalismo Sandro W. A. Pereira 4ª feira
Multimídia Marciel de Liz Santos 4ª feira
Curso: ENFERMAGEM – PERÍODO MATUTINO – DAS 7H50MIN ÀS 11H30MIN

Disciplina

Professor

Dia da semana

Organização e Gestão Rosimeri G. Farias 3ª feira
*Semiologia e Semiotécnica Daiana Koerich 4ª feira
*Semiologia e Semiotécnica Daiana Koerich 6ª feira
*ATENÇÃO: NÃO AGENDAR PARA DIA 17/10 – ULTIMO DIA DE AULA DA DISCIPLINA
Atenção Integral a S. do Adulto e idoso II Luciana G. D. Teixeira 3ª feira
Atenção Integral a S. do Adulto e idoso II Alexsandro B. Almeida 4ª feira
Curso: EDUCAÇÃO FÍSICA

Disciplina

Professor

Dia da semana

Teoria e Prática de Jogos Lúdicos Júlio Násario 3ª feira
Ginástica Escolar Flavia da Veiga 3ª feira
Curso: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Engenharia de Software I Cleber Nardelli 5ª Freira
Desenvolvimento de Aplicativos Marciel de Liz Santos 5ª Freira
Tecnologias em Sistemas Embutidos Helcio Hermes Hoffman 6ª Freira
Tópicos Avançados em Informática Marcondes Maçaneiro 3ª Freira
Curso: CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Disciplina

Professor

Dia da semana

Contabilidade Comercial Antonio R. Dellandrea Dia 30/09
Legislação Social e trabalhista II Mara Juliana ferrari Dia 02/10
Administração de Recursos Humanos Sérgio Zeferino Dia 07/10
Contabilidade e Legislação Trib. II Leila Chaves Cunha Dia 08/10
Mercado de Capitais Marcos Cardoso Dia 09/10
Direito Empresarial Niladir Butzke Dia 13/10
Administração financeira Sandro M. Chiquetti Dia 13/10
Auditoria I Alexandre M. Pereira Dia 15/10
Curso: DIREITO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Ciência Política e Teoria G. do Estado Sandra A. S. Zimmer Dia 30/09
Direito Penal I Patrícia P. Philippi Dia 02/10
Direito Administrativo I José S. da S. Cristóvam Dia 07/10
Direito Processual Civil II Carlos R. C. dos Santos Dia 14/10
Curso: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Disciplina

Professor

Dia da semana

Botânica Aplicada Lucia Sevegnani Dia 02/10 (not.)
Botânica Aplicada Lucia Sevegnani Dia 03/10 (mat.)
Ecologia de Comunid. e Populações Adriana Thives Dia 03/10 (vesp.)

TAIÓ

Curso: MARKETING

Disciplina

Professor

Dia da semana

Marketing Internacional Erick W. Pereira 4ª Feira
Marketing Eletrônico Heloisa Ohf de Andrade 2ª Feira

TAIÓ

Curso: ADMINISTRAÇÃO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Teoria Geral da Administração II Aldo Kaestner 3ª Feira

PRESIDENTE GETÚLIO

Curso: DIREITO

Disciplina

Professor

Dia da semana

Medicina Legal João Perfoll Dia 19/10
EXCEPCIONALMENTE ESTA DISCIPLINA

PRESIDENTE GETÚLIO

Curso: MARKETING

Disciplina

Professor

Dia da semana

Contabilidade Charles Hasse Dia 06/10

Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com o estudo ‘O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho’, divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os médicos também lideram a lista do número de horas trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas.
Já os médicos com graduação tem um salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de ocupação de 90%.

No sentido oposto, os formados em teologia estão entre as piores colocações e em terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.
Para saber a média salarial de sua profissão, já dividida por critérios de sexo, raça, idade e grau urbano, clique aqui.

A FGV lembra, no entanto, que os salários do quadro são de 2000 e precisam ser multiplicados por 1,55 para se chegar aos valores atuais corrigidos pela inflação.

Relação educação/salário
Para a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre escolaridade e remuneração. ‘A hierarquia educacional se reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho, ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e tem maiores chances de conseguir trabalho’, afirmou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri.
Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de políticas públicas como para auxiliar a escolha do cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de pós-graduação de acordo com o retorno que cada Profissão pode oferecer.

Veja abaixo os 40 primeiros da lista com os salários já atualizados:*

Os salários incluem a renda de todos os trabalhos, ou seja, os dados incluem a renda de mais de um emprego de médicos ou advogados, por exemplo.

1- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07

2- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10

3- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79

4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24

5- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39

6- Medicina (graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82

7- Outros cursos de engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05

8- Engenharia mecânica (graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49

9- Engenharia civil (graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85

10- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32

11- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.349,96

12- Geologia (graduação)
Salário médio: R$ 5.285,77

13- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)
Salário médio: R$5.231,07

14- Militar
Salário médio: R$ 5.039,14

15- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.028,37

16- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.947,44

17- Engenharia química e industrial (graduação)
Salário médio: R$ 4.844,92

18- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.677,14

19- Direito (graduação)
Salário médio: R$ 4.649,63

20- Ciências econômicas (graduação)
Salário médio: R$ 4.644,67

21- Agronomia (graduação)
Salário médio: R$ 4.356,56

22- Publicidade e marketing (graduação)
Salário médio: R$ 4.199,05 …………………………………….ou R$6.298,57 atualmente.

23- Odontologia (graduação)
Salário médio: R$ 4.075,63

24- Administração (graduação)
Salário médio: R$ 4.006,61

25- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 3.949,86

26- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)
Salário médio: R$ 3.928,07

27- Letras e artes (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.864,82

28- Estatística (graduação)
Salário médio: R$ 3.846,21

29- Arquitetura e urbanismo (graduação)
Salário médio: R$ 3.835,08

30- Medicina veterinária (graduação)
Salário médio: R$ 3.758,94

31- Física (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

32- Química (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

33- Comunicação social (graduação)
Salário médio: R$ 3.435,09

34- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)
Salário médio: R$ 3.408,60

35- Farmácia (graduação)
Salário médio: R$ 3.381,98

36- Ciências da computação (graduação)
Salário médio: R$ 3.325,40

37- Outros de ciências agrárias (graduação)
Salário médio: R$ 3.278,04

38- Pedagogia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.219,14

39- Ciências contábeis e atuariais (graduação)
Salário médio: R$ 3.105,60

40- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)
Salário médio: R$ 3.099,10
Fonte: Folha de SP e FGV

Centro-Oeste é a região que paga melhor os profissionais

Por: Adriele Marchesini
26/01/07 – 10h10
InfoMoney

SÃO PAULO – A vida para quem decide fazer um curso superior já começa com desafios: primeiro, conseguir uma vaga na faculdade. Depois disso, uma colocação no mercado de trabalho. Somado a tudo isso vem o salário, que muitas vezes não condiz com o esperado por quem estudou tantos anos para se formar.

Pesquisa realizada pelo Observatório Universitário mostrou que, na média, a região brasileira que melhor paga seus profissionais é o Centro Oeste. O salário está em torno de R$ 2 mil, levando em consideração as profissões de Engenharia, Direito, Administração, Comunicação, Ciências Contábeis e Letras.

Em seguida, vem o Sudeste, com R$ 1.700; Norte, com R$ 1.600; Sul, com R$ 1.500, e Nordeste, com R$ 1.400. Vale mencionar que a faixa salarial analisada foi a de profissionais de 30 a 49 anos.

Veja, abaixo, as diferenças de pagamento para cada profissão estudada pelo instituto.

Engenharia
Cálculo, prancheta, projetos e construções. Na média brasileira, um profissional de Engenharia recebe R$ 2.800 mensais. As regiões que melhor pagam esses profissionais de 30 a 49 anos são o Centro Oeste e Sudeste, com R$ 3 mil. Em seguida estão Nordeste e Sul, com R$ R$ 2.500 e, por último, o Norte, com R$ 2.200.

Para quem está começando, e tem de 23 a 29 anos, a média salarial é de R$ 1.500, sendo que o pagamento é disposto da seguinte forma: R$ 1.700 para o Sudeste; R$ 1.600 para o Centro-Oeste; R$ 1.500 para o Sul; e R$ 1.300 para o Norte e o Nordeste.

Mas o retorno financeiro vem mesmo após os 50, quando a média salarial é de R$ 3.500, na seguinte disposição: Sudeste e Centro-Oeste (R$ 4 mil); Sul e Nordeste (R$ 3 mil); e Norte (R$ 2.500).

Direito
“A Lei é a razão liberta da paixão”, já dizia Aristóteles. E seus seguidores, os advogados, encontram no Centro-Oeste o melhor retorno financeiro em todas as faixas etárias. Na média nacional, quando estão começando, os recém-formados em Direito (23 a 29 anos) ganham R$ 1.500. Esse salário aumenta conforme a passagem dos anos: R$ 2.800 para 30 a 49; e R$ 3 mil para acima de 50.

O pagamento médio para a faixa etária intermediária é de R$ 2 mil no Brasil, sendo que nenhuma região emprega valores menores. Nordeste, Sul e Sudeste ficam com esse total cravado, ao passo que o Norte paga um pouco melhor: R$ 2.500.

Veja os diferentes salários para a faixa um (de 23 a 29 anos) e para a três (de 50 a 64 anos) de acordo com a região:

  • Nordeste: R$ 1.200 e R$ 2.300;
  • Norte: R$ 1.500 e R$ 3 mil;
  • Sul: R$ 1 mil e R$ 2.500;
  • Centro-Oeste: R$ 1.500 e R$ 3 mil;
  • Sudeste: R$ 1.200 e R$ 2.500.

Administração
Cuidar de toda a rotina administrativa de uma empresa é mais rentável no Centro-Oeste e no Sudeste. Enquanto a média salarial do Brasil está em R$ 1.800, essas regiões pagam R$ 2 mil para os profissionais da faixa intermediária.

Com o passar dos anos, o profissional fica mais bem pago na região de Brasília, com média salarial de R$ 3 mil. Os administradores que permaneceram no Sudeste, por sua vez, perdem R$ 500 em comparação aos seus colegas daquela região. Mesmo assim, ainda ganham acima da média nacional, que fica em R$ 2.300. O restante das regiões paga abaixo da média: R$ 2 mil.

No que diz respeito à faixa etária 1, as melhores região são Sudeste e Norte, com R$ 1 mil – exatamente a média nacional para a idade. O restante paga em torno de R$ 800.

Comunicação
Um oceano de conhecimento – mas com um centímetro de profundidade. Assim pode ser descrito o profissional da comunicação, que recebe R$ 1.700 na média nacional (levando em consideração a faixa etária intermediária). Os iniciantes, por sua vez, ganham R$ 1.020, enquanto os mais experientes recebem R$ 2 mil.

De 23 a 29 anos, os pagamentos variam de R$ R$ 1.400 no Centro-Oeste; R$ 1.200 no Sudeste; R$ 1.040 no Sul; R$ 750 no Norte; e R$ 700 no Nordeste. De 30 a 49 anos eles ficam em, respectivamente, R$ 2.400; R$ 1.800; R$ 1.500; R$ 1.550 e R$ 1.200.

Acima de 50 anos, o melhor local é o Centro-Oeste, que fica em R$ 3 mil. O sudeste paga exatamente a média nacional (R$ 2 mil), ao passo que as demais regiões, Norte, Sul e Nordeste, ficam abaixo com, respectivamente: R$ 1.600, R$ 1.500 e R$ 1.300.

Ciências Contábeis
Entre calculadora, programas de computador e balanços, o profissional de Ciências Contábeis ganha, na média nacional, R$ 800 de 23 a 29 anos; R$ R$ 1.500 de 30 a 49 anos e R$ 2 mil acima de 50.

Na primeira faixa etária, a disposição de pagamentos fica da seguinte forma: R$ 1 mil para o Norte; R$ 900 para o Centro-Oeste; R$ 850 para o Sudeste, R$ 800 para o Sul e R$ 750 para o Nordeste. Na intermediária, o Centro-Oeste paga mais (R$ 1.800), seguido por Norte, Sul e Sudeste, empatados em R$ 1.500; e Nordeste, com R$ 1.370.

Os mais experientes, acima de 50 anos, ficam dispostos da seguinte maneira: R$ 2.500 para a região de Brasília; R$ 2 mil no Sudeste e no Sul; R$ 1.900 no Norte e R$ 1.800 no Nordeste.

Letras
Quem escolhe o curso de Letras começa na profissão (faixa de idade um) ganhando R$ 700 na média nacional. Esse valor passa para R$ 1 mil quando o profissional tem de 30 a 49 anos (intermediária), e sobe para R$ 1.050 acima dos 50 anos (três).

Veja os diferentes salários para a faixa um (de 23 a 29 anos), dois (30 a 49 anos) e para a três (de 50 a 64 anos) de acordo com a região:

  • Nordeste: R$ 450, R$ 700 e R$ 800;
  • Norte: R$ 720, R$ 1030, R$ 1.200;
  • Sul: R$ 600, R$ 900, R$ 950;
  • Centro-Oeste: R$ 750, R$ 1 mil, R$ 1.180;
  • Sudeste: R$ 800, R$ 1.100 e R$ 1.200.

Por que Santa Catarina foi considerada o melhor estado do Brasil para Turismo? Alguma dúvida?

O que faz o profissional (Via IKWA)

Viajar pelo mundo afora, conhecer novas culturas e aproveitar momentos de lazer não é bem a realidade do bacharel de turismo. Ao contrário. Este profissional estuda e trabalha muito para oferecer esses momentos para as outras pessoas. Ele gerencia a organização de viagens de lazer ou negócios, feiras, congressos e exposições. Cuida de tudo que se relaciona ao turismo: faz reservas, providencia o transporte, verifica a qualidade de hotéis, negocia preços de passagens e hospedagem, organiza passeios e excursões e presta todo tipo de assessoria ao cliente. Além disso, gerencia atividades em hotéis, empresas de eventos ou de transporte e parques temáticos. Pode também coordenar a exploração turística de uma região, promovendo e divulgando as atrações do local. É importante que este profissional fale pelo menos dois idiomas, tenha facilidade de se comunicar, iniciativa e boa formação cultural, pois em seu trabalho está em contato com pessoas de várias partes do mundo.

O curso

Dia-a-dia

Ideal para quem gosta de pôr a mão na massa, este curso tem muitas atividades práticas. Os alunos são estimulados a desenvolver projetos de planejamento turístico, fazer visitas e viagens técnicas e participar de outras atividades que os colocam em contato com o dia-a-dia profissional. Você também terá aulas no laboratório cartográfico, onde aprenderá a traçar roteiros turísticos. Aproveite o tempo livre para estudar idiomas, fundamental para o exercício da profissão. E quanto mais línguas você falar, melhor. É importante também participar de eventos extracurriculares, como seminários, palestras, oficinas e workshops, para se aproximar da rotina da profissão e se manter sempre atualizado. Para se formar, é preciso cumprir um período de estágio obrigatório.

Disciplinas

O currículo dá ênfase às disciplinas da área de humanas, como história, geografia, sociologia e português. Na parte profissionalizante, você vai estudar matérias específicas da área, como direito e legislação sobre o turismo, planejamento turístico, bens culturais, patrimônio cultural, lazer e recreação, meios de hospedagem, sistemas de transportes, entre outras. Algumas faculdades também oferecem aulas de línguas estrangeiras, mas só com elas você não tem como adquirir fluência no idioma. Ao escolher a instituição em que irá estudar, fique atento para as diferenças de currículo. Alguns cursos são focados em administração, outros em determinados aspectos do turismo, como o ecoturismo.

Ingressando no mercado

Fazer estágio é a melhor forma de conhecer o ritmo de trabalho e acumular experiência, além de ser a principal porta de entrada do mercado de trabalho. Por isso, tente estagiar além do período obrigatório exigido para se formar. Outra dica é participar de projetos de monitoria e iniciação científica para complementar sua formação.

Mercado de Trabalho

Com dimensão continental, o Brasil está começando a aproveitar melhor seu potencial turístico. Prova disto é o crescimento do setor ano a ano. Só em 2006, os postos de trabalho cresceram 21% nas empresas de turismo. Esse aumento é resultado de investimentos e oportunidades criadas pela iniciativa privada, por meio da abertura de novos empreendimentos e da ampliação de negócios turísticos por todo o Brasil. O mercado de trabalho oferece um grande leque de opções: agências de viagens; empresas organizadoras de eventos; companhias do setor de alimentos e bebidas, de transporte aéreo, rodoviário e marítimo; hotéis e outros meios de hospedagem; empreendimentos de entretenimento e lazer; entre outros. As especialidades em alta atualmente são planejamento, hotelaria e turismo ecológico. Agências especializadas em ecoturismo e esportes radicais, como rafting, escalada e mergulho, e em assessoria a municípios que querem explorar seu potencial turístico são nichos em crescimento. Outro profissional bastante requisitado, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, é o especializado em turismo de negócios, que é contratado para organizar eventos e exposições.

Teia das Profissões (Via Ikwa)

Turismo

Na sejabixoTV! – 1ª WebTV destinada ao público vestibulando – você encontra dicas e entrevistas com professores das melhores universidades. Confira abaixo!

Especial IBMEC SÃO PAULO

Dois alunos e o Diretor Acadêmico do IBMEC SÃO PAULO falam sobre os diferenciais da Instituição, os projetos especiais, programas de intercâmbio e como está a aceitação dos alunos pelo mercado de trabalho

Arquitetura e Urbanismo

O Prof. Turguenev de Oliveira destaca o papel do arquiteto urbanista na sociedade, apresenta o perfil deste profissional e fala também do curso de Arquitetura oferecido pelo Centro Universitário Belas Artes

História

A Profa. Andrea Borelli fala sobre o curso de História, que é oferecido gratuitamente pela Universidade Cruzeiro do Sul

Artes Visuais

A Profa. Helena Freddi fala sobre o curso de Artes Visuais e do Mercado de Trabalho, explica a diferença deste curso para o curso de Artes Plásticas e destaca os diferenciais do curso oferecido pelo Centro Universitário Belas Artes

Direito

A Profa. Ana Cristina Rafful destaca a grande importância do profissional de Direito para a Sociedade, aponta a área mais procurada pelos estudantes desta carreira e fala sobre o Curso de Direito da Universidade Braz Cubas

Farmácia

O Prof. André Luiz de Moura fala sobre o papel do Farmacêutico, descreve o perfil e o dia-a-dia deste profissional, além de apresentar o curso da Universidade Braz Cubas, que forma o Farmacêutico Generalista.

Especial: Terapia Ocupacional

Saiba mais sobre o curso de Terapia Ocupacional, sobre o perfil do profissional e como está estruturado o curso oferecido pelo Centro Universitário São Camilo

Medicina Veterinária

O Prof. Eduardo Bondan fala sobre o curso de Medicina Veterinária e apresenta a estrutura do curso oferecido pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Dupla Graduação: Administração e Ciências Contábeis

O Prof. Delmo Alves de Moura fala sobre o curso inovador com Dupla Graduação (Administração e Contábeis) oferecido FECAP.

Matemática

A Profa. Vânia Cristina apresenta os diferencias do curso de Matemática oferecido pela Universidade Metodista de São Paulo

Ciências Sociais

Saiba como é o curso de Ciências Sociais, oferecido a distância pela Universidade Metodista de São Paulo, na entrevista com a Profa. Lucieneida Praum

Automação Industrial: Área com alta taxa de empregabilidade!

O Prof. Mário Boaratti, da Universidade Metodista de São Paulo, fala sobre o curso de Automação Industrial, que é uma das novidades do vestibular 2009

Administração

O Prof. João Almeida Santos apresenta o curso de Administração oferecido pela Universidade Metodista de São Paulo e relaciona as características essenciais para um bom administrador

Engenharia de Computação

O prof. Carlos Eduardo Santi conta como é o curso de Engenharia de Computação e apresenta os diferenciais do curso oferecido na Universidade Metodista de São Paulo

Economia: uma área em alta

O prof. Evaristo Peroni, da Universidade Metodista, destaca o perfil do economista e cita as matérias que são estudadas durante o curso

Letras: Licenciatura ou Bacharelado?

A Profa. Cátia Pitombeira, da Universidade Metodista, apresenta o curso de Letras e explica como funciona a formação por Bacharelado e pela Licenciatura.

Odontologia

O prof. André Passarelli fala sobre o reconhecimento do Curso de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo e também das atividades desenvolvidas pelos alunos do curso

Administração de Empresas e Administração Hoteleira

O Prof. Henrique Vailati Neto apresenta os cursos de Administração de Empresas e Administração Hoteleira oferecidos pela FAAP e destaca o perfil e infra-estrutura de cadas um destes cursos.

FAAP – Faculdade de Artes Plásticas e Arquitetura

O Prof. Silvio Passarelli fala sobre o perfil do estudante dos cursos de artes e arquitetura e apresenta a estrutura da FAAP

Universidade Aberta Metodista

Juliana Silva fala sobre o evento Universidade Aberta Metodista que acontece no próximo sábado, 25 de outubro. Confira!

Trevisan Escola de Negócios

Ana Corazza apresenta os diferenciais da Trevisan e fala dos benefícios que os alunos têm ao optar por seus cursos de graduação

Vestibular Unicamp 2009

O Coordenador do Vestibular da Unicamp, Prof. Leandro Tessler, fala sobre as novidades do vestibular 2009 e dá orientações sobre a prova da 1ª fase

Vestibular Unesp 2009

O Diretor Acadêmico da Vunesp, Prof. Fernando Prado, fala sobre as novidades do vestibular 2009 da Unesp e dá dicas para os candidatos

Fuvest 2009

O assessor da diretoria da Fuvest, Prof. Roberto Costa, fala sobre o vestibular 2009 e dá recomendações para os candidatos. Confira!

IBMEC SÃO PAULO

O Diretor de Graduação do IBMEC SÃO PAULO, Prof. Sérgio Lazzarini, fala sobre os cursos oferecidos no seu vestibular 2009 e também dos diferenciais da instituição

Vestibular ITA 2009

O coordenador do vestibular do ITA, Prof. Luis Carlos Rossato, fala sobre o ITA e seus cursos e também sobre o vestibular 2009, que está com inscrições abertas. Confira!

Trevisan Escola de Negócios

O Prof. Olavo Furtado fala sobre a Trevisan Escola de Negócios e também do Curso de Relações Internacionais oferecido pela instituição

Cursos de Comunicação FAAP

O Prof. Rubens Fernandes Jr explica como estão estruturados os cursos de Comunição da FAAP

Economia e Relações Internacionais

O Prof Luiz Machado, da FAAP, exclica como funcionam os cursos de Economia e Relações Internacionais

A Importância do Direito

A Profa. Náila Nucci fala sobre a grande importância do Direito para a Sociedade e também apresenta o curso oferecido pela FAAP

Belas Artes

O Prof. Eddy fala sobre a Belas Artes e também do perfil dos estudantes dos cursos de artes aplicadas

Fisioterapia

A Profa. Patrícia Horta, da São Camilo, fala sobre a Fisioterapia e também sobre a importância das atividades práticas realizadas pelos alunos deste curso.

Engenharia Química

A Profª Marina Kobayasi, da UNIMEP, fala sobre o curso Engenharia Química e das aptidões essenciais para um bom profissional desta área

Engenharia Mecânica

Conheça o curso de Engenharia Mecânica com Ênfase em Manutenção na entrevista com o Prof. Roberto Souza, da UNIMEP

Engenharia de Alimentos

O prof. Valmir Alcarde, da UNIMEP, explica como funciona o curso de Engenharia de Alimentos e qual sua principal diferença para o curso de Nutrição

Direito

Saiba quais são as principais áreas de atuação do profissional de Direito, na entrevista com o Prof. Jarbas Barros, da UNIMEP

Gestão e Negócios

O Prof. André Sathler apresenta os cursos da área de gestão de negócios oferecidos pela UNIMEP. Confira!

Farmácia

A Profª Thais do Carmo, da UNIMEP, fala sobre o curso de Farmácia e também sobre o mercado de trabalho

Artes Aplicadas

O Prof. Silvio Passarelli fala sobre o perfil do estudante dos cursos de artes e também apresenta os cursos da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP

Vestibular de Meio de Ano Unesp

O Prof. Fernando Prado, Diretor Acadêmico da VUNESP, fala com será o próximo vestibular da Universidade Estadual Paulista e dá conselhos para os candidatos.

Tecnologia em Gastronomia

A Profa. Cristiana Andreoli, Coordenadora deste Curso no Centro Universitário São Camilo, fala sobre o campo de atuação do profissional e também indica quais são os requisitos necessários para se tornar um bom gastrônomo

Áreas da Engenharia

O Prof. Francisco Paletta, Diretor da Faculdade de Engenharia da FAAP, apresenta os diversos tipos de cursos desta área e dá dicas para os candidatos que não sabem qual tipo de engenharia seguir

Administração: uma carreira versátil

O Diretor da Faculdade de Administração da FAAP, Prof. Henrique Vailati Neto, fala sobre as diversas possibilidades profissionais e sobre as tendências da área da Administração

Novidades no Mackenzie

O Prof. Milton Pignatari Filho fala sobre as novidades do Vestibular 2008 – 2° Semestre do Mackenzie

Cursos Tecnológicos

O Prof. João Mongelli Neto fala como funcionam os cursos tecnológicos e também sobre o vestibular 2008/2 das FATECs. Confira!

IBMEC SÃO PAULO

O Prof. Sergio Lazzarini fala sobre as novidades oferecidas pelo IBMEC SÃO PAULO no seu vestibular 2008 – 2° Semestre

Alimentação ideal para os vestibulandos

A nutricionista Bianca Chimenti explica como a alimentação correta pode ajudar na preparação para o vestibular e dá dicas para os estudantes!

Colégio x Vestibular

Veja o que os alunos do Colégio Arte de Viver acham sobre a difícil tarefa de conciliar os estudos do colégio com a preparação para o vestibular

Profissão: Veterinária

A Veterinária Marcela Conte fala como é seu dia-a-dia e também como está o mercado de trabalho. Confira!

Como virar bixo!

O Prof. Leinig Perazolli, autor do livro Como Virar Bixo, dá dicas para quem quer passar no vestibular

Como escolher um cursinho?

O Prof. Maurício Gozzi ensina como o vestibulando deve escolher um cursinho. Confira!

As melhores e as piores escolas no Enem 2008

O Ministério da Educação divulgou nesta terça-feira (28) o desempenho por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2008. A  escola com o melhor desempenho foi o Colégio São Bento, no Rio de Janeiro. Com média total (prova objetiva e redação) de 80,58, a instituição ficou em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Na segunda posição, com 77,38 pontos, aparece o Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte, que em 2007 estava em 12º. Em terceiro, está o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG). Confira a planilha com todas as escolas do país (o arquivo está em .xls)
Mais informações: http://mediasenem.mec.gov.br/enemMediasEscola/


26.017 colégios listados..

ENERGIA DE RIO DO SUL

1° LUGAR DO ALTO VALE

4° LUGAR ENTRE OS ENERGIAS de SC

26° LUGAR DO ESTADO DE SC

A vantagem do ENERGIA é grande, média 65,51, mais de 900 posições na frente do segundo colégio mais pontuado de Rio do Sul.

ENERGIA de Rio do Sul- 7616 - (703°)lugar
R. B. – 8517 - 1.604° lugar

D. B. – 8788 -  1.875° lugar
I. – 8893 – 1.980° lugar
U. – 9783 – 2.870° lugar
O número de escolas de Ensino Médio de Santa Catarina é de: 829 estaduais, 8 federais, 55 municipais, 230 particulares totalizando 1.122 escolas em SC. Foram 934 que participaram do ENEM 2008.

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Como escolher sua profissão
Para começar, quando se trata de escolher alguma carreira de nível superior, é importante ter uma visão geral do que está disponível atualmente. O número de opções é bem grande: cerca de meia centena de carreiras. É interessante conhecê-las e, para ajudar a dar umpanorama, vamos agrupá-las em quatro grandes grupos: Clássicas, Científicas, Técnicas e Comunicações/Artes.

Carreiras Clássicas

1) As três carreiras clássicas de maior demanda são Medicina, Direito e Engenharia. Embora representem apenas 4% das carreiras, elas atraem 1/3 do total de candidatos. Só na Fuvest totalizam mais de 40 mil candidatos. Pelo grande número de candidatos elas estão entre as mais exigentes e mais disputadas, com as maiores notas dos exames.

2) A seguir estão as carreiras tradicionais com cerca de 2 mil a 5 mil candidatos: Odontologia, Administração, Veterinária, Letras, Agronomia e Pedagogia. Há muitas diferenças entre elas em termos de exigência para o ingresso. Enquanto Letras atrai menos de 7 candidatos por vaga (ainda que com mais de 5 mil candidatos), Veterinária atinge 32 concorrentes por vaga.

Carreiras Científicas e Assemelhadas

As opções científicas têm pequena demanda. Embora muito importantes para o desenvolvimento de nossa sociedade, carreiras de ciências não atraem fortemente os estudantes. Na área científica ligada à natureza temos a Biologia, a Física, a Química, a Matemática. Na área científica ligada às humanidades há a Economia, as Ciências Sociais, a História, a Geografia. Num campo intermediário, mas de pesquisa, há ainda a Filosofia. A reduzida procura para essas importantes carreiras leva a médias muito baixas entre os seus ingressantes – o que explica também os altos índices de evasão em seus difíceis cursos. Eis o paradoxo: os cursos que exigem maior esforço intelectual para serem bem completados acabam sendo os que pouco exigem para a conquista de uma vaga.

Carreiras Técnicas, de Apoio ou Especializações

Há uma área de ensino superior cujas carreiras têm orientação bem aplicada e técnica. Algumas realizando importante apoio para as carreiras clássicas. Entre elas temos: Processamento de Dados, Nutrição, Terapia Ocupacional, Geologia, Fisioterapia, Meteorologia, Zootecnia, Fonoaudiologia, Ortóptica, Comércio Exterior, Enfermagem, Educação Física, Esporte, Farmácia, Turismo, Relações Internacionais, Psicologia.

Carreiras de Artes e Comunicação

Há alguns anos, a área de Comunicação deixou de ser eminentemente prática e passou a exigir uma formação mais ampla. Assim surgiram os cursos superiores de Comunicações e Artes, hoje muito disputados. São eles: Jornalismo, Relações Públicas, Biblioteconomia, Audiovisual, Cinema, Teatro, Música, Artes Plásticas, Publicidade. Entre essas carreiras há alguns dos maiores índices de candidatos por vaga nos vestibulares oficiais, decorrentes principalmente do pequeno número de vagas oferecidas.

Sem Fórmulas

Embora não haja fórmula mágica que indique a carreira ideal para cada um, há algumas maneiras de se receber orientação e luz sobre a difícil decisão.

Deve-se antes de tudo procurar conhecer o que significa cada curso. Para isso, é interessante saber o que se estuda na faculdade, conhecer as especializações oferecidas e como atuam os profissionais desses cursos.

A partir daí você pode fazer uma séria reflexão, avaliando se as características encontradas se afinam ou não com você. As fontes para esse conhecimento inicial são várias:

1) Há os textos de manuais do vestibular, que descrevem cada opção, servindo para dar uma visão panorâmica do que existe.

2) Outras fontes são os depoimentos de profissionais bem-sucedidos que falam sobre o dia-a-dia daquilo que fazem. O Etapa realiza palestras com profissionais abertas aos alunos, e um ponto interessante nessas palestras é o “ping-pong”, de perguntas e respostas, pelas quais os alunos podem resolver muitas de suas dúvidas.

3) Você pode conversar com conhecidos de carreiras diferentes e ir formando uma visão. É recomendável ser sempre crítico com relação a qualquer informação. Algumas vezes você recebe opiniões muito particulares (favoráveis ou desfavoráveis) que podem servir para as pessoas, mas que podem não indicar o que realmente seria bom em relação a você.

4) Uma boa ajuda para sua escolha é a Feira de Profissões do Etapa. São dezenas de ex-alunos que participam trazendo currículos, as especializações e muitas informações para você. Conversando com eles, você pode formar uma visão mais real e concreta do que se tem em cada carreira.

5) Finalmente é interessante fazer visitas às faculdades; com conhecidos ou acompanhando os programas de visitas que algumas faculdades oferecem.

Para Além das Áreas

Quando se faz uma escolha de carreira, é comum a simplificação de decidir por essa ou aquela área em função de gostar ou não de algumas matérias. Normalmente se prestam a isso a Matemática, a Biologia e o Português. Algo simples, mas que nem sempre é suficiente ou mesmo eficiente. Deve-se lembrar, por exemplo, que um Engenheiro, que vê Matemática o tempo todo na faculdade, pode acabar sendo chamado para realizar tarefas administrativas tipicamente “de Humanas” – o que é mais comum do que se pensa. Advogados, conforme a especialização, podem ter de enfrentar questões técnicas e científicas, tendo muito a ganhar se apresentarem conhecimentos melhores do que seus colegas. O melhor é procurar apurar o gosto por todas as matérias. O que é bom profissionalmente e, de quebra, ajuda muito no vestibular.

Criatividade: Valorizada em Qualquer Carreira

Seja qual for a escolha feita, um fator decisivo para o sucesso profissional é a dedicação. É não se contentar em “ir levando”, em ser mais ou menos, ou ser adepto do “vamos devagar que assim se chega longe”. Cada vez mais, no competitivo mundo atual, tudo o que puder diferenciar você, destacá-lo, evidenciar qualidades especiais, irá contribuir para seu futuro profissional. É importante ir se interessando por saber como são os cursos de especialização ou pós-graduação na faculdade. É preciso estar sempre se aprimorando.

Pessoas que são criativas no seu trabalho podem avançar muito. E, criatividade não é qualidade restrita ao campo da publicidade, embora essa seja uma imagem muito comum. Há pessoas muito criativas atuando nos tribunais, nas fábricas, nos laboratórios de pesquisa, fazendo programas de computador, ajudando na cura de doenças, fazendo produzir mais laranjas ou realizando investimentos e criando empresas.

Por isso escolha algo em que você sinta que pode se desenvolver, ser criativo e estar sempre se atualizando.

Escolha da profissão

  1. O que queremos?
  2. Escolher não é coisa simples
  3. A dificuldade em escolher – alguém pode ajudar?
  4. A importância de perceber os fatores que exercem influência na escolha profissional
  5. O papel da escola na escolha profissional
  6. Escolha Profissional: será que somos completamente livres para fazermos esta escolha?
  7. Escolhi ou fui escolhida?
  8. Escolha profissional e a atualidade no mercado de trabalho
  9. Dicas de especialistas para uma melhor qualidade de vida
  10. A importância da escolha profissional
  11. O jovem atual e a escolha da profissão
  12. O sujeito que escolhe
  13. Escolha Profissional na Adolescência e Expectativa Familiar
  14. O jovem e a difícil tarefa de escolher sua profissão
  15. A importância de decidir a carreira/profissão a seguir
  16. Vocação
  17. Passos para o sucesso
  18. Os 10 mandamentos do Vestibulando
  19. Queridos pais… O que fazer com eles?
  20. A profissão é o reflexo da alma

Profissões e universidade

  1. Características Necessárias para um Bacharel em Direito
  2. Ciência como Opção Profissional
  3. Bibliotecário
  4. Profissões do Futuro
  5. Profissão Amigo
  6. Aprenda a satisfazer a gula na universidade
  7. Das profissões às ocupações (Roberto Macedo)

Vestibular

  1. Minha escolha, meu vestibular
  2. Que stress magrinho!
  3. A auto-confiança e o sucesso no vestibular
  4. O Vestibular e Suas Repercussões na Vida dos Jovens
  5. Tenho que estudar!!
  6. Vestibular: deu branco, está ansioso? Respire!
  7. Vestibular x Orientação Profissional

Mercado de trabalho

  1. O significado de trabalho e emprego
  2. Trabalho, Desemprego e Construção da Identidade
  3. As influências culturais no desenvolvimento da carreira
  4. Atuação do orientador profissional em recursos humanos: uma experiência com re-colocação de ex-funcionários no mercado
  5. Trabalho e Subjetividade
  6. Subjetividade e Trabalho
  7. A criatividade e o exercício profissional
  8. Os Guardiões da Ética
  9. As diferenças entre Empregabilidade e Emprego
  10. Dicas para elaboração do curriculum vitae

Re-Orientação profissional

  1. Reorientação Profissional: quando a escolha da profissão ou curso não produz a satisfação esperada
  2. A busca do prazer no trabalho – aspecto emergente em um grupo de re-orientação profissional
  3. A importância do psicologo e as dimensões psicossocial da reorientação profissional

A orientação profissional em outros contextos

  1. Troca de curso na Argentina
  2. Orientação Profissional Junto à População
  3. Orientação Profissional Junto à Comunidade
  4. O Mundo da Orientação Profissional

Teóricos

  1. A Relação entre Abordagem Clínica em Orientação Profissional e a Gestalt-Terapia
  2. Orientação profissional em grupo
  3. Literatura, a Orientação Profissional e o Psicodrama: aliados num momento decisivo
  4. Proposta de inserção da orientação vocacional e profissional no currículo do ensino médio
  5. Orientação Profissional na Escola – Ensino Médio
  6. Orientação Profissional: as diferentes tendências desta prática e suas formas de utilização
  7. O Psicodrama e a Orientação Profissional

Se você colocou na cabeça que a melhor solução para o sucesso profissional é entrar na faculdade imediatamente, pare para pensar. Quem ajuda você é o consultor de empresas Max Gehringer. Ele mostra agora que existe um caminho mais curto para você entrar no mercado de trabalho.

O que está acontecendo com o mercado de trabalho? De um lado, há um batalhão de candidatos, principalmente jovens entre 17 e 25 anos, com formação superior, que não conseguem emprego. Do outro lado, as empresas estão dizendo que as vagas existem, mas faltam candidatos qualificados.

“A maior dificuldade é achar a mão-de-obra que está dentro das nossas expectativas técnicas”, revela Michael Bauer, presidente de empresa.

A realidade é que estão sobrando candidatos com curso superior e faltando candidatos de nível técnico. Foi isso o que fez Ronald da Silva desistir da faculdade de economia para começar um curso técnico em cerâmica no Senai.

“Ia estudar uma coisa que ia ficar quatro anos e meio estudando aquilo, e depois como é que eu ia conseguir mercado? Não ia ter mercado para eu trabalhar”, comenta Ronald da Silva, estudante do curso técnico em cerâmica.

Formado pelo Senai, Kleber Teixeira desenvolve projetos de potes e tampas plásticas numa fábrica em São Paulo. Em apenas dez meses na empresa, ele já foi promovido e passou a ganhar um ótimo salário.

“O técnico, após o seu estágio, é contratado por salários de R$ 2.500. Que primeiro emprego você consegue começar com esse salário?”, pergunta Cláudia Cunha, gerente da fábrica.

A faculdade ficou para o ano que vem. “Se já tivesse embarcado na engenharia logo depois de ter terminado o ensino médio, eu acredito que nesse salário que eu estou hoje em dia, não estaria lá”, avalia Kleber Teixeira, técnico em plástico.

Atualmente, informática é o setor que mais está oferecendo vagas. Estima-se que nos próximos cinco anos haverá uma falta de cem mil técnicos em informática. O mercado também está à procura de técnicos em logística, um curso em alta no momento.

“Hoje o mercado está aquecido para esse profissonal de logística. A grosso modo, o salário varia de R$ 1 mil a R$ 1,1 mil para o operacional, começando, e o gerencial está na faixa de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil”, comenta Diogo Teixeira, coordenador do curso de logística do Senac/SP.

No outro extremo do mercado de trabalho de trabalho haverá um excesso de dezenas de milhares de bacharéis de direito, jornalistas e psicólogos.

No Brasil ainda é forte a cultura do bacharel. Aquela impressão de que um diploma de curso superior, qualquer que seja, irá resultar em muito mais oportunidades do que um diploma de curso técnico.

Qual é a vantagem de ter feito técnico antes de fazer a faculdade?

“Experiência. Você ganha muita experiência. Acaba saindo na frente de muita gente que faz faculdade e não tem essa experiência de trabalho mesmo, de vivência, de rotina, e isso a gente consegue ter com o técnico”, responde Milena Ferreira, técnica em química.

A falta de técnicos é tão acentuada que muitas empresas estão fazendo parcerias com escolas profissionalizantes. Uma recente pesquisa, da Confederação Nacional das Indústrias, mostra que 61% das empresas pesquisadas estão capacitando seus próprios técnicos.

É o caso de uma multinacional alemã que produz máquinas para a indústria automobilística em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

“E 90% dos engenheiros recém-formados que vêm aqui acabam não dando certo porque eles não conseguem entender os problemas da fábrica. Tanto que nós temos uma escola, um centro de treinamento aqui, de dois anos de duração. Nós formamos nossos próprios técnicos”, conta Michael Bauer, presidente da empresa.

Dez alunos com idade entre 14 e 15 anos têm aulas de 7h às 16h dentro da empresa. Uma rotina puxada para Caio Monteiro, que ainda freqüenta o ensino médio à noite. Mas ele acha que vale a pena o esforço.

“Esse curso técnico vai ser muito bom para mim no futuro, vai me abrir muitas portas de emprego”, acredita Caio, 15 anos.

E vai mesmo: quase todos os alunos formados pelo curso, oferecido em parceria com o Senai, são contratados.

“O curso técnico te dá o empurrão. Você consegue uma profissão, um salário razoável, que dá para você pagar a faculdade”, diz Adriano de Deus, estudante de desenho de projetos.

O caminho mais indicado é dar um passo de cada vez. Fazer um curso técnico, conseguir um bom emprego e depois investir em cursos de especialização, incluindo o curso superior mais adequado.

Para mais informações sobre o tema, clique aqui e veja uma lista completa dos 185 cursos técnicos disponíveis no Brasil, elaborada pelo Ministério da Educação.

E veja também: conheça a rede federal de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação e visite o site do Senai.

Vamos falar, no próximo episódio, sobre outra alternativa para você entrar no mercado de trabalho: o curso de tecnólogo, mais curto do que uma faculdade convencional. Quais são as vantagens e as armadilhas? Emprego de A a Z volta domingo que vem. Até lá!

Fonte: Jornal Nacional
O que preocupa os jovens na hora de escolher uma profissão? Uma pesquisa feita em todo o Brasil descobriu quais são os medos e as expectativas que pesam na decisão.

O que preocupa os jovens na hora de escolher uma profissão? Uma pesquisa feita em todo o Brasil descobriu quais são os medos e as expectativas que pesam na decisão.

Chegar à faculdade é um grande passo. “Eu sempre tive o sonho de ser advogada”, diz a jovem.

Pode ser também a chance de realizar o que pais e avós não conseguiram. “Nem todas as pessoas tinham acesso a esse tipo de curso”, conta uma outra.

A garantia de um futuro melhor. “Se dá melhor na vida, ganhar mais dinheiro”, observa a estudante.

Mas uma pesquisa feita com 11 mil jovens brasileiros revela que a escolha do curso e a entrada na universidade vêm acompanhadas de dúvidas, insegurança e de muito medo.

O maior deles é o da decepção: 33% dos jovens temem errar na escolha. “Passar o curso inteiro pensando se era aquilo que realmente eu queria fazer e aí ser um mau profissional”, confessa Rodrigo Souza, 21 anos.

Um medo que paralisa. “Um bloqueio na cabeça eu não consigo decidir”, conta a estudante.

Em segundo lugar na lista de medos está o de não conseguir pagar a faculdade, em terceiro o de não concluir o curso, seguido do temor de não dar conta de conciliar escola e trabalho.

“Difícil trabalhar e estudar e ser um bom profissional”, afirma um estudante.

Para o coordenador da pesquisa, botar logo a mão na massa é a melhor maneira de testar e bancar a opção feita.

“Fazer o estágio assim que entrar na faculdade, vai custear o estudo e vai conhecer praticando a profissão que ele escolheu”, orienta Eduardo de Oliviera, coordenador da pesquisa.

E se antes de chegar lá as dúvidas forem muitas os educadores recomendam: pesquisar a rotina das profissões e ouvir a voz do coração.

“Eu quero fazer o que me deixa feliz. No importa o que os outros falem”, diz Karina Ribeiro de Souza.

Canal Opinião: Descoberta tardia de erro na escolha de carreira é o maior medo dos jovens brasileiros, conforme pesquisa. Por Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do CIEE

13/05/2008

Temores dos estudantes

*Luiz Gonzaga Bertelli

O CIEE perguntou a 11 mil jovens que entraram ou estão prestes a entrar em uma faculdade: qual é o seu maior medo? O topo do ranking foi ocupado pela hipótese de descoberta tardia de erro na escolha de carreira, logo seguida pelo temor de uma eventual dificuldade financeira que levasse ao abandono da escola. Aliás, a não conclusão do curso vem em terceiro lugar, empatada com a impossibilidade de conciliar as responsabilidades da escola com trabalho e lazer.

Partindo das respostas, não foi surpresa que o estágio surja como o terceiro anseio dos estudantes nessa fase da vida. A pesquisa também demonstra o amadurecimento dos jovens frente às rigorosas exigências atuais do mundo do trabalho. Eles revelam discernimento para dar o primeiro e segundo postos, respectivamente, à aquisição de um bom nível de ensino e ao contato com professores capacitados e comunicativos, relegando somente ao quarto lugar a obtenção do diploma. Eles estão certos: hoje, mais vale uma boa bagagem cultural e vivência prática de uma profissão do que um papel na moldura.

Apesar da postura correta dos jovens, a ausência de uma política adequada para a educação brasileira faz desandar, há décadas, uma receita que tinha tudo para dar certo. Os resultados da mais recente prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) mostram que 95,7% dos estudantes paulistas saem do ensino médio com gravíssimas deficiências de conhecimentos de matemática e 78,8%, em língua portuguesa. Vale a reflexão: qual trabalho, na economia globalizada, dispensa raciocínio lógico para realizar operações aritméticas simples ou o domínio do próprio idioma? E mais, se esse descalabro acontece na região mais rica do País, é possível concluir que nos rincões mais isolados a situação talvez seja bem mais preocupante.

Como presidente de uma das maiores organizações filantrópicas do País dedicadas aos jovens, continuo otimista. Afinal, todo o trabalho social ético e eficiente sempre objetiva a criação de um futuro mais digno às pessoas. Cada oportunidade de estágio altera significativamente a vida dos jovens e amplia as opções de estudantes, que, fora das salas de aula, podem ficar à mercê das tentações das ruas. Mesmo levando em consideração os sete milhões de estudantes beneficiados em 44 anos de atividade do CIEE, é inquietante notar que no ensino, apesar do famoso slogan político e de alguns avanços, a esperança ainda não conseguiu vencer o medo. E, se medidas urgentes não forem tomadas, corremos o risco de perder de goleada a batalha pela educação de qualidade.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.

Fonte: CIEE

Rubem Alves


Gandhi se casou menino. Foi casado menino. O contrato, foram os grandes que assinaram. Os dois nem sabiam direito o que estava acontecendo, ainda não haviam completado 10 anos de idade, estavam interessados em brincar. Ninguém era culpado: todo mundo estava sendo levado de roldão pelas engrenagens dessa máquina chamada sociedade, que tudo ignora sobre a felicidade e vai moendo as pessoas nos seus dentes. Os dois passaram o resto da vida se arrastando, pesos enormes, cada um fazendo a infelicidade do outro.

Vocês dirão que felizmente esse costume nunca existiu entre nós: obrigar crianças que nada sabem a entrar por caminhos nos quais terão de andar pelo resto da vida é coisa muito cruel e… burra! Além disso já existe entre nós remédio para casamento que não dá certo.

Antigamente, quando se queria dizer que uma decisão não era grave e podia ser desfeita, dizia-se: “isso não é casamento!”. Naquele tempo, sim, casamento era decisão irremediável, para sempre, até que a morte os separasse, eterna comunhão de bens e comunhão de males. Mas agora os casamentos fazem-se e desfazem-se até mesmo contra a vontade do Papa, e os dois ficam livres para começar tudo de novo…

Pois dentro de poucos dias vai acontecer com nossos adolescentes coisa igual ou pior do que aconteceu com o Gandhi e a mulher dele, e ninguém se horroriza, ninguém grita, os pais até ajudam, concordam, empurram, fazem pressão, o filho não quer tomar a decisão, refuga, está com medo. “Tomar uma decisão para o resto da minha vida, meu pai! Não posso agora!” e o pai e a mãe perdem o sono, pensando que há algo errado com o menino ou a menina, e invocam o auxílio de psicólogos para ajudar…

Está chegando para muitos o momento terrível do vestibular, quando vão ser obrigados por uma máquina, do mesmo jeito como o foram Gandhi e Casturbai (era esse o nome da menina), a escrever num espaço em branco o nome da profissão que vão ter.

Do mesmo jeito não: a situação é muito mais grave. Porque casar e descasar são coisas que se resolvem rápido. Às vezes, antes de se descasar de uma ou de um, a pessoa já está com uma outra ou um outro. Mas, com a profissão não tem jeito de fazer assim. Pra casar, basta amar.

Mas na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer.

A dor que os adolescentes enfrentam agora é que, na verdade, eles não têm condições de saber o que é que eles amam. Mas a máquina os obriga a tomar uma decisão para o resto da vida, mesmo sem saber.

Saber que a gente gosta disso e gosta daquilo é fácil. O difícil é saber qual, dentre todas, é aquela de que a gente gosta supremamente. Pois, por causa dela, todas as outras terão de ser abandonadas. A isso que se dá o nome de “vocação”; que vem do latim, vocare, que quer dizer “chamar”. É um chamado, que vem de dentro da gente, o sentimento de que existe alguma coisa bela, bonita e verdadeira à qual a gente deseja entregar a vida.

Entregar-se a uma profissão é igual a entrar para uma ordem religiosa. Os religiosos, por amor a Deus, fazem votos de castidade, pobreza e obediência. Pois, no momento em que você escrever a palavra fatídica no espaço em branco, você estará fazendo também os seus votos de dedicação total á sua ordem. Cada profissão é uma ordem religiosa, com seus papas, bispos, catecismos, pecados e inquisições.

Se você disser que a decisão não é tão séria assim , que o que está em jogo é só o aprendizado de um ofício para se ganhar a vida e, possivelmente, ficar rico, eu posso até dizer: “Tudo bem! Só que fico com dó de você! Pois não existe coisa mais chata que trabalhar só para ganhar dinheiro.”

É o mesmo que dizer que, no casamento, amar não importa. Que o que importa é se o marido — ou a mulher — é rico. Imagine-se agora, nessa situação: você é casado ou casada, não gosta do marido ou da mulher, mas é obrigado a, diariamente, fazer carinho, agradar e fazer amor. Pode existir coisa mais terrível que isso? Pois é a isso que está obrigada uma pessoa, casada com uma profissão sem gostar dela. A situação é mais terrível que no casamento, pois no casamento sempre existe o recurso de umas infidelidades marginais. Mas o profissional, pobrezinho, gozará do seu direito de infidelidade com que outra profissão?

Não fique muito feliz se o seu filho já tem idéias claras sobre o assunto. Isso não é sinal de superioridade. Significa, apenas, que na mesa dele há um prato só. Se ele só tem nabos cozidos para comer, é claro que a decisão já está feita: comerá nabos cozidos e engordará com eles. A dor e a indecisão vêm quando há muitos pratos sobre a mesa e só se pode escolher um.

Um conselho aos pais e aos adolescentes: não levem muito a sério esse ato de colocar a profissão naquele lugar terrível. Aceitem que é muito cedo para uma decisão tão grave. Considerem que é possível que vocês, daqui a um ou dois anos, mudem de idéia. Eu mudei de idéia várias vezes, o que me fez muito bem. Se for necessário, comecem de novo. Não há pressa. Que diferença faz receber o diploma um ano antes ou um ano depois?

Em tudo isso o que causa a maior ansiedade não é nada sério: é aquela sensação boba que domina pais e filhos de que a vida é uma corrida e que é preciso sair correndo na frente para ganhar. Dá uma aflição danada ver os outros começando a corrida, enquanto a gente fica para trás.

Mas a vida não é uma corrida em linha reta. Quando se começa a correr na direção errada, quanto mais rápido for o corredor, mais longe ele ficará do ponto de chegada. Lembrem-se daquele maravilhoso aforismo de T. S. Eliot: “Num país de fugitivos os que andam na direção contrária parecem estar fugindo.”

Assim, Raquel, não se aflija. A vida é uma ciranda com muitos começos.

Coloque lá a profissão que você julgar a mais de acordo com o seu coração, sabendo que nada é definitivo. Nem o casamento. Nem a profissão. E nem a própria vida…

O escritor responde a uma estudante angustiada e dá aos pais motivos para meditarem sobre a escolha da profissão.


O texto acima foi extraído do livro “Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares”, editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 31.

Rubem Alves: tudo sobre o autor e sua obra em “Biografias“.

Acostumada desde cedo com a velocidade e o excesso de informações da internet, a geração de profissionais que ingressa hoje no mercado de trabalho carrega consigo características próprias de quem viveu o estopim da revolução digital.Apelidados de geração Y –ou geração milênio–, os futuros líderes empresariais são identificados como ansiosos, preocupados com o equilíbrio entre qualidade de vida e trabalho e interessados em construir uma carreira que não dependa da empresa em que trabalham.

Esse perfil foi constatado pelos estudos das consultorias Stanton Chase International e Robert Half, aos quais a Folha teve acesso com exclusividade.

O primeiro, realizado com o Ibope Inteligência, traçou o perfil das gerações de executivos em oito países da Amé- rica Latina, incluindo o Brasil. Aqui, foram ouvidos 1.319 profissionais, desde estagiários até diretores (leia ao lado).

A geração Y –mais nova do que a X, que tem entre 30 e 39 anos– teve duas subdivisões: internet, de 25 a 29 anos, e juniores, com menos de 24 anos.

No geral, trata-se de jovens atraídos por empregos que lhes permitam sentir-se bem com projetos, crescer rapidamente e ter boa remuneração. Preocupam-se com o ambiente de trabalho e com o tempo livre.

“Eles não desejam ser empreendedores no sentido de terem o próprio negócio. Querem ser empreendedores dentro de suas carreiras”, analisa Cássia Zanini, diretora de desenvolvimento do Grupo Foco.

A idéia de trabalhar até a aposentadoria no mesmo lugar é descartada pela nova geração, segundo Zanini. Esse desapego, pondera, é reflexo de um senso de individualidade maior: “A carreira vai embaixo do braço, com o notebook”.

Audaciosos

Em sintonia com a pesquisa, o analista de produto Sandro Marques da Silva, 27, é um dos que dizem não ter medo de colocar sua capacidade à prova.

“Se chegasse o momento em que não tivesse metas, não me submeteria a ficar na empresa por acomodação”, diz.

Esse ritmo frenético, quando gera excesso de ansiedade, é visto como fator negativo dessa geração por Fernando Mantovani, gerente da Robert Half. Em parceria com o site Yahoo! Hotjobs, a consultoria fez um estudo sobre a nova geração, tendo como base a juventude universitária norte-americana.

Um dos traços marcantes dos entrevistados é não terem medo de arriscar, aponta o estudo.

Ainda vista com cautela por empresas tradicionais, essa característica é bem-vinda em firmas como a produtora de filmes publicitários Maria Bonita, cuja maioria dos 40 funcionários tem menos de 30 anos.

“Aqui, arriscar é o que faz a diferença”, comenta o cineasta João Vicente de Castro, 25.

Via: UOL

Fonte: http://vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11598

MEC ameaça punir 17 cursos de medicina com notas ruins; veja lista

O Ministério da Educação divulgou ontem a lista dos 17 cursos de medicina que serão supervisionados por causa das baixas notas dos seus alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).O processo de supervisão será semelhante ao que está em andamento com as áreas de direito e pedagogia. Inicialmente, os cursos serão notificados pelo ministério e terão dez dias para explicar o mau desempenho.

Depois disso, a comissão nomeada pelo MEC poderá realizar vistorias e sugerir medidas para os cursos. Se houver consenso sobre elas, será assinado um termo de compromisso; senão, a pasta poderá abrir um procedimento administrativo.

Entre as punições poderão estar o corte de vagas, já anunciado para 51 cursos de direito, ou, no limite, a suspensão de novos processos seletivos.

De qualquer maneira, segundo o MEC, os alunos já matriculados não serão afetados, já que as mudanças valem apenas para os vestibulares posteriores. Também podem ser acordadas melhorias de infra-estrutura e contratação de mais professores, por exemplo.

Quatro federais

Dos 17 cursos que serão supervisionados, quatro são de universidades federais, incluindo o mais antigo do país, o da Universidade Federal da Bahia, criado há 200 anos. Os outros três são os de Alagoas, Amazonas e Pará.

Segundo Ronaldo Mota, secretário de Educação Superior do MEC, essas instituições, como as outras, estão sujeitas a cortes de vagas –”caso essa seja a determinação da comissão”.

Ele evitou explicar o motivo do mau desempenho –o que, segundo ele, deverá ser feito pela comissão. Admitiu, porém, a possibilidade de boicote dos alunos, que, em algumas instituições, criticam a política de avaliação do MEC, em especial a elaboração de rankings.

Os cursos que serão supervisionados obtiveram notas 1 e 2, em uma escala de 1 a 5, tanto no conceito Enade, que mede o conhecimento dos universitários, como no conceito IDD, que, a partir da comparação entre o desempenho de calouros e formandos, mede quanto conhecimento as instituições agregaram ao aluno.

Além dos 17 cursos listados, há outros três que tiraram as mesmas notas, mas não serão supervisionados, pois estão sob a jurisdição de Estados e municípios. É a situação da Universidade de Taubaté e da Universidade Regional de Blumenau, ambas municipais, e da Universidade Estadual de Londrina.

O Brasil tem 175 faculdades de medicina, mas só 103 foram avaliadas –as outras ainda não têm turmas formadas ou não aderiram ao exame. “Se até 1994 tínhamos 80 faculdades de medicina, hoje temos 175, os mecanismos de autorização não estavam permitindo que o MEC proibisse o crescimento fora de propósito”, disse Adib Jatene, presidente da comissão avaliadora, referindo-se a regras mais rígidas para a aprovação de novos cursos na área publicadas recentemente. No governo Lula, foram criados 51 cursos de medicina.

Desempenho desigual

A situação das federais no Enade é desigual: embora quatro delas estejam entre as mais mal avaliadas, seis obtiveram nota máxima nos dois conceitos do exame. São elas a federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Goiás, de Santa Maria (RS), do Piauí e de Mato Grosso, e a Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre.

Os cursos mais bem avaliados de São Paulo foram os da Santa Casa e da Faculdade de Medicina do ABC, com quatro pontos nos dois conceitos.

A USP e a Unicamp (Campinas) não são avaliadas por decisão própria –a participação no Enade é voluntária. Já os alunos da Universidade Estadual Paulista anularam a prova.

AVALIAÇÃO DAS FACULDADES DE MEDICINA
Instituição Município Dependência Administrativa Conceito Enade* IDD Conceito**
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Federal 5 5
Universidade Federal de Goiás Goiânia Federal 5 5
Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas Porto Alegre Porto Alegre Federal 5 5
Universidade Federal de Santa Maria Santa Maria Federal 5 5
Universidade Federal do Piauí Teresina Federal 5 5
Universidade Federal de Mato Grosso Cuiabá Federal 5 5
Escola Superior de Ciências da Saúde Brasília Estadual 5 3
Universidade do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro Estadual 5 Sem conceito*
Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro Federal 4 5
Fundação Universidade Federal do Rio Grande Rio Grande (RS) Federal 4 4
Universidade Estadual de Maringá Maringá (PR) Estadual 4 4
Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória Vitória Privada 4 4
Faculdade Evangélica do Paraná Curitiba Privada 4 4
Universidade Federal do Triângulo Mineiro Uberaba (MG) Federal 4 4
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Campo Grande Federal 4 4
Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte Federal 4 4
Universidade de Brasília Brasília Federal 4 4
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo São Paulo Privada 4 4
Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba Privada 4 4
Faculdade de Medicina do ABC Santo André (SP) Privada 4 4
Faculdade de Medicina de Marília Marília (SP) Estadual 4 3
Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis Federal 4 3
Universidade Federal do Ceará Fortaleza Federal 4 3
Universidade Estadual do Oeste do Paraná Cascavel (PR) Estadual 4 3
Universidade de Caxias do Sul Caxias do Sul (RS) Privada 4 3
Universidade de Passo Fundo Passo Fundo (RS) Privada 4 3
Universidade do Vale do Itajaí Itajaí (SC) Privada 4 3
Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus (BA) Estadual 4 3
Universidade Estadual de Montes Claros Montes Claros (MG) Estadual 4 3
Universidade Federal de Juiz de Fora Juiz de Fora (MG) Federal 4 3
Pontifícia Universidade Católica de Campinas Campinas (SP) Privada 4 2
Universidade Federal de Pelotas Pelotas (RS) Federal 4 2
Universidade Federal de Pernambuco Recife Federal 4 Sem conceito*
Faculdades Integradas Padre Albino Catanduva (SP) Privada 4 Sem conceito*
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Porto Alegre Privada 4 Sem conceito*
Escola de Medicina Souza Marques Rio de Janeiro Privada 3 4
Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy Duque de Caxias (RJ) Privada 3 4
Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro Privada 3 4
Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal Campo Grande Privada 3 4
Universidade de Pernambuco Recife Estadual 3 4
Universidade de Santo Amaro São Paulo Privada 3 4
Universidade José do Rosário Vellano Alfenas (MG) Privada 3 4
Universidade da Região de Joinville Joinville (SC) Privada 3 3
Universidade São Francisco Bragança Paulista (SP) Privada 3 3
Universidade do Extremo Sul Catarinense Criciúma (SC) Municipal 3 3
Faculdade de Medicina de Petrópolis Petrópolis (RJ) Privada 3 3
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro Federal 3 3
Universidade Federal da Paraíba João Pessoa (PB) Federal 3 3
Centro Universitário Lusíada Santos (SP) Privada 3 3
Universidade Federal do Maranhão São Luís (MA) Federal 3 3
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Sorocaba (SP) Privada 3 3
Universidade Católica de Brasília Brasília Privada 3 3
Universidade Federal de Campina Grande Campina Grande (PB) Federal 3 3
Universidade Federal de São Paulo São Paulo Federal 3 3
Faculdade de Medicina de Campos Campos dos Goytacazes (RJ) Privada 3 3
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais Belo Horizonte (MG) Privada 3 3
Universidade Federal de Uberlândia Uberlândia (MG) Federal 3 3
Faculdade de Medicina de Itajubá Itajubá (MG) Privada 3 2
Universidade Estadual do Piauí Teresina (PI) Estadual 3 2
Universidade de Mogi das Cruzes Mogi das Cruzes (SP) Privada 3 2
Universidade Católica de Pelotas Pelotas (RS) Privada 3 2
Universidade Federal de Roraima Boa Vista Federal 3 1
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Salvador Privada 3 Sem conceito*
Universidade Federal do Ceará Sobral (CE) Federal 3 Sem conceito*
Universidade Federal do Ceará Barbalha (CE) Federal 3 Sem conceito*
Fundação Universidade Federal da Grande Dourados Dourados (MS) Federal 3 Sem conceito*
Universidade de Cuiabá Cuiabá (MT) Privada 2 3
Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte Juazeiro do Norte (CE) Privada 2 3
Centro Universitário Barão de Mauá Ribeirão Preto (SP) Privada 2 3
Universidade do Oeste Paulista Presidente Prudente (SP) Privada 2 3
Universidade Federal de Sergipe Aracaju Federal 2 3
Universidade Federal do Paraná Curitiba Federal 2 3
Universidade do Vale do Sapucaí Pouso Alegre (MG) Privada 2 3
Faculdade de Medicina de Barbacena Barbacena (MG) Privada 2 3
Universidade Presidente Antônio Carlos Juiz de Fora (MG) Privada 2 3
Universidade Gama Filho Rio de Janeiro Privada 2 3
Faculdade de Medicina Araguaína (TO) Privada 2 3
Universidade Metropolitana de Santos (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Santos (SP) Privada 2 2
Faculdade de Medicina do Planalto Central (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Brasília Privada 2 2
Centro Universitário Serra dos Órgãos (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Teresópolis (RJ) Privada 2 2
Universidade de Uberaba (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Uberaba (MG) Privada 2 2
Universidade Federal de Alagoas (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Maceió Federal 2 2
Universidade Severino Sombra (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Vassouras (RJ) Privada 2 2
Universidade Federal do Pará (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Belém Federal 2 2
Universidade Federal da Bahia (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Salvador Federal 2 2
Centro de Ensino Superior de Valença (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Valença (RJ) Privada 2 2
Centro Universitário de Volta Redonda (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Volta Redonda (RJ) Privada 2 2
Universidade de Taubaté Taubaté (SP) Municipal 2 2
Universidade Luterana do Brasil (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Canoas (RS) Privada 2 1
Universidade de Ribeirão Preto (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Ribeirão Preto (SP) Privada 2 1
Universidade Federal do Amazonas (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Manaus Federal 2 1
Universidade Regional de Blumenau Blumenau (SC) Municipal 2 1
Centro Universitário Nilton Lins (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Manaus Privada 1 2
Universidade Iguaçu (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Itaperuna (RJ) Privada 1 2
Universidade de Marília (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Marília (SP) Privada 1 1
Universidade Estadual de Londrina Londrina (PR) Estadual 1 1
Universidade Iguaçu (PASSARÁ POR SUPERVISÃO) Nova Iguaçu (RJ) Privada 1 1
Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) Maceió Estadual 1 3
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Botucatu (SP) Estadual 1 Sem conceito*
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto São José do Rio Preto (SP) Estadual 1 Sem conceito*
Universidade Federal do Acre Rio Branco Federal 2 Sem conceito*
Universidade do Sul de Santa Catarina Tubarão (SC) Municipal 2 Sem conceito*
Faculdade de Medicina do Vale do Aço Ipatinga (MG) Privada 2 Sem conceito*

* Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, avalia o conhecimento dos alunos e tem escala de um a cinco
** Indicador de Diferença de Desempenho, mede o conhecimento agregado pelos cursos aos estudantes, e tem escala de um a cinco. É calculado a partir das notas dos formandos de 2007 e dos ingressantes de 2004
* Cursos que não participaram do Enade em 2004

Fonte: http://vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11074

Quais profissões estão em alta no mercado de trabalho? E daqui a três, quatro anos, quando os vestibulandos de hoje se formarem, o mercado de trabalho estará receptivo para a profissão escolhida.

Quais são as profissões que estão mais valorizadas pelo mercado de trabalho hoje? E daqui a três, quatro anos, quando chegar ao fim a graduação, elas ainda serão as mais procuradas pelos empregadores? E quais as áreas em que os profissionais enfrentarão dificuldades para encontrar emprego? Essas com certeza são algumas das muitas perguntas que passam pela cabeça dos vestibulandos na hora de escolher um curso superior. Especialistas consultados pela Gazeta do Povo Online afirmam que é difícil prever o futuro, mas é possível indicar tendências.

Mesmo assim, não há consenso. Dos consultores de carreira e profissionais de empresas de recursos humanos que foram consultados, alguns apontam profissões pontuais, outros fazem levantamentos estatísticos e revelam caminhos. Também há os que não acreditam ser possível esse tipo de previsão, em razão das constantes mudanças do mercado, e os que apostam que o que realmente importa não é a área, e sim uma boa qualificação. No entanto, todos dizem que, seja qual for o futuro, é necessário estar bem preparado para ele.

Como se preparar

Todos os especialistas consultados concordam que é muito importante estar bem preparado para o futuro, seja qual for. E para isso, é necessário nunca parar de se qualificar. “A única certeza que tenho é que em qualquer profissão que escolherem não poderão nunca mais parar de estudar. Os profissionais precisarão estar cada vez mais bem preparados, uma vez que estarão competindo em um mercado globalizado e de mudanças cada vez mais velozes”, diz Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba.

Ainda de acordo com Cesarino, serão criados cada vez mais cursos e profissões novas e, ao mesmo tempo, cada profissional deverá saber cada vez mais sobre outras áreas. “A tendência é de sinergia e fusão de várias áreas do conhecimento humano como ciência, tecnologia, sociologia, filosofia e arte”, explica. “O que está em baixa hoje é o profissional pouco preparado, com conhecimento específico, sem domínio de línguas estrangeiras e que queiram trabalhar apenas em grandes centros. Nenhuma profissão por si só está em baixa”, completa.

As dicas de Cesarino para os estudantes são simples. A primeira é sobre outros idiomas: “Para todas as profissões, em quase 100% dos casos, só os profissionais que falem pelo menos uma língua estrangeira é que terão chances de sucesso”, diz. A segunda, é sobre a formação: “Recomendo que os estudantes iniciem sua preparação de nível superior pelo curso que acharem mais adequado às suas habilidades e interesses. […] O mais importante não será a graduação, mas a certeza que não poderão parar de estudar e se aperfeiçoar nunca”, completa.

Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, também atenta para o fato de que a graduação é apenas um ponto de partida. “O mercado olha muito para as competências. Por exemplo, o profissional deve ser flexível, ter capacidade de adaptação e conhecer outras línguas”, explica.

“O bom profissional hoje é muito distante do bom profissional do passado. Hoje é necessário comunicar, ser pró-ativo, e ter uma vida pessoal em equilíbrio. O fato de não praticar esportes, por exemplo, pode influenciar no desempenho do profissional”, afirma a analista e consultora profissional Lígia Guerra. “Outro fator a se levar em conta, é que hoje se pensa em um papel social do trabalho. É aquilo que dá sentido para nossa atividade, um significado. É o amor por isso que nos faz ir além do que aprendemos na faculdade por vontade própria”, completa.

Thainá Noda Vendrami, 17 anos, é uma dessas estudantes que ainda está em dúvida sobre para qual curso fazer o vestibular, mas conta que a valorização da profissão conta bastante. “Por mais que muitas pessoas digam que não influencia, o quanto vou ganhar é, sim, uma preocupação”, diz. Fazendo cursinho preparatório no Dom Bosco, em Curitiba, conta que está atualmente entre os cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Desenho Indústrial. Mas no ano passado, quando terminou o Ensino Médio, queria Medicina Veterinária. “Estou ponderando bastante sobre o mercado e trabalho. Mas quero algo compatível com minhas vocações”, diz.

Consultoria profissional

Para a analista e consultora profissional Lígia Guerra, as profissões relacionadas ao meio ambiente e aos recursos naturais já estão sendo valorizadas hoje, e são boa aposta para o futuro. “Profissões como Agronomia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Petróleo e Gás Engenharia Hídrica devem ter um mercado aberto por mais 10 ou 15 anos”, diz. Além disso, com a crescente necessidade de comunicação internacional, os profissionais de letras também devem ser valorizados. “É a globalização. As pessoas precisam se comunicar, e as línguas mais exóticas, como o próprio mandarim [chinês] estarão muito em alta”, conta.

O lazer também já está ganhando terreno no mercado de trabalho na opinião da consultora. Cinema e Vídeo, além das profissões que se envolvem com a área editorial, devem crescer ainda mais. “Nunca se deu tanto valor ao lazer como hoje. As pessoas têm cada vez menos tempo livre e querem aproveitá-lo fazendo o que gostam”, diz Lígia. A consultora também aponta as profissões que envolvem tecnologia, como telecomunicações e Ciência da Computação.

Em baixa, estariam áreas que hoje já possuem um excesso de profissionais. “Psicologia, Jornalismo, Odontologia e Marketing, por exemplo, são áreas que estão com muitos profissionais no mercado. Não quer dizer que não haja vagas, mas os profissionais serão cada vez mais exigidos para ocupar esses postos de trabalho”, diz.

Levantamento e tendências
Baseado em um levantamento feito nas 14 regionais, a gerente da setorial do Grupo Foco no Paraná, Maria Cristina Hilario, aponta que no país estão em alta as engenharias, em todas as modalidades. “Isso se deve principalmente pelo crescimento econômico, a expansão de mercados internacionais, como o da China, e outros fatores. Acreditamos que teremos uma boa demanda destes profissionais pelos próximos anos. Além disto, há uma carência nesta área em função de que nos últimos anos estes profissionais foram muito direcionados para mercado financeiro e administrativo, por possuírem forte bagagem em organização, cálculos e projeções”, explica.

As profissões de Tecnologia da Informação (TI) também foram um ponto em comum em todas as regionais. “Há uma grande necessidade de agilidade nos processos e controles da informação. Além disso, há crescimento de demanda na área de serviços, que implicam em formação técnica com habilidades de relacionamento com os clientes”, diz.

Mercado global

Outro fato atentado pelos especialistas é que o profissional hoje não é mais local, e sim global. Além de conhecer outros idiomas é necessário ter disponibilidade. “Não é possível mais ficar limitado ao seu bairro. A concentração de profissionais em certos centros gera muito desemprego. Em muitos casos, o deslocamento para outra região pode ajudar a garantir o trabalho”, diz Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira. “O brasileiro é um dos povos menos móveis do mundo. Daqui para frente será cada vez mais difícil ficar fixo num local”, completa

Sendo assim, conhecer o mercado de trabalho em outras regiões pode ser um ótimo começo. Abaixo, segue parte do levantamento elaborado pelo Grupo Foco sobre as profissões que estão em alta no país, por região.

REGIÃO PARANÁ – (sede em Curitiba):
• Áreas em alta: Controladoria, Logística, Suprimentos, Engenharia, Comerciais e Atendimento ao Público, Inteligência de Mercado/Marketing e Tecnologia da Informação;
• Cursos em alta: Ciências Contábeis, Engenharias em geral, Informática, Administração, Marketing;
• Obs.: Vagas na área de Tecnologia da Informação , busca crescente de profissionais recém formados para serem desenvolvidos.

REGIÃO NORTE – (sede em Belém):

• Área de Engenharia Mecânica, Civil, Elétrica e Mecatrônica;
• Sistema de Tecnologia (com formação técnica, Eletromecânico, por exemplo) e instrumentalização;
• Saúde, pois as cidades estão crescendo e precisam desta estrutura.

REGIÃO –CENTRO OESTE (sede em Brasília):
• Engenharia Civil, de Produção e Eletrônica;
• Tecnologia voltada para Informática;
• Obs.: Regiões com grandes desigualdades de demanda. Enquanto no Centro – Oeste há uma forte planta industrial, a região Norte é pouco explorada.

REGIÃO INTERIOR DE SÃO PAULO – (sede em Campinas):

• Engenharia (Mecânica, Elétrica e Mecatrônica);
• Outras áreas muito requisitadas: área administrativa, financeira, recursos humanos e formações técnicas.

REGIÃO SÃO PAULO – (sede capital):
• Engenharia; Construção Civil (parte de hidráulica), Mecânica, e outras.

REGIÃO RIO DE JANEIRO – (sede capital):
• Engenharia voltada para mineração (sedes da Votorantim e Vale, entre outras);
• Áreas de logística, compras, ferrovias.

REGIÃO ESPÍRITO SANTO – (sede Vitória):

• Áreas técnicas e Engenharia (investimento das empresas Petrobrás e Vale)
• Construção Civil em tendência de aumento

REGIÃO SUL – (sede Porto Alegre):

• Tecnologia da Informação (Ciências da Computação, Analista de Sistema, entre outros);
• Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, entre outras;
• Setores da Indústria, Serviços e Construção Civil.

REGIÃO NORDESTE – (sede em Salvador):
• Construção Civil, Engenharia Elétrica, Mecânica e Química;
• Administração;
• Setor Industrial.

Além disso, há uma demanda crescente na área de Inteligência de Mercado. “É uma área que não implica necessariamente em uma formação específica. Pode ter formação em Administração, Engenharia, Marketing, entre outros. Ela vem sendo solicitada em função de estabelecer e firmar as marcas das empresas tanto em mercados nacionais quanto internacionais”, explica. Não foram apontadas as profissões que estariam em baixa no mercado de trabalho.

Imprevisível

Segundo Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba, o futuro do mercado de trabalho é imprevisível, pois há constantes mudanças, cada vez mais rápidas, que impedem um prognóstico para daqui a cinco ou 10 anos. “Isso é um exercício de futurologia com grandes chances de dar errado. Como exemplo posso dizer que há 10 anos ninguém conseguiu prever que a demanda por profissionais da área de Tecnologia da Informação seria tão grande neste momento. Como o Brasil hoje está se tornando um grande exportador de serviços de TI, ao lado da Índia e China, profissionais experientes nessa área e com total domínio do inglês estão em falta no mercado”, diz.

Portanto, para Cesarino, hoje, estão em alta profissões como Engenheiros, Geólogos e Arquitetos, em razão do momento pelo qual está passando o país. “O Brasil passa por um momento de crescimento econômico e as necessidades de expansão da capacidade produtiva e de infra-estrutura se fazem presentes”, diz. “Também nota-se demanda em alta das profissões que lidam com a saúde e alimentação da população, além de especialistas em meio ambiente e ecologia”, completa.

Ainda de acordo com Cesarino, outra área muito requisitada sempre é de Propaganda, Marketing e Vendas, na qual se pode incluir também Comércio Exterior. “Quanto maior é a demanda por produtos e serviços, mais as empresas precisam de profissionais que saibam atingir o público-alvo e aumentar sua lucratividade”. Ele também aponta que Administração, Economia, Direito Empresarial e Internacional são profissões “aquecidas”. “Isso se deve ao aumento do número de empresas na Bolsa de Valores e a necessidade das organizações competirem em um mercado globalizado”, explica.

Relativização
Já Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, alerta que mesmo analisar o presente é difícil num país como o Brasil. “Aqui temos algumas ilhas de desenvolvimento no setor empresarial, como a automotiva e aeronáutica, mas em outras áreas estamos muito aquém do que seria ideal”, diz. “Isso se reflete na demanda de profissionais que, numa economia como a nossa, deveria ser muito maior”, completa.

Para ele, as áreas de novas tecnologias são realmente promissoras. No entanto, não há como não notar um grande nível se subempregos entre engenheiros. “Mais importante do que apontar áreas, talvez seja dizer que as pessoas devem seguir suas vocações. Esse negócio de tendência de mercado é uma coisa perigosa. Se o profissional se fiar somente nisso, corre o risco de não ser feliz em sua profissão”, diz. “O mais importante é fazer bem feito. Os profissionais bem qualificados são os que conseguem espaço na sua atividade”, completa.

Fonte: http://www.formacaosolidaria.org.br/categorias-noticias-detalhe.asp?ID=4395

Antônio Caetano


“As constelações servem para esclarecer a noite”. Bela frase, não? A mim, soa como Guimarães Rosa, o uso ambíguo do verbo esclarecer sugerindo algo de arcaico e místico. Um astrólogo certamente enxergaria nela vestígios simbólicos, as constelações servindo para aclarar a obscuridade de nossos destinos. Um marinheiro, por outro lado, veria na frase a expressão de uma verdade empírica: à noite, navegamos orientados pelas estrelas — conhecimento indispensável quando nos faltam instrumentos. Eu fico com a ressonância lírica — me basta.

Juro: se pudesse, roubava a frase para dizê-la como um comentário displicente depois de observar longamente o céu salpicado de estrelas numa noite de lua nova, lá no alto da serra. Sim, depois de um longo silêncio eu sussurraria ao teu ouvido num tom grave e sorrateiro: “As constelações servem para esclarecer a noite”, e certamente mais duas estrelas se acenderiam no teu rosto, cheias de admiração pela sabedoria que eu teria se a frase fosse minha…

E nem seria difícil me apropriar da frase, visto que ela talvez hoje envergonhe seu autor anônimo, depois de ter sido enjeitada pelos bedéis do senso comum que julgaram as redações da galera que prestou vestibular para UFRJ este ano. Eles não só não gostaram da frase como a incluíram em uma mensagem eletrônica que fizeram circular pela Internet (eu só recebi agora) reunindo o que consideraram ironicamente como “pérolas”: frases que continham erros mais ou menos crassos — fosse de informação, sintaxe ou grafia.

Há outras frases igualmente geniais. Por exemplo: “O Brasil é um país abastardo com um futuro promissório”. Engraçadíssima síntese histórica, sociológica e econômica! E se há erro no uso do “abastardo”, salva-se o “promissório” — que, basta consultar o Aurélio, serve de sinônimo de “promissor”, sim — além de criar uma ambigüidade semântica digna dos melhores humoristas.

Outra na mesma linha: “É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas”. Esta é irretocável! Nossa indiferença social é mais do que visível, é chocante, e certamente o saneamento de algumas pessoas poderia ser a solução — isto é, se crermos que certas pessoas são mesmo saneáveis… Um jovem sustentar essa esperança me enche de genuína alegria.

Outras duas me surpreenderam positivamente por seu evidente surrealismo: “A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos”. Ora, não sei se existe mesmo uma geografia humana, mas certamente não faltariam acadêmicos que defenderiam a idéia de que o homem é um produto da cultura e que, portanto, o homem antecede o homem — isto é, vivemos “em” um homem que nos é dado ou imposto sob a forma de uma língua, costumes, preconceitos e gostos que seria mesmo importante estudar, até para podermos saneá-lo.

A segunda diz assim: “A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias)”. O.K., era pra se dizer “contemporânea”, mas na velocidade em que anda a história o rapaz ou a moça foi talvez premonitório — ou deveria eu dizer promontório?

Finalmente, três frases que foram rejeitadas certamente apenas por seu tom coloquial, pois a verdade delas é tão cristalina que dispensa qualquer defesa: “Com a morte de Jesus Cristo os apóstolos continuaram a sua carreira.” (E com enorme sucesso, ressalte-se). “Os pagãos não gostavam quando Deus pregava sua dotrina e tinham a idéia de eliminá-lo.” (Está certo, faltou o u de doutrina, mas a ênclise chiquérrima compensa-a com sobras). “Entre os povos orientais os casamentos eram feitos “no escuro” e os noivos só se conheciam na hora h.”

Pois é, eis aí exposta a diferença entre a ignorância e a burrice. Ignorância é falta de conhecimento. Burrice é preconceito travestido de conhecimento. O ignorante pode ou não ter consciência do que não sabe. O burro tem certeza de que sabe o que, na verdade, não sabe. O burro, enfim, privilegia o mediano, o medíocre, o conhecido e reiterado. Está condenado a repetir, cego para a “milionária contribuição de todos os erros” de que falava Mário de Andrade — ou seria Oswald?

Bom, ficam desde já convidados os autores das frases citadas a comparecer a este jornal para receber a Comenda Mário de Andrade (ou será Oswald?) em reconhecimento a sua modesta, mas decisiva, contribuição ao nosso milionário acervo de erros. Pois, vítimas de um ensino dominado pelos burros, conseguiram dar um brilho de genialidade à própria ignorância. Parabéns e obrigado — minhas melhores esperanças repousam sobre vós.


Antônio H. Caetano é carioca, nascido em 1958. Foi repórter, editor e redator de publicidade, fez seus sambas e cometeu poemas. Seu livro, “O Escafandrista e a Bailarina“, edição do autor, pode ser comprado em sua página.

Atualmente (janeiro/2002) o autor escreve — às segundas-feiras — crônicas no jornal “Tribuna da Imprensa” e é o “factótum” do Café Impresso.

Visite o site do autor: http://www.cafeimpresso.com.br

Viagem longa, destino incerto…

Rubem Alves


Esse é o mês em que sofro mais por causa de vocês, moços. Tenho dó. Ainda nem deixaram de ser adolescentes, e já são obrigados a comprar passagens para um destino desconhecido, passagens só de ida, as de volta são difíceis, raras, há uma longa lista de espera. Alguns me contestam: afirmam saber muito bem o lugar para onde estão indo. Assim são os adolescentes: sempre têm os bolsos cheios de certezas. Só muito tarde descobrem que certezas valem menos que um tostão.

Seria muito mais racional e menos doloroso que vocês fossem obrigados agora a escolher a mulher ou o marido. Hoje casamento é destino para o qual só se vende passagem de ida e volta. É muito fácil voltar ao ponto de partida e recomeçar: basta que os sentimentos e as idéias tenham mudado.

Mas a viagem para a qual vocês estão comprando passagens dura cinco anos, pelo menos. E se depois de chegar lá vocês não gostarem? Nada garante…Vocês nunca estiveram lá. E se quiserem voltar? Não é como no casamento. É complicado. Leva pelo menos outros cinco anos para chegar a um outro lugar, com esse bilhete que se chama vestibular e essa ferrovia que se chama universidade. E é duro voltar atrás, começar tudo de novo. Muitos não têm coragem para isso, e passam a vida inteira num lugar que odeiam, sonhando com um outro.

Em Minas, onde nasci, se diz que para se conhecer uma pessoa é preciso comer um saco de sal com ela. Os apaixonados desacreditam. Quem é acometido da febre da paixão desaprende a astúcia do pensamento, fica abobalhado, e passa a repetir as asneiras que os apaixonados têm repetido pelos séculos afora: “Ah! mãe, ele é diferente…” “Eu sei que o meu amor por ela é eterno. Sem ela eu morro…” E assim se casam, sem a paciência de comer um saco de sal. Se tivessem paciência descobririam a verdade de um outro ditado: “Por fora bela viola; por dentro pão bolorento…”

Coisa muito parecida acontece com a profissão: a gente se apaixona pela bela viola, e só tarde demais, no meio do saco de sal, se dá conta do pão bolorento.

O Pato Donald arranjou um emprego de porteiro, num edifício de ricos. Sentiu-se a pessoa mais importante do mundo e estufou o peito por causa do uniforme que lhe deram, cheio de botões brilhantes, fios dourados e dragonas…

Acontece assim também na escolha das profissões: cada uma delas tem seus uniformes multicoloridos, seus botões brilhantes, fios dourados e dragonas. Veja, por exemplo, o fascínio do uniforme do médico. Por razões que Freud explica qualquer mãe e qualquer pai desejam ter um filho médico. Lembram-se da “Sociedade dos Poetas Mortos”? O pai do jovem ator queria, por tudo nesse mundo, que o filho fosse médico. E ele não está sozinho. O médico é uma transformação poética do herói Clint Eastwood: o pistoleiro solitário, apenas com sua coragem e o seu revólver, entra no lugar da morte, para travar batalha com ela. Como São Jorge. O médico, em suas vestes sacerdotais verdes, apenas os olhos se mostrando atrás da máscara, a mão segurando a arma, o bisturi, o sangue escorrendo do corpo do inocente, em luta solitária contra a morte. Poderá haver imagem mais bela de um herói?

Todas as profissões têm seus uniformes, suas belas imagens, sua estética. Por isso nos apaixonamos e compramos o bilhete de ida… Mas a profissão não é isso. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento…

Uma amiga me contou, feliz, que uma parente querida havia passado no vestibular de engenharia. “Que engenharia?”, perguntei. “Civil”, ela respondeu. “Por que esta escolha?” — insisti. “É que ela gosta muito de matemática”. Pensei então na bela imagem do engenheiro — régua de cálculo, compasso e prumo nas mãos, em busca do ponto de apoio onde a alavanca levantaria o mundo! “Se ela tanto ama a matemática talvez tivesse feito melhor escolha estudando matemática”.

Engenheiro, hoje, mexe pouco com matemática. Tudo já está definido em programas de computador. O dia a dia da maioria dos engenheiros é tomar conta de peão em canteiro de obra…”

Isso vale para todas as profissões. É preciso perguntar: “Como será o meu dia a dia, enquanto como o saco de sal que não se acaba nunca?”

Mas há outros destinos, outros trens. Não é verdade que o único caminho bom seja o caminho universitário. Acho que poucos jovens sequer consideram tal possibilidade. É que eles se comportam como bando de maritacas: onde vai uma vão todas. Não podem suportar a idéia de ver o “bando” partindo, enquanto ele não embarca, e fica sozinho na plataforma da estação…

Deixo aqui, como possibilidade não pensada, este poema de Walt Whitman, o poeta da “Sociedade dos Poetas Mortos”:

“Em nome de vocês…
Que ao homem comum ensinem
a glória da rotina e das tarefas
de cada dia e de todos os dias;
que exaltem em canções
o quanto a química e o exercício
da vida não são desprezíveis nunca,
e o trabalho braçal de um e de todos
— arar, capinar, cavar,
plantar e enramar a árvore,
as frutinhas, os legumes, as flores:
que em tudo isso possa o homem ver
que está fazendo alguma coisa de verdade,
e também toda mulher
usar a serra e o martelo
ao comprido ou de través,
cultivar vocações para a carpintaria,
a alvenaria, a pintura,
trabalhar de alfaiate, costureira,
ama, hoteleiro, carregador,
inventar coisas, coisas engenhosas,
ajudar a lavar, cozinhar, arrumar,
e não considerar desgraça alguma
dar uma mão a si próprio.”

Desejo a vocês uma boa viagem. Lembrem-se do dito do João: “A coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia…” Se, no meio da viagem, sentirem enjôo ou não gostarem dos cenários, puxem a alavanca de emergência e caiam fora. Se, depois de chegar lá, ouvirem falar de um destino mais alegre, ponham a mochila nas costas, e procurem um outro destino. Carpe Diem!


O texto acima foi extraído do livro “Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares”, editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 37.
Dica de meu caro cunhado, Dr. Ricardo A. Bacci, paradigma de “gente”.

Rubem Alves: conheça a vida e a obra do autor em Biografias“.

Fonte: http://www.releituras.com/rubemalves_decidir.asp

Rubem Alves


Gandhi se casou menino. Foi casado menino. O contrato, foram os grandes que assinaram. Os dois nem sabiam direito o que estava acontecendo, ainda não haviam completado 10 anos de idade, estavam interessados em brincar. Ninguém era culpado: todo mundo estava sendo levado de roldão pelas engrenagens dessa máquina chamada sociedade, que tudo ignora sobre a felicidade e vai moendo as pessoas nos seus dentes. Os dois passaram o resto da vida se arrastando, pesos enormes, cada um fazendo a infelicidade do outro.

Vocês dirão que felizmente esse costume nunca existiu entre nós: obrigar crianças que nada sabem a entrar por caminhos nos quais terão de andar pelo resto da vida é coisa muito cruel e… burra! Além disso já existe entre nós remédio para casamento que não dá certo.

Antigamente, quando se queria dizer que uma decisão não era grave e podia ser desfeita, dizia-se: “isso não é casamento!”. Naquele tempo, sim, casamento era decisão irremediável, para sempre, até que a morte os separasse, eterna comunhão de bens e comunhão de males. Mas agora os casamentos fazem-se e desfazem-se até mesmo contra a vontade do Papa, e os dois ficam livres para começar tudo de novo…

Pois dentro de poucos dias vai acontecer com nossos adolescentes coisa igual ou pior do que aconteceu com o Gandhi e a mulher dele, e ninguém se horroriza, ninguém grita, os pais até ajudam, concordam, empurram, fazem pressão, o filho não quer tomar a decisão, refuga, está com medo. “Tomar uma decisão para o resto da minha vida, meu pai! Não posso agora!” e o pai e a mãe perdem o sono, pensando que há algo errado com o menino ou a menina, e invocam o auxílio de psicólogos para ajudar…

Está chegando para muitos o momento terrível do vestibular, quando vão ser obrigados por uma máquina, do mesmo jeito como o foram Gandhi e Casturbai (era esse o nome da menina), a escrever num espaço em branco o nome da profissão que vão ter.

Do mesmo jeito não: a situação é muito mais grave. Porque casar e descasar são coisas que se resolvem rápido. Às vezes, antes de se descasar de uma ou de um, a pessoa já está com uma outra ou um outro. Mas, com a profissão não tem jeito de fazer assim. Pra casar, basta amar.

Mas na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer.

A dor que os adolescentes enfrentam agora é que, na verdade, eles não têm condições de saber o que é que eles amam. Mas a máquina os obriga a tomar uma decisão para o resto da vida, mesmo sem saber.

Saber que a gente gosta disso e gosta daquilo é fácil. O difícil é saber qual, dentre todas, é aquela de que a gente gosta supremamente. Pois, por causa dela, todas as outras terão de ser abandonadas. A isso que se dá o nome de “vocação”; que vem do latim, vocare, que quer dizer “chamar”. É um chamado, que vem de dentro da gente, o sentimento de que existe alguma coisa bela, bonita e verdadeira à qual a gente deseja entregar a vida.

Entregar-se a uma profissão é igual a entrar para uma ordem religiosa. Os religiosos, por amor a Deus, fazem votos de castidade, pobreza e obediência. Pois, no momento em que você escrever a palavra fatídica no espaço em branco, você estará fazendo também os seus votos de dedicação total á sua ordem. Cada profissão é uma ordem religiosa, com seus papas, bispos, catecismos, pecados e inquisições.

Se você disser que a decisão não é tão séria assim , que o que está em jogo é só o aprendizado de um ofício para se ganhar a vida e, possivelmente, ficar rico, eu posso até dizer: “Tudo bem! Só que fico com dó de você! Pois não existe coisa mais chata que trabalhar só para ganhar dinheiro.”

É o mesmo que dizer que, no casamento, amar não importa. Que o que importa é se o marido — ou a mulher — é rico. Imagine-se agora, nessa situação: você é casado ou casada, não gosta do marido ou da mulher, mas é obrigado a, diariamente, fazer carinho, agradar e fazer amor. Pode existir coisa mais terrível que isso? Pois é a isso que está obrigada uma pessoa, casada com uma profissão sem gostar dela. A situação é mais terrível que no casamento, pois no casamento sempre existe o recurso de umas infidelidades marginais. Mas o profissional, pobrezinho, gozará do seu direito de infidelidade com que outra profissão?

Não fique muito feliz se o seu filho já tem idéias claras sobre o assunto. Isso não é sinal de superioridade. Significa, apenas, que na mesa dele há um prato só. Se ele só tem nabos cozidos para comer, é claro que a decisão já está feita: comerá nabos cozidos e engordará com eles. A dor e a indecisão vêm quando há muitos pratos sobre a mesa e só se pode escolher um.

Um conselho aos pais e aos adolescentes: não levem muito a sério esse ato de colocar a profissão naquele lugar terrível. Aceitem que é muito cedo para uma decisão tão grave. Considerem que é possível que vocês, daqui a um ou dois anos, mudem de idéia. Eu mudei de idéia várias vezes, o que me fez muito bem. Se for necessário, comecem de novo. Não há pressa. Que diferença faz receber o diploma um ano antes ou um ano depois?

Em tudo isso o que causa a maior ansiedade não é nada sério: é aquela sensação boba que domina pais e filhos de que a vida é uma corrida e que é preciso sair correndo na frente para ganhar. Dá uma aflição danada ver os outros começando a corrida, enquanto a gente fica para trás.

Mas a vida não é uma corrida em linha reta. Quando se começa a correr na direção errada, quanto mais rápido for o corredor, mais longe ele ficará do ponto de chegada. Lembrem-se daquele maravilhoso aforismo de T. S. Eliot: “Num país de fugitivos os que andam na direção contrária parecem estar fugindo.”

Assim, Raquel, não se aflija. A vida é uma ciranda com muitos começos.

Coloque lá a profissão que você julgar a mais de acordo com o seu coração, sabendo que nada é definitivo. Nem o casamento. Nem a profissão. E nem a própria vida…

O escritor  responde a uma estudante angustiada e dá aos pais motivos para meditarem sobre a escolha da profissão.


O texto acima foi extraído do livro “Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares”, editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 31.

Rubem Alves: tudo sobre o autor e sua obra em “Biografias“.

Por: http://www.releituras.com/arsant_vestibular.asp

Affonso Romano de Sant’Anna

Um enduro sem moto, um rali sem carro, uma maratona onde, ao invés de atletas, correm paraplégicos, cegos, presidiários, grávidas e doentes em suas macas, esta é a imagem que nos deixa este vestibular realizado esta semana, mobilizando centenas de milhares de jovens em todo o país.

Várias fotos mostram jovens correndo desabalados dentro de seus jeans justos e camisetas palavrosas em direção ao portão da universidade, como se fossem dar um salto tríplice. Como se fossem dar um salto sem vara. Como se fossem dar um salto na vida. Ao lado, aparecem parentes incentivando o corredor-saltador, aparecem colegas gritando em torcida. Correi, jovens, correi, que estreita é a porta que vos conduzirá à salvação! E ali está, como São Pedro, um porteiro ou guarda, que vai bater a porta na cara do retardatário, que chorará, implorará, arrancará os cabelos num ranger de dentes, enquanto, saltitantes, os mais espertos pulam (ocultamente) um muro e penetram o paraíso (ou inferno da múltipla escolha).

A Telerj declarou que teve que acordar mais de 10 mil jovens pelo despertador telefônico. Carlinhos Gordo, o maior ladrão de carros do país, estava entre os 39 presidiários que, no Rio, fizeram, mesmo na cadeia, o exame. Mais de trinta deficientes visuais tiveram que tatear as 51 folhas em braile. Maria Alice Nunes teve um filho e saiu da maternidade com o recém-nascido no colo para enfrentar o unificado. Um índio cego — o guarani José Oado, 24 anos — disputa uma vaga em História (ou na história?). Andréa Paula Machado, 17 anos, teve que interromper o exame escrito várias vezes, para o prazer oral do bebê que, entre uma mamada e outra, voltava ao colo da avó. Dois fiscais que transportavam as provas no caminho de Petrópolis morreram num acidente. Um estudante com rubéola fez, num posto médico, prova ao lado de outro com catapora. Todas as idades ali estavam representadas: Márcia Cristina da Silva, 13 anos, vejam só!, já começou a treinar para o vestibular de Medicina em 88, e neste só achou difícil a prova de literatura. Mas lá estava também Edgar Carvalho, 73 anos, advogado, trocando as delícias da aposentadoria pela idéia de se tornar médico e ainda ser útil aos outros. Por isto, discordo da jovem que o interpelou acusando-o de estar tirando a vaga de outro. Socialmente é melhor um velho de 73 anos que qualquer dos jovens que faltaram à prova porque dormiam, que não foram classificados porque achavam que vestibular era loto e vivem a ociosidade daninha à custa de seus pais.

Mas, de todos os casos, impressiona mais o de Maria Regina Gonçalves, uma enfermeira de 38 anos. Vejam que estória mirabolante.

Lá vai a nossa Maria Regina. Mas não vai simples­mente. Vai grávida. Vai grávida, mas não é uma grávida amparada pelo seu marido, mas uma grávida solteira, enfrentando o mundo com sua barriga e coragem. No entanto, hora e meia antes do exame, em São Cristóvão, é assaltada por três marmanjos covardes, que tomam dela os documentos, 200 mil cruzeiros, e o pior: lhe dão uma porção de safanões, num exercício de sadismo matinal.

Maria Regina poderia depois disto voltar chorando para casa e ficar lamuriando o resto da vida. Fez o contrário: foi em frente, embora, ao chegar no local, soubesse que uma outra colega, também assaltada, desistira do exame. Maria Regina deu um jeito, arranjou até cópia xerox de sua carteira de identidade, fez a prova, comprometendo-se a mostrar os outros documentos mais tarde.

Mas, de noite, teve uma hemorragia. Pena que os ladrões não pudessem ver a cena, pois ficariam mais felizes. O médico lhe ordena “repouso absoluto”. Ela ali “repousando”, mas agoniada, porque a burocracia lhe exigia comprovações de documentos para validar os exames. Como desgraça pouca é bobagem, quatro dias depois morre o pai de seu namorado, daí a uns dias ela aborta e teve que ficar mesmo internada.

E vede agora, ó filhinhos e filhinhas do papai, que esbanjais vossos corpinhos sem destino nas praias da irresponsabilidade! Maria Regina foi a primeira colocada (nota 96) no concurso para Enfermagem e Sanitarismo. Tirou primeiro lugar e seu nome não apareceu na lista. Ainda vai ter que provar que existe. Mas já impetrou mandado de segurança. É claro que vai ganhar.

12.01.86


Texto extraído do livro “
A Mulher Madura”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1986, pág. 111.

Conheça o autor e sua obra visitando “Biografias“.

Por: http://www.mundovestibular.com.br/  -  Publicado 09/29/2007

COMO ESCOLHER SUA PROFISSÃO. Algumas pessoas já sabem desde muito cedo o que querem fazer da vida e que carreira e profissão seguir; contudo, esta não é a realidade para a maioria dos estudantes, muitos chegam ao ponto de não ter idéia sobre qual carreira prestar já na época de inscrições para  o vestibular.

O fato é que mesmo os que já “sabem” o que anseiam profissionalmente muitas vezes mudam de opinião, largam a faculdade e até o trabalho após de formado e enveredam-se em outro vestibular para tentar outra carreira, não raramente, totalmente diferente da carreira anterior.

São arquitetos que pretendem ser músicos, advogados que querem ser médicos, enfermeiras que pretendem trabalhar na área de informática e até cirugiões que largam o bisturi para se tornarem administradores.

Mas então o que fazer para se escolher a profissão correta? Não há fórula mágica, mas alguns pontos devem ser levados em conta na hora em que você estiver buscando a profissão ideal.

Para isso o Mundo Vestibular criou este guia de carreiras para ajudá-lo na escolha de sua profissão. Mais que um guia vocacional ele lhe audará a ver diferentes aspectos qe muitas vezes são esquecidos na hora de escolher a profissão. Através deste guia esperaos ajudá-lo a vencer seus medos e escolher a carreira com que você mais se identifca e tem mais chances de lhe satisfazer profissionalmente.

CARREIRA E VOCAÇÕES

É importante saber quais são suas vocações. É fato que com trabalho árduo e muita dedicação todos podem ser bem sucedidos, mas todos possuem vocações distintas que podem lhe ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais são suas vocações.

SONHO X REALIDADE

A primeira pergunta que você se deve fazer antes de qualquer escolha é: “O que você espera de sua futura profissão?” Ser bem sucedido? Fazer o que gosta mesmo que ganhe pouco com isso? Viajar o mundo?  Ganhar bem?
Quem não sabe pra onde quer ir não chega a luar nenhum. Escreva o que lhe motiva e veja quais carreiras mais se relacionam com suas características.

MERCADOS SATURADOS

É fato que algumas profissões estão com o mercado saturado de profissionais. Isso não significa que você ficará desempregado depois de se formar, mas pode realmente tornar mais difícil conseguir um bom emprego.

Para resolver esta questão você precisa ponderar sobre os seguines pontos relativos há uma carreira saturada:

1- Com o mercado saturado fica mais difícil conseguir um bom emprego.
2- É necessário se especializar para poder entrar no mercado.
3- O sucesso profissional pode independer do sucesso financeiro.
4- Muitas vezes é ncessário persistência e determinação extra para ser bem sucedido.

PROFISSÕES EM ALTA

Muito se fala sobre as profissões em alta. Profissões da área de informática e telecounicações por exemplo são anunciadas como as profissões do futuro. Contudo, uma profissão estar em ascenção no momento não significa que ela vai estar em alta quando você entrar no mercado de trabalho.

Até você se formar e realmente entrar no mercado de trabalho muitas coisas podem mudar. Com a grande procura dos estudantes por carreiras ligadas a informática o mercado tende a futuramente a não estar tão aberto a novos profissionais como atualmente.

VENDO ALÉM

Ao escolher uma profissão o estudante deve ver além do horizonte. Enquato a maioria dos estudantes pesquisa apenas o mercado atual e apossibilidade futura de mercado para a carreira que pretende seguir, há diversos outros fatores que devem ser analisados antes de tomar a decisão e que na grande maioria das vezes são esquecidos.

1 – O Mercado para a carreira que você pretende seguir está saturado no Brasil, mas pode estar em alta em outros países. Enquanto há muitas enfermeras se formando no Brasil, países como os EUA e Canadá estão com um mercado crente de profissionais desta área. Se você estiver disposto a se especializar na língua e a se dedicar um pouco mais pode conseguir um bom emprego em outro país.

Procure saber o que é necessário para exercer a profissão que você pretende seguir em outros países.

2 – Algumas profissões estão sempre se modificado, o engenheiro de hoje sem dúvida não é mais o mesmo engenheiro que entrava no mercado há 10 anos. Procure saber  os caminhos que a profissão que você pretende seguir está tomando e veja o que é necessário para ser bem sucedido nela.

Tenha sempre em mente que a chave do sucesso para qualquer carreira é ser feliz fazendo aquilo que se gosta, contudo, a trabalho não é lazer e mais do que fazer o que se gosta é preciso ser bem pago pra isso para que através do seu trabalho você possa futuramente suprir sas necessidades básicas e possivelmente de sua família.

Faça os testes vocacionais do Mundo Vestibular, leia os outros artigos disponíveis no site e boa sorte em sua escolha.

1. Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante
ela;

2. Você vai mudar completamente e nem vai notar;

3. Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;

4. Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;

5. Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você
foi tão chique para a faculdade;

6. Cada relógio no prédio mostra um horário diferente;

7. Se você era inteligente no colegial... azar o seu!

8. Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você
vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;

9. Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;

10. Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;

11. A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;

12. A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;

13. Se você nunca bebeu, vai beber;

14. Se você nunca fumou, vai fumar;

15. Se você nunca transou, vai transar;

16. Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na
vida, a não ser que você faça uma nova faculdade;

17. Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você
não se meter com elas;

18. Psicologia é, na verdade, biologia;

19. Biologia é, na verdade química.

20. Química é, na verdade física;

21. Física é na verdade matemática;

22. Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada...

23. Que sentir depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não
tem o que fazer;

24. Que você sempre vai prometer que no próximo bimestre você vai estudar
mais, festejar menos, mas que na real sempre acontecerá o contrário;

25. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará
lá;

26. Não verá a hora de terminar a faculdade ;

27. E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.

QUANDO A FACULDADE TERMINA, OS SINAIS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS NA FACULDADE
ACONTECEM QUANDO:

1. Fazer sexo em cama de solteiro é um absurdo;

2. Há mais comida do que cerveja na sua geladeira;

3. 6:00 da manhã é quando você acorda, e não quando vai dormir;

4. Você escuta a sua música preferida num elevador;

5. Você carrega um guarda-chuva e dá a maior importância para a previsão do
tempo;

6. Seus amigos se casam e se divorciam ao invés de ficarem e terminarem;

7. Suas férias caem de 130 para 15 dias por ano;

8. Calça jeans e camiseta não são mais consideradas vestimenta;

9. É você que chama a polícia porque a mulecada do vizinho não sabe como
abaixar o som;

10. Você não sabe mais que horas os auto-lanches fecham;

11. Dormir no sofá te dá uma puta dor nas costas;

12. Você não tira mais aquele cochilo do meio-dia às 6 da tarde durante a
semana;

13. Você a vai farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e
anti-ácidos ao invés de camisinhas e testes de gravidez;

14. Você come as comidas do café da manhã na hora do café da manhã;

15. Em mais de 90% do tempo em que você passa em frente a um computador você
está trabalhando de verdade;

16. Você não bebe mais sozinho em casa antes de sair para economizar o
dinheiro antes da noitada;

17. E o mais importante... Você não tem tempo para nem sequer de ler isto e
aproveitar para passá-lo para seus velhos amigos, para que eles lembrem: O TEMPO PASSA DEPRESSA DEMAIS!

Folha de São Paulo, 01/05/2007 – São Paulo SPChance de errar na escolha da profissão é menor por causa do contato prévio com a rotina

FERNANDA CALGARO

O senso comum diz que a escolha da carreira acontece num momento em que a idéia ainda não está amadurecida o suficiente e houve pouco contato com a profissão. Certo? Nem sempre. Em muitos casos, essa ordem se inverte e é a vivência profissional que leva à decisão pelo curso. Ariane Paiva, 19, planejava ser engenheira química. Em 2005, quando estava no terceiro ano do ensino médio, porém, começou a ter aulas de violino -promovidas por uma ONG- no mesmo bairro onde mora, Guaianases (zona leste de SP). Mesmo após o final do curso, ela continuou fazendo parte da orquestra da ONG e começou a tocar em eventos e casamentos. Além dos cachês, a experiência lhe trouxe uma certeza: irá prestar música. “Eu me descobri na música. Antes não sabia nada, nem escala musical”, conta Ariane. Desde o início do ano passado, ela faz cursinho pré-vestibular e se divide entre aulas particulares de violino e ensaios na orquestra da ONG e numa camerata. Informação – “As chances de errar na escolha da carreira são menores porque a pessoa conhece a dinâmica do dia-a-dia da profissão. Há menos possibilidades de se iludir”, avalia Glaucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho. “Quando se entra em contato com a prática, por menor que seja, isso dá uma noção dos problemas rotineiros do trabalho.” No local de trabalho, o estudante pode aproveitar para conversar com os profissionais, trocar informações e consultar os livros disponíveis. Além disso, pode facilitar na hora de fazer o estágio obrigatório. “Dependendo da empresa, a pessoa pode tentar fazer o estágio ali mesmo durante a faculdade.” Mas, se a vivência profissional pode ser um caminho para a decisão, isso não é o suficiente. “Percebemos que alguns jovens que optam pelo curso após um contato profissional têm uma segurança maior pela experiência que tiveram. Porém, é importante deixar claro que isso não basta para vir a ser um bom profissional e destacar-se no mercado de trabalho”, explica a orientadora profissional Maria Ana Marabita, mestre na área pela Unicamp. Conhecer as próprias limitações e potencialidades é essencial para fazer uma escolha acertada. É importante também buscar por informações sobre a carreira. Palestras e visitas a universidades dão noções do curso. “Todo indivíduo deveria ser treinado ao longo de sua vida a fazer reflexões constantes sobre conhecer-se melhor, suas preferências em relação ao mundo escolar e social, atividades que lhe dão prazer”, explica Maria Ana. Habilidades – A orientadora profissional recomenda que as pessoas que já têm a vivência profissional na área busquem cursos que agreguem técnicas, aumentem habilidades e auxiliem na prestação de serviços, sem deixar de lado a realização pessoal. “É preciso que haja uma parceria muita harmônica entre a experiência de trabalho e o curso a escolher.” No caso da vestibulanda Adriana Ferreira da Cruz, 19, que irá prestar relações públicas, o emprego em telemarketing foi importante para tirar suas dúvidas. “Apesar de a carreira ser mais estratégia, no meu emprego também lidamos com a imagem da empresa e fidelizamos clientes”, analisa. “Agora, estou bem focada no que eu quero. Gostei muito da área.”
Corrigindo para valores de hoje, chegamos aos R$ 850 por uma jornada de 40 horas. Hoje, 39% dos professores recebem menos do que isso. Para professores em início de carreira, esse percentual chega a 55%

Trabalho e prazer
Joel Nunes dos Santos, psicólogo.

Caso se veja numa situação em que tenha de ganhar algum dinheiro,  como você imaginaria que o conseguiria? Que tipo de coisa útil (bem ou serviço) você sente ou sabe que é capaz de oferecer?” (Primeira questão do questionário “Da Vocação à Profissão”)

A citação acima é a primeira questão do questionário vocacional denominado “Da Vocação à Profissão”, que desenvolvi para ajudar na escolha de profissão. Não há resposta errada para esta pergunta. Sua resposta vale por si mesma. Quanto mais clara e afirmativa for sua resposta, mais rápido se torna o processo de descobrir com que profissão você combina.

Para ajudá-lo a dar maior clareza à sua resposta, adotei a atividade esportiva como cenário, como “pano de fundo” da profissão. Há duas boas razões para isso. A primeira é porque a atividade esportiva provavelmente vai tomar espaço enorme na mídia nacional no ano que vem, principalmente no RJ, quando acontecerão os jogos Pan-Americanos Rio 2007, o que muito certamente aumentará a oferta de empregos, alguns dos quais continuarão sendo mantidos, uma vez que o empresariado conclua que esporte dá dinheiro e por isso queira investir no setor. A segunda é porque se diz que o brasileiro troca de tudo, de emprego, de marido, de mulher, de sexo, de casa, de trabalho etc., só não troca de time. Uma vez flamenguista ou corintiano, sempre flamenguista ou corintiano. Eu mesmo só conheço um caso de troca de time, um cunhado que era palmeirense e virou são-paulino. Por isso, parece ser mais fácil para nós brasileiros imaginarmos como juntar trabalho e prazer tendo o mundo esportivo (que é o mundo dos grandes espetáculos) como pano de fundo, pois é sabido que uma vida feliz é aquela em que o sujeito trabalha pelo que ama e ama o trabalho que faz.

Além disso, o esporte (particularmente o futebol), no Brasil, mobiliza mais o povo do que a política. E como como toda criação do homem, embute uma formidável quantidade de inteligência. Basta considerar que cada modalidade esportiva ou teatraliza a disputa (física ou intelectual) do homem contra o homem (boxe, xadrez, futebol, vôlei, esgrima, judô etc.), o seu esforço para superar ou moldar a natureza (salto em altura, fisiculturismo, halterofilismo, provas de resistência etc.), ou combina essas duas coisas (a maratona e outras provas de resistência). A atividade esportiva é como um teatro onde são encenados os esforços de guerra e de sobrevivência do homem, para superar-se, para superar outros homens e para vencer os limites e obstáculos que a natureza coloca. Por isso no esporte ninguém morre no final: não é uma guerra de verdade e, ao invés de produzir luto, produz alegria. As tristezas aí são passageiras. Razão por que é  tão fácil tantas pessoas amarem o esporte e também sentirem prazer ao dele participarem ou pelo menos por trabalharem onde ele seja praticado.

Suponha, meu caro jovem, que por causa dos jogos no Rio em 2007, comece a haver um formidável aporte de dinheiro no setor com vista a tornar a atividade esportiva um negócio interessante para todo mundo. Dinheiro atrai profissionais e alguns se encaixariam neste negócio porque simplesmente querem ganhar dinheiro, outros porque não enxergam nada mais importante do que  “tirar crianças e jovens das ruas e do caminho das drogas”, outros porque gostam de estar num ambiente onde as pessoas são “pra cima” . Cada um, por motivos pessoais, apesar de estar no cenário a trabalho, conseguiria ganhar dinheiro e ao mesmo tempo desfrutar de algum tipo de prazer. .

Como o dinheiro é necessário para praticamente tudo que se queira fazer, a atividade esportiva, crescendo no nosso estado (não custa ser otimista!) e em seguida no restante do país (também não custa continuar sendo otimista!), criaria o cenário no qual os profissionais de todas as áreas de formação ganhariam seu suado dinheiro. Faça-se a pergunta: “Que profissional eu com certeza posso me tornar e então ganhar dinheiro, bastante dinheiro, me encaixando no mundo esportivo?”. Respondendo-a, dará um grande passo para descobrir que profissão combina com você.

Para o esporte poder ser praticado, é preciso haver quem o pratique. Mas é preciso também haver quem crie ou mantenha as condições que permitam sua prática. Uma coisa é o papel do atleta, outro do que cuida de sua saúde, outro do que providencia para ele roupas e calçados, e assim por diante. O atleta pode ser “atleta amador”; os demais profissionais não: o médico, o fisioterapeuta, o nutricionista, o fornecedor de material esportivo, o responsável pela hotelaria e acomodações, o orientador psicológico etc., esses todos têm de ser muito bons profissionais.  Cada um desses personagens trabalha fazendo uso de aspectos da inteligência muito diferentes uns dos outros, razão por que seria pura adivinhação acertar qual entre todos os profissionais envolvidos com o mundo esportivo é o mais inteligente. O profissional que você tiver competência para ser é necessariamente inteligente, caso contrário seria como um nutricionista que não consegue manter o atleta dentro do seu peso certo, ou do comerciante que não acerta o número das chuteiras dos atletas, ou do psicólogo que não consegue despertar nos atletas seu espírito de vitória, e assim por diante.

Para poder ganhar dinheiro, exercendo um papel profissional no cenário esportivo, e ao mesmo tempo sentir prazer em trabalhar na área que escolheu, é preciso que você tenha competência profissional. É preciso que você:

1) seja atleta. Você tem de gostar de adestrar o próprio corpo para disputas, que em muitos casos nem duram muito tempo; e também ser capaz de dizer não aos mais diversos tipos de prazer. Pois atletismo e gandaia não combinam;

2) seja capaz de cuidar do físico dos atletas ou dos recursos necessários às atividades esportivas. Você precisa ser médico, enfermeiro, gastrônomo, cozinheiro ou algum outro profissional da área da saúde; ser arquiteto ou  engenheiros para projetar e calcular as condições físicas da prática esportiva; ser comerciante para fazer circular mercadorias (materiais desportivos ou outros);

3) seja capaz de divulgar eventos, notícias e opiniões de interesse. Você precisa ser jornalista, propagandista, marketeiro;

4) seja capaz de cuidar do bem-estar físico e psicológico dos atletas, torcedores, investidores etc. Você precisa ser  psicólogo, agente de turismo, assistente social;

5) seja capaz de ensinar e treinar atletas. Você precisa ser pedagogo, professor de Educação Física, técnico, assistente técnico;

6) seja bom administrador de pessoas e recursos, de modo que toda e qualquer atividade possa dar-se de maneira ordenada e econômica. Você precisa ser administrador de empresas; contador;

7) conheça leis esportivas e não esportivas. Você precisa ser advogado;

8) saiba como fazer negócios e ganhar dinheiro; saiba fazer análise de custos e viabilidade econômica de projetos e seja capaz de interessar investidores (privados ou públicos); fiscalize. Você precisa ser ou corretor de valores ou algo parecido;

9) saiba aplicar leis e regras. Você precisa ser árbitro;

10) seja capaz de assumir cargos e falar em nome de empresa ou de agremiação esportiva. Você precisa ser político, ou ser secretária;

11) seja capaz de promover certames e espetáculos. Você precisa ser profissional da área de arte e espetáculos;

12) seja capaz para a tarefa de prevenir acidentes. Você precisa ser bombeiro, policial, paramédico.

Se você é um desses profissionais, ou outro que não me ocorreu mencionar, não é de se admitir que estará ganhando dinheiro ao mesmo tempo em que sentindo prazer no trabalho?

Não responda pensando “eu desejaria tanto ser médico, ou outra coisa qualquer!…” – responda pensando “eu tenho certeza de que ser médico é a minha praia, ou ser tal outra coisa é minha praia!”. Pense no que você é capaz de fazer porque já se viu fazendo (na escola, em casa, na rua, nas férias, quando foi obrigado a cumprir ordens, quando estava à toa…). Aqui vale mais recordar do que simplesmente sonhar.

Use o modelo acima. As alternativas de profissões mencionadas não esgotam o assunto. Descubra outras. Mas não deixe de pensar que o fundamental é você definir em que setor você é capaz de realmente ser útil, de atuar profissionalmente, pois é nele que sua competência gera dinheiro. Dificilmente alguém o contrataria apenas porque você é uma pessoa legal pra caramba, porque você é a simpatia em pessoa. O empregador só contrata quem é capaz de resolver problemas concretos, razão que fez surgir o ditado “beleza não põe mesa” – a pessoa tem que “mostrar serviço”. Que serviço você é capaz de mostrar?

Joel Nunes dos Santos – Psicólogo / orientador profissional

Vanessa S. Nakasato

Especial para o Aprendiz

Otho Garbers

Cerca de 75% da população brasileira deseja mudar de emprego, segundo dados levantados pelo psicoterapeuta Leo Fraiman. Especialista em psicologia educacional, Fraiman ressalta que grande parte dessas pessoas é infeliz profissionalmente por ter feito a escolha errada na adolescência, ou seja, antes de prestar vestibular. Optar por uma carreira para seguir pelo resto da vida não é uma tarefa muito fácil para ninguém, tampouco para um adolescente de 16 ou 17 anos. Nessa idade, são poucos os jovens que se conhecem o suficiente para tomar uma decisão certeira. Por isso, não raramente, muitos descobrem já adultos que gostariam de ter outra profissão. De acordo com Fraiman, a má escolha pode ter diversos responsáveis. O primeiro motivo é eleger uma carreira pelo glamour que ela aparenta. O aluno imagina o curso e a profissão de uma forma e, quando chega na faculdade ou no mercado de trabalho, percebe que é completamente diferente. Outro motivo de fracasso é o adolescente seguir a carreira da moda. Ele escuta dos amigos que tal profissão dá dinheiro ou tem um índice alto de empregabilidade e decide fazê-lo, mesmo que a carreira não tenha nenhuma relação com sua personalidade. O último ponto são pessoas que seguem o desejo dos pais só para satisfazê-los. “A conseqüência menos negativa de tudo isso é o indivíduo se decepcionar e largar o curso no primeiro ou segundo ano. A pior seria o estudante não mudar e se tornar, invariavelmente, um profissional medíocre ou uma pessoa infeliz. Isso é o que mais acontece”, lamenta Fraiman. O psicoterapeuta afirma que as escolas podem ajudar a evitar desilusões. Segundo ele, além da orientação profissional, a escola também pode trabalhar como facilitadora, levando palestras sobre as mais diversas carreiras, empreendedores de diferentes áreas e organizando visitas dos alunos à empresas para que possam conhecer a realidade das profissões. “É extremamente importante a escola trazer qualquer tipo de informação e formação que ajude o jovem a se identificar com uma área. Isso, sem se esquecer do apoio dos pais”, diz Fraiman. O psicanalista e educador Rubem Alves concorda. Ele se lembra de um amigo que era um dentista muito bem-sucedido. Estava ficando rico e, com 40 anos de idade resolveu deixar a odontologia. Fechou o consultório, foi viver modestamente com a família e iniciou um curso de sociologia. “Hoje, está feliz da vida”, conta. Para o educador, é prematuro obrigar um adolescente a tomar uma decisão tão séria como a escolha de uma profissão. “A maioria das pessoas descobre que detesta a profissão que escolheu, mas a arrasta para sempre por não ter coragem de começar da estaca zero”, comenta. “No caso dos jovens, muitas das escolhas são feitas por razões românticas. Imagine um moço que queira ser médico. Ele tem fantasias: as roupas brancas, as cirurgias, as luvas. A rotina desse profissional é outra coisa completamente diferente. Quando as pessoas vão tomar uma decisão, elas não podem ser levadas pelo charme, pela visão romântica da carreira. É necessário pensar em como será seu cotidiano”, afirma Alves, que atribui ao vestibular a pressa pela decisão precoce. Para Leo Fraiman, o grande problema do vestibular é não avaliar os principais elementos que se observa no mercado de trabalho: fatores comportamentais e de atitudes. Autor do livro Orientação Profissional em sala de aula, Fraiman explica que existe uma enorme carência de profissionais realmente capacitados e que são raros os colégios de ensino fundamental e médio que abraçam a formação humana mais ampla. “A grande maioria só está preocupada em aprovar seus alunos no vestibular. Isso explica, em parte, porque o processo seletivo de uma multinacional não consegue, muitas vezes, nem preencher uma vaga. Se por um lado existe muito jovem procurando emprego, por outro lado há muitas empresas em busca de jovens bem formados e com dificuldade em encontrá-los”, comenta o psicoterapeuta. A psicóloga Sofia Esteves é da mesma linha de pensamento e afirma que cursar uma universidade famosa, de primeira linha e morar fora do Brasil não são mais garantias de obter um emprego. Fundadora da Companhia de Talentos, uma das maiores recrutadoras de profissionais para as grandes corporações do país, ela ressalta que as habilidades comportamentais são as que mais contam hoje. Além de inglês fluente, domínio de informática, é imprescindível iniciativa, capacidade de trabalhar em equipe, ter análise crítica, raciocínio lógico, garra, determinação, boa comunicação e bom-humor. “São todas características do indivíduo, que podem ser desenvolvidas na família, realizando trabalhos comunitários, esportes coletivos, praticando alguma atividade artística ou na própria escola”, sugere ela. Instituições que têm a educação mais voltada para os valores, geram debates e dão oportunidades de o aluno apresentar seminários, ajudam o adolescente a desenvolver o auto-conhecimento. “Só não podemos nos esquecer que nossos jovens precisam ir para a universidade e o passaporte ainda é o vestibular. Por isso, é importante que a escola se preocupe com o conteúdo, sim. Sem contar que conhecimentos gerais somam pontos a qualquer profissional. O que não pode é a escola pensar somente no vestibular ou em trabalhar apenas o comportamento do adolescente. O ideal é casar as duas coisas para, assim, atingir os resultados desejados”, acha.